Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não uso esse espaço para falar de outro clube, que não seja o São Paulo. Afinal, nosso site é dedicado unica e exclusivamente para falar das coisas do nosso Tricolor. Mas hoje preciso abrir uma exceção e abordar o Atlético Nacional, campeão da Libertadores de 2016.
Antes de discorrer de sua forma de jogar preciso citar dois pontos importantíssimos: nos jogos contra o São Paulo a arbitragem sempre esteve presente do lado colombiano. No Morumbi a expulsão inexplicável de Maicon e em Medellin os pênaltis não marcados sobre Hudson e a mão do zagueiro (o árbitro preferiu inventar uma falta de Calleri). Nessa quarta-feira também houve um pênalti para o Independiente Del Valle, não marcado pelo árbitro.
Claro que houvesse uma arbitragem correta o São Paulo poderia ter sido o finalista da Libertadores. Mas o Atlético Nacional talvez tenha sido o time que mais mereceu essa conquista. Chegou aos 33 pontos ao longo da competição. É, por isso, o time que mais pontuou numa Libertadores, ultrapassando o Boca Juniors de 2003, que tinha feito 32 pontos.
O Atlético foi um time muito ofensivo, mas nem por isso levou muitos gols. Sua defesa sempre foi firme e a marcação constante. O detalhe é que essa marcação começa no campo de ataque, sufocando a defesa adversária, quando está jogando na Colômbia. Quando está como visitante, a marcação se dá no meio de campo, nunca atrás a intermediária.
Isso coloca por terra a teoria dos que defendem o tal “futebol de resultado”. Técnicos com este padrão fazem 1 a 0 e começam a trocar atacantes por defensores. O técnico do Nacional, Reinaldo Rueda – discípulo de Juan Carlos Osório -, aos 30 minutos do segundo tempo, trocou dois atacantes por outros dois atacantes. E continuou marcando o Independiente Del Valle em seu campo. Correu riscos ao longo da partida, sim, mas foi melhor o jogo todo e mereceu o título.
Ainda bem que o futebol técnico, bem jogado e ofensivo, ainda tem vez e vitória no cenário mundial. Ainda bem que o Real Madrid foi campeão da Liga dos Campeões contra aquele futebol feio e retrancado do Atlético de Madrid. Oxalá nossos dirigentes, e agora falo diretamente aos do São Paulo, enxerguem que o futebol defensivo de Bauza pode até ganhar alguma coisinha por aí, mas não nos levará a lugar nenhum.