Novo estatuto proposto dá um passo para frente e dois para trás

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, muita gente me perguntou no clube pessoalmente, através de e-mais, mensagens nas redes sociais, e mesmo aqui no site, sobre minha opinião a respeito do novo estatuto, ainda em fase de embrião, mas já moldado, aguardando emendas de conselheiros e sócios. Respondi a todos que faria uma leitura mais detalhada para estampar minha opinião. E aqui vou explicitá-la, com os respectivos argumentos para aprovação ou desaprovação do que se propôs.

Acho que o estatuto avança quando fala em profissionalização. Entenderam os sócios e conselheiros que não há outro caminho para modernizar o clube que não seja a colocação de profissionais capacitados e especializados em suas áreas para gerir as coisas do clube. Entenderam também que o diretor Social não deve ser remunerado. Assim também entendo, pois trata-se de algo muito próximo ao sócio, que independe de especialização.

O projeto de novo estatuto também diz que o presidente deverá ser remunerado, em até 70% do maior salário público pago no País, no caso o de um ministro do STF, desde que ele tenha dedicação integral ao clube, não podendo, portanto, exercer outra função privada cumulativamente. O mandato será de quatro anos, sem direito a reeleição. A eleição passa a ser na primeira quinzena de dezembro e a posse no primeiro dia de janeiro. Tudo isso é muito bom.

Mas agora vem os dois passos para trás. Os sócios continuam impedidos de votar no presidente. A única mudança é que antes, o Conselho Deliberativo elegia o novo mandatário. Agora formar-se-á uma Comissão Executiva, composta por conselheiros, que elegerá o presidente e seguimos em frente. Havia nessa proposta um artigo que falava que o nome deveria ser referendado pela Assembleia Geral, ou seja, pelo sócio. Isso foi jogado fora.

É bom lembrar que Corinthians e Palmeiras, clubes que, ao meu ver, hoje estão muito a frente do São Paulo, preveem  eleição direta para presidentes. Só quero lembrar que um está prestes a ser campeão brasileiro e o outro ganhou vários títulos nos últimos anos e briga para ir a Libertadores, enquanto nós brigamos para não cair.

O sócio continua tendo direito a eleger apenas uma pequena parcela de conselheiros. Aliás, hoje existem 240 conselheiros, sendo 160 vitalícios e 80 eleitos. A mudança é que passaremos a ter 260 conselheiros, sendo 100 eleitos. Destes, 75 mais votados e 25 por antiguidade. Ou seja: andamos para trás, pois vamos aumentar ainda mais o número de conselheiros e manter o mesmo número de vitalícios.

Outra aberração, na minha visão, é a tentativa de separar o futebol do social. Explico. Eu mesmo apresentei nas minhas propostas a separação financeira dos dois. Entendo que as tesourarias do futebol e do social não devem ser misturadas. Cada receita e despesa com sua fonte. Mas o que se propõe é que, num prazo de um ano, o presidente eleito em abril de 2017 elabore uma consulta ao Conselho Deliberativo de separar o futebol do social in totun. Não deixa claro isso, mas presumo que haja um presidente para o social e outro para o futebol. Como é profissionalizado, quem garante que o presidente do futebol será um torcedor do São Paulo. A partir do momento que você transforma algo em sociedade anônima, perde completamente o controle.

Isso está me cheirando, não o dedo, mas a mão inteira de Abilio Diniz. Ele agrupou alguns conselheiros, cujos nomes prefiro não divulgar – porque certamente dirão que nada tem a ver com isso – e desenhou o novo estatuto. O pior é que a comissão acabou se curvando a esses desejos. Não é segredo para ninguém que ele quer ser presidente do São Paulo. Mas não sendo conselheiro, não tem essa possibilidade. Então ele está entrando pela porta do fundo para chegar ao seu principal objetivo.

