Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo é o campeão da Copa Sul-Americana e o resto é conversa. Ganhamos na bola, no tapa, recorde de público na competição e no ano no País e na camisa. Jogamos contra um time de várzea, que caiu como paraquedista na final desta competição, e colocamos esse tal de Tigre no seu devido lugar.
São todos testemunhas que não tenho poupado a diretoria do São Paulo de críticas, muito menos o presidente Juvenal Juvêncio. Mas ontem, já na saída do Morumbi, ouvi sua declaração e ele foi perfeito: o Tigre estava perdendo de 2 a 0, com 67 mil pessoas no estádio, ficou com medo da goleada que fatalmente sofreria e preferiu criar um clima e não voltar para o segundo tempo. Definição perfeita. Nem time de várzea eu vi fazer o que esse abominável Tigre fez no Templo Sagrado do Futebol.
E o que achei das tais porradas que os argentinos dizem ter tomado dos seguranças do São Paulo? Perfeito. Eles são pagos para isso. Se é fato – e há testemunhas que confirmam – que os argentinos tentaram se dirigir ao vestiário do São Paulo, têm mais é que tomar porrada mesmo. Aliás, falando em bater, o que mais fez esse time grotesco na Argentina e no Brasil do que bater?
Já estava na hora do São Paulo fazer valer seu mando de campo.Vira e mexe ficamos sabendo que o São Paulo foi mal recebido aqui e acolá, aprontam um monte, fecham água dos vestiários, enfim, criam um clima de terror e quando esses times vem ao Morumbi são recebidos com tapete vermelho. Não, é hora de mudar e, aparentemente, mudou. Ainda bem.
O time todo está de parabéns, mas quero destacar aqui o garoto Lucas, o menino gênio. Muitos falaram que ele tiraria o pé, mas ele cresceu ainda mais, não se escondeu das pancadas, apanhou, deu nó com a bola nos pés e foi decisivo. Tão jovem, tão menino sai do São Paulo para ir ao PSG como um grande ídolo, pela sua técnica e pela sua raça e dedicação.
E a torcida? Show. Verdadeira obra de arte, com festa, entusiasmo, soltando o gripo de “O Campeão Voltou” e “É campeão!”. Ah, São Paulo, só você pode me proporcionar momentos tão mágicos como os de ontem. Aquele Morumbi com 67 mil pessoas, uma energia inigualável e uma emoção indescritível.
Agora vamos comemorar. Foi um ano difícil, doído em alguns momentos. Houve um tempo, ainda no final do primeiro semestre, que tínhamos previsões terríveis para o ano, e rimos quando Ney Franco chegou e pediu para ser cobrado caso não desse um título ao São Paulo até o final do ano. Pois somos campeões e estamos no lugar onde sempre deveríamos estar.
E encerro meu comentário com a frase perfeita estampada no placar eletrônico no final do jogo: “Não é o São Paulo que está voltando a disputar a Libertadores, é a Libertadores que voltará a ser disputada pelo São Paulo”.