São Paulo poderia ter goleado. Mas foi no estilo Libertadores!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não se pode dizer, neste momento, que só batemos em galinhas mortas. Por mais que o River seja tido, na Argentina, como “as galinhas”, é um time que tem que ser respeitado por sua história e por ser, afinal, o atual campeão da Libertadores. Ganhamos do River e poderíamos ter goleado, não fossem alguns fatores individuais: Denis, Kardec e Centurion.

O São Paulo teve total domínio do jogo deste o começo. Os jogadores entraram em campo como se fosse uma decisão. E não deixava de ser. Afinal, havia a necessidade de vencer ou vencer. Foram divididas fortes, com Hudson contagiando a equipe com sua extrema garra, Maicon, um verdadeiro xerife, e Ganso, o maestro.

Comecei a perceber que o elenco está assimilando a orientação tática de Edgardo Bauza. Michel Bastos e Kelvin tiveram muita movimentação, Ganso flutuou pelo meio e Calleri abriu espaços na defesa. Aliado a isso, os dois laterais – Bruno e Mena – apareciam várias vezes no ataque. E João Schmidt deu ganho de qualidade no passe pelo meio.

Essa diminuição de espaços tornou o time mais compacto. Não poucas vezes podíamos ver um jogador do River cercado por dois ou três são-paulinos. Era muita pressão.

Com 2 a 0 e um homem a mais, a goleada se apresentava. Mas aí vieram os fatores. Com Calleri pendurado com cartão amarelo, Bauza colocou Kardec em seu lugar. Ele entrou com extrema lentidão e mesmo assim teve uma grande chance, mas perdeu grotescamente o gol. Depois foi a vez de Centurion ser colocado por Ganso na cara do gol, mas também foi bisonho.

Já Denis contribuiu com falha no gol e, no final, quase entregou. É o típico goleiro que sai do gol caçando borboletas.

Mas foi uma quara-feira digna de Libertadores. Tão Libertadores que mesmo no banco, Lugano teve participação importante na partida. Na hora da confusão, em que o pau quebrou, ele veio como um bólido, pulando tudo para bater e assoprar. Esse é El Dios. Esse é o São Paulo que sempre queremos ver.

Já não tenho dúvidas mais da nossa classificação, apesar de reconhecer a extrema dificuldade que será jogar em La Paz.

Perdemos a chance de ter a vantagem nas quartas do Paulista

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu a grande chance de entrar com a vantagem de jogar em casa nas quartas-de-final do Campeonato Paulista. Ao perder em Sorocaba, jogou por terra qualquer oportunidade, ainda mais que o Audax Osasco perdeu do Santos, na Vila Belmiro.

Bem, mas com vantagem ou sem, já que o jogo será no Pacaembu e o São Paulo tem obrigação de passar para  semifinal, pois será inadmissível uma derrota para este time.

Incrível que o São Paulo nem jogou mal. No primeiro tempo, por exemplo, até os 30 minutos, foram várias chances claras de gol criadas e desperdiçadas. A saída de Daniel, no entanto, quebrou o time. Ele nem vinha jogando bem, mas taticamente fazia com que o São Paulo tivesse total controle da partida.

Michel Bastos entrou e Lucas Fernandes foi deslocado para o lado esquerdo. Michel está nitidamente perturbado pela fase que está passando e, logo de cara, recebeu uma bola em condição de marcar e isolou por completo.

No segundo tempo o jogo ficou equilibrado, mas o São Bento passou a ter mais chances. Denis fez uma grande defesa. Depois, Michel Bastos mata a bola no peito, perde a bola, Mena fica parado, sobra para Lucão, que cai sentado…e gol do São Bento.

Bauza ainda tentou com Rogerio na frente, com Bruno no lugar de Mena, mas foi insuficiente. O São Paulo praticamente não teve mais chances de gol e o placar acabou sendo justo.

