Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a derrota do São Paulo para o Kashima Antlers no Japão mostrou bem a fase em que o time se encontra. Já não bastassem todos os problemas políticos, de elenco e outras coisas mais, ainda perde um gol feito aos 46 minutos do segundo tempo, perde uma bola dominada aos 47 minutos e um gol contra aos 48.
O time começou o jogo até com domínio de bola. Mas novamente, ao tomar o primeiro gol, se perdeu, abriu espaços e permitiu que o Kashima passasse a mandar na partida. Aliás, os dois gols do Kashima também ilustraram a defesa que temos. No primeiro, Edson Silva está não sei aonde, Lucão perde bisonhamente do atacante e Douglas atrapalha Rogério Ceni. Lambança total. No segundo, Douglas toma um drible do Juninho (?), que cruza para a área e o Osako aparece entre Lucão e Edson Silva, que ficaram vendo a banda passar.
Wellington perdido no meio e Rodrigo Caio tendo que jogar por dois. Ganso que não aparecia e Maicon que queria resolver tudo sozinho. Essa foi a imagem a partir do primeiro gol.
Paulo Autuori mexeu bem no intervalo. Tirou os inúteis Maicon e Adailton para colocar outros dois inúteis: Lucas Evangelista (principalmente) e Silvinho.
Mas é fato que o time melhorou. Não pelas substituições, mas pela postura. Ganso passou a receber as bolas e decidiu jogar. O time avançou a marcação e passou a dominar o jogo. Ganso fez o primeiro, deu o segundo para Aloísio e tudo indicava que o São Paulo iria ganhar.
Antes do gol de empate, no entanto, Silvinho cometeu uma falta na entrada da área, que o juiz entendeu como pênalti. Rogério defendeu, mas o juiz mandou voltar – a regra de se adiantar só vale para Rogério Ceni -. O atacante japonês bateu de novo, desta vez para fora.
O São Paulo não corria riscos. E mais uma vez Ganso faz bela jogada, deixa Wellington na cara do gol. Ele poderia fazer qualquer coisa, menos o que fez: “recuar” para o goleiro. Mas a bola ainda voltou ara o São Paulo. Só que Lucas Evangelista, de forma displicente, perdeu e gerou o contra-ataque do Kashima. Chute para o gol, desvio em Edson Silva, tirando Rogério Ceni da bola. Gol e fim de jogo.
Apesar de achar injusto o resultado, ficou claro que não temos elenco. O fato de termos poupado quatro jogadores desta partida mostrou bem o estágio da nossa equipe: derrotada por um time japonês.
Foi mais um marco de Juvenal Juvêncio: depois da sequência de jogos sem vitórias e derrotas consecutivas, agora tem a invencibilidade em solo japonês perdida. Parabéns, Juvenal e sua diretoria, seus pit bulls e carregadores de taça. Aliás, não vi o João Paulo de Jesus Lopes recebendo a taça de vice-campeão da Copa Suruga, Por que será???