Com Gomes São Paulo foi mais defensivo do que com Bauza

Amigo sã-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo saiu com um empate de Porto Alegre neste domingo graças a dois fatores: Denis, que fez uma partida excepcional, com defesas maravilhosas, e o erro de Valdivia, que cobrou um pênalti para fora. Não fosse isso teríamos amargado uma goleada.

Ricardo Gomes praticamente repetiu a tragédia que fez em 2010, quando disputamos a semifinal da Libertadores contra o Internacional e ele colocou, em Porto Alegre, o time totalmente recuado. Naquela dia perdemos por 1 a 0, apesar da excessiva retranca. Neste domingo, a única diferença foi que não perdemos. De resto, tudo igual.

É fato que o São Paulo estava ganhando até os 38 minutos do segundo tempo. Fez um gol “achado” no primeiro tempo, pois na única jogada de ataque do time, Hudson foi derrubado na área e Cueva converteu em gol a penalidade máxima. Não me lembro de mais nenhum ataque no primeiro tempo.

No segundo piorou. Com 1 a 0 no marcador, o time marcava para trás da linha intermediária do nosso campo. E o Inter ia encurralando o São Paulo e criando chances, que pararam nas mãos de Denis. Teve até bola no travessão. Estava claro que o empate era questão de tempo.

Ricardo Gomes tirou Kelvin, que fez uma partida horrorosa, para colocar Wesley. Sempre Wesley. E, como não poderia ser diferente, coube a ele perder a bola que originou o gol de empate dos gaúchos. É verdade que houve falta nele. Mas também é fato que Hudson estava impedido no lance que originou o pênalti a favor do São Paulo. Portanto, erro lá, erro cá.

Aos 46 minutos do segundo tempo Ricardo Gomes tira Hudson e Michel Bastos – outra porcaria – e coloca Gilberto e Carlinhos. Para que? Será que alguém consegue me explicar essas substituições faltando três minutos para o fim de jogo.

Claro que ainda sobraria a emoção do erro de Buffarini e o pênalti para o Inter, desperdiçado por Valdivia.

Não me lembro de Ricardo Gomes ter colocado um time para jogar ofensivamente. E não acho que será agora, que pegou um elenco moldado por Edgardo Bauza, claramente defensivo, que ele vai mudar seu estilo. Aliás, continuo afirmando que Ricardo Gomes foi imposição de Leco. E assim seguimos, num regime presidencialista supremo.

A derrota foi um cartão de visitas ao novo técnico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, perder para o Botafogo no Morumbi, ninguém merece. Foi um verdadeiro cartão de visitas a Ricardo Gomes, que assume o time nesta semana com a obrigação de fazer esse elenco parar de passar vergonha e deixar a torcida vermelha – ou amarela – de raiva.

Aliás, este domingo tinha tudo para dar errado no Morumbi. A começar pelo uniforme, uma coisa horrível, nada a ver com nossa tradição e com nossas cores. Só um Conselho Deliberativo com as cabeças que temos lá poderia aprovar essa ideia estapafúrdia da Under Armour – e como está o contrato da Far East e o Jack – aliada ao nosso departamento de Marketing. Estão conseguindo nos igualar cada vez mais aos nossos rivais. Péssimas administrações consecutivas, longos anos sem um título importante e agora um uniforme cuja cor não tem nada a ver com o São Paulo. Só falta a série B para sermos exatamente iguais aos outros.

O jogo foi ridículo. O São Paulo até criou algumas chances, mas não aproveitadas. E tomamos o gol aos 49 minutos do segundo tempo. Falha coletiva da defesa, principalmente de Buffarini, herança de Paton, que tomou um drible da vaca e ficou a ver navios.

O São Paulo não tem meia. Cueva, que hipoteticamente poderia fazer esse papel, jogou aberto pela esquerda. Luiz Araujo, quando entrou, ficou pelo meio. Horrível. Foi para a ponta. Mal, muito mal. Kelvin desaprendeu a jogar. Thiago Mendes não acerta passe de dois metros. A ruindade contaminou João Schimidt, que também começou a errar tudo.

Quando fiquei sabendo que Ricardo Gomes houvera sido consultado para voltar, fiquei “p” da vida, me indignei e entendi um grande erro. Sei que parte do Conselho, englobando a diretoria, não é favorável ao seu nome. Mas é questão pessoal de Leco, que era vice-presidente de Futebol quando ele veio da França para o São Paulo. E o regime no Tricolor é o presidencialista.

