Mais uma vitória com a cara de Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez nova apresentação digna de jogos da Libertadores. Ao vencer o Cruzeiro por 1  a 0, num jogo que se tivesse sido 4 a 0 não seria nada de anormal, o time deu aos mais de 66 mil torcedores que estiveram no Morumbi a resposta necessária para que a confiança voltasse e ficasse definitivamente.

Quando ganhou do Corinthians há 15 dias, jogando um futebol digno de nossas tradições, ficamos com a pulga atrás da orelha por causa de um prêmio de R$ 100 mil que teria sido dado aos jogadores. Ontem não teve prêmio extra, mas tivemos a mesma vontade em campo. E melhor: vimos variação de jogadas, com flutuações pelo meio de campo e movimentação no ataque.

É bom lembrar que jogamos, teoricamente, sem quatro titulares: Michel Bastos, que tem sido o melhor do jogador do time nos últimos jogos; Luis Fabiano, Dória e Hudson. E mesmo assim o São Paulo dominou por completo a partida. O próprio técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, na entrevista que deu após a partida disse que o São Paulo poderia ter garantido a classificação nesta noite, reconhecendo a imensa superioridade do Tricolor.

Estamos mais vivos do que nunca e agora, mais do que simplesmente por ser torcedor do Time da Fé, acredito na classificação. Acho que o 1 a 0, apesar de ser um placar pequeno, vai nos dar a segurança necessária para o jogo do Mineirão.

Primeiro impacto do novo uniforme é positivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi em grande estilo o lançamento do novo uniforme do São Paulo. Produzido pela Under Armour, empresa norte-americana, o clube insiste em chamar de “armadura”, pela própria tradução do segundo nome da empresa.

Confesso que vi grandiosidade no lançamento e gostei dos modelos. A UA está entrando no Brasil agora e escolheu o São Paulo para ser sua porta de acesso. Garantiu exclusividade ao clube e exposição mundial. Fez um contrato de cinco anos e por este período dará R$ 80 milhões.

Por enquanto, salvo alguma denúncia que venha por aí e que se comprove, me parece um ótimo negócio. Uma empresa que é a segunda em vendas nos Estados Unidos, acaba de entrar na Inglaterra e no Chile, não vai manchar sua marca ao começar sua atuação no Brasil.

As camisas foram totalmente do meu agrado. A principal entra um pouco no saudosismo. Vai lá atrás no tempo. Volta a ter as faixas nas costas, coisa que a Penalty omitiu. Aliás, nossa última camisa, olhando por trás, parecia mais uniforme do Santos. A segunda camisa ficou espetacular. Cores balanceadas nos litas vermelha, branca e preta, também lembrando o passado.

Algumas empresas ao longo do caminho, sob pretexto de inovar, acabaram destruindo essa segunda camisa. Aos poucos ela foi voltando ao original e afirmo que este lançamento é o melhor dos últimos anos.

O começo foi bom. O impacto junto aos jogadores e aos torcedores não poderia ter sido melhor. Mas vamos aguardar os próximos passos para ver se correspondem com a expectativa.

Foi o São Paulo das Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo desta quarta-feira vestiu o espírito de Libertadores e mostrou que sabe jogar, misturando raça, técnica, marcação, objetividade e com isso massacrar seus adversários. Estávamos perdendo essa forma, fazendo com que um jogo de Libertadores fosse como qualquer outro, quando, na realidade, é maior, é único.

Como expressei no editorial de ontem, estava um tanto incrédulo na vitória do São Paulo, mas como somos o Time da Fé, ela tinha que existir até o fim. Bastaram o apito inicial e os primeiros minutos de jogo para perceber que a noite seria gloriosa, que os bons tempos seriam relembrados.

Não foi a expulsão – justa –  de Emerson Sheik que motivou a vitória. Ela viria mesmo com ele em campo. O São Paulo entrou decidido a ganhar e não dar qualquer chance para sofrer. E assim aconteceu. Ganhou, não sofreu, não correu riscos e poderia, tivesse feito um segundo tempo tão agudo quanto o primeiro, imposto uma goleada sobre o adversário.

