Mais uma vitória, liderança invicta e ótimo momento para o clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vitória do São Paulo. Desta vez no Morumbi, onde é obrigatório vencer. Portanto, dentro das contas para chegar ao título, somamos os três pontos que precisávamos. Mas ganhamos do América, fora, recuperando os dois pontos que perdemos para o Atlético-MG no Morumbi. Qual o resultado disso? Estamos na liderança, invictos.

Mais uma vez o time mostrou bom futebol. Já fora assim contra o Santos, contra o América e agora contra o Botafogo. Time consistente, com poucos espaços entre a defesa e o ataque, jogando bem compactado, tendo muita velocidade nos contra-ataques, marcando com determinação, tendo muita raça e se entregando como um todo. É o estilo uruguaio de ser, eu sei. Mas está me fazendo bem. Ou melhor, vou consertar: está nos fazendo bem.

É verdade que o time não começou bem. Talvez o esquema de jogo do Botafogo tenha surpreendido Aguirre. Tanto isso é verdade que perdemos o meio de campo e os cariocas marcaram no início do jogo. Certo que foi aos 15 minutos, mas o jogo ficou parado oito minutos. Portanto, considera-se o início da partida.

Cheguei a me preocupar no estádio. Mas por pouco tempo. O São Paulo veio para cima e, ainda no primeiro tempo, abriu 3 a 1. Isso foi fruto de jogadas trabalhadas e, principalmente, de contra-ataques.

Ao contrário do jogo em Belo Horizonte, onde entrou com três volantes, desta vez Aguirre optou por três atacantes, sendo dois bem abertos e um centralizado. Isso deu liberdade para que Nenê flutuasse em campo e municiasse o ataque da maneira que quisesse. Marcos Guilherme e Everton fizeram o papel de atacar com rapidez e defender com vontade, auxiliando Regis e Edimar.

No segundo tempo o Botafogo até teve mais posse de bola, mas nada que ameaçasse a meta do São Paulo. Aliás, o segundo gol saiu de uma falta boba na lateral da área. Aguirre chamou a atenção sobre isso na coletiva pós jogo, que tinha alertado os jogadores para esta jogada do Botafogo.

Outra razão para a queda de rendimento do São Paulo, além da intensa entrega do primeiro tempo, foram as substituições. Os três jogadores que estão desequilibrando lá na frente e decidindo (Nenê, Diego Souza e Everton) saíram para se pouparem para o clássico. Claro que o ritmo do time caiu bastante, até porque Valdívia, que entrou no lugar de Everton, só fez bobagem.

Mesmo assim o São Paulo poderia ter aberto 4 ou 5 a 1 no placar, não tivessem perdido os gols que perderam Everton e Marcos Guilherme. Isso significa dizer que o contra-ataque funcionou muito bem.

É fato que Diego Aguirre arrumou um time. Primeiro foi a defesa, depois o meio de campo e por último o ataque. O resultado está aí. Estamos descrentes do futebol do São Paulo e, pelo que sofremos nos últimos anos, sempre achando que é fogo de palha e que uma hora a coisa vira e nós vamos patinar lá atrás.  Só que o momento me permite afirmar que chegamos como favoritos para o clássico de sábado, contra o Palmeiras e que hoje somos, sem sobra de dúvidas, um dos candidatos ao título brasileiro.

 

Tricolornaweb encerra coluna Cantinho da Política. Está no ar o Forum!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, decidi encerrar a coluna “Cantinho da Política”. E cabe aqui minha explicação.

Quando iniciei esta coluna, a ideia era dar temas importantes, que dissessem respeito a decisões que os conselheiros deveriam tomar ou ações que eles poderiam propor dentro do Conselho Deliberativo. Sempre fiz questão de procurar um conselheiro da situação e outro da oposição, independentemente até de terem a mesma opinião sobre determinado tema.

Os dois primeiros assuntos escolhidos foram “Separação Futebol-Social” e “Eleição direta para presidente”, respectivamente. Minha ideia, para esta semana, era colocar o terceiro uniforme como tema de debate, pois o Conselho Deliberativo aprovou, ano passado, essa possibilidade por um determinado número de jogos, mas a camisa deveria respeitar as cores do São Paulo. Tanto que o time usou, em alguns jogos, a camisa preta. Muito diferente de outrora, quando entrou com um uniforme amarelo, mais parecendo um pote de mostarda que um uniforme de futebol.

