Ganso e Jadson provaram que podem – e devem – jogar juntos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, pela manhã escrevi um editorial levantando a possibilidade de a escalação do time para este jogo contra o São Bernardo conter uma “pegadinha” para Ganso, pois com Maicon o meio de campo ficaria fraco e o time vulnerável. Se Ney Franco pensou assim, se deu mal, muito mal.

Ganso e Jadson provaram que podem – e devem – jogar juntos. Que Ganso está abaixo do nível dos demais jogadores, é fato. Mas ele não tem tido ritmo de jogo e isso tem dificultado, e muito, sua recuperação plena. Mas o nível técnico apresentado pelo time melhorou consideravelmente. Mesmo Maicon, que não transmite segurança na marcação, deu qualidade à saída de bola e fez com que, com o domínio da bola, fosse quase impossível o São Bernardo roubá-la e os lances iam acontecendo pouco a pouco.

Por outro lado a defesa sofreu com esta falta de marcação, já que Denilson não é primeiro volante e ficou perdido, sobrecarregado, com a cabeça de área.

Outra questão: Rodrigo Caio fez uma bela partida, marcou até um gol, mas nota-se claramente ter dificuldade de jogar como lateral. É um bom volante. Eu temo que ele venha a ser mais volante, como foram Jean e Arouca, por exemplo, queimado jogando de lateral.

Grata surpresa, também, foi Thiago Carleto. Marcou bem, atacou em eficiência, chutou uma bola na trave, fez o cruzamento que resultou no segundo gol, enfim, se não é o lateral dos sonhos, ao menos está melhor que Cortez.

De resto, sei que o adversário foi o São Bernardo, mas acho que esse time, com pequenos ajustes, pode dar alguma esperança para nós. Ganso e Jadson no meio, com Osvaldo e Luis Fabiano no ataque, nos dará uma espécie de quadrado mágico. Se tivermos dois bons volantes de marcação, como Wellington e Denilson, ou Wellington e Fabrício, ou Rodrigo Caio e Fabrício, enfim, dois volantes de chegada para marcar o que os outros quatro não marcam, poderemos ser felizes.

E fico satisfeito pois, na entrevista coletiva, Ney Franco disse que vai manter o time para sábado, contra o Bragantino.  Que bom!

O teste para Ganso pode conter uma pegadinha

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, Ney franco decidiu mudar o time e colocar Lúcio na reserva. Mais do que isso, vem com Ganso como titular, alterando o esquema tático e passando par o 4-4-2.

É verdade que esse vinha sendo o clamor da torcida, mas temo que ele tenha armado uma pegadinha para Ganso. Se vocês perceberem o meio de campo, além de Ganso teremos Jadson, Maicon e Denilson. Quem vai marcar nesse time?

Para que Ganso e Jadson possam jogar tranquilos, municiando o ataque e, por que não, fazendo parte desse ataque, são necessários dois jogadores de contenção. E só teremos Denilson, porque Maicon não consegue ser um volante marcador. Isso deixará o time vulnerável e a chance de levarmos gols aumenta. Quem será responsabilizado? Ganso, pois com ele o time fica enfraquecido na marcação.

Espero estar errado na minha previsão, mas nós conhecemos bem ar artimanhas da vida. E não gosto desse tipo de pressentimento.

Outra coisa: por que Rodrigo Caio na lateral? Por que não ele como volante, ao invés de Maicon, e Lucas Farias na lateral direita? Quando é que Lucas Farias terá uma oportunidade no time titular? Em La Paz, na Libertadores? Se ele não pode começar jogando contra o São Bernardo, então é melhor emprestá-lo.

Não acordei de mau-humor, não. Apenas a paciência está chegando no limite com as escalações de Ney Franco. Continuo defendendo sua permanência à frente do time. Permaneço contrário às trocas constantes de técnicos. Mas isso não me impede de tecer as críticas ao seu trabalho.

 

Vitória sofrida de um elenco quebrado e técnico enfraquecido

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o Oeste mas a partida serviu para escancarar o que muito já conseguiam ler nas entrelinhas: o time está rachado e o técnico completamente perdido, sem força, sem mão.