Não houve um destaque negativo no jogo. Todos se entregaram por inteiro. Sufocaram o Corinthians. Foi um Itaquerão às avessas. Lá vimos o Corinthians jogar. Aqui eles nos viram desfilar em campo.

A questão é: por que o time não pode apresentar sempre esse empenho, essa pegada, esse futebol? Com os jogadores que temos no elenco, isso era o mínimo que poderíamos exigir.

Espero que a vitória não apague a má campanha que fizemos durante o ano e que um técnico chegue urgentemente. Afinal, quarta-feira tem oitavas-de-final contra o  Cruzeiro, no Morumbi. Ótimo momento para a estreia do novo comandante.

O jogo será um divisor de águas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo desta noite entre São Paulo e Corinthians será um divisor de águas na situação do Tricolor. Se ganhar, ainda que não demonstre um grande futebol, tudo será esquecido, a torcida fará festa, os jogadores recuperarão o prestígio, ganharão confiança e seguiremos em frente.

Se empatar e conseguir a classificação, também haverá festa, a torcida esquecerá momentaneamente o passado recente, os jogadores poderão respirar com um pouco mais de tranquilidade e, aos trancos e barrancos, esperaremos a próxima batalha.

Mas se perder, ou for eliminado mesmo com um empate, o mundo vai cair. A torcida não vai perdoar e todo o passado recente de derrotas, eliminações vexatórias, escândalos denunciados da diretoria, enfim, tudo de ruim que o clube nos trouxe nos últimos tempos desabará sobre todos e não sobrará pedra sobre pedra.

Se estou confiante numa vitória? Confesso que já fui muito mais otimista do que estou hoje. E não é em função do adversário. Mas é pelo nosso momento, que não me permite acreditar, sequer, que consigamos um empate.

As coisas vão ficando piores quando eu olho lá fora e continua chovendo. Não é segredo para ninguém que o campo favorece quem vai se defender, quem não tem obrigação de ganhar. E se agrava mais quando o árbitro escalado é Sandro Meira Ricci. Peguem uma lista de jogos do São Paulo apitados por ele e vão entender a razão do meu receio. Infelicidade ou proposital, o fato é que ele sempre prejudica o São Paulo.

Mas somos o Time da Fé e ela não pode parar, nem acabar. Por isso estarei no Templo Soberano e Monárquico do Futebol confiante de que sairei de lá feliz. Então, à vitória, Tricolor!

São Paulo eliminado do Paulista. Mas…é quarta-feira!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi eliminado do Paulista neste domingo. Final de uma história já antecipadamente esperada por toda a torcida, por vários motivos; por não darmos ao Campeonato Paulista o devido respeito – e ele não merece mesmo -, por estarmos sem técnico e, principalmente, porque o time, até agora, não mostrou que poderia chegar à final. Seria ter um clássico pela frente que perderíamos. E aconteceu.

Mais uma vez Ganso foi ausente no jogo. Mas não pode carregar a culpa sozinho, até porque a maior responsabilidade é de Milton Cruz. Com a escalação retranqueira, medrosa, que fez mais uma vez, onde jogaram três volantes, um zagueiro na lateral e outros dois zagueiros, privilegiando a marcação e deixando a criação de lado, o quadro não poderia ser outro. Ganso sem posição, Pato abandonado na frente e Michel Bastos carregando o piano.

Ms de fato eram Denilson, Wesley e Hudson os responsáveis por fazer a transposição da bola não sei de onde para não sei onde. Fica difícil demais, pois, além de tudo, falta categoria. E era previsível que tomando o gol, como tomou, mudaria tudo, como fez no Uruguai. Entrou Luis Fabiano no lugar de Paulo Miranda e, bem depois, Centurion no lugar de Carlinhos. Mas a mediocridade permanecia, pois o São Paulo continua sem ter um padrão de jogo.

Os olhos estão voltados para quarta-feira. Mas é duro demais perceber que Milton Cruz estará sentado no banco e não teremos Pato. Ou seja: missão quase impossível.

E não vejo chance de chegar um técnico nesta segunda-feira. O São Paulo foi colocado de joelhos por esta diretoria aos pés do Sabella. Ele está dando canseira, esperando uma resposta do Manchester City, e nós de joelhos. E o Ataíde ainda vem falar que Milton Cruz pode ser efetivado.