De fato sua passagem pelo Morumbi não foi das piores. Pegou um time na 16ª colocação do Brasileiro – hoje está em 11º – e o levou à Libertadores, chegando nas últimas rodadas disputando o título; e chegou à semifinal da Libertadores. Mas não é o técnico dos meus sonhos. Aliás, quem seria o técnico dos sonhos aqui no Brasil? Tirando Cuca e Tite, para mim, é tudo a mesma coisa.

Que os bons ventos soprem positivamente para Ricardo Gomes e que ele consiga fazer esse time jogar, porque de amarelões e vergonhas, além da camisa ridícula, já estamos cheios.

Assembleia Geral: ótimas lições a serem tiradas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o SIM venceu e teremos um novo estatuto dentro de 120 dias. Mas a eleição deste sábado, que marcou o voto pelo SIM ou pelo NÃO dos sócios do São Paulo deixou lições que devem ser tiradas por todos. E, mais do que isso, compromissos que serão cobrados por nós dia a dia a partir de agora.

Durante a campanha de 20 dias situação e oposição se agrediram com terrorismo nas afirmativas, na defesa de seus argumentos e interesses. Houve algumas mentiras de lado a lado. Às vezes omissão de informação correta e clara do que significava cada uma das alternativas.

A oposição comemorou os votos que teve e acusou a diretoria de distribuir carteirinhas a rodo e só por isso ter vencido a contenda. A situação, por sua vez, disse que a oposição teve os mesmos votos que teve na última eleição e que não tinha crescido nada.

Na realidade, a oposição cresceu bastante. Afinal, na eleição de 2014, quando conselheiros foram eleitos e elegeram, depois, o nefasto Carlos Miguel Aidar, a oposição teve pouco mais de 30% dos votos. Neste sábado chegou a mais de 39%, perto dos 40%. Convenhamos, um crescimento de 30% no número de votos.

E isso foi um ótimo sinal. Nenhum clube, cidade, Estado ou País vai bem com oposição morta. O São Paulo só está na situação em que se encontra porque nos anos de Juvenal Juvêncio a oposição não existiu. Foi esmagada pela sanha de poder dos que, mais do que apoiar, eram verdadeiros cordeirinhos de Juvenal Juvêncio. Hoje não. A oposição se mostra forte, presente e é isso que o clube precisa para poder se reerguer. O que não quer dizer, entendam minha visão, que a administração Leco seja catastrófica. Não, avalio positiva até este momento.

Mas o SIM venceu. Assim tudo o que foi feito lá atrás acabou sendo chancelado. Mas isso é o que menos me importa. Afinal, não há como ressuscitar Marcelo Portugal Gouvea ou Juvenal Juvêncio para falar que o primeiro não poderia mudar o estatuto ou ver o segundo sentado na cadeira e mandá-lo sair de lá. Portanto, não havia muito a fazer. O mais importante é que teremos um novo estatuto, moderno e eficiente, em no máximo 120 dias.

Serei, e estou assumindo aqui o compromisso com o meu leitor, o canal de comunicação entre vocês, que não são sócios, e a comissão que será criada pelo Conselho Deliberativo, para apresentar as propostas para o novo estatuto. E mais: se sentir que as promessas de transparência para uma participação efetiva do sócio neste novo estatuto foram um engodo, liderarei todos os são-paulinos de bem e que, de alguma maneira, tem direito a voto no clube para dar um NÃO ao novo estatuto. Usarei a força do Tricolornaweb para isso, pois não admitirei que, depois da chancela que foi dada e da chance que temos para modernizar algo arcaico e casuístico, andarmos para trás.

Já antecipo algumas ideias que tenho e que vou apresentar, de modo geral: redução do número de conselheiros vitalícios, hoje em 160, para, no máximo, 120; seriam, então, 120 eleitos. E aqui reduziria drasticamente o número de eleitos pelo número baixo do título; mandato de conselheiros de quatro anos (hoje são seis); presidente também teria o máximo de quatro anos, podendo ser dois mais dois ou quatro direto, sem direito a reeleição. Possibilidade de todos os dependentes dos titulares de título votarem. Sobre a participação do sócio torcedor nesse pleito, preciso amadurecer um pouco esse pensamento, pois há agravantes e riscos que não podemos correr. Separação das tesourarias do Futebol e do Social, como era até o final dos anos 90. Profissionalização de vários departamentos, como futebol, jurídico, financeiro, comunicação, marketing e esportes amadores. Isso é só para começar. Serei muito duro na fiscalização e na cobrança. Ninguém me fará de bobo, pois se o fizer, estará fazendo toda a coletividade são-paulina de idiota.

