Vitória com “V” maiúsculo no Rio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo ganhou do Vasco nesta quarta-feira, jogando como time grande, como tem que jogar uma equipe do tamanho da tradição do Tricolor mais querido do mundo. Foi um massacre no primeiro tempo, e pura administração no segundo, com direito a “algumas emoções”, mas que serviram para testar a forma do M1TO.

O São Paulo começou jogando da mesma forma como fizeram sábado, no Morumbi, contra o Palmeiras. Mais do que isso: parecia que estávamos jogando em casa. Com Douglas, Luis Fabiano e Osvaldo pressionando a saída de bola, Jadson e Denilson também adiantados, o Vaso foi sufocado em seu campo e não conseguia ter a bola. E teve uma única chance no primeiro tempo, numa falha de Rhodolfo, com Rogério Ceni já aparecendo com grande defesa. De resto, só deu São Paulo.

O domínio era tão flagrante, tão absoluto, que mesmo com 0 a 0 dava para perceber que a vitória viria, pois o gol sairia a qualquer momento. Depois de perdermos alguns gols, veio o chute de Luis Fabiano de fora da ára, indefensável para o goleiro vascaíno. E com 1 a 0 no placar ficava ainda mais claro que a vitória estava conquistada, mesmo estando ainda no primeiro tempo.

Paulo Miranda e Cortez faziam duas paredes nas laterais, e ainda desciam com qualidade. Rafael Toloi era segurança total na defesa. Wellington, efetivamente, deu muito mais equilíbrio ao meio de campo e é o responsável direto por essa subida de produçãoi da equipe. Ele marca muito e permite a Denilson, que também marca muito, sair jogando na condição de segundo volante, sua real posição. Com isso a defesa fica segura e o ataque é mais abastecido.

É impressionante como Denilson não erra um único passe e está presente em todas as partes do campo. É impressionante a qualidade de Wellington na marcação. É impressionante o faro de gol de Luis Fabiano. É impressionante o que Paulo Miranda está jogando. É impressionante o quanto cresceu o futebol de Ovaldo. É impressionante o que o São Paulo jogou nas cinco últimas partidas.

Pela minha simulação, empatando ontem entraríamos no G4 em quatro rodadas. Com a vitória, tenho certeza que domingo já estaremos no G4. E, dependendo do que acontecer hoje com o Grêmio em Recife, contra o Sport, estaremos muito próximos do G3.

Antes de encerrar, um alerta à diretoria: não vamos deixar escapar por entre os dedos de nossas mãos o zagueiro Lugano. Um dos maiores ídolos conteporâneos da torcida, precisa voltar para o Tricolor. Ele quer vir embora, já recebeu proposta do Grêmio, mas dá prioridade ao São Paulo. Não vamos perdê-lo, não é?

Jogo para definir o que podemos fazer no Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem jogo decisivo para suas pretensões no Campeonato Brasileiro nesta noite, em São Januário, contra o Vasco da Gama. Se conseguir um bom resultado não me restará dúvida que alcançará vaga na Libertadores da América no próprio campeonato nacional, independente do que venha a fazer na Copa Sul-Americana.

E digo mais: se conseguirmos sair do Rio de Janeiro com um empate, já vou considerar um bom resultado. Partindo-se da lógica dos resultados, nem sempre possível no futebol, a tabela é muito mais cruel para o Vasco do que para o São Paulo e esses quatro pontos poderão ser tirados em, no máximo, quatro rodadas. Já a vitória, será carimbo no passaporte para o torneio sul-americano, de onde nunca deveríamos ter saído.

Ney Franco leva para o Rio de Janeiro uma dúvida: Douglas ou Ademilson para o lugar de Lucas. Se entrar com Douglas poderá ter suas estruturas táticas em campo: ou joga com duas linhas de quatro, deixando Osvaldo e Luis Fabiano mais a frente e o meio fechado com Douglas, Denilson, Wellington e Jadson, ou opta pelo 3-5-2, passando Paulo Miranda para a zaga, ao lado de Rafael Toloi e Rhodolfo, e adianta os alas Douglas e Cortez para aulixar o ataque, liberando mais Jadson e fixando Wellington e Denilson no meio. Eu, particularmente, prefiro esse segundo sistema para esta noite.

