Apesar de tudo, pelas circunstâncias, o empate pode ser comemorado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, empatar com o Flamengo fora de casa sempre pode ser considerado um bom resultado. Hoje, principalmente, por mais que tivéssemos ficado por duas vezes à frente no marcador, a expulsão de Calleri – para mim injusta – e o pênalti cometido por Maicon aos 48 minutos do segundo tempo, cuja cobrança foi feita para fora por parte do Flamengo, realçam que o empate pode ser considerado um ponto conquistado e não dois perdidos.

O São Paulo, diga-se de passagem, jogou muito mal e foi sempre inferior ao Flamengo. Com o miolo de zaga e a dupla de volantes diferentes dos que vinha atuando, o time teve muita dificuldade na marcação e sobrou espaço para o Flamengo trabalhar. Rodrigo Caio fez uma péssima partida e Arturo volante estreante, sentiu a responsabilidade e ficou pedido sem saber a quem marcar, ou mesmo em que ponto do campo se posicionar. Isso dificultou o trabalho de João Schimidt, que também fez uma má partida.

O Flamengo pressionou muito, obrigando Denis a grandes defesas. Aliás, hoje ele foi o melhor do time, contando até com a sorte no final da partida, com o pênalti desperdiçado pelos cariocas. Mesmo assim foi o São Paulo quem saiu na frente, num contra-ataque, com lançamento perfeito de Ganso para Calleri.

Mas o Flamengo não tardou a empatar, num gol contra de Rodrigo Caio. E continuou na frente. O São Paulo vivia de míseros contra-ataques.

No segundo tempo a situação não mudou. Kelvin mal, Michel Bastos apático, os volantes se complicando e a defesa sobrecarregada. O Flamengo batia todos os escanteios no primeiro pau. Ali a marcação cabe aos laterais. Bruno e Matheus Reis perderam todas as bolas.

Mas de novo foi o São Paulo quem ficou na frente, num belo contra-ataque, lançamento de Ganso para Kelvin e um cruzamento perfeito para Calleri. O jogo estava nas mãos do São Paulo mas, e novo, falha da defesa, escanteio cobrado aberto, entre o primeiro pau e a grande área, e gol do Flamengo.

Era possível tentar a vitória, mas Calleri acabou expulso. Não vi motivo para isso, por mais que ele tivesse insistido na reclamação. Mas achei excesso de rigidez do árbitro. Isso mudou toda a estória. O Flamengo foi para cima e virou, mais do que nunca, um jogo da defesa contra o ataque.

Bauza foi tentando dar mais gás ao time colocando Caramelo – não entendi sua entrada -, Ytalo e Kardec. Mas o São Paulo já se dava por satisfeito com o empate. E na única falha que teve no jogo, Maicon comete um pênalti infantil em Emerson, aos 48 minutos do segundo tempo. Para nossa sorte, o flamenguista chutou para fora.

Por tudo isso, o empate pode ser considerado como altamente positivo. Agora é ganhar do Sport na quinta-eira, no Morumbi, e seguir entre os primeiros do Brasileiro.

Ganhamos após primeiro tempo sofrível

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu os três pontos no Morumbi, contra o Vitória, com gols após os 30 minutos do segundo tempo. Porque o primeiro tempo foi sofrível. E não dava a impressão de que seria assim, pois com um minuto, em duas vezes, o São Paulo obrigou o goleiro do Vitória a fazer duas grandes defesas, enquanto no minuto seguinte era Denis quem operava um milagre.

Mas depois o time se desarmou e o Vitória mandou na partida. Teve algumas oportunidades, não tão claras de gol, é verdade, mas teve o domínio completo. O trio de meio de campo formado por Auro, Ytalo e Centurion não se encaixava e Calleri ficava abandonado na frente, entre três zagueiros baianos.

O futebol do São Paulo foi tão medonho que até os refletores apagaram, como se impedissem a torcida de assistir tal “espetáculo”.

Bauza mexeu no time e colocou Ganso na volta para o segundo tempo. O time começou a se organizar. Ele tirou Auro, um zero a esquerda, deslocou Ytalo para a direita e o time passou a criar. Ytalo perdeu uma chance clara de gol, Calleri outra, Centurion outra e as chances foram aumentando.

