Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo continua apresentando um futebol que eu gosto de ver. Ofensivo, com o ataque funcionando muito bem, mas pagando o preço de uma defesa desguarnecida.
Vejo alguns pontos que devem ser acertados ao longo do tempo. Jucilei será titular do time, e isso não tenho a menor dúvida. Deverá entrar no lugar de João Schmidt, até porque ele vai embora no meio do ano. A defesa está se ressentindo de um leão de chácara à sua frente e Jucilei pode ser esse jogador, além de ter bom passe e saber sair jogando.
Outro ponto que pode ser corrigido já é a descida dos laterais. Pela tradição tática do futebol, quando um desce o outro fica. No São Paulo os dois estão descendo concomitantemente. João Schmidt que é técnico, mas está longe de ser um marcador contumaz, não consegue proteger a zaga e quando perdemos a bola lá na frente, a dupla de zaga fica no mano a mano. Para piorar, Maicon ainda não encontrou seu bom futebol este ano, Rodrigo Caio está abaixo do nível que pode render, enquanto Breno e Lugano estão completamente fora de forma.
Aliás, mais uma vez, é com muita tristeza que imputo a Breno culpa pelos dois gols que sofremos nesta quarta-feira. Já houvera sido assim contra o Novorizontino. É verdade que ontem ele contou a colaboração decisiva de Bruno para que os gols do PSTC saíram.
Agora, um parágrafo aberto para falar de Cícero: como esse jogador evoluiu de sua passagem anterior pelo São Paulo para esta. É o típico volante moderno, absolutamente técnico e com um bom sentido de marcação. Não é primeiro volante, mas funciona como coringa e vai desde essa posição até a de centro-avante. Encaixou como uma luva no time.
E quero destacar também Lucas Pratto. Não marcou nenhum gol nesta quarta-feira, mas a assistência que deu para o segundo gol de Cícero foi espetacular. Sem contar que ele sai da área, permitindo outras penetrações e dá assistências, misturando técnica, oportunismo e raça. Uma grande contratação.
Em resumo, mais uma vez fiquei muito feliz com o que vi. Sempre disse e repito: prefiro ver um time que tome dois gols por partida, mas que marque quatro do que um que não tome gol, mas tente ganhar por 1 a 0, no sufoco. Sou mais, muito mais, Rogerio Ceni do que os retranqueiros do nosso futebol.
