Mais importante do que a reeleição de Leco é a implementação do novo estatuto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Leco foi reeleito presidente do São Paulo e permanecerá à frente do clube até dezembro de 2020. Bom para alguns, ruim para outros, mas 123 conselheiros fizeram essa opção, contra 102 que preferiram José Eduardo Mesquita Pimenta.

Algumas conclusões a se tirar dessa eleição:

  • O crescimento da oposição foi patente. Teve pouco mais de 30 votos na eleição anterior, quando Newton Ferreira perdeu para o próprio Leco, na complementação de mandato que era de Carlos Miguel Aidar, que renunciou depois do gigantesco número de denúncias sobre sua conduta;
  • A baixaria em que se transformou essa campanha. Jamais vi isso na história do São Paulo. Ela se igualou às piores campanhas dos mais baixos cleros políticos que existem nos mais distantes rincões do País;
  • Ao contrário do que se imaginava, o São Paulo sai desta eleição mais dividido do que nunca. Quando Carlos Miguel Aidar renunciou, eu pedi, pelo Tricolornaweb, união entre os dois pontos divergentes na política do clube para que o São Paulo se reerguesse. Mas nesse momento, com um número gigantesco de vertentes partidárias, a divisão aumentou.

Leco tem um compromisso inadiável: a implementação do novo estatuto. A Comissão de Administração já começou a ser montada com a eleição de Julio Casares, Adilson Alves Martins e Silvio Medici, e a confirmação do nome de Raí. Ele já disse que precisará, no mínimo, de 15 dias para montar sua diretoria, até porque a partir de agora são nove profissionais de mercado, reconhecidamente capacitados, que deverão ser contratados para exercer as respectivas funções para a qual se formaram.

Leco também não pode deixar o futebol de lado. Mesmo sabedor que sou do buraco financeiro que o clube ainda tem, a criatividade tem que estar presente e um time de ponta deve ser montado. Com títulos ganhamos visibilidade, o preço do patrocínio sobe e as empresas passam a procurar o clube. E essa montagem de time tem que começar hoje, não daqui a 15 dias.

Por último, e peço desculpas por falar de nós mesmos, a certeza de que o Tricolornaweb cumpriu mais uma vez com sua função jornalística, de noticiar os fatos bons ou rins, de um lado ou de outro, sem pender para nenhum dos dois candidatos. Quando fiz as entrevistas com Leco e Pimenta, um deles ficou sabendo para quem eu estava torcendo. Falei a um deles no fim da entrevista, fora do ar, mas deixei claro que não poderia, pela ética que sempre norteou minha carreira, deixar transparecer no Tricolornaweb e que a linha editorial permaneceria a mesma.

Apesar de ser taxado de oposicionista quando denunciei erros da diretoria, e de ser “vendido” ao Leco quando denunciei coisas da oposição, fique muito feliz pelas mensagens que recebi no final da eleição, de ambos os lados, cumprimentando o Tricolornaweb pelo trabalho jornalístico que realizamos, sem tendências, e com isenção.

O dia 18 de abril também ficará marcado na história do Tricolornaweb. Além de fazermos a cobertura em tempo real, com a página Eleições carregando automaticamente a cada minuto, também fizemos a primeira transmissão ao vivo pela Rádio Tricolornaweb. Como ainda atuamos com PodCast, não sendo uma rádio web, não tínhamos condições técnicas de transmitir ao vivo. Então fizemos uma parceria com a Frequência Máxima Rádio Web, do amigo Nil Zabine, e transmitimos por inteiro a sessão que elegeu o novo presidente do São Paulo.

Isso rendeu recordes de audiência para as duas rádios e para o site, além de bombar nas redes sociais, pois as atualizações também foram feitas no Twitter e Facebook, além de vídeos “ao vivo” que fizemos pelo Face.

Por isso duas certezas: a de que o Tricolornaweb manteve sua linha, prestou serviços jornalísticos dignos da ética profissional e de que torceremos muito, mas muito mesmo, para Leco ser um grande presidente fazer do São Paulo o grande clube mundial que sempre foi.

Os gols voltaram na frente e continuam zerados atrás

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo massacrou o Linense e venceu por cinco a zero no Morumbi. É o quarto jogo seguido sem sofrer gols e, o mais importante: o ataque voltou a funcionar, coisa que também não acontecia já há um bom tempo.