João Schimidt dava as cartas no meio de campo. Ótima presença na marcação e passes perfeitos, com índice zero de erros. E Ganso começava a girar o ataque, aí já com a presença de Michel Bastos, que entrou no lugar de Centurion.

Após a marcação do primeiro gol as coisas ficaram mais fáceis. O Vitória se abriu, tentou partir para o ataque e deu espaço para o São Paulo. O segundo gol veio com naturalidade.

Está provado que temos um bom time titular, mas que não podemos nos dar ao luxo de jogar com seis reservas, pois o elenco não é esse primor que alguns dos nossos dirigentes pensam ser.

Perdemos para as traves e as alterações

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota do São Paulo no Morumbi, nesta noite de sábado gelada, foi absolutamente inesperada. O time do Atlético-PR estava, até outro dia, na zona de rebaixamento. E é muito fraco.

O primeiro tempo do São Paulo foi digno de euforia do mais frio torcedor presente ao estádio. Cheguei a postar nas redes sociais que, “longe de ser uma plástica primorosa, está dando gosto de ver o São Paulo jogar”. Muita movimentação, zaga bem posicionada, os dois volantes saindo com qualidade. Um minuto de jogo Maicon acerta o travessão em cobrança de falta. Pouco depois, Kardec deixa Ytalo na cara do gol e ele chuta para fora. Depois é Centurion quem perde um gol. Mais um pouco e Ytalo tem boa oportunidade. E sai o gol e cobrança de escanteio. E o São Paulo continua em cima.

Veio o segundo tempo e o quadro não mudou. Mesmo o Atlético vindo mais para cima, com alterações feitas por Paulo Autuori, o São Paulo continuava senhor das ações. E a trave voltou a nos barrar. Primeiro num chute de João Schmidt de fora da área. A bola bate nas duas traves e Kardec, dentro da pequena área, escorrega, a bola bate nele e volta para o goleiro. Depois foi a vez de Kelvin, que traz a bola da ponta para o meio e chuta na trave.

Mas o gol do Atlético-PR desmontou esse domínio tricolor. Então entram em cena as alterações. Era claro que Lucas Fernandes deveria entrar, mas no lugar de Kardec e não de Ytalo. Mas ele tirou o meia, alegando, depois, que foi Ytalo quem pediu para sair. Aí colocou Luiz Araujo no lugar de Kelvin, deixando Centurion em campo. Foi chamado de burro pelo estádio. Mas depois veio a explicação que Kelvin sentiu uma fisgada na coxa e pediu para sair.

O fato é que com as alterações o São Paulo perdeu o poder de força no ataque. Mas o Atlético não chegou a pressionar, não chutou uma bola a gol. Aí achou o escanteio e, numa falha clara de marcação de Bruno, o segundo gol. Então fui contestado nas notas que dei aos jogadores por dar notas tão altas, parecendo que o time ganhou. Mas realmente foi uma questão de detalhe. E pensem que estamos jogando sem mais da metade do time titular, que está machucada ou na Seleção Brasileira. Claro que não podemos, mesmo assim, perder para o Atlético-PR em casa, mas nossa campanha não é das piores e ainda é recuperável.

A saída de Cunha mostra a força de Gustavo no futebol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a terça-feira foi sacudida no São Paulo com o pedido de demissão de Luiz Cunha da diretoria de futebol. Frágil politicamente, pois não é conselheiro nem ligado a grupo político algum no clube, Cunha tinha como apoio a simpatia dos sócios e da torcida. Afinal, aparecendo do nada, foi para Cotia, mudou a estrutura e, em cinco meses, viu o sub 20 ganhando títulos, entre os quais a Libertadores da categoria.

Não conheço pessoalmente Luiz Cunha, mas com todos que conversei e converso sempre ouvi as melhores referências possíveis, quanto a honestidade, competência, seriedade no trabalho e, acima de tudo, amor pelo São Paulo.

Na nota que publiquei na coluna “Alguém me disse”, fui claro que a gota d’água havia sido a contratação de Cuevas, em detrimento dos esforços para manter Maicon no clube. Claro que por trás desta saída não seria apenas este fato, mas o agravante. Afinal, Cunha havia dito a Gustavo Oliveira para iniciar qualquer negociação de compra de jogador enquanto não se canalizassem todos os esforços para comprar o passe de Maicon. E foi traído por Gustavo e por Leco, pois a negociação foi feita sem que ele soubesse.

