Divagando sobre a saída de Ganso: sou antagônico

Acabou o ciclo de Paulo Henrique Ganso no São Paulo. Maestro, gênio do futebol, um dos poucos meias verdadeiros e nostálgicos que ainda existem no mundo, mas que nos deixou e agora vai brilhar nos campos da Europa.

Sei que estou sendo antagônico no título do editorial, mas tenho duas visões sobre a passagem e a saída de Ganso do São Paulo. Vou tentar explicar.

Muitos estão dando adeus a Ganso, ressaltando sua importância dentro do clube, que durante quatro anos foi o grande maestro da equipe, e piriri e pororó. Mas o cartel dele não demonstra isso: em 221 jogos que disputou nesse período, marcou 24 gols e deu 49 assistências. Somando-se temos, então, 73 participações efetivas, entre passes e assistência. Isso quer dize que em 34% dos jogos disputados Ganso fez alguma coisa. No restante fez o que?

Convenhamos, é muito pouco para um maestro, um gênio do futebol. Se pegarmos outros exemplos, e não vou longe, vou em Jadson, no Corinthians, que não era gênio nem maestro, 24 gols em 103 partidas, além de 48 assistências. Somando temos 82 participações efetivas em gol, entre passes e assistências. Isso quer dizer que em 70% dos jogos disputados Jadson fez alguma coisa. Notaram a sensível diferença?

Ganso, efetivamente, jogou muito em 2015 e em 2016. Tanto é que boa parte de seus números foram alcançados nos últimos 18 meses. Por isso não vou entrar na corrente do “Obrigado, Maestro, por tudo o que fez com a camisa do São Paulo”, porque outros jogadores fizeram muito mais do que ele e não tiveram esse tratamento. CAlleri é exemplo vivo do que estou falando.

Mas, aqui entra meu antagonismo, lamento muito a perda deste jogador e culpo a inabilidade da diretoria, desde o presidente Leco até Gustavo Oliveira, passando por Alexandre Médicis e José Jakobson Neto. Quando o diretor de Futebol era Luiz Cunha, Ganso estava negociando sua renovação com o São Paulo. Havia dito, inclusive, que não queria deixar o Tricolor e só o faria se viesse uma proposta muito boa de um time grande da Europa. Convenhamos que o Sevillha não é bem um time grande.

Com a saída de Luiz Cunha o assunto ficou deixado de lado e Gustavo Oliveira, com o aval de Leco, foi para cima de Cueva e conseguiu sua contratação. Depois Maicon, o que todos queriam. Não digo que Cueva não possa ser muito útil ao São Paulo, até acredito em seu potencial, mas não pode ser comparado a Ganso em qualidade técnica. Então, por que investir tanto dinheiro em Cueva se o meia que procurávamos estava ali mesmo, no CT da Barra Funda?

Portanto não me venham com chorumelas, de que Ganso pediu para ser vendido, que ele queria ir para a Europa, porque não é verdade. Até pode ser real, sim, no momento atual, mas não era há um mês. Ele estava pronto para renovar seu contrato e o São Paulo não teve o time correto para isso. E assim perdemos nosso grande maestro.

Dentro deste antagonismo todo, se vocês me perguntarem se eu queria ou não que Ganso continuasse, minha resposta será direta e clara: SIM! Não conseguiremos repor um jogador da sua categoria. Sua falta para o time ficou provado nos dois jogos das semifinais da Libertadores.

Então, boa sorte, Ganso, mas não vou agradecer pelos “brilhantes” serviços prestados.

 

Assaltos na Libertadores e time limitado: causas da eliminação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi roubado escandalosamente, assaltado e por isso está fora das finais da Libertadores, eliminado que fora, além da arbitragem, por um time infinitamente superior ao nosso. O Atlético Nacional não tem culpa do que a Conmebol nos preparou. O time colombiano joga futebol, não dá pontapé, dá aula de como praticar esse esporte. Graças a Juan Carlos Osorio, técnico que montou esse time e impôs seu padrão de jogo, seguido pelo atual treinador.

