Mais uma partida ruim. Mais um resultado horrível.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sina não para, a fase não passa. Quem assistiu apenas o início da partida deste domingo no Pacaembu achou que o São Paulo iria ganhar com facilidade do Cruzeiro. Começou jogando bem, com boa movimentação na frente, uma ótima enfiada de Reinaldo para o gol de Pato.

Mas foi instantâneo: marcou o gol, recuou e parou de criar. Inexplicavelmente o time deixou de jogar e permitiu ao Cruzeiro, como dizem os boleiros, “gostar do jogo”. Enquanto o São Paulo não conseguia fazer mais nada, o Cruzeiro começou a criar oportunidades. Não fosse a presença de Thiago Volpi em ao menos dois lances, e já teríamos tomado o empate no primeiro tempo.

Pato era o único que conseguia produzir alguma coisa. Hernanes uma figura morta em campo; Toró, como sempre, um cemitério de jogadas; Vitor Bueno até fez alguma coisa, mas muito pouco para ser destaque; Luan e Tchê Tchê não se entendiam na cabeça de área e deixara Bruno Alves e Anderson Martins vulneráveis.

Cuca tentou mudar alguma coisa, tirando Hernanes no intervalo e colocando Igor Gomes. Não adiantou muito. Por mais que o garoto tivesse mais movimentação e um pouco mais de participação no jogo, não foi aquilo que todos esperavam e o time ficou carente de um meia, de um jogador que pudesse colocar a bola nos pés, acalmar o jogo quando necessário, acelerar quando é preciso.

O gol de empate do Cruzeiro saiu quando Thiago Volpi já tinha feito uma outra grande defesa. A falta, cometida por Hudson perto da meia lua (ele era lateral), foi espetacularmente bem cobrada por Thiago Neves, indefensável para Volpi.

Cuca tirou Vitor Bueno e Hudson para colocar Calazãns e Igor Vinicius. Para mim errou, pois deveria ter tirado Toró. Igor Vinicius foi colocado para dar mais ofensividade na lateral. Ele realmente foi para a frente. Tanto que tomou uma bola nas costas e teve que apelar para a falta, sendo expulso com justiça.

E o São Paulo, um catado em campo, não conseguiu vencer de novo, dentro de casa. A torcida, pouco mais de oito mil pagantes, vaiou, xingou Leco, continuou protestando. Legitimamente.

E Cuca diz que vai buscar duas vitórias lá fora, contra Avaí e Atlético-MG. Eu vou torcer, vou acreditar, mas é claro que ele está jogando para a torcida. A esperança que eu tinha de estar no G4 até a parada para a Copa América, já estou perdendo. E assim caminhamos, com um campeonato só, não conseguindo ganhar de quem joga três torneios e poupa alguns jogadores. Triste sina do São Paulo, que existe há 11 anos e, ao que parece, vai continuar.

Já tínhamos a derrota. Fomos em busca da humilhação. Conseguimos. Vergonha!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai colecionando humilhações, uma atrás da outra. Conseguimos a segunda este ano (para ser bonzinho): jogamos apenas duas partidas na pré-fase da Libertadores e duas na primeira fase que participamos da Copa do Brasil. Agora, enquanto nossos adversários jogam três competições (Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana), nós só teremos o Campeonato Brasileiro para disputar.

Não faz muito tempo ouvi nos corredores do Morumbi a preocupação com a questão das finanças. O clube projetou chegar longe na Libertadores e ganhar muito dinheiro. Caiu logo de cara e teve que se readequar. Projetou ir longe na Copa do Brasil e caiu de cara. O que vai fazer agora? Vender as promessas?

Mas vamos ao jogo desta quarta. Cuca errou de novo. Já errou semana passada e voltou a fazer bobagem. Apostar num ataque com Helinho, Toró e Everton só pode ser piada de mau gosto. Pato é o cara para jogar aberto, mas foi ele mesmo, Cuca, quem disse que ele seria o 9. Aí deixa Pato no banco para coloca Toró que, como centro-avante, não pegou na bola. Helinho ainda deu dois chutes a gol. E foi só. Perdeu as demais jogadas. Aliás, Helinho entra cansado em campo. Depois sai chorando.

Aí no intervalo Cuca mexe no time e coloca Pato no lugar de Everton, que sentiu tontura. Toró passa pelo lado esquerdo e consegue piorar sua participação. Se pelo meio não pegou na bola, pelo lado do campo pegou bastante, mas perdeu todas as jogadas.