Diretoria sim ou não + Bauza na Argentina = outra derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a equação está feita. Nem é, convenhamos um exercício de álgebra, pois é uma conta simples de somar, onde a ordem dos fatores não altera o produto. O São Paulo está à deriva, sem comandante e sem objetivo. Os jogadores entram em campo sem ter que responder para ninguém, afinal o técnico, que é quem manda, vai embora amanhã, e a diretoria, que deveria resolver logo a questão, está pensando no sim e no não de sábado.

Vamos lá. Fui ao Morumbi com absoluta convicção que sairia de lá lamentando mais uma derrota. É fato inegável que o Atlético-MG tem um time infinitamente superior ao nosso. Jogou completo. Então, seja no Horto, seja no Morumbi, vai ganhar quantas vezes jogar.

Até cheguei a me assustar, quando aos três minutos Chavez fez um golaço, mostrando a que veio. Parece ter sido uma belíssima indicação de Bauza e ótima contratação da diretoria – para não falarem que estou muito ácido -. Mas ele é o único centro-avante que temos, pois de bandeja perdemos Calleri e Kardec, enquanto Pedro é um garoto, subindo agora da base, e Centurion, que até fez bem esse papel, está indo embora.

A virada veio logo, ainda no primeiro tempo, fruto de suas falhas do São Paulo. No primeiro gol foi um tal de um cobre o outro e esqueceram que tinha jogador do Atlético livre entrando na área. Foi uma linha de passe, onde os quatro jogadores de frente do time mineiro tocaram na bola e a defesa e meio de campo do São Paulo só olharam e chegaram atrasados. No segundo gol a bola estava no ataque, com Thiago Mendes, que dá um drible errado, perde a bola, gera o contra-ataque e pronto. A meleca estava feita.

Bauza – ainda bem que vai embora – continuou absolutamente passivo no banco, como se nada tivesse ocorrendo. De forma irritante manteve o time, quando era evidente que já deveria sacar Wesley – que nem deveria ter entrado – e colocado Luis Araújo. Não. Ele fez isso aos 25 minutos do segundo tempo, quando resolveu correr atrás do prejuízo.  Só que já era tarde demais.

Mas Bauza não tem o que temer. Ele só ficou no banco hoje porque a diretoria pediu. Amanhã ele se apresenta na Argentina e um abraço. Se o São Paulo vai ser campeão, ou buscar vaga no G4 ou lutar para não cair no Z4 não lhe interessa.

E a diretoria? Já sabe há um mês que a chance dele sair do clube era enorme. Desde a primeira reunião com a AFA Bauza deixou muito claro que isso iria acontecer. A diretoria já deveria, por obrigação, ter um nome na gaveta, devidamente conversado e negociado, com a verdade sendo dita da condição do técnico argentino. Não, mais uma vez dormiu e o time está sem técnico. Menos mal que optou por colocar André Jardine como interino, pois ele conseguiu grandes resultados com o time da base.

Mas por que a diretoria dormiu? Porque há 15 dias não pensa em outra coisa que não o SIM ou NÃO, que estarão em votação neste sábado, para os sócios decidirem o futuro do São Paulo. São camisetas brancas do SIM para todos os lados, vermelhas do NÃO para outro lado, só se fala nisso e, garanto, tem muito conselheiro que nem sabe que o São Paulo jogou esta noite no Morumbi. Ou se sabe, porque estava no clube, não sabe quanto foi o jogo. O que vale é o SIM ou o NÃO.

Por isso tudo o time está minguando. Eu previ 12 pontos nestes quatro jogos: Chapecoense, Atlético-MG, Santa Cruz e Botafogo. De seis fizemos apenas um. Vou me dar por feliz se empatarmos em Recife e ganharmos do Botafogo, no Morumbi. E não sei, sinceramente, o que esperar de futuro para este time. Até porque, do que temos de melhor, só está faltando o Cueva. Ou alguém sentiu falta do Bruno e do Carlinhos?