Mas fiquemos na revolta com a arbitragem. Sou radicalmente contra violência, mas ontem torci muito para que José Di Leo desse um murro na cara do juiz canalha, ou que Lugano, mesmo que encerrasse ali sua carreira por uma suspensão longínqua, desse um chute no saco daquele fdp.

Mas voltemos ao primeiro jogo, no Morumbi. Ali, quando escrevi meu editorial, por mais que tenha achado que Maicon foi infantil, expressei minha opinião de que o árbitro foi excessivamente severo e não caberia expulsão naquele lance. No máximo amarelo. E também amarelo para o jogador do Nacional pela encenação.

A expulsão de Maicon nos causou a derrota por 2 a 0. Ali houve um erro crasso de Bauza, que abriu o time para tentar o gol, quando o correto seria fechar, pois 0 a 0 nos possibilitaria jogar pelo empate na Colômbia.

Ontem foi um acinte, um escárnio. Começa pelo gol do Atlético Nacional, o primeiro, cujo impedimento não foi marcado. Depois o pênalti escandaloso sobre Hudson, também não marcado. Imaginem que, com arbitragem correta, poderíamos ter ido para o vestiário com 2 a 0, ou seja, placar nosso. Mas fomos com 1 a 1.

Não vou discutir aqui o pênalti de Carlinhos. Por mais que seja polêmico, pois ele estava de costas, é claro que abriu os braços e aumentou a extensão do corpo. Mas aí Inês já era morta e a situação só piorou ainda mais com as expulsões de Lugano e Wesley.

Estou puto sim com as arbitragens, mas não podemos nos esquecer de algumas coisas:

  • O time do Atlético Nacional é muito bom, bem melhor que o São Paulo. Não deu um pontapé, deu aula de futebol e não tem culpa do que aconteceu. Respeitou o São Paulo, pois poderia ter aplicado uma goleada quando estavam 11 contra 9;
  • O time teve muito brio e fez um grande primeiro tempo. Isso tem que ser reconhecido por todos os torcedores. Além do mais, chegamos à semifinal da Libertadores, algo que nenhum torcedor do Tricolor ou adversário acreditava que isso poderia acontecer.
  • Os erros das arbitragens nesses dois jogos não podem servir de desculpa para acharmos que só fomos eliminados por esse motivo. O elenco do São Paulo é fraco e precisa de reforços urgentes se almejar alguma coisa no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil;
  • Leco precisa sair um pouco de sua sala, deixar de lado as articulações políticas, pensar um pouco mais no clube como um todo mas, principalmente, no futebol. Ir à Conmebol, voltar a inserir o São Paulo no lugar de onde nunca deveria ter saído.
  • Nesse ponto acima sinto muita saudade de Juvenal Juvêncio e Eduardo Mesquita Pimenta. Não que eu morresse de amores pelo JJ e nem estou pedindo para que Leco consiga árbitros que roubem para nós. Mas naquela época o São Paulo não era roubado como hoje. Falta um presidente de presença nos bastidores da CBF e da Conmebol.

Vamos tocar a vida em frente, pois temos um jogo mais do que importante domingo, pelo Brasileiro. Mas que o tal de Patricio Polic não atravesse a minha frente. Não posso medir as consequências da atitude que eu teria se isso acontecesse.

Vitória importante para pensarmos no Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo “B” goleou o América-MG no Morumbi e conseguiu se recuperar no Brasileiro. Não vou dizer que é o que nos resta, porque o Brasileiro é um campeonato onde todos querem ganhar e, além do mais, ainda resta a esperança de quem torce para o Time da Fé de que algo inesperado aconteça na quarta-feira na Colômbia.

Entendi a decisão de Bauza de entrar com o time reserva hoje. O América é um time muito fraco, virtualmente rebaixado para a séria B. Das 14 partidas que disputou – hoje foi a décima quarta -, perdeu dez. Ora, por mais que nosso elenco seja muito fraco, jogando no Morumbi, contra esse time, não havia como não conquistar os três pontos.

