Conselho tem a chance de limpar a imagem com sócios e torcedores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ficou muito ruim a imagem do Conselho Deliberativo do São Paulo, após a última reunião ter deixado passar em branco explicações necessárias sobre as várias denúncias que pesam sobre a diretoria, principalmente o caso Far East e o tal de Jack, fato levantado às vésperas daquela reunião e retirada de pauta por pedido do presidente Carlos Miguel Aidar, com aquiescência do presidente do Conselho. Carlos Augusto Barros e Silva.

Nesta segunda-feira o Conselho estará mais uma vez reunido para discutir as coisas do Tricolor. E não bastam dúvidas e mais dúvidas que precisam ser levantadas e esclarecidas, pelo bem maior que é o nosso São Paulo FC.

Casos como Iago Maidana – o escândalo do momento – e a Far East – ainda aquela -, não estão na pauta. Mas os conselheiros tem um tempo determinado para fazer indagações à diretoria, cobrando qualquer tipo de explicação. E é exatamente esta cobrança que esperamos seja feita e que aqueles que criticam abertamente a diretoria não fiquem, como da outra vez, com a voz embargada na garganta, sem colocá-la para fora.

O Tricolornaweb, que sem audácia se digna em representar uma pequena parcela de sócios e torcedores do São Paulo, exerce seu direito de expor e cobrar respostas da diretoria, através do nosso Conselho Deliberativo:

  • Qual a real explicação para a contratação de Iago Maidana? O jogador foi vendido pelo Criciúma por R$ 400 mil, ficou dois dias no Monte Cristo, time da terceira divisão do futebol de Goiás, e repassado pela Itaquerão Soccer, por R$ 2 milhões, sendo 60% do passe, e mais R$ 400 mil se jogar dez partidas como titular.  Uma hora foram Ataide e Chimello que compraram; outra foi Aidar; outra ele não sabia que era do Criciuma; outra sabia, mas não sabia. E mais: me disseram, e não coloco aqui como afirmação, mas como questionamento para esclarecer o fato, que Mariana Aidar e Cinira Maturana tiveram participação na negociação deste jogador. É verdade? Exigimos explicação, pois isso pode se tornar a gota necessária para transbordar esse copo já repleto de dúvidas e abrir o caminho para o encurtamento do mandato de Carlos Miguel Aidar;
  • Como está o caso Jack? A Far East, que teria um contrato de comissionamento com o São Paulo para receber R$ 18 milhões pela negociação com a Under Armour, não questionou na Justiça até agora o “calote”? Qual a relação entre o Jack Banafsheha e Douglas Schwartzmann, que é representante do Grupo Zanella no Brasil, grupo pertencente ao tal Jack. Na época o Tricolornaweb levantou e denunciou o fato afirmando ser um ato legal, mas absolutamente imoral. O Conselho tem obrigação de pedir explicação ainda hoje deste caso;
  • O ex-CEO, Alexandre Bourgeois, afirmou em várias entrevistas que o jogador Boschilia foi vendido por R$ 25 milhões, que desapareceram em duas horas, sendo distribuído entre 11 empresários. E o São Paulo não recebeu nada? Quem são esses empresários? Qual era a porcentagem do São Paulo sobre o jogador?
  • Abílio Diniz se ofereceu para pagar uma auditoria renomada, a PriceWaterhouseCoopers , para auditar TODAS as contas de clube, nas gestões de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar. A quem não interessa essa extensa auditoria? Ao grupo de Juvenal? Ao grupo de Leco? Ao grupo de Aidar? Enfim, mostre a cara e explique quem não quer autorizar a auditoria ampla que se necessita ser feita;
  • Por que a Comissão Disciplinar anda a caça de sócios que criticam a diretoria? Por que não agem corretamente e estão à mercê do vice-presidente Social, Antonio Donizette Gonçalves?

