A torcida fará sua parte. Espero que o time também a faça.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o  Morumbi viverá uma grande festa nesta tarde. Ontem, no fechamento das bilheterias, mais de 41 mil ingressos tinham sido vendidos para o jogo entre São Paulo e Fluminense. Espera-se um público superior a 50 mil pessoas. Os mais otimistas falam em mais de 60 mil.

Isso quer dizer o seguinte: a torcida fará a sua parte, pois, assim como no jogo contra o Atlético-PR, houve incentivo o tempo todo e as vaias – justíssimas – só surgiram após o apito final do juiz. E hoje não será diferente, em se tratando de torcida.

O que se espera é que o time corresponda em campo. Paulo Autuori teve uma semana para treinar, os jogadores tiveram tempo para descansar da maratona que viveram nestes últimos 45 dias e não há desculpa a ser dada.

O Fluminense virá desfalcado de seu principal jogador: Fred, suspenso, não enfrenta o São Paulo. E mesmo que jogasse. No Morumbi tempos que fazer valer nossa superioridade, nosso mando de campo.

Eu, como sempre otimista, espero um grande jogo e um grade resultado para o nosso São Paulo.

Então, à vitória, Tricolor.

O empate deste domingo ligou aquela luz no fim do túnel

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o empate entre Flamengo e São Paulo pelo Campeonato Brasileiro neste domingo, em Brasília, não pode ser considerado desastroso. Soa como uma derrota pelo pênalti perdido por Jadson aos 43 minutos do segundo tempo. Mas, na fase que estamos atravessando, empatar com o Flamengo fora de casa nunca pode ser considerado um péssimo resultado.

E vou dizer mais: me deu uma reanimada. Se até o início do jogo eu estava cético em relação ao nosso futuro, com o primeiro tempo que assisti só fez aumentar meu desânimo. O time estava desarrumado em campo, sofria pressão avassaladora do Flamengo e vivia a base de chutões.

Rafael Toloi cansou de dar balões para o campo de ataque como se fossem lançamentos; Ganso não conseguia se livrar da marcação forte e Jadson estava perdido pelo lado esquerdo do campo, enquanto Osvaldo e Aloísio eram peças nulas no ataque. Não ganhavam uma jogada e chegavam mesmo a irritar o torcedor são-paulino pelo excesso de ruindade.

No segundo tempo tudo mudou. Entendo que Paulo Autuori acertou ao tirar Jadson do lado esquerdo e colocá-lo pela direita, mais na frente, deixando a armação do time para Ganso, e fez o time crescer ainda mais com a entrada de Lucas Evangelista no lugar de Osvaldo. A entrada de Ademilson no lugar de Aloísio sacramentou o crescimento do time.

O São Paulo passou a dominar o jogo e as chances foram aparecendo. Assim Wellington perdeu um gol, Ademilson outro, Jadson perdeu o pênalti e, não contente, outro lance de gol, e tivemos que nos contentar com um empate.

Mas a luz apareceu pelo segundo tempo que fizemos. Não bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. O São Paulo está se aproximando da vitória. Quem sabe será no próximo domingo, no Morumbi, contra o Fluminense. Pela primeira vez desde que chegou Autuori terá uma semana para treinar o time. Vai implantar seu sistema de jogo e, quem sabe, a vitória contra o Fluminense seja o início da recuperação no campeonato Brasileiro.

Quem sabe! Vamos torcer!

Mais um jogo sem vencer e a imagem destruída

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo voltou a decepcionar seus torcedores. Na noite gelada e chuvosa de quinta-feira no Morumbi, com mais de 25 mil pagantes, não passou de um empate com o Atlético-PR. Pior: só não perdeu porque tinha Rogério Ceni no gol, com defesas monumentais.

O time começou o jogo como um verdadeiro leão. Marcando pressão, atacando o tempo todo, conseguiu abrir o marcador logo a 16 minutos. Dava a impressão que a zica sairia e, até, que poderia impor um placar categórico contra o time do Paraná.

Ledo engano. Sabe-se lá porque a equipe foi recuando, dando espaço ao adversário e o domínio ficou para os paranaenses. As chances foram surgindo, até o momento em que Rafael Toloi entrou de maneira atabalhoada no atacante do Atlético e cometeu o pênalti. Gol sofrido e o time entrou em parafuso.

Durante todo o segundo tempo o quadro não se alterou. O São Paulo até teve algumas chances, nos contra-ataques, mas tudo foi na volúpia, na vontade, e nada na organização. Do outro lado um time que realmente levava perigo à meta defendida por Rogério Ceni.