Vejo em Cueva bom potencial para ser o substituto de Ganso. Não tem a genialidade do maestro, mas tem o estilo de jogo de Jadson, em boa forma, e poderá ser muito útil para fazer o trabalho de ligação do meio de campo para o ataque. Também confio no potencial futuro de Luis Araujo. Aliás, continuo inconformado por Bauza não tê-lo, sequer, colocado no banco na última quarta-feira.

Mas preciso falar de Lyanco. Dificilmente é escalado ou mesmo relacionado. Mas sempre é convocado para as seleções de base da Sérvia e do Brasil. Como um jogador desses pode ser alternativa a Lucão, que sempre está no banco? Hoje jogou, no que chamara de “zaga dos sonhos” de um futuro próximo, deu conta do recado, foi muito firme na defesa e marcou um golaço. Me deixou muito esperançoso.

De resto, repito, só conseguimos este resultado porque jogamos contra o vento. Então, mesmo com o elenco ruim que temos, sobrevivemos no Brasileiro. Importante porque nossos dois próximos jogos serão extremamente difíceis e fora de casa: Corinthians e Grêmio. Se conseguirmos dois pontos nestes dois jogos, já reputarei como bons resultados. Se vierem quatro então, é para soltar rojões.

E vamos esperar a quarta-feira.

Pior que a derrota, foi a selvageria praticada pela Independente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a selvageria da dita “Torcida Indendente” talvez tenha sido pior, muito pior, que a própria derrota que tivemos para o Atlético Nacional, no Morumbi. Assaltos, torcedores agredidos, a polícia afrontada e agredida, cenas de guerra ao redor do estádio. Pior é saber que a diretoria do São Paulo, assim como as diretorias de todos os outros times, continuam subsidiando esses marginais, com ingressos e, por vezes, até com mensalidades.

O presidente Leco tem que vir a público explicar o que ocorreu no Morumbi e falar às claras a relação que ele mantém, na instituição do cargo, com esses vândalos. Ouvi muitos “verdadeiros” torcedores falarem, ao final do jogo, assustados com tudo o que acontecia lá fora, que não voltariam mais ao Morumbi. Pais com crianças de colo desesperados. Tudo muito triste de ver.

Falando do jogo, o time começou em cima do Atlético. Mostrou que estava a fim de jogo, com adrenalina lá em cima. Só que, convenhamos, o time colombiano é muito bom e o nosso, titular, é bom, mas o que estava em campo ruim.

Tenho dito aqui consecutivamente que temos um bom time titular, mas um elenco medíocre. E isso ficou provado nessa quarta-feira. Bauza não tinha em mãos jogadores à altura de encarar esse time colombiano, ainda que num Morumbi lotado. Comentei com amigos que era inaceitável não ter colocado, ainda que no banco, Luis Araujo., que Bauza foi medroso mais uma vez entrando com três volantes. Mas, pensei: depender de Luis Araujo para resolver uma semifinal de Libertadores? Não. Já tivemos tantos talentos no time, não é assim que se ganha uma Libertadores.

Sem Ganso o time fica acéfalo. A invenção de Ytalo para substituí-lo é uma das coisas mais grotescas que podem existir. Esse Ytalo, salvo engano, será um outro Kieza, que veio e foi, sem deixar qualquer marca, a não ser um gol perdido no primeiro jogo da Libertadores, no Pacaembu, quando perdemos para o The Strongest. Ytalo teve duas chances ontem: uma chutou fraquinho na mão do goleiro e outra isolou. De resto, errou, errou e se escondeu.

Bruno é outro que vai bem nas partidas de menor importância, mas treme nas decisivas. E ontem não foi diferente.

E Maicon? Aquele por quem lutamos para contratar, entregou tudo. Acho até que sua expulsão foi injusta, pois ele não agrediu o colombiano. Mas foi muita inexperiência fazer o que fez na cara do juiz.

Agora Bauza. Desde sempre critiquei sua postura e forma de dirigir o time. Estava sendo “obrigado” a aceitá-lo como herói, pois levou o São Paulo, como elenco medíocre que tem, à semifinal da Libertadores. Mas paramos aí e acho que o São Paulo merece técnico melhor. E que o faça logo, presidente Leco, pois o Brasileiro está aí e domingo é dia de entrarmos com o time titular contra o América Mineiro. E que esse time vá para a Colômbia e brigue na quarta-feira, para honrar nosso manto sagrado.