Alguns conselheiros de oposição estão coletando assinaturas para apresentar uma Moção de Desconfiança ao presidente Carlos Miguel Aidar. Isso, na prática, seria um aviso ao presidente de que ele está na marca de pênalti e que não pode cometer mais deslizes. Vamos tentar ter acesso à lista de assinaturas e publicar, para que o sócio e o torcedor do São Paulo saibam quem quer o bem da instituição. E vamos acompanhar a reunião do Conselho, na esperança que os conselheiros limpem sua imagem com os sócios e os torcedores do São Paulo. Isso apesar do presidente Carlos Miguel Aidar insistir em continuar ligando para a emissora que trabalho pedindo minha demissão. Vamos em frente.

Empate com sabor de goleada contra

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate entre São Paulo e Palmeiras neste domingo, no Morumbi, soou como uma derrota por goleada. Jogando o tempo todo muito melhor que o adversário, podendo marcar vários gols, sofre o empate com saída errada do M1TO, aos 48 do segundo tempo. É duro.

O time fez uma partida digna de São Paulo. Bem postado tecnicamente, Pato e Rogério trocavam constantemente de posição no ataque e Ganso conseguia sempre encontrar um livre para receber a bola. Também foram muitos os chutes de média e longa distância, o que chamou a atenção pois não vinha sendo uma característica do time.

A defesa se comportou com precisão. Thiago Mendes, à frente da zaga, foi o volante moderno com força na marcação e qualidade na saída de bola. Mérito de Osorio que enxergou essa posição para ele e foi, portanto, responsável pela partida primorosa que ele fez. Isso melhorou o desempenho da zaga, que não ficou tão exposta. E Rodrigo Caio e Lucão, além disso, também fizeram ótima partida.

Outro jogador que está me chamando muito a atenção é Carlinhos. Hoje ele foi volante, meia, ponta e lateral. Jogou em quatro posições táticas, de acordo com a necessidade do técnico em cada momento do jogo. O gol do São Paulo, inclusive, sai de uma recuperação de bola de Thiago Mendes, que arma o contra-ataque, lança Ganso que vira o jogo e lança Carlinhos pelo lado esquerdo. Como lateral ele avança, corta para o meio e chuta de pé direito, bola em diagonal, indefensável.

O time, que apertou muito até marcar o gol, a partir de então passou a tocar a bola e administrar o jogo. Como o Palmeiras avançou sua marcação, sobrou espaço para contra-ataques. E várias chances foram desperdiçadas por erros dos atacantes no último drible, ou último passe.

E aí aconteceu o fatídico gol de empate. Bem, nem preciso relatar aqui. Mas  Rogério Ceni nunca poderia ter feito o que fez. Agora o G4 ficou muito difícil, apesar de ainda estarmos somente a dois pontos do Palmeiras, mas nossa única chance de ir para a Libertadores ano que vem será ganhando a Copa do Brasil. Então, concentração lá.

Quando o time joga sério, o futebol aparece e a torcida agradece

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vi, nesta quarta-feira, no Morumbi, o São Paulo jogar sério, focado na partida, buscando a vitória a todo momento, sem se descuidar da defesa e o resultado veio: 3 a 0. E digo: poderia ter sido de mais, não fosse o excesso de preciosismo de alguns jogadores, ou falta de sintonia total para perder gols e contra-ataques como perdemos.

O Vasco não teve uma única chance de dar trabalho ao São Paulo. É fato que o time carioca é medíocre, mas não estou aqui para avaliar a força do adversário, mas sim a apresentação do Tricolor. Até porque a falta de interesse -não entendo a razão – levou ao empate, no Morumbi, com a Chapecoense.

O time colocado em campo foi aquele considerado o titular na cabeça de Juan Carlos Osorio. E, confesso, gostei dele. O meio de campo forte, com dois volantes que se dividem em dar proteção à zaga, caso de Breno, e um que cobre os lados do campo e sai jogando, no caso Thiago Mendes. Com isso, mesmo com obrigação de ajudar na marcação, Ganso ganha certa liberdade para participar da armação das jogadas de ataque para o trio ofensivo. Com isso a defesa se estabilizou e o ataque voltou a marcar gols, aritmética elementar para um bom desempenho do time.

