Empate na estreia nos permite algumas observações

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou em sua estreia no Campeonato Paulista, em Campinas, por obra da contusão de Breno e entrada de Lucão, que cometeu um pênalti bobo quando a partida se encaminhava para uma vitória sem grandes problemas. Mas conseguimos ver mais de perto esse início de trabalho de Bauza e destacar algumas observações.

Quem gosta de time defensivo vai se irritar com o São Paulo. Bauza nos trará de volta a era do 1 a 0, gol de bola parada, mas com a contrapartida da defesa sólida. Neste sábado só não foi assim por que havia um Lucão para cometer um pênalti absolutamente desnecessário e que colocou tudo a perder. Porém está muito claro que o primeiro objetivo é a marcação forte no meio de campo. Ao contrário de Osório, que colocava o time marcando a saída de bola no campo adversário, Bauza dá o combate no meio de campo, com uma linha formada por cinco jogadores.

Esse equilíbrio defensivo pode ser visto nas descidas dos laterais. Quando Bruno descia – muito pouco -, Mena fechava como terceiro zagueiro. Quando era Mena quem descia, Bruno fazia as vezes de terceiro zagueiro. Ganso veio fazer marcação na intermediária, atrás dos volantes. Michel Bastos e Centurion chegaram a aparecer, algumas vezes, atrás dos laterais. Não é sem motivo que Kardec ficou completamente isolado na frente e perdeu na briga com os zagueiros.

Não gostei das substituições que ele fez. Rogério deveria ter entrado no intervalo, no lugar de Centurion. Ele colocou Carlinhos e fechou mais o time. Quando tomou o empate, tentou abrir com Rogério, mas tirou Ganso. Ou seja: não fez nada certo. Mas acho que é muito cedo para criticá-lo. Até porque conta a seu favor um sistema tático que, por mais que não esteja totalmente embutido na cabeça dos jogadores, pareceu existir.

Também está patente que teremos problemas na zaga. Um amigo conselheiro do São Paulo, que permito não declinar o nome, me disse que ouviu dos médicos que Breno não conseguirá jogar dez jogos seguidos sem se machucar. Ao que parece nem três. E Lugano, ainda é uma incógnita. Portanto há que se preocupar com o sistema defensivo, até porque nossos volantes serão mesmo Hudson – meu Deus – e Thiago Mendes.

Há que se considerar, ainda, que houve um pênalti muito claro sobre Alan Kardec, que o árbitro não marcou. O mais interessante foi ver o comentarista da Sportv, Belleti, dizendo que o goleiro tocou na bola. Literalmente ele brigou com a imagem. O goleiro tocou no pé de Kardec e em nenhum momento pegou a bola.

Apesar de ser um jogo fora de casa, não considero que o resultado tenha sido bom. Mas como vamos dar, mais uma vez, de ombros para o Paulista, já que o foco é a Libertadores, que tenha servido como preparo para o jogo de quarta-feira. Assim espero.

Começa a temporada. Com Bauza. E sem Rogério Ceni!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje, às 19h30, horário em que começa o jogo em Campinas pelo Campeonato Paulista, contra o Red Bull Brasil, vamos encarar nossa dura realidade: no gol estará Denis, não com a número 12, mas com a número 1. Isso nos mostrará que Rogério Ceni já faz, mesmo, parte do passado e que agora a vida segue sem nosso capitão. Aquele que comandava o time, que fazia grandes defesas, que fazia lançamentos, que marcava gols de falta ou de pênalti, que era o símbolo do torcedor são-paulino dentro das quatro linhas.

Mas, como se diz na gíria, “a vida segue”, e então seguimos com uma legião de estrangeiros poucas vezes vista no Tricolor. Já tínhamos Centurion e Wilder Guisao, agora chegaram Lugano, Mena e Calleri. Além, é claro, do técnico Edgardo Bauza.