Desde o início pode-se perceber um time tenso, inseguro, sem saber bem o que fazer com a bola, ninguém querendo aparecer para decidir. O gol marcado por Edson Silva mostrou a imagem exata do elenco: pouca comemoração, poucos jogadores correram até ele e, incrível, mas ele mesmo não comemorou o gol.

O segundo gol, de Rafael Tolói, foi para que ele mesmo comemorasse, como uma espécie de auto-afirmação em ser titular do time e hoje, especificamente, estar jogando em sua real posição. Aliás, uma comemoração quase paricular, solitária.

No terceiro gol veio o grande recado: Luis Fabiano foi seco, sombrio e extremamente frio na “comemoração” do gol. Também poucos companheiros foram até ele.

Ney Franco, por sua vez, decidiu responder os xingamentos de “burro” feitos pela torcida e usou Ganso como sua arma para atacar, deixando o meia no banco o tempo todo. Lembrando que a torcida pediu durante todo o segundo tempo -e já em parte do primeiro tempo – a entrada do ex-santista. E disse, ao caminhar para o vestiário, que a partir de agora, jogador que reclamar de substituição não joga mais com ele. O recado foi direto para Lúcio, Ganso e, principalmente, para a torcida. Então acho que a torcida jogou a toalha em relação à Ney Franco.

O time foi uma bagunça neste domingo. Ele não abriu mão do esquema 4-2-3-1 e quis fazer de Wallyson o novo Lucas. Mas ele também não conseguiu. Já Rodrigo Caio tentou ser o Paulo Miranda, mas também não conseguiu. Então o negócio foi voltar o Douglas e por o Rodrigo Caio no meio de campo. Rendeu mais que o Wellington.

O fato é que estamos no meio de março e Ney Franco não conseguiu, ainda, encontrar o substituto de Lucas. E continua insistindo num esquema que deu certo ano passado, mas se mostrou infrutífero em 2013. E vai naufragar com essa teimosia, mantendo Ganso no banco de reserva até quando Juvenal quiser. E a torcida continuará entoando o burro para Ney Franco. Aliás, se ainda existir torcida no estádio, pois acho que o recado foi dado hoje pelos pouco mais de sete mil presentes.

A derrota mostrou que nosso técnico está perdido

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu para o Arsenal e ficou em situação delicadíssima na Libertadores. Não acredito, sequer, que empate em La Paz e acho que terá sérias dificuldades para ganhar do Atlético-MG no Morumbi. Isso significará eliminação ainda na primeira fase.

Ney Franco está absolutamente perdido neste momento. Entrou com um esquema 3-5-2, o qual nunca utilizou desde sua chegada no São Paulo e depois, para mudar o esquema, estragou tudo. Tirou Rodrigo Caio que fazia grande partida como volante e o colocou na lateral direita. Tirou Douglas e colocou Maicon.

Quebrou a marcação e deu o resultado para o Arsenal. Afinal, ficou sem um cabeça de área e deixou Denilson sobrecarregado. Ele também se perdeu no jogo e Maicon nem marcou, nem armou.

Colocou Ganso no lugar de Lúcio e o meia não correspondeu. Entrou apático e não justificou sua entrada no time.

O pior é que o São Paulo nem jogou tão mal. Em boa parte do segundo tempo dominou o jogo e poderia ter feito dois ou três gols. Só que teve um centro-avante ridículo, que perdeu gols inacreditáveis, apesar de ter feito um. Então não adiantava Osvaldo fazer as jogadas de linha de fundo porque o centro-avante perdia. Não adiantava Jadson encontrar o centro-avante dentro da área porque ele perdia a bola ou o gol.

Temos dois laterais que não apoiam e não marcam, um zagueiro campeão mundial que está fora de forma e sai de campo dando clara impressão de não ter gostado. Então é Rogério Ceni reclamando, Lúcio reclamando, Ganso chiando, Luis Fabiano sendo expulso, o que nos faz acreditar que Ney Franco está perdido.

O pior é que a imprensa, entenda-se de imediato a Folha de São Paulo e o Uol, a partir de agora vão gerar uma crise dentro do São Paulo. Já andaram dizendo que o treinador vai ser mandado embora, enfim, ficam colocando fogo num palheiro que está, é fato, prestes a ser aceso. Mas ainda está apagado.