Mas outros motivos foram enchendo o caldeirão. Luiz Cunha foi o principal responsável por melhorar a integração de Cotia com a Barra Funda. Entregou a Edgardo Bauza muitos jogadores da base que, aos poucos, vem sendo utilizados. Surgiu a informação de que ele tentou demitir Bauza para colocar André Jardine em seu lugar, fato negado por ele, que hipotecava apoio ao trabalho do atual técnico tricolor.

Com sua saída, Gustavo Oliveira fica super fortalecido. Ele não era do agrado de Ataíde Gil Guerreiro e montou uma estrutura no futebol que impediu algumas tarefas de Luiz Cunha. Mas entende-se que, como gerente de futebol remunerado, tem obrigação de cuidar de tudo e trazer resultados.

Por esse prisma, é inegável que os resultados estão aparecendo. Gustavo Oliveira foi o responsável pela contratação, a custo muito baixo, de mais da metade do time titular do São Paulo: Maicon, Mena, Hudson, Thiago Mendes, Kelvin, Michel Bastos e Calleri. Mas questiono, também, a vantagem e o momento para a contratação de Cuevas, pois é uma posição para a qual não temos carência. A partir daí começam a pairar dúvidas, pois nosso passado recente remete a comissão em quase tudo, algo que esta administração cortou. Mas o passado muito recente ainda machuca. Eu lembro que Gustavo Oliveira é muito ligado ao vice-presidente de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur.

Quanto ao presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, me parece que agiu, nesse caso, mais com a razão do que com o espírito político, de quem precisa de apoio forte no Conselho Deliberativo para conseguir sua reeleição em abril de 2017. Mas falou jogo de cintura e um pouco mais de mão forte para evitar esse desenlace. Vivemos um momento muito bom, tanto no social quanto – e principalmente – no futebol e certas questões demandariam atitude mais sólida do nosso mandatário maior.

Talvez isso me remeta a pensar que Leco está dando indicativos, por esta atitude, de que uma boa reforma estatutária virá aí pela frente, com a modernidade em vista. Essa modernidade prevê, entre outras coisas, a profissionalização de alguns setores do clube. Outro dia entrarei mais a fundo nesse tema.

Com todos os desfalques ganhamos em Minas. É muito bom!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não dá para contestar a campanha que o São Paulo vem fazendo nesse campeonato Brasileiro. Daria para estar melhor? Sim. Mas levando-se em conta os desfalques que temos, seja por contusão, seja pela malfadada Copa América, não dá para reclamar do time. Estamos em sexto lugar, com três pontos a menos que o líder, mas levando-se em conta que todos que estão à nossa frente estão jogando completos. Além do mais, enquanto o lider fez quatro partidas em casa e duas fora, nós fizemos o oposto. Ou seja: quatro fora (Botafogo, Coritiba, Figueirense e Botafogo) e duas em casa (Internacional e Palmeiras).

No jogo deste domingo o time começou com apenas quatro titulares: Denis, Bruno, Maicon, Thiago Mendes e Kelvin. No banco, exceção feita a Rogerio e Daniel, só estavam jogadores formados na base. Mesmo assim o time manteve um bom ritmo, equilibrou o jogo, encontrou o gol em grande assistência de Bruno e excelente presença de área de Ytalo e não correu riscos. Em outras palavras: não sofremos.

Nosso grande problema tem sido o lado esquerdo. Matheus Reis não vai ao ataque e não consegue dar conta na marcação. Forma-se uma verdadeira avenida, pois ele geralmente fecha para a área e a lateral fica livre. Centurion não consegue render nem na frente nem atrás. Esse é um grande problema de Bauza, que continua teimando com ele e o lado fica praticamente morto.

Quero destacar aqui João Schimdt, que fez uma partida de encher os olhos. Cabeça levantada, bom posicionamento, ótimos desarmes e passes perfeitos. Ele, se não estou enganado, errou apenas um passe em todo o jogo. Foi num lançamento onde a bola bateu no árbitro e voltou. De resto foi impecável. Seu estilo de jogo, sua forma de correr em campo me lembram muito Paulo Roberto Falcão. Quem sabe não temos um grande craque em nosso elenco.

