Numa partida onde a entrega foi total, Ganso deu show de categoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo esbanjou raça, dedicação e venceu o jogo no Chile por 3 a 2, mesmo jogando desde os 30 minutos do primeiro tempo com um jogadora menos. E Ganso esbanjou categoria, encantando os olhos de quem gosta de futebol.

A arbitragem foi uma das piores que vi neste ano. O tal de Antonio Arias é muito ruim, além de ser  caseiro. O cartão amarelo para o Denilson já foi ridículo. A expulsão pior ainda. Mas a depender de forças nos bastidores da Conmebol…podem se preparar porque outros Arias virão por aí.

Mas o jogo sempre esteve nas mãos do São Paulo. Com o quadrado funcionando muito bem, tendo Michel Bastos no lugar de Kaká, a bola rolava fácil e o time chileno era completamente envolvido. Para piorar para eles, era noite de Ganso. E ele foi o grande maestro do time. Pat também fazia grande partida, tendo participação direta nos dois primeiros gols. Sua saída mexeu com a forma do time jogar, pois trocou-se o toque com velocidade por apenas velocidade. E a queda foi automática. Sem contar que Denilson seria expulso pouco tempo após a saída de Pato.

No segundo tempo, já em pernas – que tem faltado ao São Paulo nos segundos tempos de todos os jogos -, o negócio foi colocar o coração na ponta da chuteira. E tome pressão lá na área. O problema é que enquanto Edson Silva tirava tudo, Antonio Carlos nos dava medo. Falho no primeiro gol, pois não estava onde deveria, e no segundo, pois estava onde deveria, mas perdeu de cabeça para um quase anão. Antes disso Muricy havia sacado Osvaldo e colocado Lucão para atuar como volante. Só que o cara, que já é ruim como zagueiro, ficou igual barata tonta, sem saber onde jogar.

Menos mal que, depois de toda a pressão, o gol de empate chileno saiu aos 43 e aos 45 Boschilia recebeu belo lançamento de Michel Bastos, cortou o zagueiro e finalizou com precisão, decretando a vitória tricolor.

Claro que a Sul-Americana não é o torneio dos nossos sonhos, mas é o tem para o momento. Então, damos vivas à classificação.

São Paulo tem atuação ruim e perde chance de encostar no líder

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu a chance, pela segunda vez em poucos dias, de encostar no líder do Brasileiro e sonhar de vez com o título. Ao perder para o Atlético-MG, numa atuação sofrível no segundo tempo, não conseguiu reduzir para quatro pontos a desvantagem para o Cruzeiro, que perdeu do Flamengo. Recentemente, quando ganhamos deste mesmo Cruzeiro, ficamos a quatro pontos, mas conseguimos a proeza de perder para Coritiba e Corinthians e nos distanciamos novamente.

O time até começou jogando bem, pressionando o Atlético, perdendo chance com Pato, dominando o jogo. Só depois dos 15 minutos houve equilíbrio, mas o Tricolor não corria riscos. O meio de campo estava bem equilibrado com Denilson e Maicon, que faziam grande partida.

Não gostei do posicionamento de Michel Bastos, que ficou muito aberto pela direita. Osvaldo tinha um corredor pela sua frente, mas ele optou em marcar as descidas do lateral mineiro do que atacá-lo. Puxava os contra-ataques, mas errava todos os passes.

A degringolada começou aos 40 minutos do primeiro tempo, quando teu uma pane mental em Denilson e Maicon, perdendo bolas bobas no meio de campo e a defesa espanando de qualquer jeito. Para piorar, Maicon sentiu dores no começo do segundo tempo e foi substituído por Boschilia. Nesse momento o São Paulo perdeu completamente o meio de campo e passo a se defender como podia. Mas estava claro que o Atlético marcaria seu gol, pois a pressão foi muito grande.

E o gol saiu num falha de Antonio Carlos e Hudson, na marcação e gritante de Reinaldo, que ficou parado dentro da área dando condições para o atacante mineiro.