Entendo que a classificação já está garantida. Claro que o São Paulo tem que jogar com seriedade também no Rio de Janeiro. Mas tem que haver uma catástrofe para o time perder de 4 a 0 no Maracanã e ser eliminado da Copa do Brasil.

Toalha jogada para o Brasileiro. Resta a Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo jogou definitivamente a toalha para o Campeonato Brasileiro. Depois de empatar de forma medíocre com a Chapecoense em pleno Morumbi, e conseguir a proeza de perder para o Avaí neste domingo, nos restou ouvir o que Alexandre Pato falou: ” O São Paulo está priorizando a Copa do Brasil”.

Mas eu quero levantar aqui alguns pormenores: na Copa do Brasil teremos o Vasco, que vem de algumas vitórias consecutivas enquanto o São Paulo continua com extrema irregularidade. Supondo que seguiremos em frente, teremos, teoricamente, o Santos. E aí o caldo entorna. Não vejo o São Paulo, hoje, em condição de eliminar o Santos num mata mata.  Portanto, vaga da Libertadores muito distante por este caminho.

Pelo Brasileiro, tivesse ganho o jogo de quinta-feira e entrado com o melhor do elenco hoje, certamente estaríamos, no mínimo, com certa folga no G$. Mas estamos atrás do Palmeiras, a um ponto do Flamengo e de mais uma penca de times que vem no nosso calcanhar. E nosso próximo jogo é o Palmeiras. Ainda que seja no Morumbi, o verde está melhor do que nós, por mais que seja difícil admitir.

Hoje foi um absurdo. O time não se encontrou. Em determinados momentos do primeiro tempo, já perdendo por 1 a 0, até que esboçou um pouco de ataque. Mas quase nenhuma chance criada e o gol de Breno saiu na base da força de vontade e raça do nosso zagueiro.

No segundo tempo, quando bastava botar pressão para cima do Avaí que viraríamos o jogo, o time recuou, não pressionou, atraiu o Avaí e tomamos o segundo gol. E o São Paulo não fez mais nada que justificasse um simples empate.

Alguns jogadores admitiram que Luis Fabiano forçou o terceiro amarelo quinta-feira, para ficar livre para os próximos jogos, assim como ficou evidente que Renan forçou o terceiro amarelo, pois sabe que Rogério jogará contra o Palmeiras.

Então é assim. O time está focado na Copa do Brasil. Vamos ver o que será.

Empate com sabor de derrota mostra a gangorra que vive o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou do Grêmio em Porto Alegre, coisa que ninguém esperava, e empatou nesta quinta-feira com a Chapecoense no Morumbi, coisa que também ninguém esperava. E vejam como são as coisas: se o São Paulo tivesse ganho chegaria a 44 pontos, dez a menos que o líder. Levando-se em consideração que uma vitória contra o Avaí em Florianópolis é absolutamente normal e que o Santos ganhar no Itaquerão também, o São Paulo poderia chegar segunda-feira a apenas sete pontos do líder.

Mas esqueçam o que escrevi acima, como já disse um dia um certo ex-presidente da República. O time jogou tudo no lixo e mostrou que é, efetivamente, um dos mais – se não o mais – irregulares do campeonato. Menos mal que estamos na parte de cima da tabela e qualquer tragédia preconizada por alguns não tem a menos chance de acontecer.

O jogo era daqueles onde a resolução tinha que acontecer no primeiro tempo. Jogos contra times retrancados não podem ficar para ser resolvidos no segundo tempo, onde a pressão da torcida é alta, os nervos se afloram e nada mais acontece como deveria. E o São Paulo passou 45 minutos sem criar uma única oportunidade de gol. Pior: não deu um chute sequer a gol. Então fica difícil.