Tive a oportunidade de assistir aos dois amistosos feitos pelo São Paulo nesta pré-temporada: contra o Cerro Porteño e o Boa Esportes. Em ambos os casos o São Paulo venceu por 1 a 0. Percebi que, ao contrário de Juan Carlos Osorio, Bauza tem preocupação extrema com a defesa. Ele monta uma linha de quatro atrás, que se transforma em três quando o time tem a posse de bola; outra de cinco no meio e um jogador referência isolado na frente.

Desta linha de cinco, três tem a função de também atacar quando a bola está com o São Paulo. Na formação de hoje, Kardec seria esse homem isolado e os meias que devem descer são Michel Bastos, Centurion e Ganso. Thiago Mendes será o homem surpresa, enquanto Hudson ficará preso, à frente da defesa.

A tendência natural será a escalação de um time alternativo nos jogos do Campeonato Paulista, mas achei interessante a colocação do time titular neste sábado, até para que Bauza possa dar ritmo aos jogadores e perceber se eles estão captando suas orientações táticas. Ah, sim, taticamente ele parece ser um grande estrategista.

Será um bom aperitivo para todos nós, neste sábado à noite. Quiça o time comece o ano com vitória em jogo oficial, para nos deixar confiantes para a quarta-feira. À vitória, Tricolor!

A estreia de Bauza, a eliminação na Copinha e a entrevista de Leco.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vou dividir este meu comentário em três partes: a vitória em Assunção sobre o Cerro Porteño por 1 a 0, na estreia de Edgardo Bauza como nosso técnico; a derrota para o Flamengo por 2 a 0 e consequente eliminação na Copa São Paulo de Juniores; e a bombástica entrevista de Leco à Folha de São Paulo.

Começo pelo jogo do Paraguai. Não teria o menor cabimento querer fazer aqui qualquer avaliação do trabalho de Edgardo Bauza. Estamos em pré-temporada, com apenas 14 dias de treinamentos, que foi o tempo para que ele conhecesse o elenco, e não seria, portanto, justo avaliar seu trabalho.

Mas nesse pouco tempo já foi possível ver que a defesa ficou mais consistente. Breno é lento, mas Mena, que joga bem mais recuado do que Carlinhos, dá a cobertura pelo setor. Hudson ficou bem mais preso e, dos volantes, apenas Thiago Mendes teve liberdade para aparecer no ataque. Aliás, mais uma vez foi o principal nome do time, não só pelo gol marcado, mas pela disposição técnica e tática.

Bauza deu a entender que vai usar Carlinhos mais avançado, quando for necessário e que o meio de campo deverá funcionar com cinco jogadores, ou seja, Michel Bastos e Centurion partirão do meio para a frente, onde Alan Kardec ficará quase isolado. E vi Ganso com liberdade para atuar em qualquer setor do campo, mas dando combate na defesa. Foi um bom aperitivo.

Já o time da Copinha decepcionou. Alguns jogadores, principalmente. Me lembro que logo após o final da primeira fase indiquei, aqui mesmo, os nomes de Lucas Fernandes – um craque -, Johanderson – um modelo renovado de Serginho Chulapa -, Bangulê – um tipo Chicão -, e David Neres – uma grande surpresa -, como nomes prontos para treinarem com o time profissional. Alguns leitores incluíram Inácio nesse rol.

Vou refazer minha análise, com os devidos pedidos de desculpas. Lucas Fernandes é o craque dos jogos fáceis. Quando precisamos dele, desapareceu; Banguelê não teve controle emocional e só não foi expulso por bondade do árbitro do jogo com o Flamengo; Johanderson  não consegue dominar uma bola e erra todos os passes; Inácio acha que joga mais do que joga e afundou o time com seu erro numa saída de bola; portanto, sobrou David Neres. Esse, sim, eu levaria para cima. Os outros precisam de mais um ano em Cotia.

Enquanto isso, Carlos Augusto de Barros e Silva concede uma entrevista à Folha de São Paulo e confessa que o clube dá dinheiro para o carnaval da Independente e Dragões da Real e ingressos para jogos aqui e fora. Ou seja: é conivente com a violência.

