Derrota na Colômbia é reversível

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o resultado desta quarta-feira em Medellin, quando o São Paulo perdeu para o Atlético Nacional por 1 a 0, pode ser considerado normal e é amplamente reversível. Claro que seria melhor se tivéssemos feito ao menos um gol na casa do adversário, mas vamos considerar que, entre os resultados ruins, esse foi o “menos pior”.

O futebol é indecifrável, eu sei. Como diriam os antigos, “uma caixinha de surpresas”, mas não creio que o São Paulo não consiga ganhar por dois gols de diferença deste time, com todo o respeito que me mereça, no Morumbi certamente lotado, na próxima quarta-feira.

O time demonstrou cansaço na Colômbia. Teve muita dificuldade em dominar a bola. Lá há o costume de cortar a grama muito rasteira. Isso faz com que a bola fique mais rápida, facilitando as jogadas de velocidade e dificultando a posse e o toque de bola. Mesmo assim o gol só aconteceu graças a uma desatenção da defesa, com Edson Silva e Rogério Ceni deixando um para o outro.

Aqui cabe o registro da arbitragem. Apesar do uruguaio ser muito ruim e ter errado para os dois lados, o dano maior ficou para o São Paulo. Houve uma falta gravíssima do goleiro colombiano sobre Alan Kardec, não marcada pelo árbitro. Ali, além da falta ter sido quase sobre a risca da grande área, ou seja, muito perigosa, caberia a expulsão do goleiro. E o gol do Atlético Nacional teve origem num lateral que seria do São Paulo e ele inverteu. isso prova que a nova diretoria do Tricolor não conseguiu reverter o quadro de respeito nos bastidores da Conmebol e qualquer um continua roubando o São Paulo.

Como disse no começo, é possível reverter. E vamos conseguir na próxima semana.

Vitória importante para manter o foco e a moral elevada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Palmeiras neste domingo, no Morumbi, foi de suma importância: mantém o foco para um sonho muito distante que é o título brasileiro; nos deixa muito próximos de conquistar a vaga para a Libertadores sem necessidade de passar pela fase pré-grupos; e deixa a moral elevada para o jogo de quarta-feira, em Medelim, contra o Atlético Nacional da Colômbia, pela Sul-Americana.

Mais uma vez tivemos um primeiro tempo muito bom, de controle absoluto da partida e perdemos o comando no segundo tempo. Fruto do recuo excessivo e natural, mas principalmente de nosso preparo físico, muito abaixo de nossas necessidades.

No primeiro tempo, por mais que houvesse marcação muito forte sobre Kaká e Ganso, as subidas de Michel Bastos e Hudson surtiam efeito e conseguiam abrir o rígido sistema de marcação palmeirense. É fato que nos primeiros minutos a insistência foi mais que Michel Bastos. E num cruzamento que ele deu, quase Kardec marca de cabeça, obrigando uma grande defesa do goleiro do Palmeiras.

No momento em que Muricy pediu para o time jogar mais pela direita, a primeira bola lançada – aliás, lançamento sensacional de Toloi – Hudson pegou a defesa palmeirense desguarnecida, cruzou para Luis Fabiano marcar, com tirocínio de centro-avante típico.

Aí o São Paulo sobrou. O Palmeiras teve que e abrir e o jogo foi ficando do nosso jeito. Kaká aberto pela esquerda, Ganso flutuando pelo meio, com Kardec e Luis Fabiano alternando a posição do número um lá na frente.

Sabe-se lá o motivo o time recuou muito no segundo tempo e o Palmeiras dominou o jogo por completo. Não criou chances de gol graças à partida impecável de Rafael Tolói e da boa atuação de Edson Silva. Mas foi muita pressão.

Muricy tirou Kardec, já com cartão amarelo colocando Reinaldo. Com isso Michel Bastos passou para o meio e o São Paulo voltou a equilibrar o jogo. Quando saiu o segundo gol, o sonho palmeirense de um empate desmoronou. O time se entrego e o São Paulo ainda criou algumas chances, como a jogada de Michel Bastos para Osvaldo, que perdeu o gol de dentro da pequena área. Mas o time se poupou e passou a administrar o resultado, já sem correr riscos.

O título do Brasileiro é quase impossível, mas essa vitória mantém a confiança necessária no elenco para a semifinal da Sul-Americana.

A arbitragem derrotou o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não tenho condição de analisar taticamente o jogo da noite desta quarta-feira, entre São Paulo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. A arbitragem acabou sendo o ponto maior do jogo – ao lado do goleiro do Inter – e isso por si só explica a razão de não termos saído com vitória.