Agora é focar a quarta-feira. Isso é o que interessa. Arquivem esse jogo deste domingo na “História Marca” e bola para a frente, porque o Morumbi estará lotado para empurrar o time para uma grande vitória contra o River.

Vitória maiúscula, de um time que espero sempre ver jogando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi daquelas noites de glória no Templo Soberano e Monárquico do Futebol. Não importa de quem, mas é sempre muito bom ver um 6 a 0, com futebol vistoso, de garra, de pressão, de velocidade, como mandam os tempos modernos. Foi do Trujillanos, time fraquíssimo, mas tivemos dificuldades com Oeste, Linense, São Bernardo, tão fracos contra este venezuelano. Portanto, há luz no fim do túnel.

O time foi perfeito. Só destaquei negativamente Maicon, que logo no início saiu jogando errado, armou um contra-ataque do Trujillanos e depois ficou tenso o jogo inteiro, sendo risco iminente. A sorte é que o ataque venezuelano inexiste, o que facilitou o trabalho de cobertura.

Bauza mudou. E para melhor. As entradas de João Schmidt e Kelvin deram outra movimentação à equipe. Schmidt tem qualidade técnica, que se alia à sua altura. O bom domínio de bola e bom passe tirou de Ganso a responsabilidade de ser o único armador do time. Mais do que isso, era ele quem fazia a transição defesa ataque. Já Kelvin fez excelente partida, com muita velocidade e dribles fáceis para cima da zaga.

Ganso mais uma vez foi maestro. com toques precisos, dribles curtos e secos e participação efetiva em toda a partida. Neste noite ele tinha a quem servir: Kelvim se deslocava bem pela lado direito, apoiado por Bruno; Michel Bastos ficava bem aberto pela esquerda, com passagens constantes de Mena; e Calleri abria os espaços necessários para entradas de João Schmidt e até Hudson.

O gol marcado ainda no início do jogo nos deu a certeza que viria a goleada. Era questão de saber de quanto. O time venezuelano veio claramente jogar por uma bola. Mas o gol desmontou o time defensivo, retrancado e sem qualquer inspiração do Trujillanos.

Acho que o Bauza deve ter dormido mal esta noite. Não é do seu feitio aplicar goleadas.Tanto que a hora que ele chamou o Lucão, eu pensei que fosse colocar no lugar de algum atacante. Já estava me preparando para chamá-lo de burro. Mas desta vez ele não puniu o time por marcar tantos gols.

Que venha o River. Renascemos na Libertadores. Agora é não deixar a peteca cair.

 

Gol no último minuto, pênalti perdido e sufoco para ganhar do Oeste

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sufoco. O São Paulo conseguiu a vitória sobre o Oeste, já rebaixado no Campeonato Paulista, com gol aos 46 minutos do segundo tempo, em pleno Morumbi. Começou perdendo o jogo por 1 a 0 e, quando a partida já estava empatada, se deu ao luxo de perder mais um pênalti – agora do Maicon -, o quinto em seus que tivemos a nosso favor este ano.

O cenário do jogo não foi muito diferente dos anteriores. O São Paulo teve total domínio das ações, posse de bola, mas não consegue chutar para o gol. O máximo que o time faz é chegar na linha de fundo e chutar a bola alta para a área. Não há jogadas ensaiadas, com penetrações em diagonal, ou corte de fora para dentro com chutes de meia distãncia, até porque Michel Bastos e Daniel jogaram abertos com essa opção, mas em nenhum momento fizeram isso.

Aliás, Daniel merece um parágrafo à parte. Jogador trazido para o São Paulo do Botafogo do Rio, após uma disputa com o Palmeiras. Chegou machucado fez uma cirurgia, ficou seis meses sem jogar e agora, quando já está no alto de sua forma física, percebemos que pode ser mais um engano. O cara não acerta um único passe.