Jadson, que deveria ser o articulador do time, mais uma vez decepcionou. Ganso entrou bem, mas muito tarde. Osvaldo, uma figura altamente negativa no ataque. Aloísio, só vontade e raça. No meio, Wellington errando tudo e Fabrício dando piques maravilhosos aliados a passes horríveis. E a defesa um show de horrores. Ou seja: foi o mesmo São Paulo que temos visto nos últimos jogos.

Com a sequência incrível de partidas sem vencer a imagem do Tricolor está sendo destruída. Talvez esse seja o real objetivo desta diretoria arrogante e prepotente, com um presidente recalcado e repleto de soberba.

E não acho que seja a hora de culpar Paulo Autuori. Desde que ele chegou ao clube teve que encarar jogos às quartas e domingos, além de uma viagem maluca à Europa e Ásia. Semana que vem será livre e ele poderá, finalmente, ter sete dias para treinar o time, criar esquema tático, posicionar jogadores e, quiça, contar com todos os jogadores, muitos que estão, hoje, no Refis. Vamos esperar.

Hoje é vencer ou vencer

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem, a partir de hoje, uma série de jogos decisivos em sua vida, onde é vencer ou vencer. Não há como pensar em empate.

Não bastasse o fato de, em jogando no Morumbi, o São Paulo ter obrigação de buscar a vitória, nossa situação na tabela de classificação impõe que isso aconteça.

O time está praticamente definido por Paulo Autuori. Ele vai deslocar Clemente Rodrigues para a lateral direita, no lugar de Douglas que está suspenso, improvisar Rodrigo Caio na zaga, já que Paulo Miranda e Edson Silva seguem contundidos e Lucão não tem a confiança do técnico – nem minha -, jogará com Wellington e Fabrício na frente da zaga mantendo Lucas Evangelista ao lado de Jadson no meio de campo. No ataque Aloísio permanece no time titular ao lado de Luis Fabiano, que é dúvida para o jogo, mas deverá estar presente.

A diretoria reduziu drasticamente o preço dos ingressos e isso fará com que tenhamos, no mínimo, um público regular neste noite. Até ontem foram vendidos mais de 10 mil ingressos, o que me faz prever algo em torno dos 15 a 20 mil pagantes no Morumbi.  Convenhamos que para a fase que o time está, com o frio que está fazendo hoje em São Paulo, por ser cedo demais o jogo (19h30), esse número não é nada mal.

Vamos lá, não há outro resultado a esperar. À vitória, Tricolor!

Mais uma derrota e um caminho traçado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a derrota do São Paulo para a Portuguesa neste domingo, no Canindé, traçou nosso caminho no Campeonato Brasileiro, de forma definitiva: ou eu estou muito enganado – e espero estar -, ou nossa briga até dezembro será na parte de baixo da tabela, contra o rebaixamento.

Em minhas projeções duas vitórias consecutivas e possíveis – hoje contra a Portuguesa e quinta-feira sobre o Atlético-PR – e deixaríamos de lado essa incômoda posição, passando para o meio da tabela e dando início a uma recuperação, senão pelo título, mas longe de qualquer risco do Z-4.

Mas a derrota de hoje nos deixou no primeiro caminho e, pior, com cenário assustador. O que temos visto com o time do São Paulo é uma perturbação psicológica própria de times que galgaram o insucesso extremo nos últimos anos. Ou falta vontade, e quando não é isso, é o azar. É Rogerio Ceni que perde pênalti, Aloísio que bota a mão na bola quando ela estava praticamente dentro do gol, e “anula” um gol do São Paulo, e assim sucessivamente.

Não dá para dizer que o São Paulo jogou mal no Canindé. O primeiro tempo foi ruim, é fato, mas no segundo o time voltou modificado. Se o abalo psicológico ocorreu quando tomamos o gol, deveria ter sido recuperado ao empatarmos com 25 segundos de jogo no segundo tempo.

O time foi para a frente, marcou pressão, viu a Portuguesa acuada em seu campo. Foram criadas várias oportunidades, com chances perdidas. Aloísio fazia grande partida mais aberto pela direita, com Lucas Evangelista caindo pela esquerda. A mudança tática vinha dando resultado.

Mas aí vieram os problemas, a começar pelo pênalti perdido por Rogerio Ceni. Seria o gol da virada. Depois levamos o segundo gol. E deixamos de empatar com Aloísio (aliás, foi algo bisonho).

Reconheço que não está faltando vontade, que o time melhorou o toque de bola, que existem jogadas treinadas, mas a bola não está entrando.