Aí vou na contramão dos que criticam Paulo Henrique Ganso. O time fica sem nenhuma criatividade. Por mais que ele seja um morto em campo, quando a bola chega para ele há uma limpeza de jogada. Sim. Ele consegue clarear o lance. E, ao menos uma vez na partida, vai encontrar um atacante entrando na diagonal ou mesmo pelo meio para receber a bola.

Só que com sua ausência, isso ficou por conta de Carlinhos e Wesley. Triste do time que depende destes dois para serem os seus armadores. Triste, portanto, do São Paulo. Aí Osorio fez o que parecia óbvio: inverteu Carlinhos com Michel Bastos. Carlinos continuou muito mal, mesmo jogando aberto no ataque e Michel não conseguia construir nada pelo meio. Luis Fabiano ficava preso entre os zagueiros adversários, sem qualquer movimentação e Pato estava num dia daqueles de dar raiva.

No segundo tempo, com as entradas de Centurion e Rogerio nos lugares de Pato e Carlinhos, o time ganhou ofensividade. Mas foi na base do abafa, da pressão desorganizada. E tome chuveirinhos inoperantes e, de novo, ninguém para encontrar um jogador entrando e passar a bola. Até quando pintava um possível contra-ataque para o São Paulo a transição era muito lenta e permita a Chapecoense se armar inteirinha no campo de defesa.

O 0 a 0, no final das contas, foi absolutamente justo. O São Paulo não foi sequer um protótipo do que foi no último domingo. Agora resta jogar contra o Avaí pensando apenas na permanência do G4 e se dedicar à Copa do Brasil. Quem sabe ainda não conquistamos um título este ano?

Transparência, transparência: abra as asas sobre nós!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez a diretoria do Tricolor está colocada em xeque. Nesta terça-feira, três fatos, especialmente, balançaram as estruturas do Morumbi: as entrevistas do ex CEO Alexandre Bourgeois e do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva e  a carta de Abílio Diniz. Nesses três casos sobraram denúncias seríssimas e uma tentativa clara de tornar limpas as administrações de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar, ou de mostrar os erros que foram cometidos.

Começo pela entrevista de Alexandre Bourgeois. Ele diz que foi demitido pelo assessor de imprensa Olivério Junior, após ter sido ameaçado por ele, que é faixa preta de judo e que teria prometido bater nele caso o cruzasse na rua. Olivério Junior trabalho comigo na Bandeirantes e nunca vi nele atitude violenta. Mas aqui retrato fielmente o que disse o ex CEO e acrescento: a assessoria de imprensa em questão é a dirigida por Marco Antonio Sabino. Salvo erro de valores – aliás, eles dificilmente podem ser comprovados – receberia R$ 30 mil por mês. Só quero lembrar que o clube já dispõe de duas assessorias de imprensa: uma que cuida do Social e outra do Futebol. Esta, a terceira, é para cuidar da imagem do presidente e institucional da marca. Pelo visto está cuidando “muito bem”. E para piorar, segundo o Leco, o Olivério também presta assessoria de imprensa para Andres Sanches e para o Corinthians.

O mais grave, no entanto, está no meio da entrevista à Folha de São Paulo. E aqui trago, em aspas, o trecho que surge como uma denúncia seríssima: “. O dinheiro do Boschilla entrou e foi gasto em 2 horas, pagando 11 empresários. Isso está correto? Ninguém negociou nada com ninguém. Simplesmente pagou, aleatoriamente R$ 25 milhões da venda dele. Não havia vontade política para ter de fato profissionalização.”

Ou seja: 11 empresários dividiram o bolo da transferência do Boschilia e o clube ficou a ver navios, sem receber praticamente nada. Quem são esses empresários? Sempre a maldita comissão. Ou as malditas comissões. A ponto de não sobrar nada para o clube. É isso?

O presidente Carlos Miguel Aidar emitiu uma nota oficial – aliás, ultimamente o que mais este presidente tem feito é emitir nota oficial – e atacou duramente o CEO, desacreditando tudo o que ele disse na entrevista e dando outras versões para sua demissão. Mas em nenhum momento refutou a acusação seríssima, repito, que foi feita sobre a divisão do dinheiro da venda do Boschilia.