Aí, para piorar um pouco mais, Muricy tirou Pato, que ao menos se movimentava na frente e prendia os zagueiros adversários, para colocar Luis Fabiano. Nada a contra do Fabuloso, mas sim quanto a saída de Pato. Ali ele poderia escolher entre tirar Osvaldo e Kardec, mas acabou indo pela opção de sempre. E acabou de vez com as chances do time do São Paulo.

O Tricolor também perdeu a vice-liderança do Brasileiro, mas ainda há muito campeonato pela frente. Estou um tanto descrente na possibilidade de título, mas, apenas a título de lembrança, nosso próximo jogo é o Bahia, no Morumbi, enquanto o Cruzeiro joga contra o Vitória, no Barradão. Quem sabe esteja, aí, a chance de encurtarmos a distância para o Cruzeiro.

Vitória colocou São Paulo na briga do título novamente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os resultados da rodada deste meio de semana recolocaram o São Paulo na briga pelo título, ainda que de maneira muito longínqua ainda. A vitória do Tricolor no Morumbi e a derrota do Cruzeiro em Belo Horizonte nos deixa a sete pontos de distância dos mineiros.

O jogo no Morumbi foi resolvido logo no inicio, com um golaço de Maicon. Do jeito que aconteceu, imaginei que seria noite de uma goleada. Afinal, pouco tempo depois, Ganso deixa Pato na cara do gol e ele chuta para fora. O calafrio veio quando o Atlético atacou pela esquerda, bola centrada para a área e Rogério Ceni faz um verdadeiro milagre.

Tudo isso prenunciava um jogo bom. Mas aos poucos o São Paulo foi reduzindo  ritmo, administrando o resultado e aquilo que poderia ser um espetáculo acabou se transformando em chatice e irritação. Eu diria até que o Atlético foi melhor que o São Paulo. O problema – para eles – é que o time é ruim tecnicamente. Por isso teve uma parte do jogo, no segundo tempo, que Rogério Ceni dava um bicão para  frente, a bola batia na defesa paranaense e voltava para o nosso campo. Foram dez minutos de sufoco, sem, no entanto, haver chance clara de gol para o Atlético. Era domínio superficial.

Algumas peças do São Paulo que funcionaram muito bem no primeiro tempo, casos de Maicon e Osvaldo, sentiram o cansaço e caíram de produção. Osvaldo foi substituído por Boschilia, que deu novo fôlego pelo lado esquerdo. Pato, que também cansou, saiu para a entrada de Luis Fabiano. Nitidamente fora de ritmo, ainda conseguiu fazer belíssima jogada pela esquerda e servir Alan Kardec, que de uma furada bisonha.

E o jogo ficou no 1 a 0. Como disse no começo, voltamos à briga. Agora é juntar os cacos, pois ganhamos mais desfalques, para enfrentar o  Atlético-MG em Belo Horizonte, numa missão, temos que reconhecer, quase impossível de vitória.

 

 

Vitória de um time que foi muito guerreiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma grande vitória sobre o Grêmio, em Porto Alegre, e mostrou que sabe jogar, quando é possível, mas também sabe ser guerreiro quando é necessário. E na partida desta tarde foi muito valente e guerreiro, sem perder a técnica apurada de um futebol vistoso nas poucas vezes em que o quarteto mágico conseguiu se livrar da marcação adversária.

Foi um sufoco. O Grêmio foi melhor, não há dúvida, se levarmos em conta as oportunidades criadas e a posse de bola. Mas a disposição dos jogadores do São Paulo em campo fez com que o resultado tenha sido absolutamente justo.

A defesa, ponto fraco do time e muito criticada por todos, foi absoluta. Paulo Miranda e Edson Silva fizeram uma partida impecável. Souza foi um monstro à frente desta defesa. Hudson e Michel Bastos fizeram grande partida pela lateral. Enfim, o São Paulo foi coração, acima de tudo, e trouxe três pontos do Sul, que nos deixam muito bem na briga por uma vaga na Libertadores, até porque o título é um sonho quase impossível.

Só acho que é preciso haver um pouco mais de troca de posições na frente para confundir a defesa adversária. Ganso pela direita, Kaká vindo pela esquerda, com Krdec e Pato pelo meio parece ser algo muito previsível para a marcação. É que os quatro são acima da média, quase geniais, e com toques rápidos conseguem envolver a defesa. Mas poderia ser um pouco melhor.