Alguns vão falar que o time do Linense não é parâmetro para nada. Sei disso. Tanto é que o time que entrou em campo foi mesclado. Não jogaram Cueva – contundido – Lucas Pratto e Jucilei entrou apenas pela contusão de Rodrigo Caio. Além do mais, estávamos tomando gol de Mirassol, Botafogo, Ituano, tão medianos quanto o Linense. E marcávamos só um gol no São Bernardo – rebaixado -, Botafogo, e assim sucessivamente nos últimos jogos.

Então temos que ver que esse jogo serviu, sim, para uma espécie de treino de alto nível para o que vem pela frente. E o que virá serão jogos decisivos, clássicos do futebol brasileiro e a hora de poupar jogadores passou. Temos Cruzeiro na quarta-feira pela Copa do Brasil, clássico no final de semana – provavelmente Corinthians -, de novo Cruzeiro na outra quarta e de novo clássico no Paulista no outro domingo.

Gostei muito da partida de Buffarini. Disparado o pior em campo na última quarta-feira, neste sábado ele entrou ligado numa tomada 220v e correu muito, deu carrinho, teve ótima recuperação em alguns contra-ataques do Linense, marcou em cima, apareceu na frente, não perdeu uma única jogada. De fato ele é desprovido de qualidade técnica invejável, mas compensa com força e raça.

Também gostei muito do Tomas. Me parece ser o cara ideal para substituir Cueva em contusões, convocações, suspensões ou mesmo quando Rogerio for poupá-lo. Jogador rápido, insinuante, fez uma linda assistência para Gilberto, que não teve o domínio da bola, arrumou a bola na medida para Thiago Mendes marcar um de seus gols, marcou seu gol, criou outros lances. Enfim, temos que esperar mais um pouco, mas esse parece que veio para ser o substituto de Cueva quando se fizer necessário.

Também vi outra ótima partida de Lucão, muito firme na zaga, chegando sempre no tempo certo e mostrando que está encontrando seu futebol e que poderá vir a ser aquele jogador que todos no clube falavam e que os torcedores não viam. Quiçá isso se realize. Jogando nesse nível, teremos um zagueiro para encher os olhos da torcida.

Gilberto, como sempre, entra e arrebenta. Acho que Pratto é mais jogador do que ele, mas Gilberto vem mostrando que estamos muito bem servidos nessa posição. Pratto terá muitas convocações e desfalcará o São Paulo muitas vezes. Gilberto será útil demais para o time.

Para encerrar, quero falar, de novo, de Jucilei. Que espetáculo de jogador. Pelo que apurei, seu empréstimo é de um ano e o valor do passe está fixado em 4 milhões de Euros. Tem que se virar e pagar. O cara é bom demais. É responsável direto pela melhora substancial do sistema defensivo e tem um passe perfeito, coisa rara nos volantes de hoje. Baita contratação.

Agora acabou  a brincadeira e a fase de testes. Agora temos que apurar se realmente o trabalho está no caminho certo ou tem que ser mudada a trajetória. E aqui não estou falando em obrigação de conquista de título nem que Rogério tem que sair se o time decepcionar. É um começo do trabalho e teremos as primeiras provas para ver a nota que será dada ao aluno. Espero dar um 10.

Apesar dos pesares, o empate não foi um mau resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, deixando “cornetices” e “tietagens” de lado, observando o que foi o jogo e com que e contra que time jogamos, não podemos ficar frustrados. Quantos jogadores considerados titulares estavam em campo? Se não estou enganado, três: Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto. Oras, jogando contra um time argentino – vou repetir – jogando contra um time argentino, numa panelinha, com um jogador a menos durante 18 minutos, não podemos reclamar.

Minha contestação está em Rogério Ceni ter decidido poupar todo mundo para o “terrível” jogo de sábado, no Morumbi, contra o fortíssimo e arrebatador Linense, podendo até perder por um gol de diferença. Aí sim moram minhas críticas.

Mas Rogério Ceni não foi mal apenas nessa opção, mas nas substituições que fez. Nessa de poupar, deixou Junior Tavares no banco e improvisou, mais uma vez, Buffarini na esquerda. Bolas, era evidente que daria errado, porque sempre deu. E olha que ele se matou em campo. Mas é ruim, e não tem nadica de nada de pé esquerdo. Claro que tomou um cartão amarelo logo de cara, na primeira que foi cortar como destro, uma jogada feita para um canhoto cortar. Isso com cinco minutos de jogo.