Vendo a proposta como foi publicada me sinto um verdadeiro otário em toda a situação. Na assembleia aberta convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, para que os sócios defendessem suas propostas, cheguei ao clube às 17 horas – assembleia começava às 19h, e fui fazer minha inscrição. Para meu espanto, dois já haviam feito a inscrição – que só poderia ser feita pessoalmente -. Um deles era Abilio Diniz, que seria o primeiro a falar. Ele ficou quase duas horas debatendo com conselheiros, apenas um projeto: a criação da Comissão Executiva, que está prevista no estatuto, do jeito que ele quis. Para todo os outros sócios sobrou falar, no máximo, cinco minutos. Não que Marcelo Pupo tenha delimitado o tempo, mas era óbvio ululante que cada um teria que ser muito conciso.

Por ter me sentido um trouxa naquele dia, agora que vi tudo o que foi feito, não vou apresentar emendas – teria esse direito – e a partir deste momento, por entender que há retrocesso e interesses muito particulares nesse novo estatuto, passo a defender sua não aprovação na Assembleia Geral, que, espero, será realizada para aprovação final do texto. Mais do que isso: o Tricolornaweb está contra a aprovação deste estatuto.

Espero ter exposto minha opinião e visão sobre o que se propõe como novo estatuto.

O São Paulo está fazendo uma força inimaginável para ir onde nunca esteve

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é impressionante a força que o São Paulo está fazendo para ir para a série B, local onde nunca esteve. O elenco que foi montado, o técnico foi contratado e a balbúrdia política no clube, somados, completam a cartilha que nossos adversários bem conhecem e jogaram na porta do Morumbi para ver se nos empolgam a segui-la. E estamos fazendo a lição de casa.

Vou me prender só ao futebol. Quando tomei conhecimento da escalação que Ricardo Campo tinha definido para o jogo contra o Sport, publiquei nas minhas redes sociais: vou começar a acender as velas e rezar. Técnico que pensa pequeno, que só pensa em não tomar gol e, por isso, conseguiu a proeza de marcar um único gol nos últimos quatro jogos, mas tomou gol em todos eles – menos contra o Flamengo -, é o que norteia o time.

Para minha surpresa o São Paulo jogou bem até marcar o gol, aos 25 minutos do primeiro tempo. A partir daí voltamos a ser aquele time sem criatividade, dependendo de jogadas individuais de quem não tem competência para isso, chutes para a área – sim, porque nossos laterais chutam, não cruzam -, na tentativa de encontrar alguma cabeça pelo alto que empurrasse a bola para dentro, e assim vai,.

Quando defino, e não sozinho, que Carlinhos foi o melhor do time, digo: meu Deus, olha o nível que chegamos. Mas ele se movimentou, chutou bola o travessão, deu assistência, criou lances perigosos. Mas o São Paulo é só isso: um jogador que se destaca, vira protagonista sem qualidade para tal, mas não encontra ninguém que possa ser coadjuvante. Ah, sem contar que Denis ainda nos salvou. Temos que dar o devido mérito a ele.

Fico pensando: sento no sofá – porque o jogo foi fora – com a esperança de que o futebol vai voltar e o São Paulo fará grande apresentação. Mas com o transcorrer do jogo, principalmente com a chegada do segundo tempo, vem a decepção e o que temos para este ano é isso que está ali.

Ao contrário de alguns que defendem isso, não sou favorável a demissão de Ricardo Gomes agora. O estrago já está feito e pode piorar. Faltam nove jogos para acabar o campeonato Brasileiro e precisamos de nove pontos para sairmos matematicamente da zona de desconforto. Acredito que o Zé Empatinho vai conseguir nos deixar na série A. Mas 2017 tem que ser planejado desde já. Aliás, demorou! Sugiro, inclusive, que um técnico seja contratado, mas que se mantenha absoluto sigilo. Que ele já se inteire das coisas do São Paulo, indique dispensas e contratações para terminarmos o ano, findo o Brasileiro, reestruturando o elenco.

