Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo vendeu, em menos de 24 horas, os 64 mil ingressos para a final da Copa Sul-Americana, dia 12, no Morumbi, contra o Tigre. Entretanto poucas vezes na minha vida, para não dizer que é inédito, vi algo semelhante, onde direitos foram jogados ao lixo e o desrespeito imperou.
Quem conseguiu entrar no tal site acesso fácil? Aliás, é bom que se pergunte, quem é que escolhe e como escolhe o site que vai receber a benesse da venda de ingressos para um jogo desta envergadura? Soa estranho, não acham? O tal do Acesso Fácil não tem a menor estrutura para atuar nessa situação. E os responsáveis pela escolha deveriam saber isso. Ou são todos amadores na diretoria (isso só para pensar com alguma ingenuidade)?
Sócios torcedores, que pagam o ano inteiro uma mensalidade e tem, no contrato, a garantia de ingresso para qualquer jogo, ficaram a ver navios. Até porque quando se deram conta de que a venda havia iniciado e apenas pela internet, Inês era morta.
E os sócios do clube, que contribuem com manutenções altíssimas, gerando receita para o São Paulo? Sempre tiveram a possibilidade de comprar o ingresso na Tesouraria. De alguns dias para cá a venda passou a ser feita numa cabine, na saída do clube. Também ficaram de mãos abanando.
Provavelmente a única categoria que foi respeitada foi a de proprietários de cadeiras cativas no estádio. Bem, se eles também não conseguissem o ingresso, então poderíamos fechar o Morumbi.
Outro dia disse que o departamento de Marketing do Corinthians havia aprendido com maestria como desenvolver trabalhos que trazem frutos ao clube com o São Paulo. Só que aprendeu e inovou, enquanto nós ficamos parados ao tempo, olhando para o umbigo, com arrogância e prepotência, nos julgando insuperáveis.
Pois bem: Corinthians, Grêmio e Internacional têm controle do número de jogos que cada torcedor vai. E quanto surge um evento desta importância, abre a venda privilegiando aqueles que foram em mais jogos, que enfrentaram frio, chuva e sol, para assistir um jogo contra o Bahia, ou contra a LDU de Loja. Esse torcedor não merece ser privilegiado, a despeito daqueles que só vão na final?
Sei que vai ter muita contestação deste meu editorial dentro da diretoria, mas nós ficamos para trás em tudo destes nossos adversários. E isso só não vê quem é cego. E o pior cego é aquele que não quer ver.
Eu, assim como toda a imprensa esportiva de São Paulo, vou fiscalizar a ação dos cambistas dia do jogo. Não me venham com essa conversa que a venda foi feita corretamente, sem que cambistas tenham feito grandes compras. E vou denunciar aqui, na Jovem Pan, para a polícia e para quem for de direito. E seio que a diretoria vai falar: “cambista não é problema nosso, mas da polícia”.