Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como tenho dito reiteradamente, não vou descansar enquanto não vir apurados todos os ilícitos envolvendo a quadrilha que se apossou do clube nos últimos 16 meses e a punição dos culpados. Alertei, semana passada, que uma enorme pizza começa a ser assada na Comissão Disciplinar do clube, comandada pelo conselheiro Wilton Brandão Parreira, mas que tem comando maior de Marcelo Abranches Pupo Barbosa, presidente do Conselho Deliberativo.
Quem é Wilton Brandão Parreira?
Inegavelmente foi um dos que lutaram muito pela queda de Carlos Miguel Aidar. Faz parte do grupo político liderado pelo vice-presidente Roberto Natel. Quando assumiu a Comissão de Ética me fez acreditar, pela luta que o próprio Natel desenvolveu no clube, que iria colocar tudo em pratos limpos.
Mas curiosamente passou a atuar exatamente de forma contrária ao que vinha falando. Defende abertamente – desculpem a infâmia – que a apuração seja secreta e que tudo fique entre quatro paredes. Que sócios e torcedores não fiquem sabendo do que foi apurado e das medidas que serão tomadas. Passou a perseguir, com intimações, os sócios que assinaram o “moção de desconfiança” contra o ex-presidente Carlos Miguel Aidar e ameaçar com a expulsão aqueles que não comprovarem que ele cometeu crimes contra o clube. Está prestes a arquivar a representação que pede apuração e punição a Aidar e Ataíde Gil Guerreiro e joga para baixo do tapete o regimento que diz, em outras palavras, que a Comissão de Ética pode até não ter poder para juntar provas, mas tem o dever de remeter os fatos ao Conselho Deliberativo, órgão supremo do clube, para que o julgamento seja feito.
Quem é Marcelo Abranches Pupo Barbosa?
Em nenhum momento deixou clara sua posição favorável ou não a saída de Carlos Miguel Aidar. Ao contrário, manteve apoio ao ex-presidente até o último minuto. É vinculado ao grupo do ex-presidente do São Paulo, José Augusto Bastos Neto e do ex-diretor jurídico José Serafim dos Anjos. Apenas para lembrar, Bastos Neto foi, até a gestão de Carlos Miguel Aidar, o pior presidente da história do São Paulo. Entre outras coisas, chegou ao ridículo de tentar “ensinar” Márcio Santos, zagueiro campeão do mundo, cabecear.
Ele, Bastos Neto, é quem “ilumina” a mente de Marcelo Pupo. Recentemente escrevi uma nota dizendo do compromisso de Pupo com Aidar. Fui “bombardeado” por alguns conselheiros que refutaram essa rotulação de Pupo. Acho que eu estava certo. E ele faz o discurso repetido por Parreira: tudo o que for investigado tem que ser sob sigilo e os sócios e torcedores não devem saber de nada do que for apurado e as punições que forem aplicadas.
Então, amigos são-paulinos e leitores do Tricolornaweb, a chance de ficar tudo do jeito que está é enorme. Minha esperança está na força de vontade dos demais conselheiros, que realmente tem o São Paulo no coração, que não tem vínculo ético e moral com Aidar, impedir que isso aconteça. Não é possível que um grupo de conselheiros não comprometidos com a verdade prevaleça e jogue ainda mais na lama a imagem do São Paulo.
Queremos saber, e o Conselho Deliberativo tem obrigação de dar explicações, do Jack, da comissão de R$ 18 milhões da Under Armour, das comissões da Cinira Maturana, do Iago Maidana, do Jorginho Paulista, do Denilson, do Rodrigo Caio e de tudo o que de podre envolveu nosso clube. Ou os conselheiros imergirão no lodo com o nome de nossa instituição. E mostrarão que os tentáculos aidarianos estão presentes no Conselho.