Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu mais um empate, em casa, agora contra o Grêmio. Sim, o time dos empates que empatou neste segundo turno, em casa, contra América-MG, Atlético-PR, Fluminense, Flamengo e agora Grêmio. E quer ganhar campeonato como?
Sei que já fui chamado de corneteiro, mas tenho dito reiteradamente e não vou me cansar de falar e escrever: o São Paulo não pode mais ser coadjuvante. Tem que voltar a ser protagonista.
É fato que, por incrível que pareça, jogamos melhor do que o Grêmio. Os gaúchos deram um único chute a gol no primeiro tempo, obrigando grade defesa de Jean. O São Paulo, que foi dominado nos primeiros 15 minutos, tomou as rédeas da partida a partir deste ponto e me fez crer que poderia vencer. Mas com Trelles não acertando um chute a gol – ele é centro-avante -, Nenê não concluindo uma única jogada, os pontas tentando alguma coisa, mas geralmente perdendo de seus marcadores e dois volantes que não conseguem arriscar um único chute a gol, me fez crer que desta vez tivemos a bola, mas não conseguimos transformar a superioridade em gol.
Menos mal que André Jardine não inventou. Fez o arroz com feijão e colocou o time que ganhou quase tudo no primeiro turno. Só não tinha Rojas. Entrou Helinho. Clamor da torcida. Nem digo que decepcionou, mas mantém uma pegada que já tinha no sub-20: se desliga do jogo muito facilmente. E não me venham dizer que estou querendo queimar o garoto. Peguem tapes dos juniores e me digam se estou errado. Ele não era titular nas equipes de base exatamente por esse marasmo em que as vezes se envolve.
Segundo tempo e o São Paulo melhor. Algumas chances apareciam, mas caíam com Trelles. Ou ele errava, ou cometia falta. Entrando no segundo tempo ele vinha salvando a equipe. Mas nos enganou. Começando o jogo percebemos o quão ele é ruim. Colombiano por colombiano, enquanto uns contratam Borja, nós contratamos Trelles. Bem sinal dos nossos dias de hoje.
Estava evidente que Hudson não poderia continuar em campo. Estava errando mais do que o Trelles. Mas o primeiro a sair foi Helinho, para a entrada de Antony. Eu até poderia criticar o Jardine por isso, mas ele explicou na coletiva que Helinho pediu a substituição por estar com câimbras nas duas panturrilhas. Aí veio Shaylon no lugar do ineficaz Nenê. Aliás, pelo que jogou nesta quinta-feira, dá para perceber a razão do Aguirre tê-lo colocado na reserva.
Shaylon, por incrível que pareça, foi melhor que Nenê. Mas não se iludam. Shaylon é Shaylon. Isso só basta para não nos iludirmos.
Por fim Liziero entrou no lugar de Hudson. Acho que Jardine demorou demais para essa alteração. Mas fez. E não vou crucificar o técnico do São Paulo. Foram apenas três dias de treinamento. Impossível imaginar que ele vá dar novo padrão para o time em tão curto espaço de tempo.
Continuamos na briga pelo G4, mas deixamos de ganhar no confronto direto, de quem está na nossa frente (em número de vitórias). Agora não dependemos só de nós para entrarmos na fase de grupo da Libertadores.
Pode parecer uma bobagem essa, mas se entrarmos na pré-Libertadores, muda toda a fase de preparação. O planejamento que foi feito com Florida Cup vai por água abaixo, porque a pré-Libertadores começa em fevereiro, enquanto a fase de grupos só começa em março.
Mas não há o que reclamar. Foi o próprio elenco quem determinou essa sorte. Portanto, que se virem para mudar.