Tenho que elogiar a sinceridade de Leco, que tornou público o que o São Paulo sempre fez – e escondeu – e o que os outros clubes fazem – e escondem -. Mas não posso aprovar essa cultura.

Vou me ater aqui apenas ao São Paulo, objeto do Tricolornaweb, deixando os outros a quem de direito. Sempre soube que Juvenal Juvêncio financiava as torcidas organizadas, apesar dele sempre negar. Disse aqui mesmo que Carlos Miguel Aidar quebrou esse elo num primeiro momento, mas o trouxe de volta para receber apoio e não cair. Agora Leco deixa tudo às claras.

Triste, muito triste saber que isso ocorre. Que através do medo, esses marginais das organizadas comandam o nosso futebol, obrigam jogadores a fazer o seu símbolo e a diretoria a servir seus anseios. Enquanto isso usam o escudo do clube para ganhar dinheiro com a venda de camisas e outros que tais, sem pagar qualquer tipo de royalty.

isso reforça a tese que defendi, de que o São Paulo deveria ter sido excluído da Copinha após os incidentes de Mogi das Cruzes. Ora, se o clube financia esse bando, é conivente e responsável por ele. Portanto…

É o tal negócio: se não podemos com eles, nos unamos a eles. Assim as organizadas se fortalecem e os verdadeiros torcedores, aqueles que amam o clube, se afastam dos estádios. Parabéns, Leco, pela transparência. Meus sentimentos, Leco, por ser mais do mesmo.

A marca da vitória na Copinha foi a violência da Independente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cenas tristes e lamentáveis as que vimos em Mogi das Cruzes, na partida em que o São Paulo venceu o Rondonópolis por 4 a 0, pelas oitavas-de-final da Copinha. E de imediato, como fiz durante o jogo em minhas redes sociais, quero deixar claro que firmo opinião neste editorial pela exclusão do São Paulo da Copinha. Claro que a Federação Paulista de Futebol não vai ter peito para isso, afinal, aqui é Brasil. Mas não há outra medida a ser tomada.

Recebi algumas respostas que os meninos não tem culpa de nada, que quem tem que ser punido são os torcedores que fizeram isso, pois não são torcedores e nem ligariam se o time fosse excluído, etc. etc. Acreditem que foi com dor no coração que defendi e estou mantendo essa posição. Só com uma atitude dura, punindo a instituição, os dirigentes, que em última análise, são corresponsáveis por essa corja de marginais nos estádios, é que algo poderia ser feito. Apesar que, se for analisar bem, um torcedor corinthiano matou outro na Bolívia, eu também defendi a exclusão do time na Libertadores, nada aconteceu e esses torcedores continuaram aprontando por aqui nos jogos do time deles. Então…

Mas não é só a Independente culpada pelos atos deste domingo em Mogi das Cruzes. A Federação Paulista de Futebol é cúmplice, pois não se acha explicação tirar o São Paulo da Arena Barueri, estádio moderno e que vinha comportando o público e colocar num estádio com capacidade para sete mil pessoas. Além disso, não foi providenciado o policiamento necessário. Nem ambulância tinha. Portanto, a FPF não vai ter coragem de eliminar o São Paulo porque é cúmplice de tudo o que aconteceu.

Me perguntaram nas redes sociais se o presidente Leco continua dando mesada para as organizadas. Não sei responder. O que sei é que elas foram muito aquinhoadas durante a gestão Juvenal Juvêncio. Carlos Miguel Aidar, num primeiro momento, chegou a romper com elas, mas quando percebeu que estava em apuros, com todas as denúncias que surgiram, as trouxe de volta para servirem de sustentáculo. Quanto a Leco, ainda não sei qual a relação, mas vou apurar e expor aqui.

De resto, o time reserva sobrou, o que não quer dizer que temos um elenco brilhante. O Rondonópolis é um time risível. Só isso. Esperemos o Flamengo, nas quartas-de-final, para ver o potencial deste time.