Outra coisa é Wellington nem. Continua uma aberração. Teve duas chances absolutamente claras de gol, mas parece não saber chutar. Perdeu os gols. Ah, mas ele era meia. Ok. Não fez uma única assistência. Ah, mas ele, depois, foi jogar aberto. Tá bom, mas não ganhou uma única bola.

Junior Tavares, quando ia entrar, pensei: ele vai tirar o Buffarini. Simples assim. Ou então, vai tirar o João Schmidt, colocar o Buffarini na direita, o Araruna no meio e pronto. Quando vi que ele tirou o Chaves, rapidamente imaginei: vai colocar o Araruna no meio, o Buffarini a direita e resolvido. Não. Ele colocou o Junior Tavares literalmente no lugar do Chaves. Ora, evidentemente coisa boa não ia acontecer, até porque o técnico deles mandou forçar o jogo para cima do Buffarini. Pronto. Expulsão. “Mérito” do Rogério Ceni.

Para piorar mais, ele tira o Shaylon e coloca o Wellington, para arrumar a defesa e nitidamente segurar o empate. Bolas, mas sem entrar o Wellington, o time tinha quatro defensores (Araruna, Lucão, Rodrigo Caio e Junior Tavares), dois volantes (Jucilei e João Schmidt), um meia para ajudar por ali (Shaylon) e dois atacantes (Wellington Nem e Pratto). Por que então colocar o Wellington?

E o Shaylon? Esse aí teve a segunda chance consecutiva e não aproveitou. Entrou e ficou completamente perdido. Em alguns lances alongava um passe curto, mas que não era nem passe, e nem ficava para seu domínio. Ele não sabia o que fazer com a bola. Estava nitidamente assustado.

Levando-se tudo isso em consideração, os erros nas opções e a expulsão, o empate não pode ser considerado como um mau resultado. E é claro que não estou preocupado com essa classificação. Se jogar um tiquinho só de bola no jogo de volta aqui, no Morumbi, em maio, goleia. Mas, por favor, vamos botar o pessoal para jogar. Ninguém se cansa para ir no caixa receber os salários que, diga-se de passagem, estão em dia (e não é mais do que a obrigação do clube). Então vamos lá, porque o momento dos testes já ficou para trás.

Defesa continua falhando e o time perdeu o brilho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo com o Corinthians, no Morumbi, não pode ser considerado um resultado negativo. Por mais que tenha sido jogado em casa, com estádio lotado e torcida única, clássico é sempre clássico e detalhes podem decidir a partida.

No nosso caso, mais uma vez, a defesa apresentou esse detalhe e decidiu o jogo. Contra nós. Maicon saiu para marcar ninguém na lateral do campo e ficou no meio do caminho. Quando o cruzamento veio, Rodrigo Caio estava passeando pela área e Junior Tavares correu para tentar cobrir, mas não chegou a tempo. O fato é que Jô cabeceou completamente só, algo inadmissível.

Tirando o gol que tomamos, que foi algo corriqueiro em nosso histórico este ano, o fato é que o time perdeu o brilho. No intervalo do jogo cheguei a lançar nas redes sociais que a preocupação em arrumar a defesa tirou do time a vontade de atacar.

Por mais que alguns tenham criticado muito o excesso de gols sofridos pelo São Paulo, era muito gostoso ir ao Morumbi, ou mesmo pela televisão, ver o Tricolor jogar. Era certeza de muitos gols. E os placares eram de 5 a 2, e a 2, 4 a 2, e assim sucessivamente. Mas as críticas pesadas contra o sistema defensivo, que teve no próprio presidente Leco um porta-voz, acabaram mudando o jeito do time jogar e a consequência foi clara: diminuímos o número de gols sofridos (de dois para um por partida) mas também reduzimos, em proporção maior, o número de gols marcados.

Sinceramente, sempre defendi o esquema ofensivo implantado por Rogério Ceni. Entendia que seria possível, uma hora ou outra, sofrermos uma derrota, até por goleada. Mas no curso normal das coisas, as vitórias seriam mais comuns e consequentes em nosso caminho.