O problema é que os conselheiros não querem se manifestar, não assumem uma posição publicamente. Eu até esperava que isso fosse acontecer, mas quis ter na prática a certeza. E tive. Entre os que contatei, convidando para participar do debate, alguns disseram que me ligariam – não ligaram -, outros que se afastaram da política – mas continuam conselheiros, com todas as benesses -, outros que são terceira via, não podendo, portanto, serem colocados na situação, nem na oposição – mas não votam coluna do meio entre o sim e o não no Conselho, até onde sei -. Teve explicação de todos os tipos.

A coluna, com apenas duas semanas de vida, virou tema central de comentários entre os conselheiros. Mas na hora de colocar a cara para fora e debater, aí a coisa pega.

Quero aqui deixar claro que não fiz contato ou convidei os que estão ocupando algum cargo na diretoria, por questões óbvias. Isso seria feito no futuro, mas esse tempo não existirá nesta coluna.

O Cantinho da Política vai continuar sendo feita como sempre existiu no nosso portal. Sempre que algum assunto desta área merecer destaque, aparecerá no meio do noticiário. Nada mais do que isso. Aliás, quando se fala em política, isso é o máximo que os seus componentes merecem, em todos os níveis.

No lugar desta coluna estou criando o Forum. Será um espaço a mais para debates dos nossos leitores. Não haverá periodicidade para colocarmos temas, pois eles ficarão ali por muito tempo. Para começar coloco exatamente a questão do terceiro uniforme. E espero, dos leitores, sugestões de temas que queira debater para que eu abra novas janelas.

Garanto a todos que os conselheiros vão ler. Se vão tomar alguma atitude usando os debates como orientação ou mesmo sugestão, já são outros quinhentos.

 

Paulo Pontes

A vitória em Minas pode nos levar a sonhos mais altos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez grande partida em Belo Horizonte e conseguiu sua primeira vitória como visitante. Ao bater o América-MG no Independência, o Tricolor recuperou os dois pontos que perdeu em casa, para o Atlético-MG e voltou para a média considerada para um time disputar – e ganhar – o título.

Fiquei bastante irritado – aliás, como sempre – com Diego Aguirre. Quando recebi a escalação e vi Araruna no time, esbravejei muito, mas disse no vídeo que está gravado na Home do Tricolornaweb: se ganhar, vai ser nota 10. Se perder, vai ser nota zero. Só não dei 10 para ele porque Araruna, na minha visão, jogou muito mal, e isso pode ser atribuído à sua escalação, responsabilidade do uruguaio.

Mas o time foi muito agudo, manteve a mesma pegada do clássico do último domingo e não se abalou pela arena onde, muito raramente, conseguimos algum resultado positivo. Marcou um gol logo no começo, em belíssimo contra-ataque, passe de Nenê para Everton, passe de Everton para Diego Souza e o gol.

O gol de empate que sofremos nem foi devido ao time ter recuado, como tem ocorrido quando saímos na frente. Houve falhas sequentes do meio de campo que não marcou, de Everton que não voltou, de Reinaldo que tomou no meio das canetas, de Bruno Alves que também tomou no meio das canetas e de Arboleda que não marcou ninguém.

Mas o São Paulo não se abalou. Manteve o ritmo de jogo e o América, vamos reconhecer, também. Time bem montado com boas jogadas, criou problemas para o São Paulo, obrigando Sidão fazer duas defesas gigantescas. Mas o São Paulo chegou ao segundo gol em pênalti claríssimo, convertido por Nenê.

No segundo tempo o quadro não mudou. Assim como o América vinha para cima, o São Paulo encontrava facilidade para sair nos contra-ataques. O terceiro gol, um golaço de Nenê em cobrança de falta, acabou sendo a pá de cal em qualquer possibilidade de reação.

O próprio Aguirre percebeu isso e começou a mudar o time para poupar alguns jogadores.