A primeira semana de Bauza e a Copinha

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, fechamos a primeira semana de janeiro, quando durante cinco dias Edgardo Bauza teve contato com o elenco e, além do condicionamento físico, até já fez um trabalho tático. Neste primeiro momento ele ainda não contou com Mena e Lugano. Mas esboçou um time que está em sua cabeça, e seria este: Denis; Bruno, Rodrigo Caio, Breno e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes, Michel Bastos e Ganso; Centurion e Kardec.

Entendo que ele tem uma proposta mais defensiva do que tinha Osorio. Mas eu colocaria Breno mais adiantado, como volante, no lugar de Hudson – aliás esta foi a grande sacada de Juan Carlos Osorio – e Rogerio no lugar de Centurion. De resto esta seria minha escalação, lembrando que não temos ainda treinando Mena e Lugano.

Aliás, vamos entender que Lugano será muito importante para o clube. Trará alma, raça e vai chacoalhar no vestiário quem estiver fazendo corpo mole durante o jogo. Mas não será ele quem vai resolver nossos problemas. O elenco permanece o mesmo e não poderemos jogar em seus ombros qualquer fracasso nos torneios que iremos disputar.

Voltando ao nosso novo técnico, Bauza é tido na Argentina como um grande organizador tático. Foi por isso que conseguiu o mérito de levar ao título da Libertadores o San Lorenzo, que tinha um elenco muito fraco e mesmo assim conquistou o campeonato. Por isso estou depositando muita confiança nele.

Continuo preocupado com a falta de contratações e de movimento de nossa diretoria. Como estou dando a trégua necessária à administração Leco, quero crer que tudo está feito na surdina, como deve ser, e que, de repente, teremos bons reforços. Há quem diga, nos bastidores do Morumbi, que até quinta-feira um grande  nome poderá ser anunciado. Eu, particularmente, não tive qualquer confirmação dessa possibilidade.

Enquanto isso tem me agradado muito o time sub-20 do São Paulo, que está disputando a Copinha. Já tinha visto este time jogar na Copa do Brasil e na Copa Ipiranga, ambos os títulos conquistados pelo Tricolor. E agora, na Copinha, o time está sobrando. Verdade que quase foi pego pelo acaso neste domingo, precisando das penalidades para eliminar o fraco Taboão da Serra. Mas foi bom ter acontecido agora, para evitar que a soberba suba à cabeça e o time mantenha os pés no chão.

Desse time que está aí, vejo em condição de subir para o profissional e passar a treinar na Barra Funda o volante Banguele, que tem um estilo de jogar muito parecido com o grande  Chicão; o meia Lucas Fernandes, com uma técnica invejável e que chuta bem de média e longa distância, com ambos os pés; o atante pelos lados David Neres, veloz e agudo, com boa finalização, também, de média distância; e o centro-avante Johanderson, que tem bom posicionamento na área e sabe fazer o pivô para quem vem de trás chutar para o gol.

Também tem me impressionado bastante o trabalho do técnico André Jardine. Esquema tático bem definido, muita rapidez nos contra-ataques, marcação adiantada, viradas de jogo constantes, dando opção para abertura de defesas fechadas. Enfim, é um nome a ser observado e, numa emergência, quando do desligamento do técnico do time principal, ocupar interinamente o cargo, ao invés de Milton Cruz.

Faz tempo que Cotia não dá à Barra Funda algum jogador para ocupar uma vaga no time titular. Mas eu gostaria muito de ver estes quatro jogadores subindo e formando o time principal em alkguns jogos do Campeonato Paulista.

 

2015 poderia ter sido pior. Que 2016 seja bem melhor!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo provou, neste ano que acaba, que realmente é gigante. Um clube que passou pela maior turbulência administrativa de sua história, com a renúncia do presidente após dezenas de denúncias de desvios de parte de sua diretoria, comissões de vices-presidentes, namorada do presidente, quatro técnicos diferentes, um time remendado, com os jogadores sem ter a quem obedecer, script pronto para um rebaixamento e acabamos o ano classificados para a Libertadores. Não é para poucos.