Arbitragem nefasta nos levou à derrota em Campinas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, às vezes sou acusado por amigos de ter complexo de perseguição, por achar que o São Paulo é, normalmente, muito prejudicado pelas arbitragens. Se voltarmos a um passado muito recente, para não escarafunchar nos arquivos, veremos que por mais que tenhamos jogado muito mal contra o Sport, no Morumbi, teve um pênalti escandaloso em Ytalo não marcado. Contra o Flamengo também sofremos com a péssima arbitragem. Mas neste domingo, não há o que explique a expulsão de Matheus Reis com sete minutos de jogo. O árbitro dá um amarelo, para uma entrada realmente dura, aí é chamado pelo quarto árbitro, que fora cobrado pelo técnico da Ponte Preta, vê o sangue, se assusta – deve ter dito “Ai meu Deus, que horror” – retira o amarelo e dá vermelho direto ao lateral.

Isso acaba com qualquer esquema tático que o time tenha preparado para o jogo. O São Paulo, que foi com o time totalmente reserva para a partida, jogaria 83 minutos com um jogador a menos. A partir daí o canalha Vinicius Furlan passa a admitir todo tipo de falta, principalmente cometida pela Ponte. Até porque pouco tempo depois da expulsão, o lateral campineiro deu uma cotovelada em Centurion e nem cartão amarelo recebeu. Kardec recebeu uma bola em condição, ficaria cara a cara com o goleiro, e o bandeira dá impedimento. Calleri entra no jogo, também toma uma cotovelada, e o juiz nefasto nem falta marca. Desculpem mas não é ruindade. É safadeza mesmo.

Num primeiro momento pensei que eu estivesse vendo com os olhos puros de torcedor. Mas não. Todos os comentaristas das emissoras de rádio, os sites esportivos e a própria Sportv, que transmitia o jogo em pay-per-view, alardeava que o São Paulo estava sendo roubado em Campinas. Menos mal.

Do time em si gostei muito da presença de Lyanco. Mostrou que efetivamente poderá, num futuro próximo, formar a dupla de zaga com Maicon, se Rodrigo Caio for embora. E vi Caramelo tomar um verdadeiro baile de Reinaldo, aquele que mandamos embora – e que não quero ver de volta no Morumbi -, mas que foi responsável pela jogada do único gol da partida.

Estava preparado para cobrar atitude da diretoria do São Paulo por essa arbitragem de um pulha. Menos mal que José Jakobson Neto, diretor de fut6ebol do Tricolor, já disse que estará na CBF nesta segunda-feira fazendo o devido protesto. Não é de hoje que a CBF tem prejudicado o São Paulo consecutivamente e ninguém toma pé da situação. Espero que Leco recupere a força que tínhamos nos bastidores, porque a situação atual não pode perdurar. Não queremos arbitragem roubando para nós. Apenas queremos justiça e critérios iguais, o que não tem ocorrido com o São Paulo.

Vitória contra o Flu nos recoloca nos trilhos do Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é claro que, como qualquer torcedor do nosso São Paulo, estou preocupado e com foco voltado para a Libertadores, mas isso não quer dizer que tenhamos que jogar fora o Brasileiro ou simplesmente participar para não cair. O resto é o resto.

Não. De maneira alguma. O Brasileiro é de suma importância e nos toma a maior parte do ano. Imaginem em junho, no meio do ano, abrirmos mão de disputar um título no restante da temporada.

Tenho entendido a opção de Bauza em poupar os jogadores. Mas considero que jogar uma vez por semana não mata ninguém. Entendo que para domingo que vem, no jogo contra a Ponte, o time tem que ser totalmente reserva. Mas não entendi isso para ontem nem para domingo passado.

Menos mal que conseguimos a vitória contra o Fluminense e retornamos aos trilhos do Brasileiro. Estamos em sétimo lugar, mas bem próximos do G4 e até da liderança. Há três jogos que não vencíamos e, jogando em casa, não havia outro resultado a pensar que não a conquista dos três pontos.