Eu e o Ricardo Gomes vemos jogos diferentes

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cheguei a conclusão que eu e o Ricardo Gomes não batemos em nossa análise sobre o jogo. E olha que nossa diferença em colocação é que ele estava no nível do campo, rente à linha lateral do gramado, e eu na cativa superior central, onde geralmente fico. Ele viu um São Paulo crescendo e merecendo a vitória. Eu vi um time que se defende muito, não tem velocidade nem jogada de contra-ataque e que quando tenta apertar o adversário, ou seja, jogar no campo de ataque, a única jogada é o chuveirinho, sem nenhuma qualidade, nenhum treinamento, na base do “tomara que acerte”.

Já há alguns jogos que ele vem martelando na evolução do São Paulo e eu não vejo isso. Neste sábado o time teve cinco minutos espetaculares, no comecinho do jogo. Depois foi dominado o tempo todo pelo Flamengo. Como eu disse, o sistema de marcação está bom e a defesa bem posicionada. Mas o domínio total foi do time carioca, isso jogando no Morumbi.

O time não tem saída de bola. Os três volantes, somados, não dão um Josué, um Mineiro, um Hernanes. Aí sobra tudo nas costas do Cueva. Ele, que não é nenhum craque, e está a léguas de distância de ser comparado a Ganso, faz o que pode. Prende muito a bola, dá passes curtos, mas falha na hora de colocar um jogador na cara do gol.

Então nosso jogo depende da ligação direta, com chutões de Lugano, ou de Denis. Só que Denis não é Rogério Ceni. Então…Contra-ataque adversário na certa.

No segundo tempo o São Paulo até teve alguns bons momentos. Sempre na base da bola aérea, chegou mesmo a apertar o Flamengo. Mas a chance mais clara foi com Chavez, num bom contra-ataque, e o argentino perdeu um gol absurdo, indesculpável para um jogador profissional, quanto mais um centro-avante. Porém lá atrás teve Denis fazendo um milagre e evitando a derrota.

Se tivéssemos vencido o jogo, lembrando que no Morumbi é obrigação vencer, teria ido a 37 pontos, estaria a nove pontos do quinto colocado, que agora tem vaga para a Libertadores, e poderia sonhar com algo melhor. Mas não: fomos ultrapassados pelo Vitória e estamos, agora, na décima-terceira posição. Portanto, Ricardo Gomes, acho que o time não está tendo essa evolução que você está pregando.

Por mais que eu ainda tente ser otimista e vislumbrar a quinta vaga da Libertadores, nosso cenário real é outro. Então, um empate será muito bem vindo em Recife, contra um concorrente direto pelo nosso campeonato a parte.

NOTA

Vou deixar aqui apenas um recado, sem necessidade de dar muitas explicações. Tenho, graças a Deus, uma infinidade de amigos no clube e até hoje tudo que fiz foi visando o bem do São Paulo. Alguns conselheiros estão se sentindo incomodados com as críticas que tenho feito no Tricolornaweb e algumas ações que tenho tomado, cobrando transparência em algumas contas onde pairam suspeitas. Esses conselheiros, cujos nomes já me chegaram ao conhecimento, mas não vou declinar, estão me “detonando” nas redes de WhatsApp, com alguns absurdos. Galera, fui ameaçado, até com ligações para a Jovem Pan, pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, processado por Juvenal Juvêncio, e não recuei em nada. Ao contrário, fui mais para cima ainda. Portanto, falem à vontade, mas, de preferência, honrem as calças que vestem – se é que tem isso – e falem diretamente comigo, não abaixem a cabeça ao me cruzarem no clube como alguns tem feito. Sejam homens, porque são-paulino, acho, vocês não são.