Bauza se foi. E quem virá?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está sem técnico. Na noite desta segunda-feira Edgardo Bauza foi confirmado à frente da Seleção da Argentina e desligou-se do Tricolor. O Tricolornaweb foi o primeiro veículo de imprensa a dar essa informação, já às 14h39 de ontem, apesar da oficialização ter ocorrida somente às 19h30.

Bauza vai se apresentar na sexta-feira à AFA, o que significa dizer que ele ainda poderá dirigir o time quinta-feira, contra o Atlético-MG, numa espécie de jogo de despedida.

Não vou chorar a saída de Bauza, até porque seu cartel de resultados não foi dos melhores, mas é fato que ele poderia ser muito importante para nós na Copa do Brasil, pois é reconhecidamente um bom treinador para torneios no estilo mata-mata.

O que sei é que não virá um técnico do Exterior para dirigir o time no restante da temporada. A diretoria entende que seria perigoso trazer alguém que não conheça o elenco, a forma de disputa do Campeonato Brasileiro, o que poderia colocar em risco nossa trajetória até o fim do ano. Portanto a solução será um técnico brasileiro.

Também sei que o clube não dispõe de recursos para investir pesado e pagar multa contratual para tirar algum treinador de qualquer clube. Portanto, até onde apurei, será alguém que está desempregado e que conheça o elenco minimamente.

Dos nomes que estão por aí temos Abel Braga, Diego Aguirre e Wanderley Luxemburgo. Empregado, mas cuja multa não deve ser tão grande, tem Fernando Diniz. Há soluções caseiras como André Jardine ou mesmo Pintado. Mas essas opções caseiras me parecem descartadas pela diretoria. Alguns nomes como Muricy Ramalho e Milton Cruz tem sido citados por alguns sites, mas, pelo que apurei, estão completamente fora de cogitação por motivos óbvios: Milton acabou de deixar o São Paulo e Muricy não tem saúde para assumir o clube.

Conversei com o vice-presidente de Futebol do São Paulo, José Alexandre Médicis, e ele me disse que o nome está praticamente decidido, só restando alguns detalhes. A ideia é que ele seja anunciado entre hoje e amanhã e esteja no Morumbi, quinta-feira, para acompanhar a partida do time. Mas não me deu qualquer dica de quem é o escolhido.

Sugeri a diversos diretores o nome de Reinaldo Rueda. Mas negativa veio com explicação lógica: ele está numa final de Mundial Interclubes, com chance de aparecer na janela para o mundo. Não trocaria nada nesse momento para assumir qualquer outro clube.

Vamos aguardar, mas confesso que dos nomes que citei aí em cima, não tenho admiração por nenhum. Por isso tenho muito receio do que virá pela frente. Mas o Tricolornaweb está atento e será o primeiro a informar o nome do novo técnico.

As 55 mil pessoas que estavam no Morumbi mereciam a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi injusto para 55 mil torcedores presentes ao Morumbi, e outras centenas de milhares ligados na televisão ou no rádio, não verem a vitória do São Paulo sobre a Chapecoense. O apagão do time nos primeiros dez minutos de jogo foi imperdoável. E inexplicável.

Não dá para entender como uma zaga com Lugano e Maicon, com muita altura, consegue tomar dois gols de cabeça, por absoluta falta de impulsão e posicionamento. E a falta que originou o segundo gol, sem qualquer necessidade, a não ser pela nulidade de Thiago Mendes na marcação.

Incrível admitir, mas Centurion fez muito bem o papel de centro-avante, assim como Kelvin foi bem por um lado do campo e Cueva bem na armação. O problema que estávamos com um time manco, já que o lado esquerdo foi pavoroso: Michel Bastos e Carlinhos se esmeraram para serem os piores em campo.

Com 2 a 0 contra, a Chapecoense fortaleceu seu sistema defensivo e passou a viver de contra-ataques. Se Bauza é tido como técnico retranqueiro e medroso, hoje não posso falar isso dele. No intervalo já voltou com Chavez no lugar de Thiago Mendes. Ou seja: o time ficou com um volante um meia e quatro atacantes. Logo depois tirou Carlinhos e colocou Luis Araujo, recuando Michel Bastos para a lateral esquerda. Na verdade ficamos com um volante, um meia e cinco atacantes, pois Michel continuava lá na frente.

Inegável que o time teve vontade e raça, que foi para cima, foi um massacre e chegou ao empate. Era evidente que ficaria com a defesa exposta, tanto que Denis fez duas grandes defesas no final da partida. Mas o empate com a Chapecoense no Morumbi só tem um sabor menos amargo porque saímos de um 0 a 2 para um empate. Mas, sem empatar com um dos candidatos ao título em casa já pode ser considerado como dois pontos perdidos, imaginem contra um time deste nível.