Entendo que, se o São Paulo jogar como tem jogado no Morumbi, principalmente fazendo o que fez contra o Palmeiras, tem amplas condições de conseguir um grande resultado nesta noite.

Então, à vitória, Tricolor!

Mudança no meio de campo determinou a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo goleou o Palmeiras no Morumbi e teve, em minha opinião, um fator fundamental: a entrada de Wellington no lugar de Maicon. Isso deu maior poder de marcação para o meio de campo e permitiu ao São Paulo ter mais posse de bola e atacar o Palmeiras desde os primeiros minutos de jogo.

Sou absolutamente favorável ao time ofensivo. Odeio time defensivo. Mas temos que reconhecer que jogar com três atacantes e dois meias, com apenas um volante, não há defesa que aguente. Além do mais, estávamos perdendo o meio de campo pela total ausência de jogadores naquele setor.

Destaquem-se também as atuações de Luis Fabiano e Lucas, além de Denilson dono absoluto do meio de campo. Mas o time jogou um futebol certinho e teve pena do Palmeiras, pois a partir dos 3 a 0, com o adversário com dois jogadores a menos – um expulso e o outro machucado -, teve campo aberto para imprimir uma sonora e histórica goleada, mas optou por tocar a bola e deixar o tempo passar.

Não sou otimista a ponto de achar que encontramos o time certo, mas também não sou pessimista a ponto de falar que a vitória foi uma ilusão. Na realidade foi uma grande apresentação do time frente a outro que vinha crescendo e está desesperado brigando contra o rebaixamento.

Temos que nos preocupar é com o próximo jogo, quarta-feira, contra o Vasco, em São Januário. Mais uma vez não teremos Lucas, que estará na Seleção Brasileira. E o time deve sentir muito a sua falta. Mas sobre isso conversaremos nos próximos dias.

O dia em que Juvenal disse algo muito certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, você é testemunha do quão crítico tenho sido a esta gestão de Juvenal Juvêncio. Se admirei e cansei de elogiar os dois primeiros mandatos, não deixei de ser crítico um único dia depois da virada de mesa e o terceiro mandato obtido no tapetão.

Mas não visto camisas de oposição nem muito menos de situação. E é preciso reconhecer que na solenidade de entrega do alvará para o início das obras de cobertura do estádio do Morumbi, Juvenal foi no âmago do negócio na crítica que dirigiu a Ricardo Teixeira. Ficou claro que este câncer do futebol brasileiro não permitiria ao Morumbi abrigar a Copa do Mundo porque não bastaria a reforma. Ele queria um novo estádio, ou seja, derrubar nossa casa para construir outra. Assim se ganha muito mais dinheiro.

Juvenal Juvêncio foi muito bem ao não permitir essa ação. Afinal, mesmo longe de ser saudosista, ali estão guardadas as memórias de nossas conquistas, de nossas alegrias e até, por que não dizer, de nossas angústias.

Ricardo Teixeira foi um mal para o futebol brasileiro. A pior estirpe de ser humano que pode existir. E nessa briga com a CBF, por mais que o São Paulo tenha sido prejudicado, não só na questão Copa do Mundo, mas, e principalmente, nas arbitragens, fiquei e continuo do lado do presidente Juvenal Juvêncio.

O Morumbi precisa, sim, de uma reforma para modernização. Precisa padronizar os assentos, ganhar a cobertura, ampliar os camarotes, mas isso não significa derrubar um estádio para construir outro. A estrutura e o padrão arredondado do Cícero Pompeu de Toledo devem permanecer para sempre, pois já é ponto turístico da cidade de São Paulo.