E a missão foi facilitada com o gol logo a dois minutos. Assim como sofremos e padecemos contra o Santos, o gol de João Schimidt desmontou a estrutura tática do Fluminense. E isso possibilitou total domínio do jogo pelo Tricolor paulista.

Bom também por kardec voltou a marcar. Ele precisava de um gol para readquirir confiança. E nós precisaremos muito dele, pois Calleri, sabemos, é um barril de pólvora próximo a explodir a qualquer momento e, se ocorrer alguma expulsão, temos que ter um reserva a altura e confiante.

Quanto a contusão de Ganso, ainda não confirmada sua gravidade, não pode ser tratada como excesso de jogos. Ele não não atuou – nem ficou concentrado – na partida contra o Santos e ontem entrou apenas 15 minutos. Talvez tenhamos que cobrar o Refis, os fisiologistas e preparadores físicos, pois o número de jogadores afastados por problemas musculares é enorme. Mas também não podemos deixar de lado o tal de “azar”.

Tenho esperança que não seja nada de tão grave, pois Kelvin, quando sentiu a fisgada, caiu em campo e teve que ser levado de maca ao vestiário. Com Ganso isso não aconteceu. Vamos aguardar.

A contratação de Maicon mostra que estamos no caminho certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, me senti orgulhoso com a confirmação da contratação de Maicon. Escrevi ontem que não poderíamos fazer grandes loucuras, afinal a situação financeira do clube é delicada e temos que pensar no que vem pela frente. Mas, confesso, no fundo torcia sem limites para que a aquisição se confirmasse. Quando recebi a informação, por volta das 22h, tive uma grande explosão de alegria.

O que senti ontem à noite talvez tenha sido retratado pelo meu amigo, brilhante jornalista Menon em seu blog. Ele diz, no título, que “O São Paulo fez uma loucura ao contratar Maicon. Parabéns”. Es eu texto exprimiu exatamente meu sentimento. Eu torço, sim para um time grande. Um time capaz de fazer uma loucura, em meio aos seus problemas financeiros, mas que pensa grande, pensa em título, e sabe que para isso tem que ter um time forte.

Quero, aqui, cumprimentar o Gustavo Oliveira. Tenho tido as melhores informações a seu respeito. Não encontrei, até agora, alguém que desabonasse sua conduta. Volto ao que já constatei lá atrás, quando da saída de Luiz Cunha, que foi Gustavo quem montou boa parte deste time que está aí, e praticamente de graça. Foi ele quem trouxe Maicon, Mena, Thiago Mendes, Hudson, Calleri, Kelvin e alguns outros. Foi ele quem viajou para Portugal, e com muita perspicácia, negociou com os duros dirigentes do Porto e conseguiu dobrá-los, baixando dos 12 milhões de euros – pedindo inicial do Porto – para 6 milhões, e dando 50% dos passes de Lucão e Inácio. Ou seja: ainda vamos lucrar bastante em dois jogadores que não vem tendo espaço no elenco. Um lucro que pode chegar a pagar Maicon, pois 6 milhões de euros é um caminha de dinheiro para nós, mas é dinheiro de pinga para o mercado europeu.

Não posso deixar de cumprimentar os novos dirigentes de futebol do Tricolor, José Jacobson Neto e Alexandre Médicis, que estrearam com o pé direito. E, claro, o presidente Leco, que respaldou Gustavo Oliveira nessa negociação e abriu o cofre para a aquisição em definitivo de Maicon. Leco pensou grande, pensou como presidente de um time que não entra num campeonato para disputar, mas entra para ganhar.

Agora a missão é segurar Ganso e trazer mais dois ou três reforços para brigarmos pelo Brasileiro. O São Paulo está muito vivo e é, acima de tudo muito grande. É enorme!

Maicon, Pato e outros: reforços não podem significar loucuras!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nós, mais do que ninguém, estamos ávidos pela notícia de que o Porto aceitou a proposta do São Paulo e Maicon é Tricolor. Mas as notícias que chegam de Portugal não trazem essa feliz informação e as negociações prosseguem.