Outra coisa que pesou muito foram as ausências de Pratto e Cueva. Principalmente o nosso 10, que é o motorzinho do time e cresce muito em jogos importantes. Não é possível comparar o que perdemos e o que eles perderam, em termos de jogadores convocados. E, até por isso, não considero uma tragédia o resultado

Por falar em tragédia, li em algumas redes sociais algumas pessoas tentando politizar a morte do torcedor, que caiu da arquibancada. É no mínimo uma insanidade culpar o clube pelo ocorrido. O cidadão foi pular uma cerca gigantesca, que divide setores, e passou sobre o muro da arquibancada. Ninguém pode prever que o torcedor cometa uma loucura dessas.

Quando caiu a grade de proteção naquele jogo em que alguns torcedores desabaram e caíram no fosso, a situação foi diferente. Ali o clube era, sim, responsável pelo ocorrido. Mas neste domingo, não. Foi uma irresponsabilidade de alguém que estava fazendo alguma coisa errada. E pagou com sua vida o preço deste crime.

Lamento muito pela vida que se perdeu, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Espero que o time volte a ser aquele que era há quatro rodadas e que o futebol bonito volte a ser apresentado.

 

Mais uma bela vitória, mas com a defesa falhando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo continua apresentando um futebol que eu gosto de ver. Ofensivo, com o ataque funcionando muito bem, mas pagando o preço de uma defesa desguarnecida.

Vejo alguns pontos que devem ser acertados ao longo do tempo. Jucilei será titular do time, e isso não tenho a menor dúvida. Deverá entrar no lugar de João Schmidt, até porque ele vai embora no meio do ano. A defesa está se ressentindo de um leão de chácara à sua frente e Jucilei pode ser esse jogador, além de ter bom passe e saber sair jogando.

Outro ponto que pode ser corrigido já é a descida dos laterais. Pela tradição tática do futebol, quando um desce o outro fica. No São Paulo os dois estão descendo concomitantemente. João Schmidt que é técnico, mas está longe de ser um marcador contumaz, não consegue proteger a zaga e quando perdemos a bola lá na frente, a dupla de zaga fica no mano a mano. Para piorar, Maicon ainda não encontrou seu bom futebol este ano, Rodrigo Caio está abaixo do nível que pode render, enquanto Breno e Lugano estão completamente fora de forma.

Aliás, mais uma vez, é com muita tristeza que imputo a Breno culpa pelos dois gols que sofremos nesta quarta-feira. Já houvera sido assim contra o Novorizontino. É verdade que ontem ele contou a colaboração decisiva de Bruno para que os gols do PSTC saíram.

Agora, um parágrafo aberto  para falar de Cícero: como esse jogador evoluiu de sua passagem anterior pelo São Paulo para esta. É o típico volante moderno, absolutamente técnico e com um bom sentido de marcação. Não é primeiro volante, mas funciona como coringa e vai desde essa posição até a de centro-avante. Encaixou como uma luva no time.

E quero destacar também Lucas Pratto. Não marcou nenhum gol nesta quarta-feira, mas a assistência que deu para o segundo gol de Cícero foi espetacular. Sem contar que ele sai da área, permitindo outras penetrações e dá assistências, misturando técnica, oportunismo e raça. Uma grande contratação.

Em resumo, mais uma vez fiquei muito feliz com o que vi. Sempre disse e repito: prefiro ver um time que tome dois gols por partida, mas que marque quatro do que um que não tome gol, mas tente ganhar por 1 a 0, no sufoco. Sou mais, muito mais, Rogerio Ceni do que os retranqueiros do nosso futebol.

Empate em Novo Horizonte só ocorreu por falha individual

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mais uma vez, saiu de um 2 a 0 e deixou o adversário empatar no final da partida. O que ocorreu com o Mirassol, no Morumbi, voltou a acontecer neste sábado, em Novo Horizonte. Desta vez, no entanto, não podemos jogar a culpa no esquema tático ofensivo de Rogério Ceni. Nesta noite os dois gols do Novorizontino foram em falhas individuais de Breno: no primeiro o pênalti e no segundo em que ele não pulou. Nítida falta do tempo de bola.