Vamos aguardar o que vem pela frente. Não acredito, em hipótese alguma, em rebaixamento, mas acho que vamos amargar a pior colocação do de um Campeonato Brasileiro desde que começou a era de pontos corridos. E não vamos, sequer, conseguir a classificação para a tal Sul-Americana. Que a Copa do Brasil nos faça bem no próximo ano.

A derrota na Suruga mostra a fase do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a derrota do São Paulo para o Kashima Antlers no Japão mostrou bem a fase em que o time se encontra. Já não bastassem todos os problemas políticos, de elenco e outras coisas mais, ainda perde um gol feito aos 46 minutos do segundo tempo, perde uma bola dominada aos 47 minutos e um gol contra aos 48.

O time começou o jogo até com domínio de bola. Mas novamente, ao tomar o primeiro gol, se perdeu, abriu espaços e permitiu que o Kashima passasse a mandar na partida. Aliás, os dois gols do Kashima também ilustraram a defesa que temos. No primeiro, Edson Silva está não sei aonde, Lucão perde bisonhamente do atacante e Douglas atrapalha Rogério Ceni. Lambança total. No segundo, Douglas toma um drible do Juninho (?), que cruza para a área e o Osako aparece entre Lucão e Edson Silva, que ficaram vendo a banda passar.

Wellington perdido no meio e Rodrigo Caio tendo que jogar por dois. Ganso que não aparecia e Maicon que queria resolver tudo sozinho. Essa foi a imagem a partir do primeiro gol.

Paulo Autuori mexeu bem no intervalo. Tirou os inúteis Maicon e Adailton para colocar outros dois inúteis: Lucas Evangelista (principalmente) e Silvinho.

Mas é fato que o time melhorou. Não pelas substituições, mas pela postura. Ganso passou a receber as bolas e decidiu jogar. O time avançou a marcação e passou a dominar o jogo. Ganso fez o primeiro, deu o segundo para Aloísio e tudo indicava que o São Paulo iria ganhar.

Antes do gol de empate, no entanto, Silvinho cometeu uma falta na entrada da área, que o juiz entendeu como pênalti. Rogério defendeu, mas o juiz mandou voltar – a regra de se adiantar só vale para Rogério Ceni -. O atacante japonês bateu de novo, desta vez para fora.

O São Paulo não corria riscos. E mais uma vez Ganso faz bela jogada, deixa Wellington na cara do gol. Ele poderia fazer qualquer coisa, menos o que fez: “recuar” para o goleiro. Mas a bola ainda voltou ara o São Paulo. Só que Lucas Evangelista, de forma displicente, perdeu e gerou o contra-ataque do Kashima. Chute para o gol, desvio em Edson Silva, tirando Rogério Ceni da bola. Gol e fim de jogo.

Apesar de achar injusto o resultado, ficou claro que não temos elenco. O fato de termos poupado quatro jogadores desta partida mostrou bem o estágio da nossa equipe: derrotada por um time japonês.

Foi mais um marco de Juvenal Juvêncio: depois da sequência de jogos sem vitórias e derrotas consecutivas, agora tem a invencibilidade em solo japonês perdida. Parabéns, Juvenal e sua diretoria, seus pit bulls e carregadores de taça. Aliás, não vi o João Paulo de Jesus Lopes recebendo a taça de vice-campeão da Copa Suruga, Por que será???

Me belisquem! É verdade: o São Paulo ganhou!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece incrível, mas depois de dez horas consegui gritar um gol do São Paulo e comemorar uma vitória. Aliás, mais do que isso: uma taça!

Com o empate contra o Corinthians conseguimos evitar nos igualar ao time da Marginal como a pior sequência, entre os grandes paulistas, com derrotas consecutivas: ficamos com nove contra dez deles em 2000; com a vitória de hoje, da mesma forma, permanecemos com 14 jogos sem vitória contra 15 do time da Marginal no mesmo ano. Então essa “taça” continua com eles.

No primeiro tempo pensei que perderíamos de novo. O time foi completamente dominado, não dava dois passes certos e não passava do meio de campo. O Benfica só não marcou porque a sorte – quem diria – nos ajudou, com a bola que foi no travessão, e Rogério Ceni que, mais uma vez, esteve presente.

Paulo Autuori mudou o time no intervalo. Tirou o inútil Fabrício e colocou Maicon. Com isso conseguiu a posse de bola e fez o passe melhorar consideravelmente.

O São Paulo, então, começou a dominar o jogo, marcou o primeiro, fez o segundo, poderia ter feito o terceiro e não correu qualquer risco.

