Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vitória do São Paulo. Desta vez no Morumbi, onde é obrigatório vencer. Portanto, dentro das contas para chegar ao título, somamos os três pontos que precisávamos. Mas ganhamos do América, fora, recuperando os dois pontos que perdemos para o Atlético-MG no Morumbi. Qual o resultado disso? Estamos na liderança, invictos.
Mais uma vez o time mostrou bom futebol. Já fora assim contra o Santos, contra o América e agora contra o Botafogo. Time consistente, com poucos espaços entre a defesa e o ataque, jogando bem compactado, tendo muita velocidade nos contra-ataques, marcando com determinação, tendo muita raça e se entregando como um todo. É o estilo uruguaio de ser, eu sei. Mas está me fazendo bem. Ou melhor, vou consertar: está nos fazendo bem.
É verdade que o time não começou bem. Talvez o esquema de jogo do Botafogo tenha surpreendido Aguirre. Tanto isso é verdade que perdemos o meio de campo e os cariocas marcaram no início do jogo. Certo que foi aos 15 minutos, mas o jogo ficou parado oito minutos. Portanto, considera-se o início da partida.
Cheguei a me preocupar no estádio. Mas por pouco tempo. O São Paulo veio para cima e, ainda no primeiro tempo, abriu 3 a 1. Isso foi fruto de jogadas trabalhadas e, principalmente, de contra-ataques.
Ao contrário do jogo em Belo Horizonte, onde entrou com três volantes, desta vez Aguirre optou por três atacantes, sendo dois bem abertos e um centralizado. Isso deu liberdade para que Nenê flutuasse em campo e municiasse o ataque da maneira que quisesse. Marcos Guilherme e Everton fizeram o papel de atacar com rapidez e defender com vontade, auxiliando Regis e Edimar.
No segundo tempo o Botafogo até teve mais posse de bola, mas nada que ameaçasse a meta do São Paulo. Aliás, o segundo gol saiu de uma falta boba na lateral da área. Aguirre chamou a atenção sobre isso na coletiva pós jogo, que tinha alertado os jogadores para esta jogada do Botafogo.
Outra razão para a queda de rendimento do São Paulo, além da intensa entrega do primeiro tempo, foram as substituições. Os três jogadores que estão desequilibrando lá na frente e decidindo (Nenê, Diego Souza e Everton) saíram para se pouparem para o clássico. Claro que o ritmo do time caiu bastante, até porque Valdívia, que entrou no lugar de Everton, só fez bobagem.
Mesmo assim o São Paulo poderia ter aberto 4 ou 5 a 1 no placar, não tivessem perdido os gols que perderam Everton e Marcos Guilherme. Isso significa dizer que o contra-ataque funcionou muito bem.
É fato que Diego Aguirre arrumou um time. Primeiro foi a defesa, depois o meio de campo e por último o ataque. O resultado está aí. Estamos descrentes do futebol do São Paulo e, pelo que sofremos nos últimos anos, sempre achando que é fogo de palha e que uma hora a coisa vira e nós vamos patinar lá atrás. Só que o momento me permite afirmar que chegamos como favoritos para o clássico de sábado, contra o Palmeiras e que hoje somos, sem sobra de dúvidas, um dos candidatos ao título brasileiro.