Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo conquistou uma vitória épica na noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte. Quando todos, eu disse TODOS tinha como certa a vitória do Cruzeiro, líder disparado do Brasileiro e virtual campeão antecipado, o Tricolor calou o Mineirão com uma atuação perfeita e direito a toques de classe. O que poderia ser a Noite do Terro foi a Noite de Glória.
Muricy foi perfeito. Montou o time como uma mescla de 4-4-2 e 3-5-2, tendo em Rodrigo Caio um coringa que variava entre as posições de volante e líbero e, com isso, fez uma partida gigantesca, não cometendo uma única falha e sobrando, tanto no jogo aéreo quanto rasteiro.
Mas o esquema tático de Muricy fez com que o São Paulo começasse a marcação no campo adversário, sufocando o Cruzeiro e não permitindo que houvesse aquela velocidade vertical, típica do time mineiro. Nas duas únicas chances que os mineiros tiveram, em uma Denis foi monumental, espalmando uma bola próxima ao travessão, depois de cabeceada de dentro da pequena área, e na outra, após boa defesa de Denis, a sorte nos ajudou, pois William perdeu um dos gols mais feitos deste campeonato.
De resto só deu São Paulo. Mesmo com o ataque deficiente, onde Aloísio, nas poucas bolas que recebeu, não conseguia dominar e perdia a jogada, a posse de bola era total. Ganso, um maestro no meio de campo. Armou, driblou, marcou, chutou, fez, talvez, sua melhor apresentação com a camisa do Tricolor.
Durante todo o dia eu comentava que 0 a 0 seria uma goleada para nós. Mas quando começou o segundo tempo ousei em pensar em vitória. E ela veio. De forma merecida.
Sobraram ontem qualidade, vontade, raça, determinação, aplicação tática. Foi um espetáculo.
Estou iludido achando que tudo está lindo? Não. Estou analisando o que vi ontem. Domingo será outro dia e precisaremos reeditar essa apresentação se quisermos ganhar do Corinthians. Mais: teremos que jogar assim de novo para nos vermos livres, de vez, do Z4 do Brasileiro. Aí, sim, poderemos respirar. Por isso estou comemorando o jogo de ontem. Mas a vida continua.