Mais do que ponto turístico: é o Templo Sagrado do Futebol. O Morumbi é a nossa casa. Há 52 anos, graças ao trabalho abnegado de são-paulinos ilustres, comandados pelo nosso eterno presidente, Laudo Natel. Os outros que façam as suas e tentem rechear com as glórias que nós, somente nós, conquistamos.

Pensando em G4, o empate em Curitiba não estava fora dos planos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o empate em Curitiba não pode ser considerado de todo ruim, se formos levar em conta que lutamos pelo G4 e uma vaga para a Libertadores da América. Se verificarmos os jogos que São Paulo e Vasco têm pela frente, veremos que o G4 é absolutamente factível e em quatro ou cinco rodadas estaremos nele.

O São Paulo esteve longe de jogar um bom futebol, e isso é óbvio. Só quem é cego e assistiu o jogo não viu isso. Foi completamente dominado no primeiro tempo, mas as duas principais chances de gol estiveram nos pés de Lucas. E voltou para o segundo tempo com o comando do jogo. Quando tomou o gol, num pênalti não existente, era melhor em campo.

O pior de tudo isso é que Ney Franco havia acertado o time. Ao tirar Paulo Assunção, um zero a esquerda no meio de campo, e Ademilson, ainda muito cru para algumas partidas, deu mais consistência à marcação e à saída de bola. Casemiro tem melhor técnica e com três zagueiros fortaleceríamos a defesa. Mas um erro de arbitragem acabou causando o gol do Coritiba, pois por mais que Rhodolfo tenha falhado na marcação desde fora da área, não tocou no Rafinha, que simulou a penalidade e o árbitro, caseiro, entrou na dele.

Por mais cansado que estivesse, depois da estafante viagem a Lojas, no Equador, o time lutou muito e chegou ao empate, ainda que numa jogada de trombada de Lucas, com a bola sobrando para Osvaldo. Menos mal porque conseguimos um resultado razoável.

Mas deixou claro que estou preocupado com a falta de esquema tático do São Paulo. O time joga com três atacantes e não consegue atacar; perde o meio de campo e tem a defesa sobrecarregada. Não consigo ver onde está o desenvolvimento tático proposto por Ney Franco. O quer vejo é um amontoado de jogadores, o Maicon tocando de lado, o Jadson se escondendo e o Lucas e o Osvaldo saindo em velocidade para cima da zaga tentando alguma coisa na base do individualismo. É muito pouco para um time como o São Paulo.

Entretanto sou paciente e vou esperar mais um pouco. Não vou crucificar Ney Franco agora e vou dar tempo ao tempo. Afinal, 2012 está acabando e um prêmio ainda pode chegar. Aí é remontar tudo para o próximo ano. Mas sábado tem Palmeiras, porque o ano ainda não acabou.

São Paulo voltou a jogar mal, mas o resultado foi satisfatório

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo empatou com a LDU de Loja, pela Copa Sul-Americana, por 1 a 1. Se formos analisar o resultado por si só, de acordo com o regulamento do torneio, foi bom, pois podemos empatar em 0 a 0 no Morumbi que estaremos classificados. Mas o jogo foi ruim de doer e o São Paulo voltou a se apresentar mal.

Vou considerar o tempo absurdo de viagem, que foi superior a 20 horas, incluindo três escalas e uma viagem de mais de quatro horas de ônibus, a altitude superior a dois mil metros – não tão forte -, o vento, a chuva, o gramado e a torcida adversária. Tudo contra. Mas o contraditório é que o time da LDU de Loja é fraquíssimo. E o São Paulo conseguiu passar todo o primeiro tempo dando apenas dois chutes no gol, num dos quais saiu o gol.

É verdade que a LDU também não fez nada e deu apenas dois chutes a gol, num dos quais, também, saiu o gol. Mas nada a se estranhar, dada a fragilidade deste time. E o São Paulo não conseguiu fazer por merecer um resultado maior, que não o empate.