Antes de mais nada quero deixar claro que aprovo 100 por cento o esquema tático ofensivo que Rogério Ceni vem implementando. Se temos uma defesa muito vazada, também temos um ataque muito positivo. Portanto, prefiro um esquema onde o time tome três gols mas faça cinco, do que não tome nenhum e, eventualmente, faça um.

Vamos registrar alguns pontos que nos prejudicaram e podem sr considerados com desculpas absolutamente válidas para o empate desta noite: o campo era um verdadeiro pasto, pois choveu o tempo todo; o time era misto, com mais jogadores reservas do que titulares; a dupla de zaga não seria esta, pois Rodrigo Caio iria jogar. Só não jogou por ter tido torcicolo momentos antes da partida; o time ainda está em formação, assimilando um novo sistema tático.

Dito tudo isso, volto a repetir o que já escrevi no editorial pós Mirassol: também fiquei puto com aquele empate. Mas entendo a situação e nesta noite de sábado fiquei muito mais chocado pelas falhas terem ocorrido exatamente com Breno, em quem deposito muita confiança e espero ver voltar a jogar em grande estilo.

Entendo que Rogério Ceni errou numa substituição. Quando ele voltou para o segundo tempo com Jucilei, esperava que fosse no lugar de Araruna. Shaylon, que fez um péssimo primeiro tempo, deveria ter sido substituído por Lucas Fernandes. É verdade que com a mudança que ele fez, liberando Thiago Mendes para atacar mais, saiu o segundo gol. Mas o time perdeu em armação, ficou sem ter o jogador que dá o passe final de maneira certeira. Isso também nos levou aos problemas defensivos.

Não resta dúvidas que iremos à outra fase do Paulista. Agora os pensamentos estão voltados para  a próxima quarta-feira, quando enfrentaremos o time paranaense pela Copa do Brasil. Lá, com time completo, a conversa será diferente.

 

O futebol alegre do São Paulo está gostoso de ver

Amigo são-paulino. leitor do Tricolornaweb, estou gostando muito de ver o São Paulo jogar na era Rogerio Ceni. É um futebol moleque, onde o time todo vai para cima do adversário como uma avalanche, sufoca, encurrala, enfim, tem a postura que sempre quis ver. Marca muitos gols. Também sofre muitos, é verdade. Mas o saldo está positivo.

Rogerio Ceni está utilizando esquema semelhante ao de Juan Carlos Osorio. Sei que lá tomamos uma goleada no Morumbi, mas jogávamos um futebol que todos elogiavam. O que precisa ser encontrado é o equilíbrio de como fazer um time tão ofensivo, mas sem descuidar da defesa.

Quando o adversário está com a bola, o São Paulo tem uma formação onde Pratto fica sozinho à frente, atrás dele fica uma linha de cinco e mais atrás outra de quatro. O problema está nos contra-ataques que sofremos.

Neste jogo contra o São Bento ficou escancarada a visão de vazio defensivo. O São Paulo teve o domínio de bola na maior parte do tempo. Não poucas vezes Maicon aparecia como meia e o único jogador que ficava no meio de campo, como defensor, era Rodrigo Caio. Também havia o inverso. Uma bola perdida nestas circunstâncias é fatal para sofrermos o gol.

Percebam que o primeiro gol do São Bento saiu de um contra-ataque, em que Rodrigo Caio – que aliás fez uma péssima partida nesta noite – teve que sair para cobrir Junior Tavares, tomou no meio das pernas. Maicon teve que sair para cobrir Rodrigo e no escanteio nosso zagueiro da Seleção Brasileira falhou, não subindo com o atacante adversário.

Talvez a entrada de Jucilei como primeiro volante possa resolver esse problema. João Schmidt é muito técnico, tem bom passe, mas não é o leão de chácara que precisamos para atuar na frete da zaga. Thiago Mendes também não faz essa função. Muito menos Cícero. Está claro que Rogerio optou por um meio de campo leve e de bons passes, abrindo mão do brucutu. Mas esse tipo de jogador acaba sendo necessário.

Não vou entrar no time dos que estão preocupados com esse esquema de jogo. Prefiro ver o time continuar sofrendo com a defesa, tomando dois gols por jogo, mas fazendo três, quatro ou cinco lá na frente, do que voltarmos ao estilo Bauza/Ricardo Gomes, onde um a zero era goleada e o jogo se arrastava de forma deprimente.