Outro fato agravante vem da entrevista do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, ao blog do Menon. Ali o Leco diz, em determinado ponto que Cinira Maturana, a namorada de Carlos Miguel Aidar, continua no pedaço

-Ela não saiu. Continua lá todo dia. O que mudou é que não está mais escrito. Mas continua. Eu me orgulho de haver derrubado esse caso dos 20% e o outro, de 15% da Far East, relativo ao contrato da Under Armour.

Portanto, Cinira Maturana continua agindo no São Paulo. Em que lugar? No Morumbi? Em Cotia? Na Barra Funda? É muito triste tudo isso.

E passo para o terceiro ponto. Um ponto que, para mim, pode resolver tudo isso ou mostrar a cara real do presidente: a oferta de Abilio Diniz, na carta endereçada a ele e tornada pública. Abílio se dispõe a ajudar financeiramente o clube pagando uma auditoria:

-Gostei muito quando você prometeu contratar uma das quatro grandes firmas de auditoria do mercado para fazer um diagnóstico preciso da situação financeira do clube. Pois bem, diante da gravidade e da urgência da situação, e atendendo a seus pedidos recorrentes para que eu aporte recursos, ofereço financiar a contratação imediata da PriceWaterhouseCoopers, uma das quatro grandes auditorias defendidas por você.

Com essa atitude Abílio Diniz, de quem não sou admirador, colocou Carlos Miguel Aidar contra a parede. É xeque-mate: ou ele aceita e verá todos os contratos feitos desde a era Juvenal Juvêncio até os dias de hoje auditados, e mostrará que é transparente como sempre pregou (SQN), ou não aceita e será para sempre acusado de tentar encobrir seus atos. E quem tem medo de investigação, é porque deve no cartório. Essa, portanto, será minha leitura.

Não dá mais para continuar esse estado de coisas. O nome do São Paulo está cada vez mais sendo jogado na lata do lixo por uma administração incompetente, carregada de denúncias e que ficará conhecida no futuro como a “Direção das Comissões”. Carlos Miguel Aidar tem a obrigação de aceitar a proposta de Abílio Diniz e abrir os porões do Morumbi para quem realmente manda no clube, que são os sócios e, acima de tudo, os torcedores.

Os Conselheiros, por sua vez, tem obrigação de apurar, cobrar, importunar para que a verdade apareça. Aqueles que são da oposição tradicional, os recém chegados juvenalinos e até aqueles que se mantém no barco do presidente, mas que querem o bem do São Paulo. Chega de passar vergonha. Chega de ver denúncias por todos os cantos. Chega de reuniões às escondidas com contratos prá lá de duvidosos. Ou vocês vão permitir que o caso Boschilia fique sem explicação? Ou vocês vão deixar que os contratos continuem sem uma real e clara auditoria? Ou vocês vão permitir que Carlos Miguel Aidar continue reinando absoluto, se achando acima do bem e do mal, sem tomar uma atitude digna de um conselheiro do São Paulo.

A palavra está com o Conselho Deliberativo do Tricolor. O  Tricolornaweb vai cobrar e estampar os nomes dos conselheiros que, por um motivo ou por outro, continue inerte face a tudo o que está acontecendo!

Mesclando ataque e contra-ataque, São Paulo faz partida perfeita

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como é bom escrever o título que escrevi nesse editorial. Não me chamem de passageiro do barco que vai de acordo com a maré, pois aqui faço a análise exclusiva deste jogo. E o São  Paulo fez uma partida perfeita. Se impôs e ganhou como quis do Grêmio, dentro de sua casa.