O gol do Internacional foi uma daquelas aberrações que ficarão para os anais dos grandes erros de arbitragem – para não falar roubos – que tivemos conhecimento. Qualquer ser, por menos que tivesse boa visão no estádio, percebeu que havia um triplo impedimento no lance. O desvio do atacante gaúcho foi muito claro, aos olhos dos mais de 22 mil torcedores que estavam no estádio. Só os árbitros não viram. Ou não quiseram ver.

Antigamente criticávamos o trio de arbitragem. Hoje é um sexteto: um principal, dois bandeirinhas, dois auxiliares de linha de fundo e o chamado “quarto árbitro”. Seis para errarem todos juntos. E praticamente decidirem um campeonato. Se era difícil o São Paulo ultrapassar o Cruzeiro nessa reta final, agora ficou praticamente impossível.

É válido afirmar que o São Paulo ganharia o jogo, não fosse esse erro crucial? Não. Mas é fato que, com 0 a 0, a situação seria diferente. O São Paulo tinha o domínio do jogo e, mais cedo ou mais tarde, marcaria o gol. Estando à frente do placar a situação seria muito melhor administrada e o contra-ataque se abriria para o Tricolor.

Quero aqui ressaltar a dedicação destes jogadores. Extenuados pelas viagens e a sequência de jogos, com o preparo físico reconhecidamente deficitário, houve muita raça e determinação. O time massacrou o Internacional, a partir do gol gaúcho. O goleiro do Inter foi, disparado, o melhor jogador em campo. Mas não deu, porque a arbitragem danosa não ficou apenas no gol roubado, mas também em inversões de faltas e marcações erradas.

Fiz meu desabafo. Estou indignado, sim. Já mostrei isso em rede nacional pela Jovem Pan (130 emissoras, 1500 cidades, 30 milhões de ouvintes). Se a imprensa corinthiana se cala para o fato, ou minimiza o erro, graças a Deus tenho um microfone potente para falar. E o Tricolornaweb, um site que tem 15 milhões de acesos por mês. Por isso nossa voz foi, é e será sempre ouvida.

Ah! só uma coisa: ainda não joguei a toalha no Brasileiro.

Mais uma vitória com superação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Vitória, em Salvador, em mais uma prova de superação. Os jogadores estão visivelmente esgotados, tanto que o time voa no primeiro tempo e cai muito no segundo. Tem sido assim ao longo dos últimos jogos.

Até acho que Muricy Ramalho chora muito quando reclama da quantidade de jogos. Mas a sequência que tivemos – e que teremos pela frente – é de arrebentar. O time jogou uma segunda-feira, depois numa quinta-feira, ambos no Morumbi. De novo no domingo, já em Criciúma – com direito a ônibus, pois o avião não podia chegar lá -, na quarta em Guayaquil, após 15 horas de viagem; mais 15 de viagem para voltar para São Paulo e, no dia seguinte, viagem a Salvador. Para piorar, enquanto todos vão folgar no meio de semana, o São Paulo enfrenta o Internacional, em partida antecipada do Brasileiro, para jogar na outra quarta em Medelin,após o clássico de domingo à noite, contra o Palmeiras.

Por isso digo superação. Porque é justificável o cansaço dos jogadores e eles precisam, além da técnica, demonstrar muita garra. E Muricy foi muito bem hoje, no equilíbrio que deu ao time. Ele mesclou titulares com reservas dando gás ao time. E no segundo tempo, quando foi necessário, fez entrar Michel Bastos e Kaká e o time foi buscar a vitória. Entendo que Muricy foi corretíssimo neste domingo.

A se destacar a partida sensacional que fizeram Ganso, Luis Fabiano e Rogério Ceni. Acho até que o M1TO falhou no gol, mas também entendo ser discutível, pois foi uma bomba com muita curva, no ângulo. E fora isso, ele fez quatro defesas importantíssimas, duas das quais dignas de um M1TO.

Minha esperança é que o São Paulo ganhe as duas próximas partidas, que são no Morumbi, contra Internacional e Palmeiras e que o Cruzeiro faça, no máximo, um ponto em suas duas próximas partidas – Santos e Grêmio, na Vila Belmiro e na Arena em Porto Alegre. Se isso acontecer, não tenho dúvida que iremos para o título brasileiro.

Não sei, depois de hoje, como Muricy vai fazer com Luis Fabiano. Entrou, correspondeu, marcou um gol, deu o passe para o outro, brigou pela bola, ajudou na defesa, fez o pivô, enfim, foi aquele Luis Fabiano dos áureos tempos. Muricy vai ter que se virar para escalar o time.