Indispensável dizer que espero uma vitória na quarta-feira, no Morumbi, contra o Atlético-PR, para seguirmos nessa balada. E depois vamos ver o que acontece em Belo Horizonte.

Futebol medonho, apesar da vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o futebol apresentado pelo São Paulo na noite desta terça-feira, no Morumbi, foi medonho. O time conseguiu a proeza de ser dominado pelo Huachipato (acho que é assim que se escreve, né?), ainda com 11 jogadores. Depois que Luis Fabiano fez a besteira (mais uma) e voi expulso, com 30 minutos de jogo, a coisa piorou ainda mais.

Sem Kaká e Ganso, o time não conseguia ter saída de bola. Enquanto em outros jogos cansamos de ver a bola ficar entre Denilson, Souza, Edson Silva e o outro zagueiro, desta vez foi pior: a bola chegava em Rogério Ceni. Durante toda a primeira etapa a tática do Tricolor foi esta: bola recuada para Rogério Ceni que dava um bicão para a frente para os atacantes disputarem a bola pelo alto com a zaga adversária. Claro que virava um chute contra a parede e ela voltava. E tome Huachipato na frente.

Por incrível que pareça a expulsão de Luis Fabiano mudou a forma do São Paulo jogar. Para melhor. No segundo tempo o time voltou mais compacto, cobrindo os espaços necessários, e o volume de jogo melhorou.

Michel Bastos, a quem cabia armar o time passou a assumir um pouco mais essa função. Ele jogou no estilo Robin – guardadas as devidas proporções – e foi assim que acabou marcado aquele que seria o único gol do jogo e da vitória. E terminamos o jogo tomando sufoco do Huachipato.

O que mais preocupa, meus amigos, é que neste time, para o ano que vem, entra apenas Ganso. De resto é isso que está aí, pois Kaká vai embora. Ou a diretoria começa a pensar já em contratações, ou teremos um 2015 triste.

Derrota para o Flu marca adeus definitivo ao sonho do título

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo voltou a jogar mal e perdeu para o Fluminense em pleno Morumbi. Com isso deu adeus ao sonho de disputar o título e agora tem que se concentrar apenas numa vaga para a Libertadores. E nessa briga estamos brigando com cinco time para três vagas.

É inacreditável como um time com a qualidade do São Paulo se perde quando a marcação adversária é dura. O que fez o Fluminense? Formou uma grande linha em sua intermediária, diminuindo o espaço do campo, colocando o ataque do São Paulo sempre em posição de impedimento e, com esse espaço reduzido, sufocando a armação do time. Ganso e Kaká foram marcados em dupla pelos volantes do time carioca.

Sem criatividade, o time passou a irritar a torcida com os eternos recuos de bola para Rogério Ceni, troca de passes entre Edson Silva e Antonio Carlos e falta de movimentação e chutes a gol.

O primeiro tempo foi chato. Mesmo assim o São Paulo teve alguns relances de oportunidade, mas Kaká, em noite ruim, perdeu as jogadas.

No segundo tempo, o susto do gol do Flu, mas sem reflexos no time, pois o empate saiu logo na sequência. E quando eu imaginava que o São Paulo partiria para cima, no embalo, para decidir o jogo, Kaká volta a perder oportunidade e, pior: foi o Fluminense quem marcou o segundo e o chão ruiu. Saiu o terceiro, poderiam ter saído outros gols, porque o São Paulo se abriu por completo.

Tem Sul-Americana na terça-feira. Quem sabe não seja a hora de levar a sério este torneio para não terminarmos mais um ano sem título.

 

O título já era. Agora é pensar em Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, espero daqui alguns dias dar a mão à palmatória e dizer: eu estava errado. Mas nesse momento entendo que o São Paulo deu adeus a qualquer chance de título do Brasileiro este ano e tem que se preocupar em brigar por uma vaga na Libertadores de 2015.

O empate com o Flamengo no Morumbi aliado à vitória do Cruzeiro em Curitiba sacramentou a liderança folgada dos mineiros e mostrou que o título ficará nas Alterosas.