O pior de tudo é que todo esse cansaço permanecerá, pois a volta será tão longa quanto foi a ida. O time chega amanhã no final da tarde e no sábado, depois de amanhã, portanto, já embarca para Curitiba. Já estou prevendo nuvens escuras para o jogo de domingo.

Ainda em relação à partida contra a LDU de Loja, Cortez foi bizarro e Paulo Miranda, ao lado de Osvaldo, os melhores do time. Quando Paulo Miranda é o melhor em campo, já dá para imaginar o que foi o jogo.

Mas, preconceitos à parte, Paulo Miranda está evoluindo muito e merecendo um lugar no time titular. Osvaldo também está fazendo sua parte e vem crescendo, o que para nós é um alívio, pois ele ocupará, ao que tudo indica, o lugar de Lucas ano que vem.

Não temo pelo jogo de volta contra a LDU de Loja. Se tivermos problemas para eliminar esse adversário, é melhor parar por aqui. Mas que fica aquela decepção pelo mau futebol, isso fica.

Ney põe time mais marcador em campo

Amigos são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo enfrenta a LDU de Loja nesta noite, em Loja, pela Copa Sul-Americana. Não vamos nos iludir com o nome do time adversário e achar que a classificação para a próxima fase pode ser assegurada hoje mesmo. Lá enfrentaremos uma altitude razoável (2.060 metros acima do nível do mar) e um estádio muito acanhado, com gramado ruim. A torcida local entusiasmada com a “zebra” da competição e por poder ver o São Paulo, tricampeão mundial e tricampeão da Libertadores em sua cidade. Virou festa.

É claro que este entusiasmo será transpassado para dentro do campo e o time equatoriano jogará sua vida nessa partida, depois do feito inédito de ter eliminado o Nacional, dentro de Montevidéo.

O técnico Ney franco tirou Douglas e o cone Willian José. Vai entrar com Paulo Miranda e Ademilson. Com isso reforça a marcação pelo lado direito, pois Paulo Miranda vai mais proteger esse setor do que atacar e permite que Maicon e Jadson se revezem na armação da linha de frente, que terá Lucas, Ademilson e Osvaldo, ou seja, um ataque muito rápido.

Não vou ficar reclamando aqui se trouxermos um empate de lá. Há que se considerar, além de tudo o que falei acima, a viagem extremamente cansativa de quase 20 horas de São paulo a Loja, passando por Bogotá, Quito, Guayaquil e uma estrada de 350 quilômetros de ônibus. Mas acho que, apesar de tudo isso, é possível vencermos o jogo.

Então, à vitória, Tricolor!

O G4 continua na nossa alça de mira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o Cruzeiro no Morumbi, nesta tarde de domingo, e deu mais um passo para se aproximar do G4. Mais do que isso: se aproximou do G4, porque Vasco, Grêmio e Atlético-MG empataram, numa rodada bastante favorável ao Tricolor.

O jogo foi muito difícil. A ausência de Luis Fabiano foi muito sentida, até porque não temos ninguém a altura no elenco para substituí-lo. Hoje jogou Willian José, um verdadeiro cone lá na frente. Depois entrou Ademilson, que melhorou o time, mas é muito fraco, ainda, para ser o responsável pela camisa 9. Consequentemente teremos problemas nas próximas duas semanas, com Sul-Americana no meio do caminho, Coritiba fora e Palmeiras no Morumbi, sem contarmos com o Fabuloso.

Lucas parece ter sentido falta do companheiro. Ficou um tanto apagado no primeiro tempo e mesmo assim, nas poucas bolas que tentou, não tinha com quem jogar. Jadson pouco se apresentava e Willian não correspondia.

O São Paulo viveu das boas arrancadas de Osvaldo, que sempre levou vantagem sobre seu marcador. E teve em Maicon um bom nome no meio de campo fazendo a distribuição do jogo.

