Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o próprio técnico Muricy Ramalho disse: “ganhar dos mais fracos é obrigação”. E eu acrescento: quanto mais pelo jogo ter sido mo Morumbi. Então o São Paulo ganhou do Oeste por 2 a 1, mas por pouco não jogou por terra o que parecia muito fácil.
O Oeste veio para se defender e o São Paulo para atacar. O volume de jogo do Tricolor foi adequado, apesar do ataque estar distante do meio de campo e dependermos muito das descidas dos laterais. Nesse ponto Luis Ricardo ficou devendo, mas Álvaro Pereira, o estreante da tarde, foi muito bem e criou várias jogadas pelo seu setor. Os cruzamenos do uruguaio eram todos certeiros. Finalmente temos alguém que sabe, ao menos, bater escanteios.
Mas o primeiro gol veio de um total voluntarismo de Ademilson, que correu atrás de uma bola praticamente perdida, recuperou e cruzou na cabeça de Antonio Carlos. Depois, em cobrança de escanteio, outro gol de cabeça de Antonio Carlos, ainda no primeiro tempo. Tudo indicava que a fatura estava consumada.
Veio o segundo tempo e, mesmo tendo diminuído o ritmo de jogo, pela ainda pré-temporada e o intenso calor da tarde paulistana, o time continuou com pleno domínio da partida. Até sair um pênalti, que Luis Fabiano bateu e perdeu.
Mas nada parecia tirar a tranquilidade do time, até que, aos 36 minutos do segundo tempo, o Oeste marcou seu gol. Pronto. Foi como se o castelo de areia sã-paulino tivesse desmoronado e o time entrou em pânico. Foram dez minutos de muita pressão do Oeste, com direito a uma defesa espetacular de Denis, que salvou o Tricolor de tomar o gol de empate.
Isso é coisa psicológica, mas que preocupa muito. Ficar perdido em campo em pleno Morumbi, contra o Oeste, só porque tomou um gol aos 36 minutos do segundo tempo, mas quando já ganhava por 2 a 0. O que dirá quando for um clássico ou partida mais decisiva e sairmos atrás no marcador?
Cabe ao professor Muricy Ramalho trabalhar a cabeça dos jogadores e mostrar que 2013 ficou para trás e vivemos um novo ano. E que ele seja, realmente, novo.