Partida para ratificar a liderança

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem esta noite, no jogo contra o Goiás, no Morumbi, a oportunidade de ratificar a liderança do Brasileiro, inclusive aumentando o seu saldo de gols, já muito bom. Em três partidas o Tricolor marcou sete gols e sofreu apenas um.

Além daquela estória que ganhar em casa é obrigação, e na contabilidade de um campeonato por pontos corridos os três pontos em casa são exigência plena, o Goiás vai brigar contra o rebaixamento e é daqueles times a serem vencidos dentro e fora de casa.

Aos poucos o São Paulo vai tendo de volta seus titulares. Luis Fabiano, que não jogou no domingo, e Ganso, que não jogou ainda neste Brasileiro, estarão de volta. Ainda faltam Jadson e Rafael Toloi. O primeiro está fazendo falta. O segundo, nem tanto, afinal Paulo Miranda tem se comportado muito bem ao lado de Lúcio.

Acho que o público não será dos maiores no Templo Sagrado do Futebol, afinal a torcida ainda está desconfiada do time. Mas aos poucos essa confiança irá aumentar e o Morumbi voltará aos seus tempos de glória. E para isso, basta manter o ritmo para continuar na liderança.

Então, à vitória, Tricolor!

O São Paulo ganhou um ponto em BH. Mas poderia ter trazido três.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo conseguiu segurar o Atlético e trouxe um bom empate de Belo Horizonte neste domingo. Se formos considerar que o Galo é o time que está jogando o melhor futebol do País e vem embalado na Libertadores, gerando um trauma no São Paulo, pois ele nos eliminou com duas vitórias (aqui e lá), temos que comemorar este ponto. Quanto mais que jogamos, mais uma vez, com dez jogadores boa parte da partida, pela expulsão do Denilson.

Mas entendo que perdemos a chance – até pela expulsão – de ganhar o jogo. O Atlético apelou para as faltas no segundo tempo, com total condescendência do juiz, pois estava sem pernas. Prova disso foi que, mesmo com dez jogadores, o São Paulo teve chance clara de gol com Osvaldo, que dentro da pequena área recebeu de Aloísio e bateu por cima do gol.

E vou colocar mais um ponto aqui: a arbitragem. E não é choro de perdedor, pois não perdemos. A expulsão foi justa. Mas Tardelli, que já tinha cartão amarelo, xingou o árbitro à vontade quando ele não marcou uma falta – na visão do atleticano, não na minha – e Sandro Meira Ricci não fez nada. Logo depois deu um cartão a Maicon por reclamação na marcação de uma falta; deixou bater uma falta gerando grande risco de gol quando começava a fazer a marca no chão. O gol só não saiu graças a uma defesa milagrosa do M1TO e o travessão. Ou seja: mais uma vez fomos prejudicados pela arbitragem deste Sandro Meira Ricci, que sempre apronta em jogo do São Paulo.

É evidente que o Atlético também teve muitas chances, principalmente após a expulsão. E Rogério Ceni tornou-se o grande nome do jogo, ao lado de Lúcio, um gigante na defesa.

Não gostei de Lucas Evangelista e não entendi a demora de Ney Franco em substituí-lo. Poderia ter voltado para o segundo tempo com Silvinho e jogar com dois atacantes abertos. Lucas Evangelista sentiu a estreia e foi um peso morto no time.

Apesar disso, jogando com dez quase todo o segundo tempo, com as ausências de Toloi – apesar de Paulo Miranda ter feito grande partida -, Jadson, Ganso e Luis Fabiano, e ainda com a contusão de Carleto logo no início do jogo, o São Paulo comportou-se bem e deu, a nós, uma certa esperança que tudo não está perdido. Ao contrário, temos um time em condição de disputar o título e, portanto, temos como torcer.

A chance de vitória hoje é real

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem compromisso dificílimo nesta noite: o Atlético-MG no estádio Independência, aquele onde criaram o slogan: “Caiu no Horto, tá morto”. Apesar de não estar iludido com a vitória de 5 a 1 sobre o Vasco na última quarta-feira, acredito que hoje existe uma chance real de vencermos o Galo dentro de seus domínios.

Existem desfalques dos dois lados. Do nosso não jogam Rafael Tolói, Jadson, Ganso e Luis Fabiano; do deles não jogam Rever e Bernard. E Ronaldinho é dúvida. E eu entendo que nosso elenco é melhor para substituições do que o deles. Além do mais, o fator físico vai ser preponderante. O desgaste psicológico, e mesmo físico, do jogo da última quinta-feira podem se fazer presentes. Se tivermos a capacidade de administrar o primeiro tempo, teremos o segundo a nosso mercê.