A classificação ficou muito difícil, mas não impossível. Mas o time precisa justificar, se empenhar, honrar a camisa do São Paulo. Afinal, este manto precisa ser respeitado pela sua grandeza e tradição.

Noite de fazer o tango virar samba

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem noite decisiva hoje, na Argentina. Ou consegue, no mínimo, um empate com o Arsenal ou dá adeus à Libertadores. Com um empate iremos a cinco pontos contra quatro dos argentinos e três do The Strongest. Levando-se em conta que, assim como iremos à La Paz, o Arsenal também irá a Belo Horizonte, acho não tão desastroso o resultado.

De outro lado se perdermos, ficaremos com quatro contra seis do Arsenal. Mesmo os argentinos indo a Buenos Aires, depois terão o The Strongest em seu campo. Ou seja: tchau tchau para nós. Até porque não acredito, de maneira alguma, em vitória em La Paz.

Ney Franco está escondendo o time, deixou a entender que vai optar pelo 4-4-2, mas Ganso já andou falando que está no banco. Se vai para o 4-4-2, quem é melhor do que Ganso para compor o meio de campo?

Algumas fontes me contaram que ele pode aparecer com Rodrigo Caio jogando como lateral e Douglas fazendo o meio de campo, ao lado de Denilson, Fabrício e Jadson. Aí só posso dizer que Ney Franco está de brincadeira. Por mais que eu apoie seu trabalho e acho que deve continuar, ele começa a me irritar profundamente.

Concordo que Paulo Henrique Ganso ainda não provou que é titular absoluto do time, mas se o técnico dá várias partidas para Cortez e Douglas entrarem em ritmo de competição, por que não para Ganso? Quantas partidas, até hoje, ele começou e terminou jogando? Ou ele começa e sai, ou entra no decorrer do jogo.

Além do mais não teremos Luis Fabiano na frente. Mesmo em má fase, sempre leva preocupação ao adversário e pode ser decisivo para nós. Hoje será Aloísio. Sem ter alguém que ajude Jadson a levar a bola até a área, vai ser difícil, até porque os argentinos vão concentrar a marcação sobre Jadson.

Estou temendo muito por nossa sorte nesta noite. Ney Franco não está sabendo usar nosso elenco, que  se não é o melhor do País, também está muito longe de figurar entre os piores. Mas vou carregar durante o dia aquela esperança de que eu não entendo nada de futebol, não vejo os treinos, quem entende é o treinador e devo aceitar sua escalação. E quem sabe ele faça o tango virar samba.

Então, à vitória, Tricolor!!!

Empate deprimente e futuro sombrio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o empate deste domingo entre São Paulo e Palmeiras foi deprimente para nós, são-paulinos, pois vimos nosso time se nivelar ao Palmeiras e fazer um péssimo espetáculo. Um primeiro tempo horrível e um segundo que se salvou porque o Palmeiras, sim, o Palmeiras, partiu para cima e começo a criar chances de gol.

Ney Franco, hoje, pareceu mais inventor do que técnico. O pior é que com sua invenção nos deu mostras do que nos espera. Não foi à tôa a colocação de Douglas na frente com Rodrigo Caio cobrindo a lateral direita, apesar da escalação orignal apontar para Rodrigo como volante e Douglas como lateral. Pode estar aí a indicação de que Rodrigo Caio será o lateral direito contra o Arsenal, Douglas o atacante pela direita e Fabrício e Denilson os volantes.

O problema é que Douglas não consegue sequer cumprir seu papel com coesão, ou seja, lateral direito. Como atacante, então, é dantesco.

Não entendi a razão de Osvaldo e Jadson terem ficado no banco. Hoje seria um excelente momento de testar Ganso e Jadson juntos, no meio de campo, com Osvaldo aberto por um canto e Aloisio centralizado, deixando Luis Fabiano como opção, já que ele não jogará na Argentina. Mas foi pior ainda: quando colocou Jadson tirou exatamente Ganso. Ou seja: para Ney Franco – e só para ele – os dois não podem jogar no mesmo time.