A vitória ganha mais importância pelo momento do campeonato. Certamente a torcida vai responder e irá em grande número ao Morumbi. Quarta-feira, é vitória obrigatória contra o Botafogo. Nosso próximo adversário, sábado, será o Palmeiras, na Arena. O time está pressionado joga contra o Cruzeiro na quarta-feira, em Belo Horizonte, e pode entrar em frangalhos, moralmente, contra o  São  Paulo, que por sua vez, entrará de cabeça erguida e cheio de moral.

Vamos ver se isso de consolida ou fica só na teoria. Eu acho que vira realidade. E isso pode nos permitir sonhos mais altos.

 

Se não temos futebol bonito para comemorar, comemoremos a raça e a vitória num clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo cumpriu a missão que todos os analistas indicam num campeonato de pontos corridos, que é o de ganhar em casa e, pelo menos, empatar fora. Mas a vitória neste domingo, no Morumbi, teve como elemento principal ser um clássico. E o Santos foi o único time que derrotou o São Paulo, no Morumbi, este ano. Jogamos os clássicos do Paulista fora de casa. Os únicos que jogamos como mandantes foram contra o Santos – derrota – e Corinthians – vitória.

Contestei antes do início do jogo a colocação de Arboleda  no banco. Fui ironizado, após o jogo, nas redes sociais, pois todos entenderam  que a dupla Bruno Alves e Anderson Martins foi muito bem, até a expulsão do segundo. Bem, só que eu fiz uma crítica antes da bola rolar. Depois do jogo, é mais fácil analisar as coisas e acertar.

É fato que a defesa foi bem. Bruno Alves, por exemplo, foi gigante, um monstro. Anderson Martins vinha bem, até o lance da expulsão. Entendo absolutamente discutível, mas fico com a visão que tive no campo (e depois na TV), que o árbitro foi excessivamente rigoroso. De qualquer forma, reconheço uma entrada afoita do zagueiro, que apesar de ter ficado parado alguns dias, no Reffis, não demonstrou falta de ritmo de jogo.

Os dois laterais também foram bem, com funções muito semelhantes: quando um descia, o outro ficava. Geralmente era Reinaldo quem mais arriscava o ataque. Aí Militão fechava para formar um terceiro zagueiro e Marcos Guilherme cobria o corredor direito. Aliás, ele pode ter técnica limitada, mas que sobre vontade, determinação e entrega a Marcos Guilherme, isso é inegável.

O São Paulo dominou o primeiro tempo quase que integralmente. Poderia ter feito gol logo no primeiro minuto de jogo, numa troca de passes maravilhosa entre Hudson, Nenê, Marcos Guilherme e Diego Souza, com o centro-avante errando bisonhamente o chute, de frente para o gol. Logo depois foi a vez de Militão cabecear uma bola sozinho, de dentro da pequena área, de frente para o gol, só que para fora.

O Santos não conseguia chegar perto da área do São Paulo. A marcação era precisa, com o time compactado, não dando espaço para o time praiano. A linha de 4-4-2 ficava bem evidente, com Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme e Everton formando a linha de quatro avançada, deixando Nenê e Diego Souza mais a frente.

Depois do gol o São Paulo recuou, como tem acontecido sucessivamente. No entanto, o Santos teve uma chance num belo chute de fora da área, para grande defesa de Sidão, e uma falha do goleiro, em um cruzamento da direita, que quase redundou no gol santista. De resto, por mais que o Santos tenha ficado mais com a bola, tentando pressionar, praticamente não entrou na área do São Paulo, repito, graças a ótima atuação da zaga e dos volantes Jucilei – monstro – e Hudson.

Além de não levar tanto perigo ao gol do São Paulo, nós estivemos muito mais próximos de aumentar o placar, só não o fazendo porque desperdiçamos, no mínimo, dois contra-ataques que poderiam ser mortais.

Subimos bem na tabela, ainda estamos no prejuízo dos pontos, mas há muito tempo para recuperá-los. O time tem uma semana para trabalhar bem seu potencial para o jogo contra o América, em Belo Horizonte, no próximo domingo. Quem sabe ocorra aí a primeira vitória fora de casa.