Já noticiamos ontem que, em caso de fechamento de negócio, será o maior da história do clube, em termos financeiros.  O título de contratação mais cara da história do São Paulo é de Ganso. Em 2012, o jogador foi comprado do Santos por R$ 23,9 milhões. Agora, apesar de tentar reduzir os 8 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) pedidos pelo Porto, a diretoria sabe que terá de chegar pelo menos perto do valor. A expectativa tricolor é que saia negócio por cerca de 7 milhões de euros (cerca de R$ 26,5 milhões), superando Ganso.

Maicon tem 28 anos, ou seja, não é um garotinho, e está longe de ser um Oscar ou Dario Pereira. Mas ele, em menos de seis meses, se encaixou como uma luva em nossa defesa e assumiu o papel que antes fora exercido por Diego Lugano. Aliás, o uruguaio foi contratado exatamente por exercer essa liderança, pois ele já se encontra nos estertores de sua carreira.

Comumente, nas Notas dos Jogadores, classifico Maicon como gigante, monstro. Realmente ele tem sido a alma tricolor e seria muito ruim para o clube sua saída. Diria que perderíamos boa parte do nosso potencial para as semifinais da Libertadores.

Deveria criticar os responsáveis por essa contratação, que repetiram o mesmo erro de quando Ricardo Oliveira veio para o São Paulo, em 2006. Ali perdemos o centro-avante na véspera da final contra o Internacional, fato que pode se repetir agora. Mas Maicon foi contratado dois dias antes do encerramento do prazo de inscrições. Era uma incógnita, estava mal no Porto, vinha para compor elenco e a data derradeira do empréstimo foi fixada pelos portugueses. Ou seja: era pegar ou largar. Pegamos.

 

Acho que pagar 7 milhões de euros por um zagueiro de 28 anos é um investimento sólido, por mais que o valor seja exagerado, pois ele pode ser fundamental para conquistarmos a Libertadores. Mas que se pare por aí, que não envolvam mais valores, pois loucura tem limite.

Quanto a Alexandre Pato, apesar de, publicamente, a diretoria negar qualquer negociação – postura absolutamente correta – tenho informação segura que as sondagens prosseguem. E defendo, sim, a contratação de Pato. Claro que com valores racionais, longe do que ele recebia em sua primeira passagem pelo Morumbi, e com valor do passe lá embaixo, já que seu contrato com o Corinthians se encerra em 30 de dezembro e ele, a partir de 30 de junho, pode assinar pré-contrato com qualquer equipe e, se for o caso, vir de graça no fim do ano. Se você pagar por seu passe hoje, o valor seria ínfimo.

Sei que a volta de Pato causa celeuma entre os torcedores, mas é inegável que ele teve um grande ano de 2015, sendo o artilheiro do time. É indolente, meio desligado, mas tendo um técnico enérgico no seu pé, ele funciona.

Sei também que a diretoria está procurando trazer ao menos três reforços para o segundo semestre. Certamente não disputarão a Libertadores, mas se pensa no Brasileiro. O time precisa, sim reforçar seu elenco. Só não deve fazer loucuras que afundem o São Paulo em dívidas impagáveis. Pode usar vários jogadores que temos ali, ganhando bem e rendendo nada, como moedas de troca. Ou com a simples venda. As finanças vem sendo recuperadas, depois das tsunamis provocadas por Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar. Que Leco mantenha o rumo sem desviar a proa.

Um passeio no Pacaembu e Bauza passa a me preocupar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo tomou um verdadeiro passeio do Santos no Pacaembu. Tudo bem que vamos falar que estávamos desfalcados de vários titulares (Bruno, Mena, Rodrigo Caio, Hudson, Thiago Mendes, Ganso e Kelvin). Mas um clube como o São Paulo, que tem por objetivo sempre disputar títulos, não pode ter o elenco medíocre que tem. Repito o comentário que fiz semana passada: temos um ótimo time titular, mas um péssimo elenco.

Aliás, quando relacionei os jogadores ausentes esqueci de um: o goleiro. Sim, porque Denis, para mim, não pode ser titular do São Paulo. É fato que ele foi o melhor em campo contra o Flamengo. Mas formei a convicção que aquele foi uma atuação anormal. A verdadeira foi hoje. Um autêntico peru no primeiro gol, saídas de bola ridículas e falha no segundo gol, pois bola na pequena área é do goleiro. Sem contar as bolas espalmadas para o meio da área.