Ney Franco deve escalar Lucas Evangelista para o ataque, no lugar de Luis Fabiano.  Assim o garoto e Osvaldo jogariam abertos, com Aloísio centralizado. No meio entra Maicon. Paulo Miranda será mantido na zaga, ao lado de Lúcio e,  de resto, são os mesmos jogadores que enfrentaram o Vasco.

Acho, particularmente, prematuro lançar o menino num jogo dessa envergadura, na casa do adversário, um verdadeiro caldeirão. Preferia ver Silvinho por ali, ainda que ele tenha jogado muito mal contra o Vasco, a ponto de ser substituído e o jogo mudar com sua saída. Mas não se pode sacrificar um jogador por uma única partida, até porque ele vinha se apresentando bem nos jogos em que entrou.

Um empate já será um bom resultado para nossa campanha no Brasileiro. Mas, repito, dá para ganhar.

Então, à vitória, Tricolor!

Goleada sobre o Vasco dá um alento, sem iludir

Amigo são-paulino leitor do Tricolor na Web o São Paulo aplicou uma sonora goleada sobre o Vasco da Gama por 5 a 1, no Morumbi, e assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro, na segunda rodada do torneio.

Foi um jogo que pode ser dividido como o é na prática, ou seja, de dois tempos. No primeiro um time sonolento, sem criatividade, permitindo ao Vasco impor seu jogo, tentando segurar um empate em pleno Morumbi. Silvinho e Osvaldo alternavam os lados do campo, mas, além da bola chegar muito pouco a eles, quando chegava Silvinho perdia. Aliás, vez uma péssima partida e Roni decepcionou. Mesmo assim, a partir dos 30 minutos o Tricolor começou a  criar algumas chances. Luis Fabiano teve uma, Douglas mandou uma bola no travessão e Roni desperdiçou outra, chutando fraco nas mãos do goleiro.

Ney Franco resolveu mexer no time no intervalo e tirou os dois piores jogadores, Silvinho e Roni, colocando Aloísio e Maicon. Isso mudou completamente o panorama da partida. O São Paulo partiu para cima, passou a criar, e em pouco tempo os gols começaram a surgir. Foram cinco e não é nenhum exagero dizer que poderiam ser sete ou oito.

Também na defesa o time esteve bem. Paulo Miranda se encaixou muito bem pelo lado esquerdo e Lúcio foi um gigante pelo seu lado. O Vasco só marcou porque Rogério Ceni errou grotescamente numa devolução de bola e deu o gol aos cariocas.

A vitória nos dá um alento, pois mais do que  ganhar, goleamos e nos isolamos na liderança do Brasileiro. Mas não ilude. O Vasco é um time fraco e o São Paulo ainda carece de uma sequência de boas apresentações para recuperar a confiança da torcida.

Todavia, como em campeonatos de nível altíssimo como é o Brasileiro, o negócio é somar pontos e não se admite não ganhar dentro de casa, fizemos a nossa parte. E que venha o Atlético-MG.

 

Contra o Vasco, vencer é a palavra de ordem!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo encara o Vasco este noite, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro, e tem a vitória como palavra de ordem. Não bastasse o jogo ser em nossos domínios, o Vasco é um time medíocre e vai, se muito, brigar para entrar na Sul-Americana no próximo ano. Não vejo nada a mais para este time.

O São Paulo, apesar disso, terá dificuldades. Afinal nossos meias – Jadson e Ganso – não estarão em campo. O primeiro na Seleção e o segundo, de novo, machucado. Ney Franco vai confiar a Roni a missão de armar o time.

Roni teve boa estreia no amistoso contra o Londrina. É um jogador de boa movimentação, boa chegada e, portanto, guardadas as devidas proporções, atua no estilo de Jadson. O ataque será mantido com Silvinho e Osvaldo abertos pelas pontas e Luis Fabiano centralizado. Na defesa – e aqui não estou entendendo – o que se prevê é que Paulo Miranda entre na zaga no lugar de Edson Silva. Uma temeridade, pois Paulo Miranda joga pelo lado direito. E por que não colocar Rhodolfo?

Bem, o fato é que o São Paulo precisa jogar sério, como se fosse uma decisão. Num campeonato por pontos corridos, como é o Brasileiro, vencer em casa se torna obrigação, se o time tiver como objetivo a conquista do título. E espero que a torcida releve a goleada sofrida contra o Atlético-MG, que custou nossa desclassificação da Libertadores, e apoie o time. Afinal, estamos em outro campeonato.