No começo do jogo parecia que o São Paulo iria aplicar uma goleada no Flamengo. Domínio total de bola, o pênalti, o gol, e o São Paulo sobrava em campo. Mas o Flamengo começou a explorar seu lado esquerdo, onde Auro descia e não tinha cobertura. E mesmo quando ele ficava, era facilmente batido. E por ali foi criando chances até chegar ao gol de empate, com falha de Rogério Ceni.

O São Paulo se abateu com o gol, caiu em campo e o jogo ficou equilibrado. Voltou jogando bem no segundo tempo, teve outro pênalti (que não foi) a seu favor, mas desperdiçado por Ceni.

Inexplicavelmente o time se abateu, começou a errar passes bobos, rifar a bola, e tomar pressão do Flamengo. Então Muricy fez uma grande bobagem: colocou Luis Fabiano, que deveria ter entrado no intervalo, mas no lugar de Kardec, não de Pato. O time perdeu velocidade na frente, passou a ser dominado e, na sequência, Michel Bastos fez uma falta absurdamente violenta no jogador rubro-negro e foi merecidamente expulso. O Flamengo, mesmo contente com o empate, passou a dominar a partida e chegou ao segundo gol.

O empate, com Luis Fabiano aos 47 minutos de jogo, foi pura sorte. Claro que foi gol de artilheiro, de quem sabe jogar dentro da área, e, então, muito mais por isso do que por méritos.

Assim entendo que o título já era. Vamos nos concentrar na vaga para a Libertadores e, quem sabe, brigar pelo título da Copa Sul-Americana. Se os jogadores não estiverem muito “cansados” e conseguirem jogar dois jogos dentro de uma semana.

Apesar da derrota, nem tudo está perdido

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda não joguei a toalha, em relação ao título brasileiro. Mesmo perdendo em Itaquera, ainda temos chance de brigar na ponta. O Cruzeiro também perdeu o clássico, e era jogo com mando dele. Agora ele sairá duas vezes enquanto nós jogaremos duas em casa e, em uma semana, tudo pode mudar.

Não vou culpar aqui a arbitragem pela derrota. Concordo que o primeiro pênalti marcado, o do Antonio Carlos, é puramente interpretativo. O segundo não restou qualquer dúvida, nem a expulsão do Álvaro Pereira. E temos que considerar que os dois gols do São Paulo foram no limite da linha de impedimento e o bandeira foi muito bem.

Portanto, vamos aceitar a derrota que, na  minha opinião, foi causada por um único detalhe: a contusão de Rafael Tolói. Até aquele momento o jogo estava equilibrado, o São Paulo vencia e Tolói dava conta do ataque do Corinthians. Ou seja, a defesa estava segura. Mas a entrada de Antonio Carlos destruiu toda a segurança defensiva do Tricolor. Com Denilson e Souza envolvidos no meio, a defesa ficava mais  sobrecarregada. E Antonio Carlos cometeu o pênalti, ficou completamente batido no segundo pênalti e falhou no terceiro gol. Ou seja: os três gols pelo seu setor.

Também acho que foi prematura a substituição de Luis Fabiano. Ele está sem ritmo, mas sua presença impede dois zagueiros adversários de ficarem tranquilos. A entrada de Michel Bastos conseguiu impedir algumas descidas do lateral direito do Corinthians, mas o lado direito ficou completamente aberto, com Auro sobrecarregado, pois Kardec tinha que fazer a função de centro-avante.

Foi muito ruim que não ganhamos,  um único pontinho nos jogos fora de casa, mas vai saber se o Cruzeiro também não encontra os problemas que encontramos e nós, por obrigação, vencemos Flamengo e Fluminense, no Morumbi? Aí a briga estará mais do que justa pelo título Brasileiro.

 

 

A derrota de Curitiba não pode mudar o roteiro traçado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota inesperada em Curitiba não pode tirar o São Paulo dos trilhos. O objetivo traçado de caça à Raposa tem que continuar. É fato que voltamos a ficar sete pontos atrás do Cruzeiro, mas uma vitória domingo, contra o Corinthians, combinada com uma derrota do time azul para o Atlético Mineiro, contando que na frente faremos dois jogos em casa (Flamengo e Fluminense), enquanto os mineiros sairão contra Coritiba e Sport, podem nos colocar de volta na briga pelo título.

