Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, jogar contra o Patético Paranaense em Curitiba sempre é sinônimo de suspense. Nós sempre sabemos que alguma coisa poderá acontecer.
Lembram-se do que esses imbecis, que se acham um time grande, mas não conseguem ser médios, fizeram com Kaká? Lembram-se das armadilhas causadas para o São Paulo? Lembram-se da final da Libertadores, que queriam fazer lá, mesmo contra as regras? E depois de tomarem de 4 no Morumbi ficaram tentando impugnar o título? Lembram-se que por dois anos (os dois últimos) proibiram torcida do São Paulo lá e exigiram torcida única? Agora foi a escuridão, o jogo que só quem estava lá viu, com ingressos a R$ 150,00. Ou quem adotou uma estratégia, como eu, que não tive garantia de cabo de rede de internet para transmitir o jogo de lá e fui obrigado a “armar” com um amigo para ligar a câmera de seu celular por uma rede social privada e transmitir para mim o jogo. Assim pude transmitir na Rádio Tricolornaweb.
Esse mesmo Patético Paranaense, que tem no tal de Petraglia seu mentor intelectual, que pressiona tudo e todos, mais ou menos nos moldes que Eurico Miranda fazia em São Januário, para ganhar a qualquer custo. Talvez aí a explicação para não assinar com o Premiere e o jogo em que estava perdendo ir até 51, depois 53, depois 55 minutos.
Foi contra tudo isso que conseguimos trazer três pontos de lá. Se ficamos tantos anos sem conseguir vencer na Arena, agora já faz alguns anos que eles não conseguem ganhar de nós dentro do campo deles.
Cuca fez o que se previa: manteve Juanfran no banco, porque ele está fora de forma, e colocou Vitor Bueno no lugar de Pato/Everton/Toró. E Vitor Bueno acabou sendo o nome do jogo. Sem posição fixa, ele jogou aberto, no meio, como meia, como centro-avante, enfim, ocupou várias posições.
O Patético levou perigo no primeiro minuto de jogo. Depois o São Paulo equilibrou e passou a dominar a partida até marcar o gol. É bom que se diga que o Patético bateu muito. No primeiro tempo foram 15 faltas deles contra cinco do São Paulo. Mesmo assim o árbitro deu apenas um cartão amarelo para o zagueiro deles e um cartão para Reinaldo.
No segundo tempo o São Paulo continuou melhor, mas a entrada de Vitinho mudou o panorama do jogo. O Patético passou a fazer três contra dois pelos lados, pois sua jogada praticamente única é o cruzamento, e ganhar todas as jogadas sobre Igor Vinicius/Antony, Reinaldo/Vitor Bueno.
Cuca se viu obrigado a reforçar a marcação. Não adiantava mais sair para cima deles e deixar campo livre para os contra-ataques. Assim ele colocou William Farias para fechar o meio com Tchê Tchê; depois colocou dois laterais: Leo e Juanfran, tirando Liziero e Antony. Isso matou boa parte dos ataques deles, além do que, nos poucos cruzamentos que ainda conseguiam fazer, encontravam Arboleda e Anderson Martins muito bem posicionados, cortando tudo, ou Thiago Volpi em grande noite mais uma vez.
Dessa forma o São Paulo saiu de Curitiba com três pontos improváveis, pelo time que mandamos para lá e pelo histórico, mas que nos colocou definitivamente na briga pelo título, a apenas dois pontos do líder.
Efetivamente, ligamos a seta para o lado esquerdo e não pedimos passagem. Simplesmente passamos!