Estou muito feliz com o início de Rogerio Ceni no São Paulo. Acho que tudo será uma adaptação, dos jogadores entenderem suas ideias e dele perceber algumas coisas que precisam ser melhoradas. E vamos em frente.

Técnico grotesco, medroso e retrógrado, reforma a situação do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Santos no Pacaembu. Mais uma derrota. Mando nosso. Clássico de torcida única. Nem empatar estamos conseguindo mais.

O time precisa ganhar e o técnico entra com três volantes, dois laterais esquerdos e dois atacantes de meio. Nenhum meia. Lembrando que no banco tínhamos, no mínimo, três: Cueva, Daniel e Jean Carlos. Aí, quando toma o gol, começa a trocar todo o mundo. Tira o inútil Wesley para colocar o peruano. Depois o burocrático e fraquíssimo Hudson para colocar outro horrível: Jean Carlos. Carlinhos, o rei do Refis, já tinha saído e entrado Kelvin. Melhor seria se tivesse ficado no banco.

Jogando com três volantes, não foram poucas as vezes que Ricardo Gomes gritava para Hudson não passar do meio de campo. Ou seja: não era um time ofensivo, apesar de três volantes. Era retranca no duro. E mesmo assim conseguiu tomar o gol, com a bola passando por toda nossa intermediária, na frente e nas costas dos três volantes. Inúteis.

Nunca defendi a troca de treinador pura a simplesmente por maus resultados. Mas Ricardo Gomes, a quem critiquei antes mesmo de ser anunciado como nosso técnico, não dá mais. Já passou da hora. Aliás, nem deveria ter tido essa hora.

Só queria entender como eu e toda torcida do São Paulo enxergamos, por antecipação, que ele não daria certo, enquanto Leco, Medicis e Jackobson, que tem o dever de saber o que estão fazendo, não conseguem ver que Ricardo Gomes nunca daria certo com esse elenco, que já é fraco por natureza, e agora tem a auxiliá-lo esse treinador. E vem o Marco Aurélio Cunha e diz que agora não é hora de trocar. É sim. Deixa o Jardine. Coloca o Pintado. Traz o Luxemburgo, o Roger, sei lá quem, mas tira esse cara ainda hoje, pelo amor de Deus. Talvez o Luxemburgo, com um contrato de risco até o fim do ano e renovação se tiver feito um trabalho decente. Pior que isso não será. Mas ele não entra no São Paulo. Alguns conselheiros fazem biquinho quando se fala o nome dele.

É muita incompetência junta. E ainda sou obrigado a ouvir, jogo após jogo, derrota após derrota, que o time está evoluindo, criando chances, perdendo muitos gols e que existe falta de confiança. Perdendo quais gols? Quais chances foram criadas? Gol perdido, mesmo, teve um, do Chavez. Alias, contra o Flamengo também teve um, do Chavez. Muito pouco para um clube da grandeza do São Paulo, mas que por incompetência, aliada aos conchavos políticos, jogou o Tricolor numa vala comum e caminha de forma célere com a cartilha da série B em suas mãos.

Que o São Paulo nos proteja!

Parabéns Leco e Ricardo Gomes: a derrota é de vocês!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb,  o que é que eu posso escrever aqui depois de perder bisonhamente de um time da série C, dentro do Morumbi, sendo que nos últimos 15 minutos atuou com um jogador a menos? Talvez eu pudesse tentar justificar com o pênalti que não foi. Mas soa como castigo para um time incompetente, sem criatividade, que deu dois chutes na direção do gol no jogo todo.

Ricardo Gomes, mesmo estando há apenas dez dias com o elenco, é, sim, culpado. Escondeu os treinos, disfarçou o time. Escondeu tanto que os próprios jogadores esconderam o futebol e não jogaram .

Ele tirou Mena e Buffarini Carlinhos e Bruno. Trocou seis por menos de meia dúzia, até porque somados os quatro temos bem menos do que um; mas o pior mesmo foi a escalação do meio de campo: Hudson, Thiago Mendes e João Schimidt. Três volantes para jogar contra o Juventude, time da série C, é sempre bom destacar, dentro do Morumbi. Mas tem coisa ainda pior: pegou João Schimidt, que tem um passe um pouquinho melhor, e colocou à frente da zaga; pegou Hudson – que no máximo é um primeiro volante esforçado – e Thiago Mendes – que também não passa disso, apesar de não ser esforçado – e colocou como meias, ora entrando pelo meio, ora pelas pontas, alternando com Cueva e Kelvin. Ele é um inventor. E dos piores.