Então, à vitória, Tricolor!

Nada melhor que uma vitória “fora” para começar o Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo começou bem o Brasileiro com uma vitória fora de casa. Como escrevi no comentário anterior, pré-jogo, nas minhas contas sagra-se campeão quem conseguir, na média, vencer todas as partidas em casa e empatar todas fora. Uma vitória fora nos dá o direito de duas derrotas, pois a soma dos pontos seria a mesma. E a Ponte Preta, como eu havia dito, é um destes times que se tem que ganhar fora e dentro de casa.

Então o São Paulo fez a parte dele. E ainda aponto, aqui, alguns erros da arbitragem a nosso dano: o cartão amarelo para o Lúcio sem razão, pois nem falta ele fez no lance. Isso intimidou nosso zagueiro no resto da partida; o cartão amarelo para Paulo Miranda, se ele foi agredido e não revidou, apenas discutiu para se defender; e o lance final, quando a falta foi cobrada, o goleiro rebateu, no momento em que Aloísio estava chutando para o gol, o árbitro encerrou o jogo. Teria sido o terceiro gol, pois a bola entrou. Em resumo: começamos “bem”.

Vi o time cometendo os mesmos erros do passado recente, mas vi, também, espírito de luta e entrega de todos os jogadores. Até Luis Fabiano, que não é muito disso, apareceu várias vezes na nossa área tirando bolas de cabeça, já que a defesa do São Paulo continua uma graça no quesito bolas aéreas.

Na frente senti Osvaldo ainda sem ritmo e Silvinho como boa promessa para compor o elenco, e mesmo ser ótima opção para entrar no time.

Precisamos ver como o time vai se comportar sem Jadson, já que o meia se apresentará à Seleção Brasileira na próxima terça-feira e nós não poderemos contar com ele contra Vasco, Atlético Mineiro, Goiás e Grêmio. Se Ganso puder jogar, menos mal. Mas não me parece que ele reúna condições para o jogo de quarta-feira. E é aí que o elenco falha, pois não vejo um meia a altura para substituir os dois.

Mas quarta-feira será outro dia. Hoje vou dormir com três pontos conquistas, ainda que contra a frágil Ponte Preta, enquanto alguns “favoritos” do campeonato começaram patinando.

Na estreia, oportunidade de largar na frente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo estreia hoje no Brasileiro enfrentando a Ponte Preta, em Campinas. Este é daqueles jogos onde se pode dizer: é possível vencer fora de casa.

Tenho uma mística no Campeonato Brasileiro, por pontos corridos, que aponta que o time pode ser campeão se, na média, vencer todos os seus jogos em casa e, ao menos, empatar todos fora. Claro que uma vitória fora nos dá o direito de perder dois jogos longe do Morumbi, pois os pontos se compensam.

Contando-se, então, que certamente perderemos alguns jogos fora, o de hoje, contra a Ponte, é daqueles que se diz: esse é para ganhar para formar a gordura. Ou alguém pode imaginar que a Ponte Preta vai fazer no Brasileiro a campanha que fez no Paulista?

O time não vai completo. Rogério Ceni, Rafael Toloi e Ganso estarão fora. Ney Franco está tendendo a retomar o 4-3-3, com Rodrigo Caio e Denilson como volantes, Jadson sendo o único meia e, na frente, Silvinho e Osvaldo abertos pelas pontas com Luis Fabiano no meio. Entendo até que, na ausência de Ganso, pode ser uma boa opção.  Assim temos certeza que Douglas será lateral direito e não atacante. Um problema a menos no time.

Acho, sim, que o Tricolor tem plenas condições de sair com um bom resultado de Campinas. E esse bom resultado, para mim, são os três pontos.

Então, à vitória, Tricolor!

Amistoso serviu para vermos o elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o amistoso entre Londrina e São Paulo foi uma vitrine para vermos o que temos no elenco, ou seja, os que chegaram e os que foram promovidos. Confesso que não fiquei tão animado.

Gostei das estreias de Roni e Caramelo. O meia fez um golaço e mostrou intimidade com a bola, com boas penetrações e o lateral, também, deu um bom chute a gol e apoiou bem o ataque. Cheguei a achar que é melhor do que Douglas mas, aí, vi que isso não é vantagem alguma.

Silvinho me pareceu ser melhor do que Wallyson, também algo fácil de ser. Tem boa penetração, mas peca na técnica. Recebeu dois passes de Jadson e teve muita dificuldade para dominar a bola.