O time tem a cara do momento atual da política no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, já me puni algumas vezes por, via de regra, falar de política no nosso site. Sei que não é do agrado dos leitores, nem meu, ficar preso a esses caras que só pensam em si, muito pouco na instituição, mas é inevitável e acabo caindo nesse ranço. Mas o que estamos vendo em campo, um time sem coordenação, sem comando, sem treino, sem alma, sem raça, sem sentir o peso que representa nossa camisa, é o retrato do que acontece nos bastidores da política são-paulina.

Há muito venho dizendo aqui que o presidente Leco tem apenas uma coisa em mente: sua reeleição em abril. E tem feito acordos políticos a cada dia para tentar garantir uma maioria no Conselho Deliberativo, que é quem elege o presidente. Esses grupelhos não medem consequências para se arrumarem no e com o poder, nem que para isso precisem passar por cima de alguns – ou algumas – para se ajeitarem. Isso tem sido escandaloso dentro do clube, que está acéfalo, sujo, absolutamente largado.

E o time? Os jogadores que estão aí são, em última análise, responsabilidade plena do Leco. Afinal, foi ele quem trouxe de volta o Gustavo de Oliveira e deu poder e força para ele comandar o futebol. Foi Gustavo quem contratou boa parte deste elenco, quase todo o time titular. Talvez excluam-se da mão de Gustavo o goleiro Denis, Rodrigo Caio e Hudson, do time que estava em campo.

Temos um técnico – obra do Leco – que é um grande cara, ótimo caráter, ético, mas que tem um sério problema de saúde e isso atrapalha seu raciocínio, sua fala, seu caminhar. Além do mais, ele, que já era tradicionalmente um retranqueiro, ampliou essa forma de ser. Só que agora não consegue dar um padrão tático ao time. Os jogadores correm sem saber o que estão fazendo e não se sentem na obrigação de fazer nada, pois não estão imbuídos do significado da instituição São Paulo.

Neste domingo Ricardo Gomes mostrou o quanto não tem noção do péssimo elenco que tem em mãos. Ele conseguiu piorar o que já estava ruim com Bauza. Depois que tomou o gol tentou perder a covardia. Tirou Mena para colocar Robson. O que fez esse Robson? Nada. Aí fez a bobagem de tirar Luis Araújo, que vinha muito mal, é verdade, mas era uma opção de abrir o jogo, para colocar  Daniel, a eterna promessa. E para completar tirou Cueva, que mal ou bem ainda criava alguma coisa, para colocar Gilberto. Ricardo Gomes não sabe o que faz. E sou obrigado a ouvir nosso técnico justificar com o cansaço pós-jogo de quinta-feira, ou que o time está melhorando. Onde, cara pálida?

Oras, mas um clube que tem um verdadeiro desmando e descontrole político, um presidente que só pensa na eleição de abril do próximo ano, um Conselho Deliberativo que contém uma Comissão Disciplinar que arquiva a investigação do caso Jack e de todos os seus envolvidos e que, da mesma forma, só pensa na próxima eleição, um diretor de Relações Institucionais, Ataíde Gil Guerreiro, que foi expulso do Conselho, mas que continua na diretoria, mandando em parte do futebol e do clube, pois tem como diretor Social um conselheiro muito próximo a ele, uma oposição que grita, grita, mas de prático não apresenta nada que se aproveite, grupelhos, como citei acima, que ficam com reuniões aqui e acolá para imporem seus interesses, trocando apoio por futuros cargos na diretoria, alguém sabe o que faz? O que vamos esperar o que de bom?

Trouxeram um tal de Robson, que não consegue dominar uma bola; Gilberto, que é uma grande piada de mau gosto; um tal de Jean Carlos, que desde que chegou está no Reffis. A torcida pediu Dátolo, mas a diretoria achou muito caro.

A sequência do Brasileiro é terrível para o São Paulo: temos Flamengo no Morumbi, Sport em Recife, Santos no Pacaembu e Fluminense, no Rio. Talvez fosse mesmo a hora de tirar Ricardo Gomes e deixar André Jardine tocar até o final do ano. E já pensar num bom nome para 2017, que viesse agora, para começar a planejar o ano que vem, com nomes de jogadores e tudo o que tem direito, pois não dá para continuar do jeito que está.