Caramelo é um agressão ao bom futebol. No segundo gol ele falhou na cobertura. Aliás, falhou em várias coberturas. Tomou um tropeção no ataque, no segundo tempo, digno de risos. Ou de pena. Matheus Reis é uma verdadeira avenida. Não é de hoje. É desde sempre.

A ruindade acabou contagiando João Schimidt, para mim um grande jogador, mas que fez uma péssima partida, repetindo a má atuação que já tinha tido contra o Flamengo.

Ytalo, que foi centro-avante contra o Sport, e foi muito mal, hoje foi meia. Voltou a jogar muito mal. Michel Bastos é outro que voltou e não conseguiu jogar. E Calleri um brigador eterno, que não desiste nunca.

Mas me preocupa Edgardo Bauza. Algumas vezes ele tirou kelvin do time, quando ele vinha se destacando como o mais agressivo e perigoso jogador do ataque, gerando minhas críticas. Mas hoje foi brutal. Luiz Araujo era o único jogador que conseguia levar vantagem sobre seu marcados. O Santos chegou a colocar dois jogadores para marcá-lo. E ele tira o garoto para colocar Carlinhos. Ele só pode estar brincando com o bom senso das pessoas.

Vai falar que Caramelo estava sobrecarregado na marcação, que Luiz Araujo não voltava como deveria. Se for isso, aquela altura do campeonato não seria o momento para corrigir isso, pois já estava 2 a 0. Bauza foi terrivelmente mal e me preocupa bastante. Não para a Libertadores, pois lá colocamos um outro chip, mas para o Brasileiro. Se é verdade que estamos a sete pontos do lider e a quatro do G4, não é menos verdade que estamos a quatro, também, do Z4.

Por isso é bom colocar na cabeça que a Libertadores é importante. Mas o Brasileiro não pode ser abandonado. E que a diretoria acorde para reforçar esse elenco, enquanto ainda há tempo para reagir.

Empate do Morumbi mostrou que temos time titular, não elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a cada jogo que passa ficou mais convencido que temos um bom time titular, mas um mau elenco. O empate nesta quinta-feira no Morumbi, contra o frágil Sport Recife foi a pura constatação disso. A falta de jogadores como Calleri, Mena e Hudson deixou muito claro essa minha afirmação.

Alguns poderão falar que nosso time reserva ganhou do Botafogo, em Volta Redonda. De quem? Ah, um time misto ganhou do Cruzeiro em BH. De quem? Times que estão na zona de rebaixamento. O do Rio, então, para mim, já rebaixado.

Carlinhos, o substituto de Mena, é o rei do Refis. Matheus Reis, o substituto do substituto, é ruim. Kardec, o imediato do Calleri, parece um poste. Ytalo, que foi colocado por ali, não consegue finalizar. Para piorar, sem Kelvin, que, ao que parece, tem algo grave, teremos que aguentar Centurion, um verdadeiro cemitério de jogadas.

Incrível que, mesmo com toda a ruindade do futebol apresentado pelo time nesta quinta-feira, no mento em que Kelvin se machuca ele iria, aparentemente, fazer o gol. Ah, teve um pênalti não marcado sobre Ytalo. Muito claro. Se fosse em Itaquera geraria até expulsão do zagueiro, mas como é no Morumbi, não se marca. Muito pouco para quem tem como objetivo a disputa do título brasileiro.

Vou, portanto, entrar bom mastro içado na bandeira dos que defendem contratações já. Na saída do estádio encontrei um membro da alta cúpula do São Paulo, que veio me cumprimentar e eu disparei: meu amigo, temos um bom time titular, capaz até de ganhar a Libertadores, mas o elenco é muito ruim.

O fato é este: temos 11 jogadores. Nada mais. Tenho pena do Bauza quando precisa mudar o andamento de um jogo. Tem que colocar Centurion, kardec e outras coisas mais. Situação lastimável.