As mexidas de Cuca foram para colocar o time para a frente, eu entendo isso. Mas ele não pode entrar com Igor Vinicius, que é horrível. Ele mata Hudson que é um jogador burocrático como volante, mas que se encaixou bem na lateral direita.

Arboleda fez, talvez, sua pior partida com a camisa do São Paulo. Se foi sua despedida, foi melancólica. Perdeu todas para Gilberto e ainda foi expulso por tomar um drible do “agil” Fernandão. Bruno Alves mergulhou ladeira abaixo acompanhando seu companheiro de zaga.

Hernanes, que outrora foi um craque, esqueceu de jogar. Ou está em posição errada. Mas o fato é que o Profeta que aprendemos a admirar ficou no passado e nessa volta ainda não deu as caras.

Enfim, como eu disse no título, a derrota nós já tínhamos e iríamos em busca da humilhação. Ela foi alcançada. Mais uma no ano. Obrigado presidente. Obrigado diretoria. Obrigado comissão técnica. Obrigado elenco. Obrigado todos que fazem o São Paulo por nos darem essa humilhação vergonhosa como presente.

Ah!, em tempo. Por favor, nem pensem em demitir o Cuca. Ainda é o melhor do País. Qualquer outro que pudesse vir seria pior do que ele.

Mais uma derrota igual as outras

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Corinthians, de novo, em Itaquera. Mas eu pergunto: em que essa derrota foi diferente das outras? E quando pergunto das outras me refiro ao próprio Corinthians e ao Bahia, nesta última quarta-feira?

O São Paulo domina o jogo, tem maior posse de bola, mas não consegue furar o bloqueio adversário. Pior do que isso: não chuta no gol, ainda que a meia distância.

Cuca está errando, no meu modo de ver, no desenho tático do time. Antony ia bem quando jogava aberto, buscando o confronto com o lateral e partindo para dentro da área pelo lado do campo. Hoje ele joga centralizado e o lado direito fica por conta de Igor Vinicius. Meu Deus!

Do lado esquerdo Everton também joga pelo meio e o lado fica por conta de Reinaldo. Meu Deus!

Para completar, esse monte de gente embolada só facilita a marcação de quem está fechado, porque fica um mar de pernas no mesmo lugar e ninguém chega a lugar nenhum.

Neste domingo ficou muito clara essa situação. Hudson e Tchê Tchê vinham com a bola, trocavam passes de meio metro entre eles, Reinaldo se apresentava ao lado dos dois. Aí tinha uma linha de marcação do Corinthians, com quatro ou cinco jogadores. Atrás desta linha estavam Pato, Antony, Everton, Vitor Bueno. A bola não chegava neles. Quando Hernanes entrou, ele também passou a ficar atrás da linha de marcação do Corinthians. Ou seja: nosso meio e nosso ataque ficavam encaixotados entre a marcação de meio de campo e a defesa do Corinthians.

Isso foi assim contra o Bahia. Vai ser assim, de novo, na quarta-feira e tantas vezes quanto o adversário jogar fechado como fizeram Bahia e Corinthians.

Portanto o resultado foi absolutamente justo. O São Paulo não fez nada, absolutamente nada que pudesse nos fazer acreditar que uma injustiça havia acontecido no marcador. O juiz, por sua vez, tentou aprontar, mas foi impedido pelo VAR. Então nem da arbitragem podemos reclamar, a não ser que queiramos achar pelo em ovo, falar que ele travou muito o jogo, demorou para autorizar até batidas de lateral, coisas que a meu ver não mudaram o andamento da partida. O São Paulo caiu de novo na armadilha do Corinthians, que joga por uma bola e depois cozinha o jogo.

E é fato que será mais uma segunda-feira onde aqueles senhores que dirigem o São Paulo continuarão fechados em suas salas com ar condicionado enquanto nós, pobres mortais, teremos que enfrentar as ruas e nosso trabalho, onde há corinthianos, palmeirenses e santistas. E a bola da vez seremos nós de novo. Oh sina!

180 minutos no Morumbi, nenhum gol no Bahia. Tem algo errado.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos aceitar assim tão passivamente os dois últimos resultados do São Paulo. Não é Cuca falando que não há terra arrasada que vai atenuar o fato de termos jogado 180 minutos dentro do Morumbi contra o “fortíssimo” Bahia e alcançado a façanha de não marcar um único gol e ainda perder um jogo.