Ainda há muito chão a percorrer, mas disse semana passada que seriam quatro jogos com 12 pontos obrigatórios a conquistar: Chapecoense e Atlético-MG, no Morumbi, Santa Cruz, em Recife e Botafogo, no Morumbi – já pelo segundo turno -. Já perdemos dois. Portanto faremos, no máximo, dez pontos nestes quatro jogos. Fica muito difícil pensar em título e até mesmo Libertadores.

A conquista de um time que joga bem e para a frente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não uso esse espaço para falar de outro clube, que não seja o São Paulo. Afinal, nosso site é dedicado unica e exclusivamente para falar das coisas do nosso Tricolor. Mas hoje preciso abrir uma exceção e abordar o Atlético Nacional, campeão da Libertadores de 2016.

Antes de discorrer de sua forma de jogar preciso citar dois pontos importantíssimos: nos jogos contra o São Paulo a arbitragem sempre esteve presente do lado colombiano. No Morumbi a expulsão inexplicável de Maicon e em Medellin os pênaltis não marcados sobre Hudson e a mão do zagueiro (o árbitro preferiu inventar uma falta de Calleri). Nessa quarta-feira também houve um pênalti para o Independiente Del Valle, não marcado pelo árbitro.

Claro que houvesse uma arbitragem correta o São Paulo poderia ter sido o finalista da Libertadores. Mas o Atlético Nacional talvez tenha sido o time que mais mereceu essa conquista. Chegou aos 33 pontos ao longo da competição. É, por isso, o time que mais pontuou numa Libertadores, ultrapassando o Boca Juniors de 2003, que tinha feito 32 pontos.

O Atlético foi um time muito ofensivo, mas nem por isso levou muitos gols. Sua defesa sempre foi firme e a marcação constante. O detalhe é que essa marcação começa no campo de ataque, sufocando a defesa adversária, quando está jogando na Colômbia. Quando está como visitante, a marcação se dá no meio de campo, nunca atrás a intermediária.

Isso coloca por terra a teoria dos que defendem o tal “futebol de resultado”. Técnicos com este padrão fazem 1 a 0 e começam a trocar atacantes por defensores. O técnico do Nacional, Reinaldo Rueda – discípulo de Juan Carlos Osório -, aos 30 minutos do segundo tempo, trocou dois atacantes por outros dois atacantes. E continuou marcando o Independiente Del Valle em seu campo. Correu riscos ao longo da partida, sim, mas foi melhor o jogo todo e mereceu o título.

Ainda bem que o futebol técnico, bem jogado e ofensivo, ainda tem vez e vitória no cenário mundial. Ainda bem que o Real Madrid foi campeão da Liga dos Campeões contra aquele futebol feio e retrancado do Atlético de Madrid. Oxalá nossos dirigentes, e agora falo diretamente aos do São Paulo, enxerguem que o futebol defensivo de Bauza pode até ganhar alguma coisinha por aí, mas não nos levará a lugar nenhum.

 

Sim x Não. E o Douglas Jack continua impune!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a noite de hoje promete ser das mais quentes, com discussões acaloradas e direito até agressões verbais na reunião do Conselho Deliberativo. Situação e oposição vão defender suas posições sobre o Sim e o Não, que serão ratificados em Assembléia Geral convocada pelo presidente Leco para o próximo dia 06 de agosto. Só que, mais uma vez, o caso Jack e a Far East continuará fora da pauta. Mas vamos por partes.

Primeiro cabe uma explicação isenta de que se trata essa Assembleia Geral. Como todos sabem desde 2004 há uma ação que corre na Justiça, movida por alguns conselheiros da oposição, visando anular a mudança estatutária feita ainda na gestão de Marcelo Portugal Gouveia, que, entre outras coisas, tiraram do sócio o poder de decidir sobre as mudanças no estatuto. O São Paulo perdeu em todas as instâncias da Justiça e aguarda um último resultado, já sabendo que não conseguirá reverter o quadro, pois a decisão já bateu no Supremo Tribunal Federal.