O ataque continua devendo. Tanto Alan Kardec quanto Centurion – já falei dele acima – não conseguem produzir nada. Então vivemos das ótimas jogadas de Kelvin, as boas descidas de Bruno e a presença de Ytalo. Aliás, foi essa força do lado direito que criou nosso gol, com Ytalo no meio da área.

Não é um futebol dos meus sonhos, mas indiscutivelmente o time está jogando um futebol de resultados, bem no estilo Bauza. E eles estão vindo. Que continue assim.

O São Paulo está respirando novos ares

Amigo são-paulino, leitor do  Tricolornaweb, é fato que o São Paulo está respirando novos ares. Desde a saída de Carlos Miguel Aidar, de nefasta passagem pelo clube, e a posse de Carlos Augusto de Barros e Silva, senti uma grande diferença em todos os aspectos. Andando pelo clube, quando antes respirávamos o ar da corrupção, hoje respiramos o ar da concórdia e da preocupação com o bem da instituição e dos sócios.

No futebol, não poderíamos estar vivendo melhor momento. Ainda que o trabalho de Edgardo Bauza não tenha gerado a concordância de todos – e eu sou um que tenho algumas restrições -, teve o mérito de unir os jogadores e fazer com que o elenco comprasse suas ideias e as assumisse em campo.

Pesam alguns outros fatores para esse crescimento do time: a saída de Ataíde Gil Guerreiro e entrada de Luiz Cunha, e a chegada de Pintado, um cara que tem o linguajar dos boleiros, foram fundamentais para esse crescimento. Não tive o prazer de conversar, ainda, com Luiz Cunha. Vou marcar uma entrevista com ele para o Tricolornaweb. Mas, à distância, vejo nele muita seriedade e transparência.

Transparência que tem sido a marca, ao menos até esse momento, de toda a diretoria. Aliás, algo que cobramos lá atrás: essa diretoria, mais do que ser honesta, precisaria mostrar ser honesta. Não vi, até agora, nada que pudesse macular a administração Leco e seus vices-presidentes Roberto Natel, José Francisco Manssur e Carlos Sadi. E notem: sou dos mais exigentes observadores e tenho ótimo trânsito na situação e na oposição, o que significa dizer que erros ou desvios não passariam despercebidos por mim.

O Conselho Deliberativo deu sua resposta aos são-paulinos, também, ao expulsar Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro. O presidente do Conselho, Marcelo Pupo, mostrou que tem total condição de presidir aquela casa.

Entretanto faltam algumas coisas que carecem de respostas: como estão as investigações sobre as comissões pedidas por Douglas Swhartzmann, que causaram o afastamento de algumas empresas e explicam a falta de patrocinadores em nossa camisa? Como está a apuração do caso Jack, que mais uma vez traz à tona Douglas Swhartzmann e todos que assinaram aquele malfadado contrato? Também cabe uma explicação do presidente Leco, por ter colocado Ataíde Gil Guerreiro em sua diretoria, mesmo após ele ter sido expulso do Conselho. Isso está gerando, por parte da oposição, um pedido de “moção de desconfiança”, que será apresentado na próxima reunião do Conselho.

Vivemos um grande momento no clube como um todo. Espero que as pessoas não cometam erros aí pela frente e fique claro:  o que ficou para trás tem que ser apurado, sob pena de, ao jogar para baixo do tapete, sermos jogados ao lugar comum, onde pessoas cometem delitos e seguem a vida impunemente. Isso castiga quem é honesto e morre de amor pelo clube.

São Paulo foi ausente no primeiro tempo e desesperado no segundo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo que vi em campo nesta quarta-feira não tem nada a ver com aquele que ganhou do Palmeiras no domingo, nem com o que ganhou do Botafogo em Volta Redonda na estreia do Campeonato Brasileiro, com time completamente reserva. Foi um time mais do que sonolento, ausente no primeiro tempo. Cheguei a colocar em minhas redes sociais no intervalo a pergunta: “avisaram o São Paulo que tinha jogo em Florianópolis?”

A invenção de Bauza colocando Auro no lugar de Kelvin não deu certo. Por mais que Auro seja um lateral ofensivo, diria mais ala do que lateral, ele não é ponta direita. Tem sérias dificuldades de chegar à linha de fundo e cruzar para a área. Em dois momentos ele alternou com Bruno o posicionamento. Mas também não deu certo.