Estão brincando com nossas tradições. Pensei que nada poderia ser pior do que os últimos três anos de Juvenal Juvêncio. Mas Carlos Miguel Aidar está se esforçando muito pra bater todas as metas de JJ.  Saudades de administrações como de Marcelo Portugal Gouvea, de José Eduardo Mesquita Pimenta (que completou 77 anos neste domingo). Aliás, ele foi enxotado do clube – depois conseguiu voltar – por ter sido comprovado que recebeu uma comissão na venda do passe de Mário Tilico. E naquela época não existiam Ciniras. Comparem com o que acontece hoje no clube.

Deixo bem claro: se o São Paulo for eliminado da Libertadores na próxima quarta-feira, transferirei a responsabilidade total para esta diretoria. E serei um inferno nesta administração.

Vamos lá. A torcida exige a vitória na quarta-feira.

A vitória no Uruguai demonstrou que podemos quando queremos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória sobre o Danúbio no Uruguai, de virada, aos 44 do segundo tempo, traz a certeza de que podemos quando queremos. Isso já houvera acontecido no Morumbi, contra o San Lorenzo, com aquele gol do Michel Bastos aos 44 do segundo tempo.

O primeiro tempo do jogo desta quarta-feira foi sofrível. Ninguém jogou bola. Aliás, caberia ao São Paulo apresentar um melhor futebol, porque o time do Danúbio é muito ruim. Mas entrando com três volantes de marcação e Paulo Miranda pela lateral direita, as opções de ataque ficavam restritas a Michel Bastos, Pato e Ganso. Paulo Miranda não desce, os volantes são horríveis na frente e Reinaldo , não sei se por ordem ou iniciativa própria, evita passar do meio de campo. E, convenhamos, quando o faz, a qualidade é pequena.

Critiquei muito Milton Cruz durante o jogo, nas redes sociais, porque é inadmissível um time que precisa vencer ou vencer, jogando contra o adversário mais fraco do grupo, entrar com esta formação. Pensei que ele fosse mudar no intervalo. Eu já teria voltado com Bruno e Centurion no lugar de Paulo Miranda e Souza. E depois colocado Luis Fabiano no lugar de outro volante, se houvesse necessidade.

Ele esperou tomar o gol, aos dois minutos do segundo tempo, para mudar o time. Então colocou Luis Fabiano tirando Rodrigo Caio; logo depois colocou Centurion tirando Paulo Miranda. E mandou o time para a frente.

A partir daí o futebol do São Paulo começou a fluir. O gol de empate ter saído poucos minutos depois também ajudou muito. Mas as chances começaram a ser criadas e o time, com muita vontade, em nenhum momento perdeu a esperança de marcar o gol da vitória.

Valeu pelos três pontos. Tenho consciência que não temos um técnico e que o time está capengando. Mas está indo e nesse momento praticamente classificado para a próxima fase. Já é alguma coisa.

Quando Ganso joga bem, tudo funciona. Já o M1TO, dispensa comentários!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, fiquei vendo os títulos por aí e quase todos bateram no mesmo círculo. Ou falavam que Ganso e Rogério decidiram o jogo, ou usavam os termos “maestro” e M1TO. Mas o reconhecimento foi de todos.

Falaram aos quatro cantos, antes dos jogos deste sábado, que o Corinthians não teria qualquer dificuldade para passar pela Ponte e que o São Paulo não era o favorito contra o RB Brasil. O que vimos foi um time, aquele que não teria dificuldade para vencer, sendo escandalosamente ajudado pela arbitragem e ganhando às duras penas de 1 a 0 e o que não era favorito metendo uma goleada e sobrando no jogo.

Confesso que num primeiro momento fiquei bastante revoltado com a escalação de Milton Cruz. Não entendia como um time jogando no Morumbi, contra um pequeno, precisando vencer, entrar com quatro volantes – sim, porque Hudson também o é -, dois meias e apenas Pato no ataque. Imaginei que esse esquema deixaria Ganso mais próximo da área, ao lado de Pato.