Sei eu vou gerar revolta entre os conselheiros com esse editorial, mas esses que ficarão bravos sabem perfeitamente aos quais me refiro. Além do mais, não tô nem aí com eles.  E não tenho dúvida em afirmar que esse momento que o São Paulo vive só não é o pior da nossa história porque num passado muito recente tivemos o nefasto Carlos Miguel Aidar. Mas desde Juvenal Juvêncio, está muito difícil ver um horizonte límpido. E, temo muito, que essa luz no fim do túnel ainda esteja muito distante de ser vista.

É hora de começar a planejar 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Como torcedor sempre otimista que sou, estou fazendo as contas para conquistarmos o título de campeão brasileiro 2016. Sendo um pouco menos otimista, torço para ganharmos oito dos 12 jogos restantes para chegarmos ao G-4. Sendo realista, é hora de começarmos a planejar 2017.

Vamos pensar no jogo de Caixas do Sul, nesta quinta-feira, cujo resultado nos foi negativo mesmo tendo sido positivo. Afinal, ganhamos de 1 a 0, mas precisávamos de dois gols. E, mesmo sabendo disso, o técnico Ricardo Gomes entra com três volantes e só muda o time, tornando-o mais ofensivo no segundo tempo. Aí foi um massacre. Ataque contra defesa. Fizemos em 45 minutos o que deveríamos ter feito em 90. Mas com este técnico, será sempre assim. Quanto mais quando ele vai para a coletiva dizendo que o time está evoluindo e que não foo vexame ser eliminado por um time da série C. E nós somos obrigados a engolir isso.

Começamos, então, a pensar num técnico para 2016, até porque Ricardo Gomes tem contrato até abril, quando haverá eleição no clube. Além do mais, não serve para o São Paulo. Do elenco que temos, não sei nem quem deveria ser mantido para ser titular ano que vem. Talvez Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio, Cueva, Chavez. E acho que paro por aqui. Os demais são, no máximo, para formar elenco.

Se o novo estatuto do clube já estivesse valendo, e se passar uma das propostas que fiz, a de que a eleição do presidente deve ser na primeira quinzena de dezembro, tudo seria muito mais fácil. Mas as tratativas contratuais – inclusive do técnico – se complicam porque será só em abril. Mas, por favor, tragam algum técnico competente, façam o contrato até abril, já prevendo a prorrogação após o pleito. Quanto aos jogadores, não precisa esperar. Acabe o Brasileiro com isso que está aí, mas já deixem encaminhadas as novas contratações, até usando o elenco como moeda de troca.

Não dá para ter esperança em algo positivo ano que vem com Hudson, Thiago Mendes, Wesley, Gilberto, Carlinhos…Não dá.

Então, como temos que ser realistas – repito que pelo meu otimismo chegaremos ao G4 -, a hora de pensar 2017 é agora. Sem mais delongas.

Derrota previsível em Curitiba

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Atlético-Pr na Arena da Baixada. Algo estranho? De maneira alguma. Se com grandes times, que ganharam títulos, sempre fomos lá e perdemos, por que com um time mediano como o que temos hoje não haveríamos de perder.

Quando começa o Campeonato Brasileiro, faço aqueles cálculos malucos de pontos que ganharemos dentro e fora de casa. Podem acreditar que neste jogo na Arena, sempre coloco derrota. Portanto, não foi o resultado deste domingo que irá mudar meu pensamento em relação ao time, que continuo achando muito fraco, apesar das duas boas apresentações que fez contra Figueirense e Cruzeiro.