 

Esforço e garra trouxeram a classificação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a torcida pode cantar sem o menor constrangimento: “time de guerreiros”. O esforço, a garra e a dedicação dos jogadores na noite desta quarta-feira, em Guayaquil valeram para selar nossa classificação para a semifinal da Copa Sul-Americana. E o São Paulo passou de time desacreditado – inclusive por mim – no início do ano a candidato a dois títulos: o Brasileiro e o da Sul-Americana.

Os fatos que antecederam a partida mostraram o que poderia acontecer. O Emelec não permitiu que os jogadores utilizasses chuteiras no “belíssimo” gramado do campinho deles e proibiu o uso de bola. Diferente do que fizemos aqui, quando escancaramos a porta do Morumbi para esses idiotas.

Durante o jogo, o far play só esteve presente do nosso lado. Quando um jogador equatoriano caiu, a bola estava com o São Paulo, foi colocada para fora, no meio de campo. A devolução foi próxima à linha de fundo, com o time todo armado para marcar a cobrança de lateral. Algumas vezes jogadores do São Paulo caíram e em nenhum momento eles colocaram a bola para fora. Os gandulas ficavam quase dentro do campo. Aliás, um campinho medíocre, com a torcida em cima dos jogadores.

Foi infernal. E ainda sofremos um gol com 20 segundos de jogo, tirando a vantagem que construímos aqui. Ali parecia que o medo demonstrado por Muricy, na véspera, poderia ter razão de ser.

Mas o São Paulo foi altivo. Aos poucos foi controlando a partida, colocando a cabeça no lugar e chegou à virada, acabando com as pretensões do time da casa.

Acabando? Não. Em nove minutos do segundo tempo, mais um daqueles apagões, e dois pênaltis infantis cometidos pela defesa são-paulina. O primeiro, de Paulo Miranda, nitidamente feito pela raiva que o time estava, pois Kardec estava caído e os jogadores do Emelec não colocaram a bola para fora. Só que Paulo Miranda estava dentro da área e não se pode perder a cabeça num momento destes. O segundo, cometido por Álvaro Pereira, para coroar a péssima atuação que ele teve em Guayaquil.

Aí as pernas acabaram. Não gosto muito do mar de reclamações de Muricy Ramalho contra o calendário, mas tenho que reconhecer que o time jogou numa segunda-feira, depois na quinta, aí viajou para Criciúma (com ônibus para ir e vir) para jogar no domingo e fez nova viagem de 15 horas para chegar em Guayaquil. É difícil aguentar.

Mas os jogadores foram raçudos e seguraram  o resultado, com grandes atuações de Rogério Ceni e Edson Silva, e a trave ao nosso favor. E não posso deixar de cumprimentar o árbtiro chileno, Enrique Osses, que para mim teve uma grande atuação.

Vitória em Criciúma continua dando esperança

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda não vou assumir que acredito piamente no título brasileiro, mas colocando em nossa cara duas rodadas que poderiam nos dar esperança de ainda brigar pelo título, pois faremos dois jogos fora enquanto o Cruzeiro fará dois jogos no Mineirão, começamos bem. Por mais que o adversário tenha sido o Criciúma, lanterna do campeonato, nunca é fácil jogar contra esses times quando estão na zona de rebaixamento. E ganhamos. O outro jogo será o Vitória, em Salvador, enquanto o Cruzeiro jogará contra o Criciúma, em BH. Se vencermos na Bahia, entendo que entraremos na briga pelo título, pois aí será a vez do São Paulo jogar duas em casa (Palmeirs e Internacional) e o Cruzeiro duas fora (Santos e Grêmio).

O jogo deste domingo foi bem a caráter do São Paulo. O Criciúma, mandante, começou na frente, fazendo pressão, mas aos poucos o São Paulo foi impondo seu jogo. Sem afobação, sem errar tantos passes, o time foi se encontrando e se tornando senhor da partida. Maicon tinha boa condução de bola e Ganso ficava solto para armar o time. Até que marcou o primeiro gol, aos 38 minutos.

No segundo tempo o time chegou a irritar, tal a facilidade com que chegava à área adversária, criava oportunidades, mas o excesso de preciosismo evitava que os gols fossem marcados. E, como quem não faz toma, o empate veio. Nem culpo a defesa, por mais que três jogadores do Criciúma tenham sobrado sozinhos com Rogério Ceni e nenhum zagueiro chegou para tentar ajudar. O problema é que Souza estava impedido e o gol, portanto, foi irregular.