O que espero é que sirva de lição para não ser repetido em 2016. Que a eternização de poder protagonizada por Juvenal Juvêncio e a utilização do clube como balcão de negócios, por conta de Carlos Miguel Aidar, fiquem no passado, colocados sob um túmulo e de lá nunca mais saiam.

Meu otimismo para 2016 está no fato desta diretoria quer assumiu o poder estar demonstrando até agora, no mínimo, a transparência que todos esperávamos. Me lembro que conversei com vários membros da atual diretoria e lhes disse que, depois da tragédia que se abateu sobre nós, com Aidar e sua trupe, os novos mandatários, mais do que serem honestos, precisariam demonstrar que são honestos. Por isso essa transparência é tão necessária.

Não concordo, por exemplo, com a forma de contrato feita com Gustavo Oliveira. Um gerente que ganhava R$ 40 mil por mês voltar ganhando R$ 80 mil, para, em pouco tempo, passar a R$ 120 mil e ainda 3% de comissão sobre venda de jogadores, me parece muito para um clube que vive as dificuldades financeiras que o São Paulo atravessa. Mas não fosse a tão clamada “transparência”, não ficaríamos sabendo disso.

Espero que conselheiros como Opice Blum e Marcelo Pupo não fiquem do lado de lá do muro, que honrem o cargo que ocupam e que levem a sério e a fundo as investigações, e não ao arquivamento como, me parece, as coisas estão caminhando.

Que Edgardo Bauza seja o técnico competente que esperamos ser, que nos devolva o gigantismo ao conquistar títulos, que consiga controlar o elenco. Que as indicações que ele fizer sejam para o bem do São Paulo, e não para ajudar amigos de times por onde passou.

Que Lugano, El Dios, venha e traga, consigo, toda a garra e amor pelo São Paulo e seja exemplo para aqueles em cujas cabeças a ficha ainda não caiu do significado e o peso do nosso manto sagrado.

Enfim, que em 2016 possamos voltar a gritar com toda a força do mundo: É CAMPEÃO!!!

Que o ano novo seja repleto de vitórias e conquistas.

Novo técnico, a gravação e Ataíde: o dia de notícias no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, para quem acha que dezembro é mês chato, com férias dos jogadores, falta de notícias, no caso específico do São Paulo demora na contratação do técnico e falta de transparência nas investigações contra Carlos Miguel Aidar, a quinta-feira foi um prato cheio: juntou tudo isso e mais um pouco.

Comecemos pelo novo técnico. Tudo o que sei de Edgardo Bauza é que é bicampeão da Libertadores da América, com o modestíssimo LDU e o não tão potente San Lorenzo, o time do Papa. Seria um currículo genial para uma pessoa dirigir um time de uma torcida apaixonada pelo torneio sul-americano. Mas seria muita pretensão minha falar que conheço seu trabalho, pois não acompanho o campeonato argentino e o muito que vi foi a  participação do San Lorenzo na Libertadores que ganhou, sem me fixar no esquema tático montado.

Pelo que li, em vários sites e jornais, pelo que ouvi de vários analistas, ele seria o oposto de Juan Carlos Osorio. Enquanto o colombiano priorizava o ataque, com marcação alta, ou seja, na saída de bola do adversário, Bauza monta time com forte marcação, diminuindo o campo e fazendo com que a batalha pela posse de bola se trave no meio de campo, com saída rápida e com volume quando retomada a bola. Seria, digamos, um estilo Tite.

De qualquer maneira apoio integralmente sua contratação, pois sairemos da mesmice. Claro que meu nome seria Cuca. Mas em não sendo possível, nenhum nome no Brasil me agrada. E ele será uma novidade, assim como foi Osorio.