Essa escalação, juntando com a desorganização em campo, propiciaram ao Figueirense que dominasse a partida. O placar de 1 a 0 acabou ficando barato para o São Paulo. Sem contar que o gol saiu numa jogada pelas costas de Matheus Reis – que decepcionou mais uma vez – e infelicidade de Lucão. Aliás, quando Lucão não falha grotescamente, é infeliz na tentativa de fazer algo certo. Mais ou menos como Denis, que mesmo não falhando, chama gol.

Bauza voltou para o segundo tempo com kelvin no lugar de Auro. Então as coisas começaram a se encaixar. O São Paulo botou muita velocidade, mas isso acabou virando desespero. O excesso de pressa em empatar o jogo acabou atrapalhando.

O time ficou muito ofensivo, pois Bauza tirou Thiago Mendes para colocar Rogerio, deixando, efetivamente, apenas João Schimidt como volante. Mesmo com um grande contingente de jogadores de frente, o Figueirense congestionava sua defesa e não permitia maiores penetrações. Houve uma bola na trave, chutada por Kelvin e, de resto, nada que pudesse dar esperança de que o empate viria.

Apesar de ter sido fora de casa, não considero um jogo que pudéssemos perder. Nos cálculos que faço, onde, para ser campeão, o time tem que alcançar a média de três pontos em todos os jogos em casa e um ponto fora, podendo perder algumas partidas, mas compensando com algumas vitórias, esse era um jogo para ganhar, porque domingo, contra o Cruzeiro no Mineirão, será um jogo onde a derrota é esperada. Considerando-se que perdemos um jogo em casa, estamos muito abaixo desta média.

Opinião de são-paulino: ATENÇÃO!!!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando abri esse espaço aqui foi por sugestões feitas por leitores e entendi ser um espaço bastante democrático. Entendo que o torcedor de futebol é passional. Me conheço bem e sei como eu sou. Só que não venho nas páginas do meu site escrever palavrões, muito menos ofender ninguém.

Até hoje tive nas páginas deste site um nível bem elevado de comentários. Isso nos propicia ter o número de acessos que temos e o respeito junto ao torcedor, ao sócio, aos diretores, aos conselheiros e ao presidente do clube. Ah, digo mais, inclusive junto à comissão técnica e muitos jogadores do elenco.

Entendo, por isso, que divergências de opinião sempre existirão entre duas pessoas. Imaginem entre as milhares que acessam diariamente nosso site. O debate é benéfico, porque nos faz tirar conclusões, enxergar coisas diferentes do que vemos e expor argumentos que nos permitam, depois deste debate, sabermos se estamos certos ou errados. Isso não dá, no entanto, direito algum de qualquer leitor ofender outro leitor. Não dá o direito de ninguém vulgarizar as discussões.

Não quero ser censor, não quero ser ditador, não quero usar do direito de ser dono do site para permitir ou não permitir algum tipo de comentário. Mas dado o recado que dei, mesmo assim vendo mais ofensas, passarei a partir de agora a fazer moderação dos comentários. Bem entendido, eles serão publicados, mas qualquer ofensa que haja por parte de quem quer que seja, o comentário será deletado imediatamente.

Me desculpem os que se sentirem ofendidos. Mas é a decisão que tomei para evitar que o Tricolornaweb escorregue para o subterrâneo, depois de 12 anos de muito trabalho que tivemos para fazê-lo chegar na posição que se encontra. Afinal, como diz o nosso slogan, o Tricolornaweb é o site que está com o São Paulo. E sempre continuará sendo. Espero contar com a colaboração de todos.

Vitória por 1 a 0 não retratou o que foi o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Palmeiras por 1 a 0, mas poderia ter sido 3 ou 4 a 0 que não seria exagero nenhum. No intervalo do jogo fiz um post nas redes sociais dizendo que estávamos vendo o estilo Bauza de ser, sofrível, mas de resultado.

Explico: os primeiros dez minutos foram de total domínio do Palmeiras. Logo a 2 minutos Denis fez uma defesa espetacular numa cabeçada do ataque palmeirense. Pouco depois outra grande defesa, em chute de meia distância. O principal problema do São Paulo estava do lado esquerdo. Enquanto Matheus Reis e Centurion se confundiam na marcação, o Palmeiras descia com três pelo setor, sem que um volante acompanhasse.