Luis Fabiano saiu de campo desabafando. Não está errado na forma que falou, mas tem que ser humilde e aceitar as críticas, reconhecendo que até agora não foi aquele jogador que a torcida sonhou quando voltou para o Tricolor. Quanto a Juvenal Juvêncio, bem, dele já não há mais o que falar. É uma bobagem atrás da outra. E isso só acontece com quem se julga acima do bem e do mal. E Juvenal atingiu esse estágio. Portanto, falou bobagem publicamente sobre Luis Fabiano. Agora que se entenda com ele, pois a saída de Fabuloso será mais uma lacuna no já frágil time do São Paulo.

Em resumo, não acho que tudo está perdido. Acho que temos, sim, um bom time titular. O elenco é fraco. É torcer para ninguém se machucar nem ficar suspenso. Aí poderemos fazer boa campanha no Brasileiro.

Mercado de especulações: o que é e o que não é verdade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, bastou o time ficar fora das duas competições que vinha disputando e ter uma pré-temporada para nomes e mais nomes comaçarem a surgir. O que vou colocar aqui é o que sei sobre negociações e o que não sei.

Wagner Love: há algumas semanas postei aqui, na coluna Alguém me disse” que o São Paulo estava negociando com Wagner. O que estava emperrando era uma posição de seu time que envolvia, entre outras coisas, a prioridade em três jogadores do São Paulo. Portanto a negociação existe, sim. Eu, particularmente, não gostaria de vê-lo jogando no Tricolor.

Felipe Mello: é sonho antigo do presidente Juvenal Juvêncio e as negociações estão avançadas. Há pendências financeiras, mas o jogador já disse que tem, sim, vontade de vir para o São Paulo. O Tricolor teria quer pagar multa de 6 milhões de euros e ele não abre mão do salário que ganha na Juventus. Assim como Wagner Love, sou contra esta contratação. É muito violento e muito bad boy para o meu gosto.

Maicon: houve, sim, contato com os ingleses para a contratação do lateral. Sabe-se que Maicon está num momento ruin, na reserva do Manchester City, jogou apenas 480 minutos este ano, teve várias contusões e, enfim, não seria a solução para os nossos problemas. Mas nesse caso, dependendo do acerto financeiro, acho que valeria o investimento.

Jorge Henrique por Luis Fabiano: absoluta invenção de alguém lá no Corinthians, ou do próprio empresário de Jorge Henrique. Não há a menor possibilidade disso ser verdade. Diria que a chance é zero. Só manchete para vencer audiência. Talvez a Fox Sports esteja precisando disso.

Cicinho e Cleber: várias tentativas foram feitas. Num primeiro momento, R$ 10 milhões pelos dois. A Ponte subiu a pedida para R$ 15 milhões. Depois quatro jogadores, dos sete afastados, pelos dois. A Ponte não quis e pediu que o São Paulo incluísse Douglas na transação. Este o São Paulo não libera. Afinal, para Ney Franco, ele é lateral, zagueiro, volante, meia, atacante pela ponta e pelo meio. Só não pode ser considerado, ainda, goleiro.

Ganso para o Milan: sem qualquer fundamento. O São Paulo e- e a DIS -, não têm o menor interesse em se desfazer do jogador nesse momento. Isso é coisa para mais tarde. A não ser que os italianos venham com uma soma extraordinária de dinheiro. Sua liberação nesse momento, em minha opinião, seria o grande absurdo. Até agora ele usou o Refis. Quando seu futebol começou a crescer e aparece a chance dele devolver ao São Paulo o que foi feito por ele, vai embora. Não!

Cortez deve mesmo ir para o Santos. Já há negociação avançada. Vai com Deus!

Juvenal Juvêncio: não tem jeito. Fica até abril do ano que vem. O pior não é isso: do jeito que está a coisa hoje, caminhamos para uma eleição de chapa única. Explico: qualquer grupo, para lançar candidatura, precisa preencher todos os cargos de vice-presidências, além, é claro, do presidente. E o principal: tem que contar com a assinatura de 55 conselheiros. E hoje nenhum grupo da oposição tem esse número. Vai precisar contar com descontentamentos de possíveis “excluídos” da escolha de Juvenal e uma debandada para acomodar conselheiros com votos suficientes para a oposição ter candidato. Pior ainda são os nomes que surgem no cenário: Roberto Natel e Leco, com Adalberto Baptista correndo por fora. Temo muito pelo nosso futuro.