Osorio colocou em campo um time que jogava, no papel, no 4-2-3-1, mas que poderia mudar para o 4-4-2, o 4-3-3 e até o 3-5-2. Para isso bastava recuar Breno e colocá-lo como líbero, ao invés do volante, que foi sua posição; abrir Michel por um lado, Pato por outro e Ganso pelo meio; ou mesmo Carlinhos poderia abrir de um lado com Pato mais centralizado. Enfim, foram alterações táticas que ele foi fazendo ao longo da partida, com os mesmos jogadores. A troca constante de posições fez com que, não apenas uma vez, Thiago Mendes aparecesse na área como centro-avante; ou Rodrigo Caio saísse da defesa e fosse no ataque tabelar com Michel Bastos.

O que vi neste domingo foi um futebol efetivamente moderno, onde o time ataca desde o início, marca pressão a saída do adversário, quando perde a bola preenche os espaços defensivos e tem velocidade para sair no contra-ataque. Assim foi o primeiro gol, onde Alexandre Pato corta um bola na defesa, entrega a Breno que dá a Ganso, que vira de primeira e deixa Thiago Mendes livre, que lança Pato e o gol acontece.

Por mais que o Grêmio tentasse pressionar, principalmente depois do 1 a 0, a defesa estava bem postada. Poucas foram as chances que os gaúchos tiveram dentro da área. E nos contra-ataques as oportunidades iam surgindo e o time ia perdendo. Foram muitas chances. Até outro contra-ataque puxado por Rogerio, que ganha a bola na defesa e vai embora, até marcar o gol.

 

Matheus Reis foi perfeito. Fez o que um verdadeiro lateral deve fazer. Primeiro é a marcação. E nesse quesito não perdeu uma única jogada. Depois vem o ataque. E quanto foi, também teve sucesso. Torci muito para que ele fizesse uma boa partida. Acho que temos um lateral-esquerdo.

Também o Thiago Mendes, ganhando cada vez mais confiança nessa posição e se firmando como volante. E mais Pato, Ganso, Carlinhos, Rodrigo Caio, com partida memorável. O destaque negativo ficou, para mim, com Michel Bastos. Lento, perdeu muitas bolas e mostrou certa apatia durante o jogo.

Não quero dizer que essa apresentação do São Paulo pode e deve ser repetida nas próximas partidas. Afinal, acho que o Tricolor é o time mais instável deste Brasileiro. Portanto a credibilidade em todos ainda é muito baixa. Mas que dá um alento, isso dá.

Foi uma vitória incontestável, com V maiúsculo. Para gaúcho nenhum por defeito. E para torcedor do São Paulo comemorar muito, pois nos mantivemos beirando o G4 após duas partidas dificílimas jogadas fora de casa – Santos e Grêmio – e agora faremos duas no Morumbi. Será a hora de ganharmos seis pontos.

Mais uma goleada em clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi derrotado de novo, em clássico, e com goleada. Recentemente já perdemos do Palmeiras por 3 a 0 e 4 a 0 e agora foi a vez do Santos.

Curiosamente a história do jogo poderia ter sido diferente nesta quarta-feira. Aos 14 segundos Ganso deixou Rogerio na cara do gol, mas ele chutou para fora. Depois houve uma falta clara sobre Pato, praticamente na risca da grande área, e o árbitro não marcou.

Não quero com isso dizer que o São Paulo ganharia o jogo, mas que o cenário poderia ser diferente, não resta a menor dúvida. Imaginem se Rogério marca aquele gol, a pressão seria outra. Mas o “se” não entra em campo e depois disso, mais precisamente a partir dos 20 minutos, o São Paulo foi dominado e engolido pelo Santos.

Nosso ataque, que é o que de melhor temos nesse momento, não se encontrava. Apesar das trocas de posição entre Pato, Wilder e Rogerio, a bola não chegava, ou quando eles conseguiam a bola, perdiam com facilidade. Ganso, muito bem marcado, não conseguiu espaço para criar.