Mas a quinta-feira também foi dia de ouvirmos a gravação feita por Ataíde Gil Guerreiro da conversa com Carlos Miguel Aidar. Ficou claro a corrupção de Aidar e Douglas Schwartzmann, nas palavras do próprio ex-presidente. E não adianta vir com cartinha de apoio, desdizendo o que disse, pois isso é típico dos políticos que estão envolvidos em sujeira até o pescoço e buscam apoiar seus comparsas publicamente para não ver sua situação mais deteriorada.

Com esta divulgação pública, já, agora, de domínio de toda a coletividade Tricolor, com sua degravação e registro em cartório, a Comissão de Ética, presidida por Opice Blum, não tem mais como negar o óbvio e o presidente do Conselho Deliberativo tem obrigação de cobrar uma posição firme da Comissão de Ética e ser firme, também, nas punições. Na minha opinião, Carlos Miguel Aidar e Douglas Shwartzmann não tem mais a menor condição ética e moral de pertencerem ao quadro social do São Paulo. E ainda devem ser processados criminalmente.

Percebi, aqui mesmo no Tricolornaweb, críticas vorazes contra Ataide Gil Guerreiro, colocado como cúmplice de tudo ou, na melhor das hipóteses, omisso. Minha visão não é esta. Por mais que eu também esteja cético em relação a algumas coisas no departamento de futebol, não sou daqueles críticos que pedem a saída de Ataíde. Conversando com ele como o fiz ontem, pude perceber muita sinceridade em suas palavras. Ele poderia ter simplesmente saído do cargo ao não concordar com tudo o que estava acontecendo. Não poderia nunca provar a corrupção. Ao invés disso ficou, foi coletando provas, conseguiu a gravação e forçou a saída de Aidar. Garanto que para a instituição seria muito mais maléfica a saída de Ataide sem provar nada do que ter ficado e derrubado Aidar.

Acho que estamos começando a virar o jogo. A diretoria, taxada de lenta até por mim – com ressalvas -, deu a resposta e, a princípio, entendo que acertou. Agora é esperar para ver o ritmo das contratações, pois até onde sei ele vai pedir três ou quatro reforços, e torcer para que as coisas voltem para o seu devido lugar. É a esperança de um bom 2016.

80 anos de fundação: uma data para comemorar, mas temos muito a lamentar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje o São Paulo completa 80 anos de existência. Foram anos de glórias, de títulos, de gigantismo que marcaram nosso nome no cenário mundial do futebol. Um clube que viveu na vanguarda do esporte brasileiro por muitos anos, que conseguiu seis títulos brasileiros, três de Libertadores, três mundiais, outros títulos internacionais e mais de duas dezenas de paulistas.

Fora do futebol tivemos Ademar Ferreira da Silva e Eder Jofre, que sempre honraram nossas cores e conquistaram títulos de extrema importância  no mundo do atletismo e do boxe.

Tivemos presidentes que serviram ao São Paulo, e não se serviram do São Paulo. Nomes ilustres que nos encheram de orgulho. Em nome de todos estes abnegados são-paulinos quero citar Laudo Natel, o maior e melhor de todos, a quem devemos, por exemplo, a construção do Morumbi, nosso Templo Soberano e Monárquico do Futebol.

Todavia, num dia em que eu gostaria apenas de comemorar nossa linda história sou obrigado a analisar o desempenho do nosso Conselho Deliberativo. Outrora digno de respeito e orgulho de todos os são-paulinos, hoje se transformou num “fazedor de pizzas”. A reunião desta terça-feira, a última de 2015, que retratei na matéria “Conselho Deliberativo tem reunião e prepara absolvição de Aidar” foi lastimável. Conselheiros ligados à oposição, ou mesmo a atual diretoria, jovens e idosos, com os quais conversei no final da reunião demonstravam decepção em suas fisionomias.

Saíram da reunião com a certeza de que nada será apurado. Mais do que isso, assustados com a postura de José Roberto Opice Blum, ameaçando os acusadores, que se não apresentarem as provas serão processados, perderam a esperança de que algo será apurado.