Certamente o gol e a vitória tiraram o peso que estava em nossas costas. Quem sabe mais uma vitória no Japão possa fazer o time entrar em campo contra a Portuguesa, dia 11, com outra pegada, mais confiança, começando a arrancada para sair da situação incômoda que nos encontramos no Brasileiro.

Isso não quer dizer, no entanto, que o que ficou para trás se esquece e agora é vida nova. Não. O time não é confiável e não é uma vitória que me fará achar que estamos no caminho certo. Há muito o que se caminhar.

Depois do Bayern, o Milan. E as derrotas continuam.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, mais uma derrota do São Paulo nessa fase de insucesso que estamos vivendo. É o 14º jogo sem vitória, entre os quais onze derrotas e sete jogos seguidos sem marcar um único gol. É a fotografia do fracasso.

Hoje Autuori poupou seus titulares e colocou um time quase todo reserva. Dos titulares apenas Douglas, Rodrigo Caio, Reinaldo e Aloísio. Aliás, Reinaldo e Aloísio também são reservas.

O fato é que a fase é terrível. O elenco é ruim, o técnico ainda não se encontrou, mas a fase está fazendo com que todos fiquem psicologicamente abalados e nada acaba dando certo.

Muitos pedem para Lucas Farias jogar no lugar de Douglas. Mas não dá. Ele é muito pior do que Douglas, o que seria quase impossível. Outros pedem banco  para Luis Fabiano, mas não dá para jogar com Aloísio e muito menos Ademilson. Então é difícil, muito difícil.

Nem condeno Paulo Autuori de ter colocado o time reserva. Ele dever mesclar contra o Benfica e ir só de reservas para o Japão, mandando os titulares de volta para o Brasil.

Eu havia pensado que essa excursão fosse nos ajudar a diminuir a pressão. Longe do Brasil os jogadores poderiam se encontrar, se unir e zerar o que ficou para trás. Ledo engano. Nada mudou.

Incrível é que o São Paulo até fez um bom primeiro tempo, criou oportunidades, perdeu chances, quase dominou o Milan. Mas no segundo tempo, bastou tomar o gol e o time se desencontrou. Exatamente o que vem acontecendo no Brasileiro.

O que não dá para não reconhecer são os méritos de Juvenal e sua diretoria por tudo isso. Mais um recorde que ele vai colocar em seu currículo: o de maior número de jogos sem vencer e sem fazer gols na nossa história. Não está bom? Depois, é só marcar outro churrasco no clube, com a (In)dependente e comemorar, regado a muito whisky e cerveja.

 

Derrota normal para o Bayern

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu do Bayern, em Munique, num resultado que considero absolutamente normal. Ou alguém esperava algo diferente na partida desta quarta-feira?

Apesar de entender a ideia de Paulo Autuori, colocando um time fechadinho como fez contra o Corinthians, desta vez exagerou na dose e transformou o São Paulo num time pequeno. Além dos três volantes, os zagueiros e até os laterais eram impedidos de passar do meio de campo. Algumas vezes pude observar Reinaldo roubando a bola e tentando sair para o contra-ataque, mas brecando rispidamente e voltando. A ordem era expressa.

Então o jogo teve uma única tônica: ataque contra defesa. E quanto se tem Edson Silva lá atrás, você tem a certeza que ao menos um gol você vai tomar. E até nisso estamos com azar. Paulo Miranda vem sendo destaque pelo lado esquerdo da defesa. Mas ele se machucou e saiu ainda no início da partida.

Hoje tem o Milan. E acho que Autuori vai fazer a mesma coisa com o time. Retrancadinho, lá atrás. E com isso já são cinco jogos que não marcamos um único gol. E sem marcar, não ganhamos.

A volta ao cenário internacional

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo volta a figurar no cenário internacional depois de uma década. Depois do título mundial de 2005, é a primeira vez que saímos do País e vamos para o continente europeu em busca de euros.

Se formos pegar por participações nesses torneios de pré-temporada europeia, então corremos duas décadas atrás, quando disputamos e ganhamos torneios como Ramon de Carranza e outros tantos.

O adversário de hoje, na Copa Audi, será o Bayern de Munique, atual campeão da Copa dos Campões da Europa. Ou seja: vai ser barra.

Paulo Autuori vai optar por um esquema mais defensivo, como fez contra o Corinthians, para tentar segurar o jogo e apostar um uma bola num contra-ataque. Mas é claro que o time alemão é amplamente favorito e, se a lógica estiver presente, deve ganhar do São Paulo sem grandes dificuldades.

Mas, como sempre digo, são-paulino que se preze tem fé. E eu tenho em que algo sobrenatural possa acontecer no jogo desta tarde e o São Paulo saia vitorioso.

Então, à vitória, Tricolor!