Não vou questionar a decisão de Juan Carlos Osorio, de ter deixado Michel Bastos no banco, mas ele fez muita falta. Osorio disse que ele poderia “estourar” e por isso preferiu poupá-lo. Sua ideia foi dar um pouco mais de consistência na marcação, com Thiago Mendes e Hudson. Só que o lado esquerdo da defesa continuou uma tragédia. Hudson, não poucas vezes, apareceu jogando pelo lado esquerdo, tentando fechar o corredor por ali.

Tomamos o primeiro gol por erro de Wilder, que perdeu a bola no meio de campo e cometeu a falta, que originou o gol; tomamos o segundo gol por um erro grotesco de Reinaldo, que perdeu a bola na entrada da área; tomamos o terceiro gol porque Pato e Wesley ficaram marcando o lado esquerdo, enquanto Reinaldo…ah, sei lá onde estava. E Edson Silva…ah, também sei lá onde estava. Enfim, Pato e Wesley marcando Vitor, que ganhou e cruzou para Ricardo Oliveira, que estava sozinho na área.

E poderia ter sido pior, não fossem duas grandes defesas de Renan. Aliás, um ponto a destacar é nosso goleiro. Tem feito boas partidas, não falhou, até agora, em nenhum gol, e entendo já não ser precipitado afirmar que poderá, sim, ser o sucessor de Rogério Ceni. Denis vai continuar no banco.

Agora pegaremos o Grêmio em Porto Alegre. Não espero coisa boa, não. Acho que domingo à noite estaremos bem distantes do G4.

280, 137 ou 240? Afinal, qual é a dívida do São Paulo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cada vez mais a imagem desta diretoria instalada no São Paulo cai no meu conceito de credibilidade. Ano passado, no auge da briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio, o atual mandatário tricolor anunciou que a dívida do clube era de impagáveis R$ 280 milhões. Sexta-feira, passada, como num passe de mágica, Aidar anunciou que foi “induzido ao erro” – só não disse por quem – e que a dívida real era de R$ 137 milhões, então pagáveis.

Agora, reportagem da Folha de São Paulo aponta que a dívida do clube é de R$ 240 milhões e dá como fonte o  vice-presidente de administração e finanças, Osvaldo Vieira de Abreu. Ele explicou que o valor de R$ 137 milhões anunciado como dívida total de 2014 não levou em conta dívidas operacionais e a Timemania, e resulta da subtração de R$ 13 milhões de disponibilidade de uma dívida bancária total de R$ 150 milhões. “É dívida financeira. Você sabe a data, ele [Aidar] estava analisando o semestre [de 2014]. Se você pega a dívida financeira, bancária, toda a dívida com instituições financeiras, é aquela mesmo”, disse Osvaldo Vieira de Abreu.

Então me pergunto: seria proposital essa bagunça de números, para que ninguém consiga saber a realidade da saúde financeira do clube?

O blog do Juca Kfouri trouxe, na sexta-feira, um dado interessante que, no mínimo, me faz refletir. Ele lembra que denunciou ano passado o acordo que Carlos Miguel Aidar queria fazer com a BWA, que consistia em vender a bilheteria do Morumbi por pouco mais de dez anos em troca do pagamento integral da dívida do São Paulo. Mas, na época – e até sexta-feira passada – essa dívida era de R$ 280 milhões. O fato de toda a publicidade que foi dada ao caso ter alertado o Conselho Deliberativo e impedido de o negócio ser feito, seria o motivo da tal “indução ao erro” do presidente, para justificar brusca queda no valor total da dívida?

Por outro lado, recebi correspondência do conselheiro vitalício Edson Lapolla, que me aponta alguns dados curiosos, com datas coincidentes. Exponho os pontos para que vocês, leitores, façam a análise.

Lapolla aponta que  em 06 de maio de 2014, um mês após eleito, assinou contrato com a TML Foco Consultoria e Assessoria Empresarial, com remuneração de 20% para intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, de sua namorada, Cinira Maturana da Silva. Depois do fato denunciado pelo Tricolornaweb (foi o primeiro a noticiar, pois acompanhávamos a reunião do Conselho Deliberativo onde isso foi levantado pela oposição), ele convocou uma coletiva, disse que era normal o caso, mas com toda a repercussão acabou anunciando a extinção do contrato. Só que essa rescisão, de fato, só ocorreu em 05 de janeiro deste ano.

