No jogo que dividia as águas, agora a meta é a Sul-Americana

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, hoje, quando escrevi o comentário falando que o jogo contra o Grêmio seria o divisor de águas para o futuro do São Paulo, entendia – entendo -, que se vencesse o jogo, deveria partir com tudo para tentar o vice-campeonato. Mas em caso de derrota, esta meta ficaria muito distante, somente em contas matemáticas e o negócio era pensar na Sul-Americana.

Pois bem. O São Paulo perdeu, ficou sete pontos atrás do Grêmio e seis do Atlético-MG e praticamente deu adeus a esta briga. É verdade que o Grêmio vai fazer dois jogos fora: Portuguesa e Figueirense, e depois o clássico contra o Inter; mas o Atlético-MG joga em casa contra o Atlético-GO, depois sai com o Botafogo e faz o clássico contra o Cruzeiro. Ou seja: é querer demais imaginar que o Atlético-MG não ganhe ao menos do Atlético Goianiense e o Grêmio não ganhe um destes três jogos. Portanto, o vice já era.

Mas não vou entrar no discurso de que o time não é confiável. Para mim as duas vitórias conta a La U mostraram que tivemos uma grande evolução.  E a La U, até outro dia, era considerada o Barcelona da América do Sul. Empatar com o Fluminense no Morumbi, nada de anormal. Afinal, o Flu acaba de conquistar o título Brasileiro, com três rodadas de antecedência. Está sobrando. E perder do Grêmio no Olímpico, em qualquer circunstância e período, é absolutamente normal.

O São Paulo fez um bom primeiro tempo. Terminou ganhando de 1 a 0. O time jogou na frente, marcando pressão, não permitindo que o Grêmio criasse. Por mais que os gaúchos tivessem crescido no final do primeiro tempo, o jogo estava claramente nas mãos do São Paulo.

No segundo tempo tudo mudou, é fato, e atribuo culpa direta a Ney Franco pelas substituições que fez e pelas que não fez. Osvaldo saiu por estar cansado e sentido uma contusão. Maicon entrou e não deu certo. Mas ele jogou quarta-feira e o time ganhou de 5 a 0. Portanto não pode ser tão errada assim essa substituição. Mas, como ele entrou muito mal, a conta vai para o técnico. É a vida.

Ney Franco deveria ter colocado Paulo Miranda no lugar de Douglas ainda no intervalo. Era evidente que ali existia um corredor e que o Grêmio iria apertar aquele lado. Por mais que o gol de empate tenha saído em jogada pelo meio e o segundo gol em cruzamento da direita – Cortez também não foi bem no jogo -, o lado direito da defesa do São Paulo estava muito fraco e carecia mudança.

Para piorar ele coloca o Ademilson, que nitidamente ainda está verde para encarar algumas situações, no lugar de Casemiro. Aí abriu de vez o já escancarado meio-campo do Tricolor. Foi uma pressão só até sair o segundo gol do Grêmio. Merecido.

Depois, aos 42 minutos, tira Jadson e põe Willian José. Qual foi a tática pretendida com essa mudança? Sinceramente, não sei.

Não vejo trabalho ruim do Ney Franco. Acho que ele conseguiu dar um padrão de jogo ao São Paulo que há muito tempo não via. O time marca na frente, toca a bola, tem um futebol vistoso, envolve o adversário. E não é uma derrota que vai jogar esse trabalho no lixo.

Concordo, portanto, que ele não sabe substituir. Mas é inegável que o time está jogando um futebol muito vistoso. E perder do Grêmio, com o Olímpico hiper-lotado, é absolutamente normal.

Um comentário em “No jogo que dividia as águas, agora a meta é a Sul-Americana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*