Cuca mudou o time de domingo para esta quarta e a situação não mudou. É verdade que Pato mandou uma bola na trave, uma raspando o gol, uma com defesa incrível do goleiro do Bahia. Mas…Pato, Pato, Pato. Exatamente o jogador que ele tirou no intervalo domingo para colocar Helinho e piorou mais ainda a situação.

Talvez tenhamos nos iludido com Toró. É um jogador de futuro, mas precisa ir entrando aos poucos para pegar experiência. Não pode ser titular absoluto. Também Antony me parece que subiu num pedestal e se achou dono absoluto da posição. Até o é, enquanto Rojas não volta. E Hernanes? Dá entrevistas dizendo que está 100 por cento, que não quer ser o décimo-segundo jogador, que esse papel é da torcida. Mas quando tem um segundo jogo consecutivo para ser titular sente lesão.

Cuca disse que o time teve quase 70% de posse de bola. Ótimo. Faz parte dos fundamentos. Mas faltou o principal que foi o gol. O Bahia teve 30% e fez o gol e ganhou o jogo. Eu queria que o São Paulo jogasse como o Bahia? Não. Mas quero que ganhe.

Não posso admitir que um time que joga um único campeonato, ou seja, uma vez por semana, quando entra no segundo e vai jogar no meio da semana tem que poupar. Alguma coisa está muito, mas muito errada.

A Copa do Brasil está perdida? Não sei. Acho que sim. Mas, sinceramente, o que mais me preocupa é domingo. Como esse arremedo de time, acho muito difícil quebrarmos a escrita de Itaquera. E mais: saindo da Copa do Brasil veremos nossos adversários disputando três competições e nós ficaremos apenas com uma. Triste sina da torcida do São Paulo.

São Paulo, patético, perde dois pontos no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi absolutamente patético neste domingo de manhã linda, sob o olhar de 45 mil pessoas, dentro do Morumbi. O empate com o Bahia verdadeiramente representa dois pontos perdidos, e não um ganho. Por mais que estejamos dentro da média que qualquer time almeja para pensar em título – dois pontos por jogo e estamos com 11 – convenhamos que não se pode comemorar um empate com o Bahia, dentro de casa.

E não adianta reclamar da arbitragem. Desde sempre sabemos que vão procurar beneficiar Flamengo e Corinthians. E assim está sendo. Não expulsaram o marginal que agrediu Pato pelas costas, mas expulsaram Toró, injustamente, porque o próximo jogo é contra quem? Sim. Corinthians, em Itaquera.

Mas não foi a arbitragem quem fez o São Paulo jogar um péssimo futebol, onde as peças mais importantes – e as menos também – não funcionaram. Mais por erro tático imposto por Cuca do que propriamente pela condição dos atletas.

Se puxarem no PodCast as edições do Jornal Tricolornaweb, eu vinha pedindo essa escalação: Volpi; Hudson, Bruno Alves, Walce e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero e Hernanes; Antony, Pato e Toró. Mas não pedia Hernanes e Pato se revezando como falsos noves e falsos meias. Essa invenção de Cuca fez com que os dois, que são nossos principais jogadores, não rendessem absolutamente nada. Aliado a isso, as promessas que temos também fracassaram. Antony parecia muito preocupado com a convocação para a Seleção, se esquecendo do São Paulo; Toró teve chances que ele mesmo criou para concluir jogadas, mas sempre tentou um drible a mais e perdeu a bola. Foram os quatro, em resumo, um cemitério de jogadas. Antony ainda acertou um chute na trave. Mas é muito pouco, ou quase nada, para quem almeja ser ídolo da torcida e vem sendo o queridinho de todos.

Para piorar um pouco mais a situação, depois de um primeiro tempo em que o São Paulo não jogou, Cuca tira Pato no intervalo e coloca Helinho. Aí o ataque, que ainda teve um ou outro lampejo com Pato, acabou de vez. Helinho é um jogador que não está pronto para o profissional. Deve ser devolvido para Cotia ou ficar treinando com os profissionais algum tempo, sem jogar, para adquirir forma e experiência. Ele já entra cansado em campo. Não acompanha a descida dos adversários, não ganha um drible, não conclui em gol. Enfim, é um jogador em quem não se pode confiar.

Não estou pessimista nem achando que 2019 será um fracasso, mas erros como os deste domingo não podem ser repetidos por Cuca. E o elenco tem que saber que não estamos no Campeonato Brasileiro para sermos coadjuvantes. Nosso lugar é no protagonismo. Espero que vocês me calem a boca com uma vitória quarta-feira, pela Copa do Brasil, e outra domingo que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.