Então Muricy Ramalho tirou Luis Fabiano, peça nula no jogo, e Michel Bastos, que também não fazia boa partida, para colocar Osvaldo e Ademilson. Com o primeiro nada de diferente do que normalmente não faz, mas Ademilson entrou bem. Perdeu um gol, é fato, mas fez um cruzamento preciso,  na cabeça de Alan Kardec, que marcou o gol da vitória. E daí para a frente foi só controlar o jogo até chegar ao final.

Quarta-feira tem Sul-Americana, mas vamos viajar sabendo que temos chance de um título internacional. E, por que não, de um Brasileiro?

 

Futebol show, apagão e vitória: ingredientes no Morumbi!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tudo parecia caminhar para uma goleada história. Com 12 minutos de jogo Michel Bastos faz 1 a 0. O time joga bem. Mais um pouco e 2 a 0. Antes de terminar o primeiro tempo, 3 a 0. Futebol forte, técnico, envolvente e determinado.

A montagem do time com três meias ficou muito boa. De fato os meias jogavam muito avançados. Michel Bastos aberto pela direita, Kaká pela esquerda e Kardec enfiado no meio, com Ganso tendo liberdade de flutuar pelo campo. Contava com Maicon, que tem bom passe e prende a bola quando necessário.

As inversões de Kaká com Michel Bastos também eram feitas. Em determinados momentos era Ganso que abria por uma ponta, com Michel Bastos vindo pelo meio. Enfim, a troca de posições do meio para a frente estava acabando com a defesa equatoriana, enquanto Paulo Miranda e Édson Silva estavam tranquilos na defesa.

Ms veio o segundo tempo e Maicon não voltou. Alegou dor nas costas e desequilíbrio, com receio de ser expulso, pois já havia recebido um cartão amarelo. Muricy fez o que seria normal: colocou Antonio Carlos, deslocou Paulo Miranda para a lateral – função que ele já exerceu muitas vezes – e Hudson para o meio – sua real posição -.

Só que deu tudo errado. O time teve um verdadeiro apagão. Paulo Miranda errou tudo na lateral, Hudson não conseguia acertar um passe e Antonio Carlos, de novo, deixou buracos pelo seu setor. E foi exatamente por esse lado, direito do São Paulo e esquerdo do Emelec, que o time equatoriano marcou dois gols em dois minutos, acabando com a vantagem conquistada no primeiro tempo e enterrando a expectativa gerada de uma grande goleada no Morumbi.

Ainda bem que veio um gol salvador de Antonio Carlos, que nos devolveu uma pequena vantagem de podermos perder por um gol de diferença no Equador.

O São Paulo ganhou, sim, mas mostrou deficiências que perduram desde o início da temporada e que, certamente, ficarão até o final.

São Paulo foi consistente e decidiu em cinco minutos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi consistente e decidiu um jogo, que poderia parecer difícil, em cinco minutos. Seria tão bom se o time sempre se comportasse assim, principalmente em jogos no Morumbi. Hoje estaríamos disputando o título, lado a lado com o Cruzeiro.

Me parece muito claro que Michel Bastos pode substituir Kaká tranquilamente a partir de janeiro. Não tem o carisma dele, mas tem um futebol que nos enche os olhos. Botando a cabeça no lugar, sem ser expulso de maneira estúpida como o foi duas vezes, Michel Bastos ainda vai dar muitas alegrias à torcida do São Paulo. Nesta segunda-feira foi, seguramente, o melhor em campo.

Não vou viajar do inferno ao céu e achar que já estamos na disputa do título. Permaneço com minha descrença no time, por ter se mostrado inúmeras vezes bastante volátil, mas creio que estamos em boa situação para uma vaga na Libertadores da América. E a descrença na briga pelo título tem um fator simples: nossos dois próximos jogos (Criciúma e Vitória) serão fora de casa, enquanto o Cruzeiro jogará duas no Mineirão (Botafogo e Criciúma). Portanto, a chance do São Paulo não fazer seis pontos é enorme, enquanto a do Cruzeiro é praticamente zero.

Mas não perdemos o campeonato pela tabela daqui para  a frente, mas sim pelo que deixamos de fazer, nessa fase, lá atrás. Não esqueçam que perdemos para a Chapecoense e empatamos com o Criciúma, por exemplo, nessa sequência. Isso, sim, nos tirou da disputa do título.

Acho que Muricy já tem um bom desenho de time para o próximo ano. Partindo-se do princípio que apena Kaká vai sair, precisamos reforçar a defesa e, talvez, a lateral direita. De resto vejo um bom time com bom elenco para 2015.

Ah! Não joguei a toalha em relação ao título. Apenas estou sendo realista. E espero estar muito errado.