Alguns andam espalhando por aí que Marcelo Pupo, o presidente do Conselho Deliberativo, bradou que nada ficará sem apuração. Mas se é assim, por que mudou toda a Comissão Disciplinar, que estava avançando nas apurações? Por que nomeou para a comissão pessoas com histórico e ligação com Carlos Miguel Aidar? Outros dizem que estou mal informado, que as investigações continuam e estão mentindo para mim. Então qual a versão verdadeira? Não me dão. Portanto…

Triste conclusão: nosso Conselho Deliberativo, repito, outrora órgão de orgulho de todo são-paulino, hoje está agindo com similaridade ao Congresso Nacional. Sei perfeitamente que existem muitos conselheiros que continuam servindo ao São Paulo, independente da idade cronológica, e que querem tudo apurado, mas são vencidos por aqueles que tem o comando das ações e que querem salvar aqueles que se serviram do São Paulo. E aqui isento o presidente Leco de qualquer responsabilidade no tema, pois como presidente da diretoria, nada pode fazer no Conselho Deliberativo.

Vou continuar cobrando. Que Ataíde faça a tal transcrição juramentada em cartório e que os que querem abafar o caso se calem. Que o contrato com o tal Jack, o caso Iago Maidana, as comissões da Under Armour, as vendas de Denilson e Souza e a não venda de Rodrigo Caio sejam apuradas. Vou criar no site a página dos conselheiros. Haverá uma  com os nomes dos que querem passar o São Paulo a limpo, uma com os que querem abafar tudo e uma com aqueles que não estão nem lá, nem cá, para que a coletividade são-paulina se familiarize com tudo isso.

Eu, como não faço política e não tenho o menor receio de ficar ou mal com este ou aquele, vou continuar cobrando e denunciando quem quer manchar a imagem do nosso clube. Afinal, quero comemorar outros aniversários do São Paulo, enquanto alguns querem que ele acabe logo.

Reunião do Conselho e novo técnico: o vazio é o mesmo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tudo indica que Conselho Deliberativo e diretoria do São Paulo andam juntos, de mãos dadas, com os mesmos passos de tartaruga. Enquanto o presidente do Conselho, Marcelo Pupo,  continua empurrando com a barriga s investigações da gestão Carlos Miguel Aidar e a audição da tal fita gravada pelo vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, denunciando Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva também anda a passos de cágado na contratação do novo técnico e o início do planejamento para 2016, já excessivamente atrasado.

Neste terça-feira teremos a última reunião do Conselho Deliberativo em 2015. E me parece que vão discutir sobre as borboletas e o lindo canto dos pássaros. Vejam a pauta: exposição dos atos administrativos da atual gestão no último bimestre;  exposição do relatório do Conselho Fiscal, referente ao mesmo período;  pedido de suplementação do orçamento em vigor;  votação da proposta orçamentária para 2016;  e detalhes sobre a adesão ao PROFUT.

Existe o ítem “Assuntos Gerais”, número 9 da pauta, que pode ser usado para a audição da gravação ou discussão das denúncias. Mas, convenhamos, como meu falaram alguns conselheiros imbuídos da missão de apurar tudo, isso é muito pouco para tratar assunto de tanta relevância.

A Comissão Disciplinar até agora não apresentou qualquer resultado. Alguns me pedem para ter paciência porque o próprio estatuto do clube prevê essa morosidade e tudo é feito com muita calma. Mas, às vezes, essa calma pode dar a impressão de impunidade e a torcida não aceitará isso. Ademais, o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, pessoa bastante ligada ao ex-presidente José Augusto Bastos Neto, até agora não deu uma mostra sequer, por menor que seja, de que não vai jogar tudo para baixo do tapete. Aliás, José Augusto Bastos Neto deixou de ser o pior presidente de nossa história, em minha opinião, graças a desastrosa e nefasta gestão de Carlos Miguel Aidar, insuperável nessa classificação.