Sobre Aguirre, contesto e sempre vou criticar algumas escalações, mas sei compreender quando ele encaixa o time e o fez isso hoje, certamente. E aos mais críticos e céticos em relação ao trabalho dele, quero apenas lembrar que ficamos anos sem ganhar um único clássico. Tinha torcedor preferindo ganhar clássico do que título. Aguirre, em pouco tempo dirigindo o time, já ganhou dois clássicos. Então vamos cornetar menos e torcer e apoiar mais.

Prestação de contas de um ano me permite dar crédito à diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os senhores puderam ler, nas matérias que produzi, o que foi a prestação de contas feita pela diretoria nesta terça-feira. Já me pronunciei no Jornal Tricolornaweb de ontem (15) – aliás, só abordei esse assunto – mas acho importante deixar consignado aqui, em editorial. E quero que entendam que não sou apaixonado por essa diretoria e há uma longa distância entre dar crédito a partir do que vi e ou vi e achar que é a melhor coisa do mundo. Aliás, preciso cumprimentar publicamente o novo diretor de Comunicação, Guilherme Palenzuela, pela realização do encontro, pois o São Paulo estava ficando muito escondido de sua torcida, com o muro gigantesco que levantado blindando diretores e jogadores.

É incontestável que a dívida vem sendo reduzida. O rombo estratosférico que Juvenal Juvêncio causo ao São Paulo, aprofundado, em parte, por Carlos Miguel Aidar, é o responsável direto pelos desmanches consecutivos no time e razão maior de não ganharmos nada há muitos anos.

O presidente Leco foi taxativo na reunião: “não vou empurrar com a barrida a dívida e passar para o meu sucessor. Já me falaram que prefeririam que eu deixasse uma dívida de R$ 1 bilhão, mas ganhasse um título. Mas eu vou no caminho exatamente contrário”.

Pela promessa de Elias Albarello, diretor Financeiro, até final de 2019 a dívida bancária estará zerada; o São Paulo, que ainda vai precisar vender jogadores este ano, não mais o fará ano que vem; o time que foi montado, se não é tido como favorito absoluto a qualquer título, no mínimo pode ser colocado no patamar de quem vai brigar por algo bom no Brasileiro. Logo, entendo que a opção foi correta, e quem esperou até agora para ter um time de altíssimo padrão, pode esperar mais um ano, contanto que o atual elenco não nos faça passar o desespero que passamos em 2017. Aliás, Leco disse que sofreu muito ao imaginar que poderia ser o primeiro presidente a cair com o time para a série B, mas depois disse não ver nenhum desdém se isso vier a ocorrer. Espera aí, cara pálida! Eu vejo, sim, todos os desdéns do mundo se formos rebaixados. Será vergonha histórica e uma mancha para sempre em nosso cartel.

Sobre as obras, não sou engenheiro nem tenho elementos técnicos para contestar a afirmação do diretor de Infraestrutura, Eduardo Monteiro, de que para cobrir o Morumbi é preciso refazer a fundação, algo impensável em termos de custo. E o que será feito – suporte para a usina solar, telões, televisões, prolongamento do andar térreo até a pista de atletismo e utilização do espaço do fosso para a colocação de banheiros químicos, troca da iluminação atual para lead – acho que vai modernizar bastante o nosso estádio. E lembro que 2/3 do Morumbi já são cobertos.

No futebol mantenho minha confiança em Raí, pois inegavelmente é um cara do meio e que conhece bastante. Cinco meses de trabalho dele como diretor de Futebol é muito pouco para uma avaliação derradeira. Nós, ultimamente, temos sido imediatistas e isso ajuda a colocar o time no padrão derrotista em que se encontra. Se perde três jogos seguidos já queremos a demissão do técnico, independentemente dele ter um mês ou um ano no cargo; um diretor assume e em cinco meses – depois de dez anos de erros sucessivos – já tem obrigação de apresentar um trabalho vitorioso, ganhando todos os títulos que disputou.

Estou contente com Diego Aguirre? Claro que não. Mas não vou aqui pregar a sua demissão, pois quanto mais se mexe, mais se estraga o trabalho. E dentro da diretoria – não vou citar nomes – há um consenso que André Jardine é o técnico do futuro. Quem sabe do início de 2019. Mas para ganhar esse status ele precisa se adaptar um pouco mais no trato e no controle de um grupo de jogadores profissionais, muitos deles tarimbados em seleções ou com carreiras internacionais.