O Oeste, que não fazia mal a ninguém, acabou indo num contra-ataque, em que nossos dois laterais não guardavam a posição que deveriam estar, e marcou seu gol. Mais uma vez nos deparamos com a situação de ter que atacar. Mais do que atacar, chutar para gol. Mas como com Bauza a questão ataque é de pouca importância, temos que ficar na torcida de confusão na área, bate rebate, para sair alguma coisa.

Bauza colocou Kelvin no lugar de Daniel, no intervalo, e o time voltou para o segundo tempo com outra disposição. Fez uma verdadeira blitz contra a defesa do Oeste. Passou a perder gols, até que Hudson desvia um cruzamento de Bruno, a bola toma muita altura e cai dentro do gol. E não me venham dizer que foi jogada ensaiada ou toque proposital, porque é balela.

A blitz continuou e…pênalti para o São Paulo. Maicon bate e perde. Outra falha de Bauza: será que ninguém treina chutes a gol? será que ninguém treina cobrança de pênalti? É difícil definir um batedor oficial e este jogador ficar meia hora por dia cobrando pênaltis? Parece que no São Paulo tudo é difícil

O time sentiu o impacto da perda do pênalti. Bauza ainda colocou Caramelo (Bruno sentiu contusão) e Lucas Fernandes em campo. Por mais que a movimentação fosse maior, o gol da vitória só veio aos 46 minutos, em novo bate rebate na área. A bola bateu em Maicon e entrou.

Uma nota sobre o novo gramado do Morumbi. Vou esperar mais alguns dias, mas me decepcionei. O piso é duro, a bola não rola, pinga demais. Há falhas. Mas vamos ver como estará daqui a duas semanas.

Outro empate com futebol risível

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um empate, com gol na base do bumba-meu-boi no último minuto de jogo, contra o fraco time da Linense, candidata ao rebaixamento. E desta vez não pode haver reclamação de ausência de jogadores, pois quem não jogou, não era, efetivamente, titular. Portanto Bauza tinha os, teoricamente, melhores jogadores do elenco à disposição para montar o time que quisesse. E ele continua empacado.

O primeiro tempo deu mostras disso. Um futebol burocrático, com domínio de bola, mas sem qualquer objetividade. Na realidade, até o pênalti, o lance de perigo tinha ocorrido contra o São Paulo, quando a zaga estava escancarada, a Linense saiu no contra-ataque e Denis fez uma grande defesa. Depois, a jogada de perigo foi o pênalti, em lindo passe de Ganso, de calcanhar, para Bruno, que foi derrubado. Mas Michel Bastos, em péssima fase, chutou na trave. Cinco pênaltis a nosso favor nesse ano, quatro perdidos: Michel Bastos (2), Calleri e Ganso.

O time toca muito a bola, mas não chuta do gol. Raríssimos são os arremates de curta ou média distância. A opção sempre é pelo chuveirinho. Jogadas de linha de fundo e cruzamento pelo alto. O aproveitamento é quase zero.

No segundo tempo o quadro não mudou muito. O trio de meias tentado por Bauza não deu resultado. Michel perdeu pênalti e se perdeu no jogo; Daniel errou quase todos os passes; sobrava Ganso, que conseguia dar assistências, mas as chances não eram convertidas em gol. Bauza então tirou Daniel para colocar Kelvin e conseguir mais velocidade. Depois Lucas Fernandes no lugar de Thiago Mendes e recuou Michel Bastos para essa posição. E ele perdeu a bola na intermediária, que culminou com gol do adversário.

Aí entrou Kardec no lugar de Calleri e o time partiu para o desespero. As bolas eram cruzadas na área a partir do meio de campo. As faltas que ocorriam próximo da linha divisória, tinha Ganso mandando a bola alta, para a área. E foi numa dessas que o gol acabou saindo. Um bate rebate na grande área, Maicon chutou, a bola desviou em Kelvin e entrou. Não deu tempo nem da Linense dar a saída.