O São Paulo até estava se comportando bem. Mesmo Denis tendo feito três grandes defesas ao longo da partida, o time conseguiu segurar o ímpeto do Atlético. Não criou grandes chances. Teve uma clara, numa cabeceada de Chavez, que encontrou Weverton muito bem colocado e fez grande defesa. Mas o time estava equilibrado, conseguindo ocupar todos os lugares do campo.

Me causa estranheza, no entanto, a participação de Thiago Mendes. Hoje ele nem errou tanto, mas também não atacou, não marcou, não deu passes. Eu gostaria de entender sua função em campo, pois estou sendo um verdadeiro analfabeto para enxergar isso.  E ele continua titular, enquanto João Schimidt continua na reserva.

Mais uma vez Ricardo Gomes errou na substituição, na minha opinião. Ele podia, sim, colocar Michel Bastos, mas no lugar de Thiago, deixando Wesley, que se não estava repetindo a grande atuação dos últimos dois jogos, ao menos buscava o jogo e fazia alguma coisa.

Como disse acima, Denis fez três grandes defesas. Mas falhou no gol. Alguns disseram que seu escorregão foi infelicidade, que foi ajudado pelo desvio da bola em Michel Bastos no cruzamento. Mas ninguém falha porque quer. Sempre é por infelicidade. Portanto…falhou e foi o responsável direto pela derrota do São Paulo.

O próximo jogo será em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil. Não são as duas vitórias contra Figueirense e Cruzeiro nem a derrota para o Atlético-PR que me farão acreditar ou não na vitória em Caxias do Sul por 2 a 0. Acho que a classificação já era. Mas, como todo bom são-paulino que ama o seu time, tenho fé. Muita fé. Então, vou acreditar até o último minuto.

Mais uma vitória obrigatória e com bom futebol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Cruzeiro, no Morumbi, como era de se esperar, mas teve o ponto positivo de ter, de novo, apresentado um bom futebol. Digo de novo porque já houve uma boa evolução do time na vitória contra o Figueirense e, mesmo contra o Palmeiras, só perdemos por duas falhas individuais.

O primeiro tempo de ontem, especificamente, foi espetacular. O Cruzeiro, ainda que esteja em situação difícil na tabela, tem uma camisa pesada, precisa ser respeitada e tem alguns bons jogadores individuais. Mas o São Paulo não correu risco em nenhum momento, criou chances e parou nas mãos do goleiro e na trave.

Gostei de ver aproximação de jogadores e não o distanciamento que estávamos vendo, com triangulações, ultrapassagens dos laterais. Ao contrário dos técnicos anteriores que utilizaram o 4-3-3 ou o 4-2-3-1, Ricardo Gomes nitidamente montou o time no 4-4-2, onde dois dos três volantes – Wesley e Thiago Mendes – subiam ao ataque pelos lados do campo, auxiliando os laterais. Cueva ganhou liberdade e atuou por todos os lados do campo. No começou mantendo-se mais na esquerda, mas depois passou a flutuar. Repito: não tem a qualidade do Ganso, mas tem grande movimentação, que substitui essa qualidade.

É fato que a bola pouco chegou em Chavez. É que a defesa do Cruzeiro fechou a marcação no nosso centro-avante com dois ou três jogadores. Mas as chances acabaram sendo criadas de outras maneiras, com chutes de fora da área, infiltração de Cueva e até Hudson, que desviou um cruzamento mandando a bola no travessão.

No segundo tempo, como era de se esperar, o Cruzeiro se abriu e veio para a frente, chegando a criar chances e colocar nosso gol em risco. Ricardo Gomes demorou demais para substituir e quando o fez, errou. Era óbvio que Thiago Mendes deveria sair. Mas ele tirou Cueva e colocou Carlinhos. Thaigo Mendes perdeu dois contra-ataques claros, que poderiam resultar em gol e perdeu uma bola – simulou uma falta – que quase nos custa a vitória, depois de Chavez ter perdido um pênalti.