Esses são os jogadores que estão envolvidos em boataria. Tem muita verdade em tudo isso, mas é bom nunca mergulhar de cabeça em tudo o que se vê, ouve ou lê por aí.

Com Juvenal no poder, até o respeito acabou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo está mergulhado num profundo abismo, sem força em campo, omisso fora dele, brigado com todos  e vendo os próprios adversários faltarem com respeito com sua bandeira.

A partir do momento que o próprio presidente Juvenal Juvêncio desrespeitou os sócios e a torcida, rasgando o estatuto do clube e se perpetuando no poder por oito anos, nada podemos cobrar dos outros. Se lembrarmos bem, os dois primeiros mandatos de Juvenal Juvêncio foram vitoriosos, com o tricampeonato brasileiro e idas sequentes para a Libertadores. Depois que ele rasgou o estatuto, uma nuvem escura passou por cima do Morumbi e permanece ali até hoje.

Juvenal, se achando o todo-poderoso, aquele que tudo quer e tudo pode, brigou com Marco Pollo del Nero, com Ricardo Teixeira, com Jerome Walke, com Nicolas Leos, com a Globo, com quase todos os clubes. Ele acabou se isolando e, como consequência, isolou o São Paulo.

Vimos crescer o ódio de nossos adversários. Eles, com força nos bastidores, passaram a comandar as ações a dano do São Paulo. Assim, seja nos paulistinhas, no Brasileiro ou na Libertadores, SEMPRE, na dúvida, a marcação é para o adversário. O Morumbi não assusta mais a arbitragem. Nem os adversários. Perdemos a Copa no Morumbi e, por mais absurdo que possa parecer, ficamos sabendo quatro dias antes da Conmebol anunciar, pelo site do Atlético-MG, quem seria o árbitro da partida da última quarta-feira.

O desrespeito está em todos os lugares. Na última quarta-feira a torcida do Atlético-MG, mais do que gritar “olé” e as provocações costumeiras e normais nos grandes jogos, chegou ao cúmulo de cantar o Hino do São Paulo com letra modificada para humilhar  torcida. Eu nunca vi na minha vida alguma torcida brincar com o hino do clube adversário. Há respeito.

E onde estava Juvenal Juvêncio? Desceu antes do jogo acabar e foi embora. Pegou um avião e, para driblar uma possível manifestação de torcedores no Aeroporto de Congonhas, desembarcou em Cumbica. Ou seja: ditador, monarca e fujão.

Agora o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosemberg, chamou o São Paulo de cachorrinho de madame e emendou: “Tem clube que tem aquele velhinho que não sai de lá, mesmo se o clube virar cachorrinho de madame, como agora que toma banho no domingo e é levado para passear na quarta-feira”. O presidente do Atlético-MG disse que iria comemorar a vitória sobre o São Paulo tomando whisky. Por que será?

Aí vem aquela estória: ano que vem tem eleição e uma chance de mudança. Coisa nenhuma. A oposição foi esmagada nestes oito anos de Juvenal Juvêncio no poder. Muitos conselheiros que habitavam a oposição mudaram de lado graças a benesses, como viagens acompanhando o time por exemplo, que receberam. Quem ficou na oposição mergulhou no ostracismo. E a oposição, até por tudo isso, está enfraquecida e rachada. Em resumo: Juvenal continuará dando as cartas mesmo após abril do próximo ano, já que ele vai eleger o sucessor e que será quem ele determinar.

As promessas ficaram pelo caminho. Cadê a cobertura do Morumbi? Era para começar ano passado, ficou para janeiro, empurraram para março, passaram para abril, foi para maio e agora já se fala em outubro. O que está acontecendo? Ninguém fala concretamente nada.

A torcida pergunta a todo instante: cadê o dinheiro do Lucas? Não foi com ele que Ganso foi contratado. Foi com ele, sim, as contratações de Wallyson, Aloísio e, por empréstimo, de Silvinho. Trocamos qualidade por quantidade.

E digo mais uma vez, apesar de ao longo destes dez anos de Tricolor na Web ter deixado muito claro: não faço parte da oposição, muito menos da situação. Não tenho objetivo político algum dentro do clube. Apenas procuro, dentro das minhas limitações, representar a voz do torcedor e do sócio são-paulino. E hoje, a não ser aqueles que estão acomodados no poder, é que apoiam Juvenal Juvêncio. Os outros 99,9% de são-paulinos espalhados pelo mundo querem uma renovação já. Antes que seja tarde demais.