Voltamos à velha máxima: o que vale é a vitória!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo difícil. Impossível na cabeça de qualquer são-paulino imaginar-se um dia jogando contra Rogério Ceni, torcendo contra o M1TO. Mas esse dia chegou. E, como preguei a semana toda no Jornal Tricolornaweb, todo respeito do mundo a Rogério Ceni. Todas as homenagens seriam absolutamente merecidas e seriam até poucas para o que ele representou ao São Paulo e já significa ao Fortaleza. Mas quando a bola rolasse, teríamos que esquecer tudo, porque a instituição São Paulo está acima de tudo e de todos. Não tem Rogério Ceni, Raí, Leco, seja quem for, que se iguale à instituição.

Dito isso, parece que os jogadores do Tricolor respeitaram demais a presença de Ceni no banco do Fortaleza. Afinal, esqueceram do que é jogar futebol e fizeram um primeiro tempo pífio, típico daqueles solteiros e casados que passaram a manhã inteira na praia de Fortaleza, tomando uma caipirinha, comendo um peixinho, e vieram de pança cheia para jogar uma pelada.

Se alguém merecia sair ganhando no primeiro tempo, esse time seria o Fortaleza. Thiago Volpi foi exigido ao menos três vezes e garantiu o resultado para o São Paulo. O meio de campo não tinha criatividade alguma. Hudson, Tchê Tchê e Liziero ficaram o tempo todo marcando e não conseguiram ligar o ataque uma única vêz. Antony e Everton viraram auxiliares de laterais, enquanto Toró ficava abandonado lá na frente do meio de dois zagueiros. E ainda assim o São Paulo sofreu vários contra-ataques, com jogadores cearenses de velocidade entrando nas costas da zaga.

A mudança feita por Cuca no intervalo mudou o time. Hernanes entrou no lugar de Igor Vinicius, outro que não justificou a escalação, passando Hudson para a lateral direita. Isso consertou aquele setor e encorpou o meio de campo. O Fortaleza se preocupou em marcar Hernanes e perdeu a velocidade e o contra-ataque.

Com a entrada do Profeta o time equilibrou o jogo e passou a ter bola no ataque. As jogadas passaram a sair.

O gol acabou sendo um detalhe, pois sairia a qualquer momento. E depois, com o Fortaleza se lançando ao ataque, o São Paulo teve mais duas chances claras em contra-ataques, mas Antony perdeu um gol, em bela assistência de Hernanes, e o próprio Profeta acabou perdendo outro.

Não sei se levado à emoção e ao respeito a Rogério Ceni, ou por qual motivo, mas o fato é que foi a pior exibição do São Paulo nas mãos de Cuca. Mesmo assim trouxemos os três pontos de Fortaleza. Assim como falamos que um mal resultado, perdendo pontos em casa, será sentido lá na frente, essa vitória lá em Fortaleza será lembrada positivamente lá na frente, mesmo o time tendo feito uma má apresentação.

São Paulo merecia ganhar, mas só empatou com a Ferroviária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez temos que “comemorar” um empate contra um time pequeno do interior do Estado. Sim, porque, por mais que eu entenda que o São paulo foi muito superior no segundo tempo e até mereceu a vitória, tenho também que admitir que tomamos um vareio no primeiro tempo e o 1 a 0 para a Ferroviária foi um placar pequeno, só justificado por duas ótimas defesas de Thiago Volpi.

Mancini manteve o esquema que vem implantando há três jogos, com três zagueiros. Mas ao sofrer o gol, aliás, um golaço, viu a Ferroviária se fechar todo lá atrás e um zagueiro sobrar. Anderson Martins estava jogando como meia, próximo à área adversária. Arboleda, o líbero, aparecia em alguns momentos como ponta. Os únicos que guardavam posição eram Bruno Alves e Luan. Por isso, com pouco mais de 20 minutos, ele tirou Anderson Martins e colocou Helinho.

Gonzalo Carneiro, que no início jogava aberto e até conseguiu criar boas jogadas por ali, aproveitando-se de seu porte físico e velocidade, foi deslocado para o meio. Aí começou uma certa confusão: Gonzalo tirava espaço de Pablo e Helinho não abria, tirando espaço de Antony. Na realidade a ideia era fazer um triângulo com Antony, Helinho e Igor Vinicius. O problema é que Helinho, no afã de mostrar serviço, individualizou muitas jogadas e chutava para o gol de qualquer maneira, causando alguns chutes bizarros.