No intervalo teve a “coragem” de tirar um volante para colocar Michel Bastos. E tirou errado, pois quem deveria sair seria Thiago Mendes e não João Schimidt. Pior ainda foi a entrada de Gilberto no lugar de Kelvin. É verdade que o ponta não vinha bem, mas o time estava perdendo e a hora era de tirar um volante, tipo Thiago Mendes, deixando Hudson que é mais marcador, para ir para a frente. Mas Ricardo Gomes vai para a frente? A resposta é não!

Leco é, sim, também, responsável direto. Foi ele quem bancou a vinda de Ricardo Gomes, assim como fizera em 2009, quando era vice-presidente de Futebol. Ricardo Gomes é, sem dúvida alguma, um cara de boa índole, bom caráter, mas está com a saúde bastante debilitada e nunca foi um técnico de encher os olhos.

Mas Leco está, nesse momento, mais preocupado em reforçar sua base política no clube, visando a eleição de abril do próximo ano, do que com qualquer outra coisa. E o futebol virou, nesse momento, essa “qualquer outra coisa”.

Então, se Leco banco Ricardo Gomes e ele fez esse monte de asneiras, só posso cumprimentá-los e dedicar a eles esta derrota. Aliás, esta humilhação e praticamente desclassificação da Copa do Brasil, logo de cara.

Agora é pensar no Brasileiro. E que Deus nos ajude.

Jogo da Venezuela mostra que tudo tem que mudar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo do São Paulo contra o Trujillanos da Venezuela, nesta quarta-feira, quando conseguimos um pífio empate em 1 a 1 mostra que atitudes drásticas e imediatas por parte do presidente Leco: troca de vice-presidente de Futebol e demissão imediata do técnico Bauza.

Àqueles que falam que não foi Bauza quem bateu e perdeu o pênalti eu respondo: também não foi ele quem marcou o gol e deu passes brilhantes para os péssimos jogadores de ataque desperdiçarem. Àqueles que falam que Ganso não é no São Paulo o que foi no Santos, respondo que lá ele entregava a bola para Neymar, e o gol saía. Aqui, ele entrega para Kardec, que mata de canela: para Thiago Mendes, que não sabe chutar; para Centurion, que cai a frente do adversário.

Então vão falar: “mas o Bauza escala o Ganso e você quer que ele seja demitido”. Sim, porque ele não consegue dar um padrão tático ao time. O que eu vejo, depois deste tempo todo, são Bruno, Mena, Carlinhos (ou Michel Bastos) e Centurion chutando bolas altas para a área. Sim, chutando, porque nenhum deles tem noção do que é cruzar uma bola. Falavam do muricybol, mas o bauzabol é mil vezes pior.

Não há jogadas ensaiadas, não há passagens pelas laterais, não há penetrações pelo meio, a defesa bate cabeça, os volantes não sabem a quem marcar. E assim o São Paulo vai se afundando. Para mim, já foi a Libertadores. Acho que sequer se classifica para a próxima fase do Paulista. E corre sérios riscos no Campeonato Brasileiro, mesmo antes de começar.

Serei muito criticado pelo que vou afirmar, mas é meu pensamento: poucos clubes no País tem um elenco com a qualidade que o São Paulo. Nosso problema é técnico. Precisamos de um que entenda de tática, que não seja tão defensivo quanto este e que treine jogadas pelo chão, com chutes de fora da área. O estilo Bauza não dá mais.

Quando disse no título do meu comentário que serão necessárias medidas drásticas e urgentes, digo que defenderei, a partir de agora, as demissões sumárias de Edgardo Bauza e Gustavo Oliveira, a troca do vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, com imediata substituição por alguém que fale a linguagem dos jogadores e a identificação dos laranjas podres, que sejam negociados já com outros clubes, antes que fiquem desvalorizados pelo vazamento dos nomes.

Por enquanto é isso o que o Tricolornaweb começará a cobrar de Leco. E que ele o faça, antes que comecemos a pedir sua renúncia.