Pela esquerda Cortez continua não atacando, nem marcando ninguém. Wellington voltou a jogar mal, Maicon não armou nem marcou, e o São Paulo foi um amontoado de jogadores sem saber o que fazer em campo. A tirar pelo gol perdido por Luis Fabiano a um minuto de jogo, passamos os outros 89 sem criar, sem chutar, sem fazer nada.

Se até outro dia eu era um grande otimista, hoje o futuro me preocupa. Eu o vejo como sombrio. Ou Ney Franco entende que Lucas não joga mais no São Paulo e repensa o time, ou teremos muita dor de cabeça pela frente.

Vitória no clássico será importante para o equilíbrio do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, apesar de estarmos dando de ombros para o Campeonato Paulista, e mesmo assim sermos os líderes, entendo que uma vitória sobre o Palmeiras nesta tarde, no Morumbi, será fundamental para dar o equilíbrio necessário ao time e fazer com que a confiança seja retomada para o jogo da próxima quinta-feira, em Buenos Aires.

Tanto isso pode ser fato que o técnico Ney Franco decidiu não poupar ninguém e vai colocar em campo o time que, em sua cabeça, é hoje o titular. O formato 4-2-3-1 será mantido, o que quer dizer que Paulo Henrique Ganso é, mesmo, reserva no São Paulo.

O problema é que quinta-feira não teremos nem Wellington, nem Luis Fabiano. Provavelmente a dupla de volantes será formada por Fabrício e Denilson. Mas e o ataque? Entra Wallyson no lugar de Luis Fabiano, com Aloísio jogando mais centralizado? É Cañete quem vai fazer essa função? Ou vamos de 4-4-2 com Paulo Henrique Ganso entrando no time?

A reposta para a formação de quinta-feira poderemos ter no segundo tempo da partida de hoje. E espero que o teste seja feito pois, para mim, no primeiro tempo, se jogarmos de forma séria e contundente, poderemos ter definido a partida a nosso favor.

Então, à vitória, Tricolor!

Empate doído e complicador de situações no Pacaembu

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo deixou a vitória escapar e só empatou com o Arsenal de Sarandi, nesta noite, no Pacaembu. Um resultado que complica muito nossa situação, até porque num torneio como é a Libertadores, não se permite perder pontos em casa.

O time nem jogou tão mal. A constatar que mandou três bolas na trave e teve no goleiro adversário o melhor jogador do time deles, então é sinal que a pressão foi grande. Mas não o suficiente para conseguir a vitória.

Jadson, mais uma vez o melhor do time, teve que ser o pensador, o passador e o finalizador. Afinal Luis Fabiano estava totalmente ausente da partida e Aloísio, pela direita, vivia de seu voluntarismo, mas pouco de efetivo, a não ser uma bola na trave. É bem verdade que foi dele, Aloísio, o passe de calcanhar para o gol de Jadson. Mas isso é pouco para um atacante.

Então Osvaldo era o único jogador efetivo deste ataque. Foi muito explorado, trouxe problemas para a defesa adversária, mas não conseguiu furar o forte bloqueio que foi feito sobre ele.

Aliás estou querendo entender esse esquema de Ney Franco. Coloca três atacantes para, em tese, fazer uma blitz e marcar a saída de bola do adversário, sufocando-o em seu campo, mas o que tem acontecido é exatamente o contrário. O adversário vem para cima, pega um meio de campo deficitário e acaba dominando o jogo.

Ney Franco esquece que esse esquema era perfeito com Lucas. E falta um jogador para cumprir seu papel, já que Aloísio não é esse jogador. Além do mais, está claro que Ganso tem que ser titular ao lado de Jadson. O jogo fica mais bonito e as chances aparecem com maior frequência quando ambos estão em campo.

Para nossa sorte na Libertadores o Atlético-MG ganhou do The Strongest e, assim estamos em segundo lugar. Só que agora temos dois jogos fora, enquanto os bolivianos têm dois em casa. E lá a altitude é considerável. Por isso nossa situação não é nada confortável.

Vamos manter a fé, mas Ney Franco tem que acordar e ver que o esquema não está dando certo.

O Expressinho continua dando conta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo, com seu Expressinho, continua sobrando no campeonato Paulista. Agora foi em Penápolis, onde o Tricolor venceu por 2 a 0 e manteve a liderança do torneio.