No segundo tempo o time voltou mais organizado. Isso permitiu que a pressão aumentasse até que Hernanes marcasse o gol de empate. Depois disso ainda tivemos mais algumas chances com Hernanes, Pablo, Helinho, duas bolas batendo na trave. Então o  São Paulo, pelo segundo tempo, merecia a vitória.

Mas é fato que ficamos no empate. Hoje estamos em segundo lugar no Campeonato Paulista, empatados com o Ituano, perdendo no saldo de gols. O Oeste está dois pontos atrás. Os últimos jogos serão o clássico contra o Palmeiras, mando nosso, no Pacaembu, e o São Caetano, no Anacleto Campanela. Pelo que estou vendo, temo que a grande vergonha de não se classificar para a próxima fase do Paulista está muito perto de acontecer.

Empate em casa com time pequeno: retrato do nosso momento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, semana passada, após perdermos do Corinthians, escrevi em meu comentário que a derrota era normal e que estávamos nos acostumando a perder. Afirmei que somos, hoje, a quarta força do Estado, atrás de Corinthians, Palmeiras e Santos. Que estávamos nos tornando um time pequeno. Pois hoje posso afirmar com todas as letras que conseguimos um bom resultado empatando com o Red Bull no Morumbi. Esse é o retrato do nosso momento.

Ah, vamos falar, jogamos com dez desde os 18 minutos do primeiro tempo; o Reinaldo, uma grande opção de ala, sofreu contusão e saiu antes disso, com 12 minutos; teve um impedimento pessimamente marcado do Antony, numa jogada que poderia redundar em gol; o Igor Vinicius perdeu um gol. Tem mais algum lance que eu esqueci? Se tiver, me lembrem, por favor.

Por outro lado, Thiago Volpi fez três defesas excepcionais, e mais algumas normais. O Red Bull terminou a partida com mais de 65% de posse de bola. Nós terminamos o jogo acuados, sendo pressionados e nos segurando para não tomar o gol. Comemoramos o empate.

Apesar de ser dos tempos antigos, que acha que um time não pode jogar sem um meia de criação, aceitei a escalação do Mancini, mais pelo rejuvenescimento do time do que pelas funções táticas em si. Em campo foi possível perceber que os três zagueiros tinha Luan à frente e a ideia era liberar os laterais/alas. Com Igor e Reinaldo descendo bastante, Antony e Helinho trabalhariam por dentro, com  Pablo e Gonzalo Carneiro se revezando na função de homem referência. Mas Reinaldo saiu com 12 minutos, Gonzalo foi expulso aos 18 e tudo foi por água abaixo.

Entretanto, não se pode conceber que, mesmo com garotos e jogando com dez a maior parte do jogo, não se consiga a vitória contra o RB Brasil. Não é nenhum clássico, nem time grande do Rio, ou de Minas, ou do Rio Grande do Sul. É o RB Brasil, um time que tem como único objetivo permanecer na primeira divisão do Paulista, por mais que esteja bem classificado.

Ah, mas ele ganhou do Corinthians, empatou com o Palmeiras. Isso, para mim, não quer dizer nada. É claro que não vou usar como parâmetro esse jogo para falar que estamos mortos ou vivos. Mas é um resultado que aprofunda ainda mais a crise que estamos vivendo. Se ganhasse, não teria feito nada mais que a obrigação. Não ganhar significa fracasso. E isso, já sabemos, é parte constante do nosso vocabulário.

Talvez consigamos, nos próximos quatro jogos, fazer alguma coisa e nos livrar da vergonha incomensurável de sermos eliminados na primeira fase do Paulista. Talvez. Mas já é uma coisa com a qual não conto. Assim segue a nossa sina.

Obrigado por tudo, Leco e diretoria!

Temos que comemorar muito a Copinha, mas continuo esperando algo dos profissionais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que comemorar, e muito, o título conquistado nesta sexta-feira da Copinha. Pela quarta vez o São Paulo levanta essa taça, que é o maior campeonato sub 20 do futebol brasileiro. Mas isso não pode maquiar as obrigações que temos este ano. O que quero dizer é que a conquista da Copinha não desobriga o clube a ganhar títulos do profissional, como Paulista, Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Estou alertando isso pelas imagens que vi. No momento da entrega da taça, as figuras que mais chamaram a atenção nas imagens foram o presidente Leco e o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo. Acho até justo que eles extravasem a alegria como maiores mandatários do clube. Talvez para eles essa título surja como um alívio e eles pensem que entrará no currículo de ambos para ficar para a história. Sim, ficará, no Sub-20. Mas eu quero título no profissional. Quero ganhar o Paulista, a Libertadores, o Brasileiro, a Copa do Brasil. Se eu for me contentar com o título da Copinha, como sendo a grande conquista do ano, então tenho que reverenciar o Corinthians, que muitas vezes usa a vitória da Gaviões no Carnaval para mostrar que ganharam algo importante.