Ainda em maio do ano passado, durante análise dos contratos firmados pelo presidente e sua diretoria, aparecem o da Under Armour e da Far East Global Holding. Só que o contrato é datado de 26 de setembro de 2014, portanto enquanto ainda estava em vigência o contrato com a TML, com o mesmo objeto.

Assim como também divulgamos há algumas semanas, essa comissão de 15% contratada com a Far East não está prevista apenas sobre o fornecimento de material esportivo com a Under Armour, mas sobre outras receitas e até bonus de campeonatos e torneios disputados pelo clube. Ha estimativa feita por conselheiros que esse valor alcance R$ 30 milhões.

Também na sexta-feira passada, o vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo convocou alguns blogs “amigos do clube” para uma conversa franca. E falou à vontade. Lógico que não fomos convidados para a conversa, pois não aceitaríamos a palavra oficial sem os devidos questionamentos que se fizessem necessários. Talvez por isso ele não atenda nossas ligações, quando temos a denúncia e queremos apurar a verdade. Talvez a palavra verdade faça parte de um dicionário obsoleto, em desuso por essa diretoria, acostumada a criar factoides para desviar o foco de tudo que paira sobre ela e que joga por terra qualquer explicação oficial que se queira impor a quem quer fazer jornalismo limpo e transparente.

Então afinal, de quanto é a dívida do São Paulo?

Vitória com autoridade. E uma grata surpresa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo todo remendado, conseguiu uma vitória importante neste sábado, contra o Internacional, que veio inteiro ao Morumbi. Imaginem que tivemos nossa defesa sem algum dos titulares, o lateral esquerdo reserva, o volante reserva, e um ataque que nunca jogou. Méritos a Juan Carlos Osorio que conseguiu fazer esse time andar.

A grata surpresa ficou para a estreia de Rogerio, jogador formado no interior de Pernambuco, revelado pelo Náutico e destaque da série B do Brasileiro pelo Vitória. Pois o garoto entrou jogando em sua estreia, não se intimidou e desde os primeiros minutos dava mostra do que poderia fazer no jogo. E que seu gol seria consequência do seu trabalho. E assim foi. Rogerio foi, efetivamente, o melhor em campo e por isso mereceu nota 10 deste modesto editor.

Osorio não deixou o São Paulo mudar seu estilo de jogo, implantado desde que ele chegou ao Morumbi, e já no começo partiu para cima. A marcação adiantada, os dribles desconsertantes de Rogerio e finalizações não tão boas. Afinal, tínhamos Centurion como centro-avante. Mas o volume de jogo era grande.

O Internacional até conseguiu equilibrar o jogo a partir dos 20 minutos e em duas oportunidades obrigou Renan a fazer boas defesas. Mas no todo do primeiro tempo, o Tricolor teve mais posse de bola e soube alternar as jogadas pela direita e pela esquerda, com Michel Bastos avançando sempre como segundo volante.

No segundo tempo a superioridade foi ainda maior. Ganso começou a aparecer mais no jogo, chamar a responsabilidade para si e o toque ficou muito refinado. Bruno, que no começo só guardava posição, arriscou o ataque e fez grande jogada. Mas de novo voltou a ficar preso, sem passar do meio de campo.

Com o time marcando o Inter em seu campo, o domínio foi total. Depois do primeiro gol, então, foi um massacre. O São Paulo fez o segundo e poderia ter ampliado o marcador, não tivesse reduzido o ritmo de jogo. Um time formado com muitos reservas colocou na roda o time titular do Internacional, outrora tido como um dos favoritos à disputa do título.

Arrisco dizer que com a volta de alguns titulares – principalmente Pato – e a manutenção de Rogerio no time titular, poderemos conquistar um grande resultado na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.