O fato de dar crédito à diretoria não significa dizer que não vou cobrar. Ao contrário, anotei cada dado, cada promessa, e cada uma no seu tempo, do diretor responsável pelo setor e, obviamente, do presidente, será cobrada aqui no Tricolornaweb. Estamos atentos.

Empate manteve a invencibilidade. Prefiro ver o copo meio cheio.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sou daqueles eternos otimistas, que sempre olho pelo lado do bem, nunca pelo lado do mal. Nessa tão decantada moda que temos hoje, de termos o copo pela metade, alguns preferem dizer que ele está meio vazio; eu prefiro dizer que ele está meio cheio. Assim defino o jogo deste domingo: empate manteve o São Paulo como único time invicto do Brasileiro até agora.

Gostei do time? Claro que não. Aliás, não gostei do segundo tempo. No primeiro tempo, pesar de falhas individuais que nos fizeram sair derrotados, entendo que o São Paulo fez uma partida aceitável e apostava, no intervalo, que mantendo o mesmo nível poderia virar o jogo no segundo tempo.

O São Paulo teve maior domínio da bola, conseguiu boas penetrações. O time colocado por Aguirre tinha em Lucas Fernandes o motor para puxar os contra-ataques, dado um pouco de fôlego para Nenê, sobrecarregado em outras partidas por ser o único meia. O problema é que Everton não realizou boa partida; Reinaldo, pior ainda; idem para Militão. Mesmo assim o São Paulo era melhor, mas Hudson, de maneira muito infantil e desnecessária, fez um pênalti estúpido e começou a colocar tudo a perder. Empatamos logo depois. Mas aí vieram as falhas de Reinaldo – quem ele marcava no lance do gol? – Bruno Alves – entrou com pé de alface – e a falta de reflexo de Sidão. Ficamos atrás no marcador.

Aliás, respeito a opinião de todos os leitores do site, mas preciso colocar a minha: não acho o Petros o melhor volante do mundo, mas que ele é muito melhor que o Hudson, acho que não há discussão. O único lugar que o Hudson jogou bem foi no Cruzeiro com Mano Menezes. De resto, sempre foi uma tragédia, E assim tem sido no São Paulo.

Bem, no segundo tempo todos engataram uma feijoada e o futebol ficou muito feio. Talvez o calor de Salvador tenha ajudado um pouco, mas acabaram-se as jogadas elaboradas, os passes, as penetrações, tudo isso de lado a lado. Virou um jogo faltoso, truncado e sem emoção.

Se no intervalo eu acreditava na virada, no decorrer do segundo tempo passei a deixar que apenas meu eterno sentimento otimista, de torcedor do time da fé, falasse por si mesmo. E o empate saiu aos 48 minutos do segundo tempo. Percebam que hoje, ao invés de tomarmos gol no último minuto, fizemos. Algo está mudando para melhor.

Sou crítico do Aguirre pelo seu esquema muito defensivo, mas não posso deixar de enaltecer que os jogadores estão se entregando. Ninguém está com corpo mole, indolente. Talvez o “chinelinho” do time já tenha se despedido. Além do mais, sempre digo que empate fora de casa dificilmente pode significar mau resultado. Somos o único time invicto do Brasileiro, estamos a três pontos dos líderes e, consequentemente, na metade de cima da tabela de classificação. Isso já na quinta rodada. Parece que não, mas o campeonato está correndo.

Espero lá na frente não sentir falta de vitórias em jogos “ganháveis” como Ceará e Bahia, além do Atlético-MG, com quem empatamos no Morumbi. Mas continuo sem sustos, pelo menos neste início do Brasileiro.

 

Vitória no sufoco, com erros, mas com classificação garantida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sufoco. Terminamos o jogo com apenas nove jogadores, mas vencemos o Rosário Central por 1 a 0 e estamos na próxima fase da Sul-Americana. Ouvi, saindo do estádio, alguém dizer – perdoem por não lembrar quem foi – que para o São Paulo foi melhor ganhar de 1 a 0, nas condições que ganhou, do que se goleasse de 6 a 0. Une o grupo. Revigora a torcida.