 

Mais uma vez o São Paulo vacila e perde a chance

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou parecendo um iô-iô, na base do vai-e-vem. Um dia acho que ainda é possível brigar pelo título do Brasileiro; no outro acho que conseguindo uma vaga para a Libertadores o ano estará ganho. É que dificilmente o Cruzeiro tropeça. Quando o faz, nós também caímos. Foi assim quando o São Paulo ganhou do Cruzeiro, ficando a quatro pontos da liderança, mas conseguindo a proeza de, nos 12 pontos seguintes, ganhar apenas um. Quando o Cruzeiro perdeu o Flamengo, nós também perdemos do Atlético-MG. Quando o Cruzeiro, nesta quarta-feira, empatou, em casa, com o Palmeiras, nós também não conseguimos ganhar da Chapecoense, que briga para não cair.

E nem dá para falar que o time jogou mal. No primeiro tempo o domínio foi amplo da Chapecoense. Formaram-se duas avenidas pelas laterais e Paulo Miranda e Álvaro Pereira foram completamente envolvidos pelos alas catarinenses. Foi um verdadeiro passeio. Faltou cobertura de Ganso e Kaká e, principalmente, dos volantes.

Muricy escalou Ewandro, como surpresa, mas a tentativa não deu certo. Muito marcado, o garoto pouco se movimentou e tocou na bola. A ponto de ser substituído no intervalo, coisa rara em se tratando de Muricy.

A entrada de Osvaldo em seu lugar mudou o panorama do jogo. Com marcação mais forte pelo lado e mais velocidade, o time passou a dominar o jogo e criar chances. O problema é que ele é muito ruim, não consegue concluir uma única jogada e para piorar, na imensa maioria das vezes, a última bola era passada para Denilson, a quem cabia arrematar para o gol. Ele deu seis chutes a gol no jogo. Todos bastante errados. Acho que ele precisa fazer um treinamento específico do fundamento “chute a gol”.

O fato de Kaká ter tido um desempenho muito abaixo da crítica também contribuiu para o fracasso do São Paulo, já que as ações ficavam restritas a Ganso que, consequentemente, recebia uma marcação reforçada.

Muricy até tentou mudar esse quadro, colocando Boschilia no lugar de Kaká. Mas poucos minutos depois veio a expulsão de Paulo Miranda, e Boschilia foi sacado para a entrada de Hudson. Aí o time acabou e passou a segurar o empate.

O problema é que outros times se aproximaram do São Paulo e o Tricolor vai precisar jogar muito sério, conseguir vitórias, para não correr risco de ficar fora da Libertadores, pois aí seria mais um ano trágico para digerirmos.

Vitória obrigatória e importante para a sequencia do Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb,o São Paulo cumpriu sua obrigação e venceu o Bahia no Morumbi, seguindo firme na disputa pela vaga a Libertadores e, até, pelo título do Brasileiro. Foi um jogo de superação, pois temos que reconhecer que não é fácil jogar na quarta-feira no interior do Chile, pegar ônibus, avião, chegar na madrugada de sexta-feira no Brasil e jogar no sábado.

Talvez por isso o time não tenha imprimido uma velocidade forte no primeiro tempo, preferindo administrar o jogo e deixar fluir normalmente, na certeza que o gol sairia. Demorou, pois ele só veio aos 40 minutos, numa cobrança de falta sensacional de Rogerio Ceni, que marcou seu 123º na carreira brilhante.

E no segundo tempo o time veio com mais força e jogando mais na frente. Então as situações de gol começaram a aparecer. Ganso, que no primeiro tempo ficou muito aberto pelos cantos do campo, jogou mais centralizado ficando para Michel Bastos e Kaka atuarem do lado do campo.

Mas foi com a entrada de Luis Fabiano que o time cresceu ainda mais. No primeiro lance ele sofreu pênalti, não marcado. Depois marcou  um gol que foi anulado. Ainda perdeu um gol de dentro da pequena área, após jogada pela lateral de Álvaro Pereira. Foi fominha, num lance, tentando o gol, quando poderia servir Ganso que estava cara a cara com o goleiro. Ou seja: ele mudou o jogo.

O segundo gol, marcado por Ganso, matou o jogo. Ainda que o Bahia marcasse seu gol aos 42 minutos e fizesse uma certa pressão, sempre como chuveirinho, o São Paulo foi melhor, dominou o jogo e mereceu a vitória.

Agora é torcer por um tropeço do Cruzeiro neste domingo, contra o Vitória, em Salvador. Se isso acontecer, a disputa pelo título, definitivamente, estará aberta.