Mas aos 11 minutos, num contra-ataque perfeito, onde Wesley rouba uma bola na defesa, lança Thiago Mendes que tabela com Kelvin, chega Bruno e faz um cruzamento perfeito para Ganso marcar. Isso mudou completamente o cenário, porque o São Paulo passou a ter as ações da partida e o Palmeiras levou uma ducha de água fria, se desestabilizando no jogo.

O lado esquerdo do São Paulo acertou a marcação e tirou do adversário a jogada que estava atormentando a defesa tricolor. E o jogo seguiu equilibrado até o final do primeiro tempo, com poucas chances de gol, mas que mostrou, realmente, o estilo Bauza de ser.

Só que o técnico são-paulino mudou a postura do time no vestiário e, na volta para o segundo tempo, avançou um pouco a marcação, além de diminuir o espaço para o time verde. Ganso passou a atuar mais centralizado e começou a criar chance após chance para o ataque tricolor. Mais do que isso, Thiago Mendes recuperava bolas na defesa e arrancava com muita velocidade para o ataque. Se tornou um segundo meia, ao lado de Ganso.

Fernando Prass passou a fazer defesas milagrosas, evitando a goleada. Centurion, Kelvin, Ytalo, Thiago Mendes e Rogerio pararam nas mãos do goleiro palmeirense. Do nosso lado, uma falha de Denis, com recuperação, mas que lhe causou a contusão. Ou seja: Denis faz grandes defesas, mas nós sabemos que uma hora ele vai falhar.

O jogo terminou com o São Paulo sobrando em campo, contra um Palmeiras que, apesar das substituições feitas por Cuca, não sabia o que fazer. E saiu dando graças a Deus por não ter sido goleado.

O mais importante no empate foi ver que Bauza tem o time nas mãos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Alguns seguidores criticaram a nota baixa que dei para Bauza no jogo desta quarta-feira, contra o Coritiba. Eu não dou nota para o histórico, mas sim de forma pontual, para aquele jogo. E entendo que esse negócio de ficar poupando jogador pensando na Libertadores já deu. Só jogaremos contra o Atlético Nacional dia 06 de julho. Portanto, não tem o menor sentido. Além do mais, não gostei dele ter tirado, mais uma vez – como o fez contra o Inter – o Kelvin, que vinha sendo o melhor do ataque.

Isso posto, não deixo de reconhecer que Bauza tem o elenco nas mãos. Melhor: os jogadores confiam e acreditam no seu trabalho. Isso é fundamental para alcançarmos nossos objetivos, que são os títulos da Libertadores e, por que não (?) do Brasileiro.

Lembro que Juan Carlos Osorio por vezes me irritava com as constantes alterações que fazia no time. Depois passei a entender que era um rodízio que não enfraquecia o elenco. Bauza poderia poupar dois ou três, se fosse o caso, mas não partir com um time completamente reserva. Quem tinha de titular ontem: Denis, Maicon, Thiago Mendes e Kelvin.

Apesar dos pesares, o time se comportou bem. Fez um primeiro tempo razoável e um segundo tempo em que merecia a vitória. O goleiro do Coritiba soltou todas as bolas que foram ao gol, mas ele conseguiu impedir a vitória do Tricolor. Do outro lado, em nossa defesa, Lucão tentou fazer o possível para marcar contra. Cabeceou uma bola na trave e recuou uma bola ridiculamente para Denis. Nosso goleiro, por sua vez, fez uma defesa gigantesca, mas nas bolas cruzadas ficava no meio do caminho, onde, na linguagem do tênis, falamos “no mata burro”.

Gostei da entrada de Rogério, mas prefiro vê-lo jogando por onde joga Centurion. Mas Bauza insiste em afirmar que ele disputa posição com Ganso. Durma-se com um barulho destes. É só olhar em campo que ele, do nada, aparece pelo lado. Não tem característica centralizadora. Além do mais, o substituto imediato do Ganso é o Lucas Fernandes que, diga-se de passagem ficou sumido em campo nesta quarta-feira.

Vamos considerar que, na soma de um campeonato por pontos corridos, longo como é o Brasileiro, empate fora de casa é bem vindo. O problema foi a derrota para o Internacional no Morumbi. Teremos que recuperar esses pontos. Quem sabe, no segundo turno, vencendo em Porto Alegre. Agora é mirar o clássico de domingo que, por ser no Morumbi, demanda vitória. É o que espero.