Apesar de já estar enxergando um esquema tático de Bauza, ele é inoperante. É inadmissível estarmos entrando no quarto mês do ano e o técnico não ter dado um mínimo de padrão para o time. É fim de feira total!

O empate na Vila ficou de bom tamanho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate obtido pelo São Paulo contra o Santos na Vila Belmiro, neste domingo, não pode ser descartado como bom resultado. Por mais que o time santista tenha jogado extremamente desfalcado, com time quase reserva, o São Paulo também estava sem Ganso, hoje 50 por cento do time, e se jogadores que poderiam servir de opções no banco, ou até mesmo como titulares. E aqui cito Rodrigo Caio, Rogério e Breno, apenas para ilustrar minha tese.

E o São Paulo jogou de igual para igual com o time da casa. Diria até que foi ligeiramente melhor no primeiro tempo. O esquema tático de Edgardo Bauza pode ser mais visível neste domingo. A linha de quatro zagueiros, Hudson e Thiago Mendes à frente da zaga, Centurion, João Schimidt e Daniel mais à frente, com Calleri isolado no miolo do ataque. João Schimidt alternava com Hudson e Thiago Mendes esse posicionamento. Com isso o meio campo do Santos ficou um pouco perdido na marcação.

O time voltou para o segundo tempo com Lucas Fernandes no lugar de Centurion. Por pior que fosse o garoto, já seria muito melhor que o argentino que, de novo, não jogou absolutamente nada. João Schimidt foi recuado para jogar ao lado de Hudson, enquanto Thiago Mendes passou a jogar aberto pela direita, com Daniel pela esquerda e Lucas pelo meio. Mas Calleri continuava isolado.

Chego a dizer que o São Paulo estava bem melhor que o Santos quando tomou o gol. Aliás, o gol santista nasceu de um contra-ataque, pegando a defesa no mano a mano. E aqui é onde contesto a presença de Hudson no time, já que ele nunca está no lugar onde é preciso, ou seja, dando proteção aos zagueiros. É verdade que no gol a bola foi colocada nas costas de Lugano e Maicon, que veio na cobertura, também perdeu na velocidade.

Depois do gol o Santos cresceu, naquele momento de instabilidade do time. Denis fez uma defesa monstruosa, evitando o segundo gol santista.

Bauza, então, colocou Kardec no lugar de Daniel e, pouco depois, Kelvin no lugar de Thiago Mendes. O time foi para a frente, marcando a saída de bola do Santos e estava nítido que a qualquer momento o gol poderia acontecer. E saiu numa cobrança de escanteio feita por Lucas Fernandes, que colocou a bola com precisão na cabeça de Alan Kardec.

Depois o próprio Lucas Fernandes desperdiçou uma chance de gol. O Santos tentou sair para o ataque mas deixou espaços na defesa, com o jogo ficando muito aberto. De qualquer maneira, reputo o empate como bom resultado num campeonato onde os times são nivelados por baixo e o próprio São Paulo não dá tanta importância para ele.

A saída de Milton Cruz e a possível vinda de Pintado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vi a saída de Milton Cruz com absolutamente natural. Apesar dos 22 anos de clube, ele estava desgastado. Ainda na gestão de Carlos Miguel Aidar, o então – nefasto – presidente queria demití-lo. Algumas forças dentro do clube o fizeram ficar.

Analisando aquele momento talvez entenda que Milton atrapalhava os planos de Aidar e sua trup de negociar com seus próprios empresários. Aliás, Milton tinha contato com a maioria deles, mas nunca me pareceu ter participado de qualquer negociata.

Ele  era o cara da emergência. Assumia o time em momentos de crise  e sempre se virava bem. Mas nunca o vi como técnico do São Paulo. Aliás, ele mesmo não queria. Não por se julgar impotente, mas por não querer sair da zona de conforto.

