Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo saiu derrotado de Goiânia por 4 a 3, nesta noite de quarta-feira. Poderia ter saído humilhado, não fosse um segundo tempo um pouco melhor onde quase chegou ao empate, depois de estar perdendo por 4 a 1.
O estranho é ouvir a entrevista de Ney Franco, após o jogo. Dá a impressão que ganhamos. Não, meu amigo técnico, não fomos humilhados, mas não houve qualquer redenção. E mesmo que tivesse empatado. E mesmo que tivesse virado e vencido, não deixar de ser criticado, porque um time que se julgue grande e tenha a ambição de disputar o título (chega a ser risível essa ambição), não pode tomar quatro gols de qualquer time, principalmente do lanterna do campeonato e que certamente estará rebaixado no final do ano.
A defesa do São Paulo foi grotesca com Emerson Leão, desde o início do ano, e continua uma farsa. Edson Silva, Paulo Miranda, Bruno Uvini, João Filipe, Rafael Toloi e até Rhodolfo não servem para jogar ao lado de zagueiros que por aqui passaram, como Miranda, Lugano, Alex Silva, André Dias, Fabão, apenas para citar alguns. É claro que não cometeria a infâmia de colocar nessa relação Oscar, Dario Pereyra e Roberto Dias.
Nossa zaga é sofrível por baixo e medíocre por cima. Não intercepta uma única bola alta. É lenta, não tem posicionamento, é ruim mesmo. O pior é que a tal torcida Independente, que se julga representante dos torcedores do São Paulo, prometem protestar contra Luis Fabiano, o artilheiro do time no ano. O que é que vocês pensam da vida, caras pálidas?
Aliás, por falar em protesto, Paulo Miranda foi sacado de dentro da concentração antes de um jogo importante pela Copa do Brasil, responsabilizado pela derrota para o Santos, no Campeonato Paulista; Emerson Leão foi demitido, responsabilizado por derrotas e desempenho ruim do time. E agora, quem será responsabilizado?
Quem deveria ser, Juvenal Juvêncio e sua “gloriosa” diretoria, continuam inabaláveis, intocáveis. O diretor de futebol, Adalberto Baptista, em entrevista após o jogo criticou a arbitragem – de fato o pênalti não aconteceu – e o anti-jogo do Atlético. Imaginem se o time goiano tivesse jogado aceso o tempo todo. Perderíamos de 10? É mais fácil para o nosso diretor criticar a arbitragem e o adversário para tentar mudar o foco, pois é difícil reconhecer que nosso elenco é muito limitado e que as contratações feitas este ano foram absolutamente falhas.
Mas a soberba da nossa diretoria não permite essa constatação. Então vamos continuar sofrendo jogo após jogo, humilhados aqui, satirizados acolá, vendo nossos adversários brigarem por títulos, outros que já comemoraram suas conquistas este ano, e nós seremos meros participantes de um campeonato. Ou dois. Afinal, semana que vem tem a Sul-Americana e eu estou com medo de ser eliminado, logo de cara, pelo forte Bahia.