Mas não foi isso o que aconteceu no primeiro tempo. Ganso muito marcado, sem mobilidade, jogando atrás dos volantes adversários, mas longe da área. O São Paulo, como era de se esperar pela escalação, tendo claras dificuldades para entrar na defesa adversária. Precisou um gol salvador de Rogério Ceni para abrir o caminho. Isso aos 44 do primeiro tempo.

No segundo tempo o RB foi obrigado a se abrir e tentar o ataque. Isso permitiu espaços para o São Paulo tocar a bola. A lentidão continuou, mas Ganso resolveu jogar. Apareceu com lances genais. Bolas deixadas para alguém que entrava em velocidade pela lateral, um passe perfeito, caído, para Pato marcar e um gol por estar jogando mais dentro da área.

Nesse caso o esquema de Milton Cruz funcionou. Mas não sei se é o melhor, nem sei se deve ser repetido no Uruguai. Precisamos vencer e, portanto, temos que atuar com mais jogadores de ataque. É o nosso semestre em jogo.

No Paulista cumprimos nossa obrigação. Não sei o que será pela frente. Só sei que quarta-feira precisamos vencer. E depois pensamos no Paulista.

A vitória sobre a frágil Portuguesa mostrou alguns aspectos positivos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos analisar a vitória sobre a Portuguesa como um resultado da saída de Muricy, nem que havia um complô para derrubar o técnico. Muito menos dizer que “o campeão voltou”. A Portuguesa tem um dos times mais fracos de sua história e por isso acabou rebaixada no Paulista, sem contar que já está na série C do Brasileiro.

Mas tirei alguns aspectos positivos desta vitória. Me parece que a dupla de volantes formada por Hudson e Rodrigo Caio está pronta para assumir a titularidade do time, sem deixar nada a desejar para a dupla Denilson e Souza. Poder de marcação forte, boa saída de bola, chegada com qualidade na frente. Aliás, não é de hoje que Hudson vem correspondendo quando chamado. E Rodrigo Caio, quando sofreu a contusão, era titular do time, com poucas contestações.

Uma constatação negativa, ao menos por enquanto, está em relação a Jonathan Cafu. Ele apanha da bola. Me parece jogador para time pequeno. Tenho a impressão que até para compor elenco ele é fraco, pois não é ele quem poderá mudar a situação de um jogo quando o São Paulo estiver em dificuldades.

Outro que me chamou a atenção foi o goleiro Renan. Aposto aqui que, salvo acidente de percurso, o chamado imponderável da silva, ele será o sucessor de Rogério Ceni. Apesar de ter feito uma única defesa – bastante valorizada por uma ponte desnecessária -, me passa mais segurança e confiança.

A vitória foi importante também porque, com o empate do Palmeiras, nos colocou na terceira posição, o que deixa, dentro da lógica do futebol, numa situação de vantagem caso cheguemos à decisão contra o time do Palestra. Claro que para isso teremos que passar por RB Brasil e, possivelmente, pelo Santos.

Agora é esperar o novo técnico. E que ele chegue logo, pois não gostaria de ir com Milton Cruz para o Uruguai.

Muricy sai para cuidar da saúde e o São Paulo que trate de cuidar da sua.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como já era de se esperar terminou o ciclo de Muricy Ramalho no São Paulo. Não influenciei – e quem seria eu para isso – o presidente Carlos Miguel Aidar, mas tomada a decisão, encaminhei-lhe um e-mail afirmando que devemos fazer um busco em homenagem e agradecimento a Muricy Ramalho, mas que seu tempo havia vencido. E pedi encarecidamente para que nunca deixe entrar em seu pensamento, mesmo que por um escorregão, o nome Mano Menezes. O presidente prontamente me respondeu agradecendo as sugestões.

O que falar de Muicy Ramalho? Técnico que montou o Expressinho e com ele foi campeão da Conmebol; que trouxe o estilo Telê Santana e em sua volta ao São Paulo foi tricampeão brasileiro; que em sue terceira passagem pelo clube tirou o Tricolor do rebaixamento, talvez no mome mais difícil que vivemos.

Mas agora Muricy estava sem o comando do grupo. Não por falta de competência, mas por visível problema de saúde, que se agravou a cada dia, principalmente com o sistema nervoso abalado pelos maus resultados do time e pela fritura clara por parte da diretoria.