No balanço que faço de seus 22 anos, entendo que ele tem mais méritos do que deméritos. Foi responsável pela indicação de ótimos jogadores. Mas ultimamente vinha se perdendo na mediocridade que se encontra todo o clube.

Para o seu lugar está sendo cogitado o nome de Pintado. Mas ele não viria para ocupar a função de Milton Cruz nos dias de hoje, mas para gerenciar o futebol. Acho que será um passo para demitir Gustavo Oliveira. É uma boa reformulação que começa a ser feito no futebol do São Paulo. Pintado tem liderança, identificação com o clube, respeito da torcida e certamente poderá fazer um bom trabalho de choque no elenco.

Ainda sobre Milton Cruz, a política falou mas alto, mas com essa demissão, Luis Cunha ganha força e mostra que vai tentar mudar alguma coisa. Mas não pensem que, como alguns disseram, foi sem o consentimento do Leco. No São  Paulo, o regime é presidencialista e ninguém faz nada sem que ele autorize. Portanto, creditem a Leco o mérito ou o erro desta demissão.

A vida segue e o São Paulo não depende de Milton Cruz. Eu agradeço seus ótimos serviços prestados e espero que ele tenha muita sorte por onde passar, mas seu ciclo no São Paulo, realmente, já havia terminado.

Vitória não apaga o mau futebol do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou, no sufoco, do Botafogo, no Pacaembu. Gol aos 43 minutos do segundo tempo. Mas a vitória não pode apagar o que foi o jogo, simplesmente uma repetição das últimas partidas.

Bauza inovou, colocou Bruno na lateral esquerda, porque quis manter Carlinhos na frente e não tinha outro para a posição. Fez com que Carlinhos jogasse como terceiro volante. Colocou dois meias – Ganso e Daniel – e um atacante. Aí, como percebeu que desde o início o Botafogo jogou com os 11  jogadores atrás da linha da bola começou a pedir a Caramelo e Bruno que descessem. Depois foi a vez de Hudson aparecer várias vezes na frente. Mas a qualidade técnica era sofrível.

O time continuou dependendo de Ganso. Daniel até  teve alguns bons momentos. Ele encostava em Calleri e algumas vezes recuava para tabelar com Ganso. Esses poucos momentos deram um lampejo de que pode dar certo. Mas precisa treinar muito.

Aliás, por falar em treinar, erá que Bauza treina ataque contra defesa? Pode parecer que eu estou criando algo revolucionário para treinamentos, mas não é não, Paton. Para um jogo como este, contra o Botafogo, esse era o único treinamento que deveria ser feito. Mas parece que isso não existe.

Aliás, esperar o que de Bauza, técnico acostumado a montar retrancas e que nesta noite teve que desmontar uma. Não fosse a genialidade de Ganso, nos últimos minutos, e o fator sorte nos pés de Calleri, e teríamos empatado contra um dos lanternas do campeonato, em pleno Pacaembu. E poderíamos ter saído com derrota, não fosse o gol incrivelmente perdido pelo Botafogo, poucos minutos antes do gol do São Paulo.

Ah, também tivemos subtituições erradas. Colocar o Kardec, ótimo. Mas não tirar o Daniel. Sacasse um volante e colocasse o time para cima do Botafogo. Mas ele não consegue abrir mão de suas convicções defensivas.

Enfim, a vitória não apaga a má partida que o São Paulo fez no Pacaembu. E se desgraça pouca é bobagem, não teremos Ganso domingo, na Vila. E a vida segue.

Mais uma partida sofrível do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou com o Ituano,em Itú, em  outra partida sofrível. Sofreu o gol os últimos minutos, em nova falha de Denis – ele parece ter uma cola na chuteira para mantê-lo em cima da linha de gol -, e com isso deixou de conquistar uma vitória praticamente assegurada.

Ganso mais uma vez foi o destaque do time, nao só marcando o gol, mas dando passes, sempre desperdiçados pelos atacantes. Chega a dar dó do maestro que põe bolas precisas e os atacantes tropeçam ou matam com a canela.