Isso pode ser contatado no final da partida, quando os torcedores entoaram o coro “guerreiro, time de guerreiro”. E de fato é. Se falta técnica – e falta – e uma melhor composição ofensiva para resolver o jogo de forma mais rápida, então tem que ser na raça.

Aguirre errou, mais uma vez, na entrada. Não entendi ter deixado Arboleda no banco e colocado Anderson Martins. Teve que queimar uma substituição no intervalo. Além do mais, Arboleda é nosso melhor zagueiro. Sim, falhou contra o Atlético-MG, mas tem sido gigante em todos os jogos.

Apesar de ter entrado com três volantes quando precisávamos da vitória, o São Paulo criou boas oportunidades no primeiro tempo: uma com Diego Souza, que furou bisonhamente quase em cima da risca do gol; outra com Petros, em bola ajeitada por Diego Souza. O volante errou de maneira grotesca, debaixo da trave; outra com Nenê, em bom passe de Diego Souza.  O meia chutou nas mãos do goleiro, mas o gol estava aberto para ele.

Depois disso virou mesmice, o time começou a se irritar com a catimba argetina, diminuiu o ritmo e chegou até a ser dominado.

No segundo tempo o quadro não mudou. O Rosário Central passou a ter domínio completo da partida e Sidão acabou sendo responsável por duas grandes defesas (aliás, uma foi no primeiro tempo). A entrada de Cueva criou mais opões, já que Valdívia fazia uma péssima partida.

Mas quem desequilibrou mesmo foi Reinaldo, quando recebeu belo passe de Liziero, invadiu a área, chutou cruzado, a bola bate na trava e volta em Diego Souza que, de canela, marca. Não importa que foi de canela. Ela faz parte do corpo.

O fato é que eu, que estava com a bandeira #foraDiegoSouza, tenho que me curvar ao desempenho nesses dois jogos. Querer velocidade dele, que ele seja lançado e ganhe na corrida de qualquer defensor adversário, é querer demais. Mas ele tem bom posicionamento, bom passe, e me surpreendeu. Espero que continue assim.

Quanto a Aguirre, estou suportando. Sei que vai sempre esse sufoco. Se defender, se defender e achar um gol. Depois que marcar, se defender mais ainda. Tem sido uma rotina:  o São Paulo marca o gol e recua inteiro.  Vamos sofrer muito. Se ainda valer a pena, tudo bem. Pior se terminarmos no meio da tabela do Brasileiro e eliminados da Sula-Americana.

Tricolornaweb apresenta novidades em multiplataforma

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nosso site está investindo na multiplataforma. Como é do conhecimento de todos, o nosso canal no YouTube vem fazendo vídeos “ao vivo” de treinos do São Paulo, da chegada dos jogadores no Morumbi e a coletiva do técnico Diego Aguirre após o jogo. Nossa estreia foi no último sábado, após o empate contra o Atlético-MG.

A qualidade do áudio não ficou dos melhores. O fato é que precisamos de algumas coisas para conseguir alguns benefícios da plataforma. A primeira já alcançamos: mais de dez mil visualizações; a segunda estamos no meio do caminho: precisamos de mil inscritos no canal. Estamos próximos dos 500 (para se inscrever, clique aqui e nos ajude a alcançar esse número); o último quesito é chegarmos a quatro mil horas de visualização. Tenho certeza que não levaremos tanto tempo para chegar lá. Basta que eu produza vídeos para serem assistidos, e é o que vamos fazer em profusão a partir de agora.

Neste canal do YouTube teremos entrevistas ao vivo. Conversaremos com dirigentes, jogadores, torcedores ilustres, faremos debates, enfim, faremos deste canal do Youtube um canal do São Paulo, um segmento do Tricolornaweb, na plataforma vídeo. E a primeira entrevista já está marcada: será quinta-feira, dia 10, às 16h, com o vice-presidente, Roberto Natel. A entrevista será transmitida ao vivo, no nosso canal do YouTube e depois reproduzida na Jornal Tricolornaweb, da Rádio Tricolornaweb.