Ney Franco tem feito muito bem esta alternância do titular para o reserva, mesclando quando é preciso e assim vai  dando ritmo de jogo a todos.

Mesmo sacrificando Ganso, Ney manteve o esquema tático de sua preferência, fazendo a dupla de volantes com Rodrigo Caio – o melhor em campo – e Frabício, a armação por conta de Maicon, deixou abertos Cañete e Ademilson e fez Ganso surgir como centro-avante. É fato que isso fez com que Ganso ficasse completamente apagado na partida e Maicon, muitas vezes, funcionou mais como um terceiro volante do que como meia.

O esquema foi facilitado pelo primeiro gol ter saído logo a quatro minutos de jogo. Apesar do domínio total do Panepolense no primeiro tempo, o São Paulo, nitidamente, tinha o jogo dominado.

Gostei muito da partida de Rodrigo Caio e de Ademilson, este no segundo tempo. Também vi com bons olhos a participação de Fabrício e a dupla de zaga que, por incrível que pareça, não nos deu tantos sustos.

O único senão que deixo para Ney Franco foi pela escolha de João Filipe, para a lateral, e não Lucas Farias. Foi a única coisa que colocou em risco a defesa do Tricolor. Fora isso, foi um jogo sem problemas.

Agora é forçar o treino para o jogo da próxima quinta-feira, contra o Arsenal, pois será mais um jogo onde teremos que vencer ou vencer. E eu gosto muito do Pacaembu e acho, até por jogar lá, que vamos dar uma grande goleada nos argentinos.

Vitória necessária, mas que deixou dúvidas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu com muita dificuldade o The Strongest, no Morumbi, na noite desta quinta-feira, pela Libertadores. Confesso que eu esperava um jogo muito mais tranquilo, até como forma de abrirmos no saldo de gols. Mas não foi isso o que aconteceu.

O esquema 4-2-3-1 até funcionou no começo. O São Paulo começou com grande volume de jogo e poderia ter aberto a contagem não fosse o erro do árbitro, logo a dois minutos, ao não observar a lei da vantagem e parar o jogo marcando uma falta. Assim mesmo Rogério Ceni quase marcou na cobrança da falta.

O São Paulo dominava o jogo por completo, restando ao The Strongest o contra-ataque. Mas, numa cobrança de escanteio, veio o gol dos bolivianos. Pronto. O time desandou. A parte técnica, que já não era das melhores, foi diretamente abalada pelo nervosismo e pela falta de confiança.

Os erros começaram a aparecer com mais frequência. Douglas e Cortez não saíam para o ataque e não conseguiam segurar as descidas dos laterais bolivianos. Denilson estava completamente perdido na marcação e Wellington, não não vive um bom momento, não conseguia dar conta sozinho da marcação. E o São Paulo começou a correr muitos riscos.

O gol de Osvaldo, no final do primeiro tempo, serviu para acalmar os ânimos e fazer com que o time saísse de campo, para o intervalo, aplaudido pela torcida.

O segundo tempo começou do mesmo jeito que acabou o primeiro: o São Paulo errando muito e o The Strongest ameaçando.

Ney Franco, então, ousou: tirou Denilson, que fazia uma má partida, e colocou Ganso. Jadson foi recuado para funcionar como segundo volante e Ganso jogou mais avançado.

O time cresceu de produção, mas não o suficiente para virar o jogo. Então entrou Cañete no lugar de Aloísio. E foi um grande abafa para cima da defesa boliviana, até Cañete achar Ganso, que por sua vez encontrou Luis Fabiano e o segundo gol estava marcado.

Ney Franco rapidamente colocou Fabrício no lugar de Jadson, para reforçar a marcação do meio de campo e, por mais que o The Strongest voltasse para o ataque, foi o São Paulo quem esteve mais perto de marcar o terceiro gol.

Ainda acredito neste time do São Paulo para o futuro na Libertadores, mas muita coisa tem que melhorar. Os jogadores estão aí. Cabe a Ney Franco arrumar o esquema para a defesa não sofrer tanto. Talvez a entrada de Fabrício no lugar de Denilson possa ser uma boa solução. E Ganso, não tenho dúvidas, tem que ser titular.