É antagônico, mas fico muito triste com sua saída, apesar de achá-la extremamente necessária. Se continuasse a frente do time para cumprir seu contrato até o final do ano poderia manchar sua carreira no São Paulo, e ele não merecia isso. Sai e vai cuidar da saúde, ficar com a família e, quem sabe, num futuro próximo, já totalmente recuperado e reciclado, volta ao São Paulo com nova filosofia, ainda que não para ser técnico, mas o gerente de futebol. Garanto que ele iria mandar muito bem.

Não sei quem vem aí. Manifestei, por e-mail minhas preferências ao presidente: Cuca e Wanderley Luxemburgo. Sim, o “profexor”. Acho que acabou aquela repulsa da torcida ao seu trabalho e seria o cara talhado e perfeito para lidar com essas cobras que existem no elenco. Mas sei que ambos não deverão vir, por questões contratuais.

Sobram alguns nomes no mercado. Me sopraram – e escrevi no Alguém me disse – os nomes de Leonardo e Falcão. Não gostaria de nenhum dos dois. Não mostraram nada até agora. Também não vejo nada em Dorival Junior e muito menos Wagner Mancini. Talvez Abel Braga. Para um trabalho quase que imediato, de choque e “porrada”, seria o que mais se assemelha a Muricy e poderia levar o barco até o final do ano. Aí, então, tentaríamos Cuca ou Luxemburgo.

Talvez essa seja o caminho. Mas tem que ser rápido, muito rápido, pois ficar com Milton Cruz por quatro jogos significam as eliminações do Campeonato Paulista e da Libertadores. E o semestre estará definitivamente perdido.

Derrota para o Botafogo pode trazer consequências piores para o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu de novo. Mais do que isso, não mostrou nada que pudesse dar ânimo e fazer saltar a esperança de que dias melhores virão.

Dizem os analistas, Muricy e os jogadores que tudo poderia ter sido diferente se o São Paulo aproveitasse as três oportunidades que teve no primeiro tempo, já que o Botafogo não chutou uma única bola ao gol de Rogério Ceni. Apesar do “se” não jogar, vou concordar em tese: foram duas e não três, as chances claras de gol. Dois passes de Ganso que Ewandro caiu com um “sopro” que tomou e outra que Centurion, como sempre, perdeu cara a cara com o goleiro. Mas vamos lá: fizesse os dois gols, talvez saísse de lá com a vitória, pois obrigaria o Botafogo a se abrir e vir para cima.

Mas os gols não saíram e no começo do segundo tempo, gol do Botafogo. E o time se entregou como um lutador que toa um cruzado e joga a toalha. O mesmo do mesmo voltou. Futebol horizontal, sem qualquer tipo de profundidade, lentidão sonolenta e erros de passes, que propiciam contra-ataques dos adversários e gols. Ou não foram assim que saíram os gols do Botafogo? Ou não foram assim que saiu o gol do San Lorenzo? Ou não foi assim que saíram os gols do Palmeiras?

Algo está muito errado em tudo isso. Não quero acreditar que haja um movimento dos jogadores para fritar Muricy Ramalho. Rogério Ceni não permitiria esse estado de coisas. Adiou seu final de carreira para disputar a Libertadores e não jogaria para cima sua última chance de uma grande conquista por picuinhas do elenco com o técnico. Mas é fato que a fritura vem da diretoria e o caos político que o clube vive hoje contaminou profundamente o elenco. Ninguém se sente seguro e o ambiente está podre, quase igual ao que existia quando Muricy chegou e o time brigava para não ser rebaixado.

Mas a derrota para o Botafogo pode ser muito mais danosa do que parece. Ele nos impõe a obrigação de ganhar da Portuguesa, na quarta-feira, e torcer para tropeços do Palmeiras e do Santos. O Palmeiras joga em Itu, contra o Ituano enquanto o Santos joga na Vila, contra o Rio Branco. Se isso não acontecer, ou seja, se Palmeiras e Santos ganharem, seremos o pior dos grandes e só teremos vantagens nas próximas fases no jogo contra o RB Brasil. De resto, sempre jogaremos fora.