Se analisarmos friamente veremos que o São Paulo perdeu do Coritiba mais por erros individuais do que pelo coletivo, ou domínio absoluto dos paranaenses. O primeiro gol vei numa falha grotesca de Álvaro Pereira, que ao invés de fazer o simples e chutar a bola para fora quis dar uma bicicleta e furou; o segundo sai de um passe errado de Auro, que possibilita o contra-ataque; o terceiro sai de um passe errado de Ganso, e outro contra-ataque. Foi uma pane ‘a la’ Seleção Brasileira, que pôs tudo a perder.

Kaká fez falta? Claro que sim. Michel Bastos foi muito bem, até achei que foi um dos melhores em campo, mas não tem o peso de um Kaká. O time sentiu essa ausência que, se não foi o maior motivo, foi um dos principais pela queda brusca de rendimento. Como temo, também, que o nível fique abaixo do que temos visto, no próximo domingo, pois Kaká volta, mas não teremos Pato. A forma de jogar do São Paulo vai ter que mudar, pois Luis Fabiano é um jogador que fica mais parado no meio e, então, perderemos a velocidade que nos é dada por Alexandre Pato.

Não joguei a toalha, não. Derrotas vão aparecer no caminho. Mas o Cruzeiro não vai ficar ganhando o tempo todo. Uma hora perde, como perdeu domingo passado. Então a luta pelo título continua aberta.

 

 

O São Paulo jogou como time que quer ser campeão

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o até então temível Cruzeiro, no Morumbi, por 2 a 0 e se aproximou da liderança do Campeonato Brasileiro. Mais do que vencer, se impôs e dominou por completo aquele time tido e havido como o melhor do Brasil.

O jogo foi muito bom, equilibrado, mas mesmo nos momentos em que o Cruzeiro tentou explorar sua principal jogada, que é pelas laterais, o Tricolor esteve bem. Rafael Tolói e Édson Silva fizeram uma partida impecável. Por cima e por baixo, nada passou. Sem contar que Auro e Álvaro Pereira, à medida do possível, deram conta na marcação.

Denilson ficou com a função de proteger a cabeça de área, sem a necessidade de marcar, de perto, Everton Ribeiro. E foi perfeito, pois o próprio meia do Cruzeiro teve que jogar, em alguns momentos, aquém do meio de campo.

Como sempre, quando a bola chegava no quarteto mágico, o inferno se instalava na defesa adversária. Assim foi quando Ganso recebeu a bola de Pato dentro da área, de um corte sensacional em Dedé e sofreu o pênalti.

Com 1 a 0 o jogo ficou nas mãos do São Paulo. Rogério Ceni, em toda a partida, fez duas devesas excepcionais, em reais chances de gol do Cruzeiro. De resto foi o São Paulo quem criou, marcou o segundo, viu Pato perder duas chances por segurar muito a bola, Kaká parar nas mãos de Fábio, ou seja, poderia ter saído uma goleada.

Vi um time bem montado, taticamente perfeito, com vontade, raça, determinação e muita, mas muita técnica. E senti que o São Paulo está jogando como um time que quer ser campeão. Convenhamos que tirar quatro pontos em 17 jogos não é tarefa de outro mundo.

Verdade que faremos dois jogos fora agora, enquanto o Cruzeiro fará dois em casa: nós vamos, no meio de semana, a Curitiba, mas com total chance de vitória, apesar da ausência de Kaká, enquanto o Cruzeiro recebe, no Mineirão, o Atlético Paranaense. Já no domingo, nós jogaremos contra o Corinthians, no Itaquerão, mas o Cruzeiro também terá o clássico mineiro contra o Atlético.

Depois será a vez do Cruzeiro sair duas vezes: contra o Coritiba, no Paraná e contra o Sport, em Recife, time que faz grande campanha, enquanto o São Paulo pega Flamengo e Fluminense no Morumbi.

Portanto as dificuldades existem para os dois. Mas basta uma derrota e um empate deles, com duas vitórias nossas para assumirmos a liderança.

Vamos em frente, confiantes, porque está dando gosto ver o São Paulo jogar.