COLUNISTAS

Também teremos, a partir da próxima semana, a participação diária de colunistas no nosso site. Você pode observar que embaixo do nosso logotipo na Home, sobre as manchetes que rodam, já há o link dos colunistas. Já podemos confirmar a participação nestas páginas do Daniel Perrone, ex-colunista do Globo Esporte e dono do Portal São Paulo Sempre; e do Sombra, diretor da Energia FM, grande são-paulino, comandante do programa Estádio 97, a maior audiência do Rádio no horário das 17h30 às 20h. Já fizemos outros convites e estamos aguardando as confirmações para também anunciá-los a vocês.

O Daniel Perrone vai escrever todas as terças-feiras enquanto o Sombra será o responsável pela publicação das quartas-feiras. É importante deixar claro que haverá espaço nas páginas para os comentários, como é comum em todo o site. A estreia já será na próxima semana.

Ah, antes que eu esqueça, um dia será destinado a um leitor do Tricolornaweb. Farei o contato por e-mail com o escolhido para aquela semana. Vou dedicar o espaço do sábado para este leitor, que deverá me entregar o texto, acompanhado de uma foto e um breve curriculo até a sexta-feira à noite.

CANTINHO DA POLÍTICA

A partir de segunda-feira ( e todas as segundas-feiras) colocaremos um tema para nossos leitores debaterem. Esse tema será exposto na página “Cantinho da Política”, que já pode ser encontrado, também, na parte alta do Site, ao lado do link “Colunistas”.

O primeiro tema que sugeri para a estreia é a “separação do futebol do social”. Os conselheiros José Francisco Manssur (situação), responsável pela elaboração do projeto de separação e Newton Ferreira (oposição), publicarão seus textos. O debate ficará por conta dos leitores do Tricolornaweb

Então ficamos assim: mudança sempre é muito importante. Eu quero contar com a participação dos leitores, sugerindo entrevistados (desde que estejam ao nosso alcance), temas para os conselheiros responderem (sempre um da situação e um da oposição) e, mais do que nunca, o apoio em nosso canal de vídeo.

E não esqueça: Quinta-feira, 16h, entrevista ao vivo com o vice-presidente Roberto Natel.

 

 

 

Empate no Morumbi foi injusto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate no Morumbi, por mais que nós tenhamos buscado o empate, soou com sabor de derrota. Primeiro porque pelas contas que faço, em casa a vitória é obrigatória, assim como, no mínimo, o empate o é em jogos fora. Empatando em casa, obrigatoriamente teremos que conquistar uma vitória fora para compensar os dois pontos perdidos neste sábado.

Mas também acho que foi injusto porque o São Paulo teve mais domínio do jogo. Mesmo quando foi apertado, ainda no primeiro tempo, mostrou-se firme na defesa e conseguiu encaixar alguns contra-ataques.

Entendo que Diego Aguirre errou algumas vezes nesta noite. Não consigo entender, no Morumbi, o time entrar com três zagueiros e dois volantes. Ainda antes de começar o jogo, quando recebi a notícia -e informei nas redes sociais – que Militão havia sentido a coxa e estava fora da partida, imaginei que seria a hora de adiantar um pouco o time. Não.  Ele optou por colocar Anderson Martins e manteve o esquema de três zagueiros, um tanto pior, porque Militão chega à frente; quando joga Rodrigo Caio, também. Mas os três de hoje não passam do meio de campo, a não ser em cobranças de escanteio.

Bem, mesmo assim o São Paulo encaixou um bom primeiro tempo. O placar de 1 a 0 não refletiu a superioridade do São Paulo. As descidas de Régis e Reinaldo pelos cantos eram boas. Everton fazia grande partida, com Nenê abastecendo bem o ataque. O Atlético, na verdade, chegou uma vez com perigo, obrigado Sidão a praticar ótima defesa, e depois, num erro de saída do goleiro são-paulino.

Inexplicavelmente – e aí vem o segundo erro de Aguirre – ele voltou com o time alterado para o segundo tempo. Tirou Bruno Alves e colocou Marcos Guilherme. A explicação que ele deu na entrevista pós jogo foi que ele sentiu que o Atlético estava muito forte com seus laterais e precisava fechar um pouco aqueles corredores. Só que isso desmontou o sistema defensivo do São Paulo.