Terminamos a rodada a seis pontos do Z4 e a oito do G4. Cada um que interprete qual a melhor condição. Mas tenho certeza que se trouxermos um empate de Curitiba, já estarei contente.

Vitória importante, necessária e obrigatória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Figueirense neste domingo, no Morumbi, era mais do que obrigatória: era de suma importância para respirarmos e a confiança começar a voltar ao elenco.

E o time se apresentou muito bem. Num primeiro momento contestei muito a escalação proposta por Ricardo Gomes pois, em última análise, estávamos entrando para jogar contra o Figueirense no Morumbi com três volantes, algo inadmissível. Mas a proposta de jogo acabou sendo bastante ofensiva. Hudson ficou mais preso entre os zagueiros, enquanto os laterais Buffarini e Matheus Reis tiveram liberdade para atacar. Wesley, no final das contas, acabou fazendo boa partida e sempre se mostrava presente chegando na área ou abrindo pelos lados do campo.

Mas o diferencial esteve mesmo com Chávez, que vem se mostrando um grande centro-avante, muito oportunista e matador. E Cueva, jogador rápido, agudo, que não tem nema qualidade, nem a capacidade técnica de Ganso, mas que consegue levar o time para a frente e chegar na área adversária.

Teremos outro jogo muito importante na quinta-feira: o Cruzeiro. É um time que começou sua recuperação, ganhou partidas seguidas, mas continua se constituindo em adversário direto na luta que travamos nesse momento. Uma vitória também obrigatória na quinta-feira, mais do que nos aliviar e distanciar do Z-4, inacreditável, mas nos coloca até em condição de voltar a sonhar em brigar pelo G-4.

E tenho certeza que se o time entrar em campo com a disposição que entrou neste domingo, teremos nova alegria na quinta-feira e nos próximos jogos. É o mínimo que esperamos.

A volta de Marco Aurélio trará novo fôlego ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, finalmente uma atitude de bom senso da nossa diretoria, ou, mais especificamente, do presidente Leco. A saída de Gustavo Oliveira foi mais do que tardia. Mas há tempo de recuperação pela contratação de Marco Aurélio Cunha para ser o gerente de futebol do São Paulo.

MAC é unanimidade entre os torcedores. Os jogadores também gostam dele. Sua passagem pelo clube, nessa função, foi amplamente vitoriosa. Desta vez volta com a missão de salvar o time de um hipotético rebaixamento. Digo hipotético porque, em sã consciência, não estou entre os mais céticos que creem nessa possibilidade. Ele é do ramo, entende do que faz e será capaz de fazer tudo o que um tecnocrata não conseguiu fazer.

Entretanto é bom nos atentarmos para alguns detalhes. O novo estatuto do São Paulo está em fase de elaboração. Ele precisa ser modernizado para não ficarmos presos a algumas barreiras arcaicas. E Marco Aurélio Cunha é um exemplo disso. Ele está impedido de assumir qualquer função remunerada no clube por ser conselheiro. Não sei como será a fórmula jurídica que se encontrará para conjugar essas duas situações.

Além do mais, Cunha terá que ter paz e apoio da diretoria para trabalhar. Não basta Leco. Tem que ter apoio de Médicis, Jackobson e dos demais diretores. Os conselheiros precisam entender que o momento é crucial para o time e ele é o único nome, hoje, capaz de reerguer o elenco, acabar com os grupos e levar o São Paulo a dias melhores. Se isso vai acarretar em ganhos políticos para ele ou não para uma futura candidatura à presidência do clube é outro problema. Acho até que seria uma solução, mas não cabe discussão deste tema agora.

O farol foi aceso lá atrás. Em 2013 Muricy Ramalho foi chamado às pressas e chegou para salvar o time. Agora foi a vez de Marco Aurélio Cunha. Ou nossos principais dirigentes começam a trabalhar pelo São Paulo, esquecendo picuinhas políticas, ou a cartilha que nos ensina como ir à série B será relançada, sem ter outro super herói a ser chamado para salvar-nos do inferno.