De novo não vi esquema tático algum montado por Bauza. O time permanece sem jogadas ensaidas  e vive das bolas chutadas para a área pela lateral – sim, porque ninguém sabe cruzar – e a esperança de alguém cabecear para o gol ou sobrar um rebote para alguém finalizar. É o bumba-meu-boi e seja o que Deus quiser.

Eu sei que outros tantos treinadores já passaram pelo Morumbi e não fizeram milagre com esses jogadores. Mas para jogar esse futebol aí, era melhor ficar com Milton Cruz a gastar dinheiro com o treinador argentino.

É impressionante o que ele está conseguindo fazer: estamos quase fora da Libertadores e corremos risco no Paulista, não só de não se classificar como de ficarmos próximos da zona de rebaixamento. É inccrível mas hoje, quando atualizava a tabela de classificação do campeonato aqui no site, busquei  os seis piores colocados para ver nossa situação.

Se isso está assim agora, imagino o que nos espera no Brasileiro. E digo mais: não tivéssemos Ganso jogando o que está jogando atualmente, e a situação estaria muito pior.

Agora é ganhar do Botafogo no Pacaembu e tentar um empate com o Santos, na Vila, para amenizar a situção.

Jogo da Venezuela mostra que tudo tem que mudar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo do São Paulo contra o Trujillanos da Venezuela, nesta quarta-feira, quando conseguimos um pífio empate em 1 a 1 mostra que atitudes drásticas e imediatas por parte do presidente Leco: troca de vice-presidente de Futebol e demissão imediata do técnico Bauza.

Àqueles que falam que não foi Bauza quem bateu e perdeu o pênalti eu respondo: também não foi ele quem marcou o gol e deu passes brilhantes para os péssimos jogadores de ataque desperdiçarem. Àqueles que falam que Ganso não é no São Paulo o que foi no Santos, respondo que lá ele entregava a bola para Neymar, e o gol saía. Aqui, ele entrega para Kardec, que mata de canela: para Thiago Mendes, que não sabe chutar; para Centurion, que cai a frente do adversário.

Então vão falar: “mas o Bauza escala o Ganso e você quer que ele seja demitido”. Sim, porque ele não consegue dar um padrão tático ao time. O que eu vejo, depois deste tempo todo, são Bruno, Mena, Carlinhos (ou Michel Bastos) e Centurion chutando bolas altas para a área. Sim, chutando, porque nenhum deles tem noção do que é cruzar uma bola. Falavam do muricybol, mas o bauzabol é mil vezes pior.

Não há jogadas ensaiadas, não há passagens pelas laterais, não há penetrações pelo meio, a defesa bate cabeça, os volantes não sabem a quem marcar. E assim o São Paulo vai se afundando. Para mim, já foi a Libertadores. Acho que sequer se classifica para a próxima fase do Paulista. E corre sérios riscos no Campeonato Brasileiro, mesmo antes de começar.

Serei muito criticado pelo que vou afirmar, mas é meu pensamento: poucos clubes no País tem um elenco com a qualidade que o São Paulo. Nosso problema é técnico. Precisamos de um que entenda de tática, que não seja tão defensivo quanto este e que treine jogadas pelo chão, com chutes de fora da área. O estilo Bauza não dá mais.

Quando disse no título do meu comentário que serão necessárias medidas drásticas e urgentes, digo que defenderei, a partir de agora, as demissões sumárias de Edgardo Bauza e Gustavo Oliveira, a troca do vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, com imediata substituição por alguém que fale a linguagem dos jogadores e a identificação dos laranjas podres, que sejam negociados já com outros clubes, antes que fiquem desvalorizados pelo vazamento dos nomes.

Por enquanto é isso o que o Tricolornaweb começará a cobrar de Leco. E que ele o faça, antes que comecemos a pedir sua renúncia.