Já o presidente Leco e o vice de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, derraparam nas palavras  e promessas e agora são cobrados justamente. Ataíde, lá atrás, disse que deixaria a função caso não conquistasse um título este ano. A não ser que ele considere que a classificação na Libertadores seja um título, não cumpriu a palavra. Além do mais, a gravação deveria ser entregue ao público, através da imprensa, e não a um grupo fechado que pode simplesmente camuflar tudo o que consta ali.

Leco, por sua vez, pediu, após a humilhante derrota para o Corinthians,  para ser cobrado de suas atitudes em 15 dias. Já se passaram 23 dias e até agora nada. Perdemos jogadores, até de certa importância, e não contratamos ninguém para repor as perdas. Pior: não temos até agora um técnico e sequer um indicativo de quem pode ser. Ou a diretoria está trabalhando em absoluto silêncio – como deve ser – e receberá meu pedido público de desculpas aqui se anunciar nos próximos dias um nome revolucionário, ou será criticado por ter perdido o bonde da história e ter atrasado nosso planejamento mais uma vez, podendo causar danos irreparáveis para nossa preparação para a Libertadores, que começa em 40 dias. Mas percebam: não me venham com Abel ou coisa que o valha como grande bomba. Só admito esse hipotético trabalho em silêncio para alguém no nível Sampaoli.

Para finalizar, ainda há tempo dos presidentes da diretoria e do Conselho Deliberativo nos darem um bom final de ano, com atitudes concretas e rápidas. Ou então, como disse o Sombra, do programa Estádio 97 da Energia FM, “sexta feira tivemos a despedida “mítica” de Rogerio. Se depender da direção de futebol, será que teremos a “despedida do torcedor” em 2016?”

 

 

 

Ponto final na história de Rogério Ceni. Obrigado, M1TO!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acaba aqui a história de Rogério Ceni como jogador do São Paulo. Era um dia que eu não gostaria de ver chegar. Mas a vida passa, os anos passam, e um dia chega a hora de parar. E Rogério Ceni, após alguns adiamentos, decidiu encerrar sua carreira.

Foi uma história digna de um atleta correto, beirando a perfeição, plenamente vitoriosa, de amor dedicado a um clube, a uma torcida, como ninguém mais fez.

Rogério Ceni foi gigante debaixo do gol; foi brilhante nas cobranças de falta; foi maestro nas reposições de bola; foi líder nos momentos bons e ruins.

Quem não se comoveu com as preleções que ele fazia no vestiário, antes dos jogos, mostrando ao grupo o peso e a importância do nosso manto? Quem se conteve de explodir com o centésimo gol marcado sobre nosso grande rival dentro do Estado? Quem não se arrepiou ao ver a defesa monumental, gigantesca que ele fez na cobrança de falta de Gerard, do Liverpool, na final do Mundial de 2005?

Rogério Ceni foi recordista em tudo: foram 1237 jogos com a mesma camisa, 131 gols. Conquistou campeonatos Paulista, Brasileiro, Libertadores, Mundial, Conmebol, Sul-Americana, Recopa, enfim, possui títulos de todos os torneios dos quais participou. Foram 23 anos de dedicação integral ao Soberano.

Não sei como serão os jogos daqui para a frente. Acostumado a publicar a escalação do São Paulo, o único nome que eu tinha certeza que jogaria era o primeiro que vinha na lista: Rogério Ceni. Agora esse nome não vai mais aparecer. E no Templo Soberano e Monárquico do Futebol não mais o verei no gol, com a camisa do Soberano.

Rogério Ceni para e passa a fazer parte da história do São Paulo. Lá no topo, como o maior ídolo desta imensa torcida, como o verdadeiro M1TO que nos conduziu a caminhos de glória.

A nós, só cabe aceitarmos a sua decisão, reverenciá-lo como o nosso M1TO e agradecer para sempre tudo o que fez pelo clube que tanto amamos.

Obrigado, muito obrigado mesmo, Rogério Ceni! Para sempre estará em nossa memória e nosso coração.