Eu sei que muitos de vocês que estão lendo meu comentário vão falar que estou de mau humor, que briguei com minha mulher ou que não sei ver as coisas do lado bom, só sei criticar a diretoria. Não estou fazendo críticas e, repito, temos que comemorar muito essa conquista. Meu alerta é para que não usem esse título politicamente para encobrir eventuais fracassos futuros.

Falando do título em si, desde o início da Copinha disse que, ao contrário do que todos falavam, não tinha o São Paulo como favorito. Sem seis jogadores titulares do time – Igor Gomes, Toró, Luan e Walce na Seleção Sub-20, Helinho e Rodrigo no time principal -, já era de se esperar que o time fracassasse. Para piorar perdeu Gabriel Sara, o grande nome, o meia, o responsável por assistências e “fazedor” de gols. Não era para ser favorito.

Mas o time foi crescendo. O padrão tático adotado por Jardine, pouco alterado por Orlando Ribeiro, foi bem interpretado pelos jogadores. Por mais que substituições fossem feitas, por contusões ou suspensões, ou mesmo cansaço, pouca coisa se alterava. Muito domínio da bola, marcação no campo adversário, nada de chutões. É o São Paulo da base que nos acostumamos a ver ganhar títulos e mais títulos. Mas faltava a Copinha para essa geração.

No entanto, Orlando Ribeiro que trouxe o time até a final, e tinha tudo para ser consagrado com mais uma grande vitória, fez bobagem e quase colocou tudo a perder. Ganhando por 2 a 0, ainda que no segundo tempo, fez seis substituições, descaracterizou o time, tirou os principais jogadores – Rodrigo Nestor, Antony e Gabriel Novaes – e trouxe o Vasco para cima. Tomou o empate e quase toma a virada. Foi salvo por Thiago Couto, gigante defendendo pênaltis. Que ele aprenda a lição.

Parabéns garotada de Cotia. Cada vez mais prova que é vencedora. Me orgulho muito de um dia, na era Juvenal Juvêncio, ter denunciado o esquema de empresários que ali existia, estragando um trabalho que tinha tudo para dar certo. Na época fui processado pelo Geraldo (já falecido) e Silva, o empresário. Ambos tiveram o corpo jurídico financiado pelo São Paulo (foi o escritório de Itagiba Francês, conselheiro do SP). Ganhei a ação. Ali mostrei que Cotia deveria servir, pelo investimento que se faz, para formar jogadores para o São Paulo e gerar lucros para o clube, não para empresários.

Hoje, com pessoas certas nos lugares certos, Cotia está rendendo bons frutos. Se não revelou grandes talentos, ao menos ganhou tudo o que disputou. Só peço que os torcedores tomem um pouco de cuidado com algumas ilusões. Antony é craque, mas não tem físico para jogar no profissional. Idem para Rodrigo Nestor, que não aguenta um tranco de um cara mais velho. Portanto, que se dotem de potencial físico esses garotos, ou vamos continuar ganhando títulos no Sub-20 e não revelando ninguém em condição de nos dar alegrias no time de cima.

Parabéns, São Paulo FC, pelo seu aniversário. Parabéns São Paulo FC, pelo brilhante título conquistado na Copinha!

 

 

Campeões! Jogadores do Tricolor homenageiam garotinha Larissa

Na luta contra um câncer no cérebro há dois anos, a garotinha Larissa, de apenas seis, ganhou uma bonita homenagem dos garotos do São Paulo antes do jogo da final da Copinha, contra o Vasco: todos rasparam a cabeça para arrancar um sorriso do novo xodó tricolor. Larissa faz quimioterapia para se curar da doença e, por isso, tem a cabeça raspada. A garotinha é fã de Diego e Antony.

  • O grupo viu o Antony raspando a cabeça e todo mundo resolveu adotar. A Larissa é nossa fã, minha e dele, e bastante fã do São Paulo. Tiramos um sorriso dela, um momento de felicidade, isso é o mais importante – disse o capitão Diego, ao Sportv, após a conquista do títulos no pênaltis. O volante entrou com a menina no colo.

 

Fonte: Lance