No segundo tempo o panorama não mudou, mas o São Paulo passou a ter mais volume de jogo. Isso se aprofundou depois da entrada de Ademilson. O ritmo foi mais forte, os deslocamentos mais rápidos e assim o Tricolor chegou ao gol da vitória, e ainda perdeu mais duas oportunidades claras para ampliar.

Muito positivo, também, a presença do público: quase 41 mil pagantes que foram, principalmente, para ver a apresentação de Paulo Henrique Ganso, numa ótima jogada de marketing para atrair o público. Aliás, nesse quesito, está provado que Julio Cesar Casares é quem tem que ficar por ali. Bastou sua volta para o setor e surgiu o patrocínio tão esperado durante todo o ano, Ganso veio (parabéns Adalberto Batista), camisas foram feitas e vendidas com enorme agilidade e o Morumbi fez festa. Por isso Casares tem que ficar nesse lugar, pois é mestre na arte.

Fim da novela Ganso e eu tiro o chapéu para a diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, não é de hoje que tenho sido crítico com as atitudes constantes desta diretoria. O continuísmo nunca terá meu apoio e sempre será criticado. As trocas constantes de técnicos, que foram contratados de maneira errada, a benevolência com certos jogadores e a arbitrariedade com outros, enfim, administrativamente este mandado de Juvenal tem sido uma catástrofe.

Mas não posso deixar de cumprimentar toda a diretoria, especialmente Adalberto Batista, e, claro, o presidente Juvenal Juvêncio, por toda a negociação envolvendo Paulo Henrique Ganso, terminando com um final feliz.

Ganso é, para mim, um dos poucos gênios que existem, hoje, no futebol. Entendo que Messi, Neimar, ele e Lucas, nesta ordem, são os grandes jogadores do futebol mundial. É fato que Ganso está parado há algum tempo e ficará, ainda, no Refis. Só deve retornar aos campos em novembro. Mas será, certamente, um diferencial em nosso time.

Aliás, é difícil criticar as contratações feitas por esta diretoria. Se os jogadores não vingam, é um outro problema. Mas quem pode negar que Osvaldo foi a sensação do Brasileiro do ano passado no Ceará? E Maicon, um dos melhores meias do campeonato, pelo Figueirense? Cortez foi eleito o melhor lateral do Brasileiro; Jadson era meia da Seleção Brasileira; Fernandinho foi e revelação de 2010; Marlos eleito o melhor jogador do Campeonato Paranaense; e RAfael Toloi? E Luis Fabiano?

Sei que pesam na balança do lado contrário jogadores como Paulo Assunção e Paulo Miranda. Mas o zagueiro está sendo útil e seu futebol vem crescendo jogo após jogo. Então, com ele, nem tudo está perdido.

Ainda nas contratações, Fernandão era desejo de todos, mas não vingou; Marlos não deu certo. Mas foi vendido por R$ 10 milhões; Fernandinho, da mesma forma, saiu por R$ 4 milhões. E a venda de Lucas, por mais de R$ 110 milhões, valor superior ao que vale o próprio Neimar?

E agora outra: Cleber Santana, que havia sido destaque no Santos e estava bem na Europa, aqui foi mal. Mas, emprestado para ali e acolá, foi, agora, vendido ao Flamengo. Além de se livrar de um super-salário de R$ 150 mil mensais, pois mesmo emprestado ao Avaí, o São Paulo arcava com a diferença salarial, ainda vai receber Negueba de graça, por um ano, com opção de compra em definitivo do jogador. Negueba foi uma revelação do Flamengo, é jogador rápido, driblador e já trabalhou com Ney Franco nas Seleções de base. Poderá ser muito útil ano que vem, quando não teremos mais Lucas.

Então, pelo que aconteceu nestes últimos dias, tiro o chapéu para a diretoria. Nunca deixarei de criticar as coisas erradas, mas sei reconhecer a coisas certas. E nessa negociação envolvendo Ganso, me enchi de orgulho por ver que o São Paulo ainda sabe agir – e ser respeitado – como um time grande, que nunca deixou de ser.