Para piorar – e aí vem o terceiro erro de Aguirre -, Nenê sentiu uma contusão, pediu para sair. A substituição lógica seria entrar Cueva. Ele colocou Liziero, que entrou sem saber se era volante ou meia. Não foi nem um, nem outro. Ficou completamente perdido em campo. O São Paulo se tornou presa fácil e o Atlético empatou o jogo.

Aguirre tentou corrigir os erros e colocou Cueva, tirando Hudson, outro que ficou completamente perdido em toda a partida. Um minuto após a entrada do peruano, o Atlético virou o jogo. Mas Cueva deu um passe magistral para Diego Souza empatar, três minutos depois.

O time se acertou, principalmente pela entrada de Cueva, e voltou a pressionar. Esteve muito próximo de marcar o terceiro gol, mas isso acabou não acontecendo. O fato é que Aguirre mudou sua concepção na hora errada e tudo acabou dando errado. O que parecia se encaminhar para uma grande vitória, quase acabou em pesadelo. Menos mal que conseguimos o empate.

A lamentar a péssima atuação de Arboleda, que falhou nos dois gols e tomou um verdadeiro baile do Ricardo Oliveira. Anderson Martins também estava completamente fora de ritmo. Por isso nossa defesa, que vinha sendo ponto alto do time, neste sábado deixou bastante a desejar.

No entanto, é importante salientar que o time tem outra postura, que não tem bola perdida. Apesar de ter sido chamado de bipolar outro dia porque falei que faltavam 42 pontos para nos livrarmos de qualquer susto, continuo falando que faltam, agora, 40 pontos. Mas faltam algo em torno de 70 para sermos campeões. Espero continuar sendo bipolar assim, mas podendo comemorar o título no final do ano.

Empate frustrante, quanto mais com erro de arbitragem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu já estava comemorando a vitória, mesmo que jogando no jeito Aguirre de ser, mas eram três pontos importantíssimos fora de casa. Mas aí, Edimar fica assistindo o jogador do Fluminense cruzar, Pedro empurra Arboleda, o árbitro, naturalmente, não marca nada e sai o gol de empate, aos 43 minutos do segundo tempo. Está virando um trauma esse negócio de tomar gol no final das partidas.

Em determinado momento, acho que por volta dos 30 minutos do segundo tempo, postei em minhas redes sociais que o São Paulo estava muito consciente em campo. A vitória seria justa, pois o Fluminense não tinha chegado com perigo em nossa meta. Aí foi um tal de bola na trave prá cá, bola na trave prá lá, o jogo ficou aberto, franco, mas o São Paulo esteve muito mais próximo do segundo gol do que de levar o gol de empate. Mas não teve jeito.

Sei que comecei meu comentário pelo fim, mas é que quis transmitir exatamente o sentimento de frustração que me tomou. Não gostei da escalação do Aguirre, o esquema tático me parece muito confuso, pois em alguns momentos jogamos no 3-5-2, em outros no 4-4-2, outros 4-3-3. Oras, Militão é zagueiro e Régis é ala (na primeira formação); Militão é lateral e Régis é meia (nas segunda e terceira formações).

Reconheço que essas mudanças táticas constantes deixam o adversário sem saber o que vai ser feito, mas também entendo que estamos desperdiçando talento no banco. Nosso elenco já não é espetacular, é muito limitado, e Valdívia está no banco, sem que Aguirre explique essa opção. Era nosso melhor jogador e, devido a uma contusão, foi simplesmente sacado do time e não joga mais.

O empate, no entanto, não tira minha visão sobre o time neste domingo. Repito, sempre no mais perfeito “jeito Aguirre de ser”, o time merecia a vitória. Mas, considerando que ela não veio, e as contas feitas para um time que pretenda disputar o título, a obrigação é ganhar em casa e, ao menos, empatar fora. Sendo assim, a meta eram cinco pontos nos três primeiros jogos e foram conquistados. Agora é trabalhar para ganhar do Atlético-MG sábado, no Morumbi. Aí é obrigação. Também espero um time mais ofensivo.

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