A derrota no campo, na política, nos bastidores: um São Paulo arrasado!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Palmeiras, algo que nem o torcedor mais fanático e cego admitiria como resultado anormal, e segue, agora, olhando para trás, ao invés de ver o horizonte na frente. A situação do clube está tão fora de controle que no dia do clássico, poucas horas antes, Gustavo Oliveira acerta com Leco sua saída. Não dava para ter feito isso semana passada, após o jogo contra o Coritiba? Não que eu entendesse que ele deveria continuar, mas deixasse, então, para hoje.

Gustavo Oliveira só repetiu o que fez Luiz Cunha, quando, no embalo da Libertadores e próximo a um grande jogo da semifinal, entregou o cargo e gerou nova crise política. E isso não me permite perdoá-lo de maneira alguma. Quanto a Gustavo, só foi mais uma atitude negativa.

No campo, aquilo de sempre: entrou jogando como time pequeno, dirigido por um técnico que pensa pequeno, e buscando uma bola. Encontrou essa bola no começo do segundo tempo. Mas, como todo time pequeno, tomou a virada sem muito esforço do adversário. Sei que no primeiro gol palmeirense Mina estava impedido. Também não entendi (sou ingênuo) a falta marcada por esse larápio Sandro Meira Ricci em Kelvin, no primeiro tempo, quando o São Paulo levava extrema vantagem e tinha chance clara de gol. Pensei que ele fosse expulsar o zagueiro. Mas nem cartão amarelo ele deu.

Mas nem isso explica nossa derrota. O time é fraco, muito fraco, e ainda não contávamos com Cueva – inacreditável, ele é o nosso diferencial – tínhamos um lateral improvisado, pois os dois da posição estavam suspenso e machucado e Rodrigo Caio saiu machucado no primeiro tempo. Carlinhos? Ah, esse é presidente do Reffis. No entanto foi a saída de Rodrigo Caio que colocou tudo a perder, porque Lyanco, que entrou no seu lugar, falhou nos dois gols.

Ricardo Gomes, o técnico medroso, perdendo o jogo, tira o inútil Luiz Araujo para colocar Daniel, e mantem os três volantes. O que aconteceu? Nada. perdemos o jogo.

Nos bastidores, o São Paulo continua sendo prejudicado em todos os jogos. Perdemos aquele glamour, aquela força que tínhamos no subterrâneo do futebol. Não, não quero que roubem para o São Paulo. Só quero que não nos prejudiquem. Juvenal Juvêncio, que, diria, tinha, sim, força nos bastidores. Mas sua briga com Ricardo Teixeira, seus desmandos no comando do clube, com a conivência e consentimento da imensa maioria dos conselheiros, levaram o São Paulo a este estado. Carlos Miguel Aidar, e agora Leco, só pioraram.

E na política? Depois do Conselho Deliberativo ter arquivado o caso Far East, transformou Jack Banafsheha no maior são-paulino de toda a história. Maior que Laudo Natel, Manoel Raimundo Paes de Almeida, Cícero Pompeu de Toledo e tantos outros. Jack, num gesto super heroico, abriu mão de uma comissão de 18 milhões de reais pelo bem do São Paulo. O Conselho entendeu não haver crime porque não houve prejuízo ao clube. Se esquecem – ou querem se fazer de ingênuos – que, politicamente, a tentativa de fraude caracteriza fator para expulsão dos envolvidos. Ao Ministério Público cabe instaurar – o que foi feito – a ação penal para punir criminalmente os envolvidos.

Quem sabe trazendo Marco Aurélio Cunha para o lugar de Gustavo Oliveira possa dar um novo alento à Nação tricolor. Afinal, pelo que me consta, é o único nome hoje que conta com unanimidade de apoio entre torcedores, sócios e jogadores, e com aceitação na maioria dos diretores e conselheiros.

De resto, oremos!