Amigos são-paulino, leitor do Tricolornaweb, perder do San Lorenzo, atual campeão da Libertadores e líder do campeonato argentino, com o Nuevo Gazômetro lotado, é absolutamente normal. Por isso, ao contrário de muitos, não vejo como uma tragédia essa derrota. O que sinto é que o time não consegue se encontrar em campo, e até quando não joga mal, acaba perdendo.
Nesta quarta-feira, em Buenos Aires, foi o que eu vi. O San Lorenzo, um time limitado, mas com a garra argentina, tentou exercer pressão desde o começo do jogo. Mas o São Paulo foi conseguindo ter posse de bola e, aos poucos, equilibrou o jogo. A única jogada de destaque do San Lorenzo era a descida do lateral e do meia pela direita. Reinaldo, limitado, não dava conta. Ora era Ganso, outra Souza, que ajudavam na marcação, mas geralmente os argentinos levavam vantagem.
Não entendi a razão de Muricy não ter deslocado Michel Bastos para o setor. Além de ser melhor para esta marcação, poderia fazer a inversão e o 2 em 1 na frente, com descidas de Reinaldo.
A contusão de Kardec também foi fundamental para a derrota. Mas os erros de Denilson nos passes, algo que já se tornou tradição, mas, e principalmente, de Ganso, deixaram o ataque sem receber bolas. Com Pato e Centurion jogando abertos, faltava um homem referência na área.
Mesmo assim o time estava dominando o jogo no segundo tempo. Tanto que o gol saiu num contra-ataque. Bola lançada alta para o meio de campo, Lucão perde na cabeça, a bola vai para o atacante que dá um chapéu em Tolói e marca um golaço. Neste lance fatídico não dá para culpar Muricy. E, mesmo entendendo que ele cometeu alguns erros táticos ontem, não o coloco como principal culpado da derrota.
A classificação para a próxima fase está aí, só depende de nós. Temos que ganhar do Danúbio em Montevidéo e, convenhamos, não é tarefa difícil, e podemos pensar em jogar por um empate com o Corinthians no Morumbi – apesar que, para mim, nossa obrigação é vencer em nosso estádio -. E teremos tempo para melhorar este time para os jogos decisivos.