Isso implica em voltar ao estatuto vigente em 2003 e anulam-se todos os atos praticados até agora. O Conselho Deliberativo, que hoje conta com 160 vitalícios e 80 eleitos, passa  a ter invertida essa composição. A Justiça indicará um interventor que, em 90 dias, terá que convocar novas eleições para conselheiros e, consequentemente, para presidente. Todos os atos praticados desde então passam a ser nulos.

Isso é, em suma, o que interessa e o que demanda essa decisão da Justiça. O grande problema é que os políticos do São Paulo preferem o terrorismo à explicação clara e transparente. Enquanto a oposição prega o NÃO, dizendo que a forma que Leco convocou a Assembleia se constitui um golpe, a diretoria prega o SIM afirmando que a negativa significa a inviabilização do clube, pois todos os contratos deixariam de existir, no tipo “não teremos time para entrar em campo no dia seguinte”, que um corinthiano poderia ser indicado como interventor, e até que a própria assembleia não teria validade.

O fato é que os sócios estão perdidos e não encontrei alguém até agora, despido do espírito político do “vou explicar o que é melhor para mim” para conversar com eles. É o que estou tentando fazer agora.

Pelo que depurei, há, sim, uma pegadinha na pergunta. Se o sócio disser SIM vai autorizar uma reforma estatutária – o que é excelente – mas vai aprovar todas as mudanças feitas até aquela data – o que é péssimo. Por que não se colocam duas perguntas: 1) se quer reforma estatutária; 2) se aprova o que foi feito até agora. Mas se isso vale para colocar em dúvida o SIM, também o vale para o NÃO, porque esse resultado negaria tudo, inclusive uma reforma estatutária.

Vou partir para a frente. Se vencer o SIM, está previsto, nesse mesmo edital, que o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, criará uma comissão de conselheiros que receberá, dos sócios, propostas para a modernização do estatuto. A comissão aglutinará as propostas, redigirá o novo estatuto que será votado pelo próprio Conselho e, depois, por outra Assembleia Geral. Já antecipo que se o SIM for o vencedor, abrirei uma página do Tricolornaweb para receber propostas dos leitores que não são sócios, portanto, torcedores, condensarei as propostas e serei o canal dos torcedores, como sócio que sou, para encaminhá-las em meu nome à comissão.

Não decidi ainda o que é melhor, em minha visão, para o clube. Não sei se votarei SIM ou NÃO. Preciso pensar bem e pesar minha decisão, para que seja a mais embasada possível.

Voltando ao Conselho, na reunião desta noite não entrará em pauta a discussão do caso Far East e a comissão não paga na transação com a Under Armour. O conselheiro Edson Lapolla me encaminhou cópia de e-mail que ele enviou a todos os conselheiros cobrando uma posição. O crime esteve ali, prestes a ser cometido. Seria Cinira Maturana quem receberia a comissão. Quando o contrato fraudulento foi descoberto, Douglas Schwartzmann trocou as empresas e apareceu com a Far East e o tal de Jack como intermediário. A tentativa de receber uma comissão fraudulenta já redunda em crime. Mas o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, insiste em afirmar que não há indícios deste crime. Ou seria òpice Blum, aquele que chamou Ataíde de assassino, por pretensão política futura, que estaria barrando tudo isso para ter ao seu lado as forças ligadas a Dedé, Douglas, Aidar e outros mais? Ora, faça-me um favor!

Continuamos de olho. E cobrando atitude. As simples expulsões de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro não resgatam a credibilidade do nosso Conselho. O serviço tem que ser completo.

Pior que a derrota em Porto Alegre, foi a falta de atitude

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota do São Paulo para o Grêmio, em Porto Alegre, pode ser colocado naquele lado da balança onde entram os jogos “perdíveis”. Quando iniciamos um campeonato como o Brasileiro, por pontos corridos – para mim o critério mais justo para indicar o verdadeiro campeão -, insistimos na fórmula que um time para chegar ao título precisa, na média, vencer todos os jogos em casa e empatar quase todos fora, ganhando alguns. Isso dá chance para o time perder alguns contra adversários fortes, caso do nosso deste domingo.

Mas o problema não está na simples derrota por 1 a 0, que poderia ter sido por 5 ou 6, não fosse a performance exuberante do goleiro Denis, criticado por todos e- por mim -, mas que hoje foi fundamental para não sairmos de Porto Alegre humilhados com uma sonora goleada. O problema está na atitude que o time não teve e que fez com o São Paulo fosse facilmente dominado pelo até frágil time do Grêmio.

Bauza parecia estar em outro planeta, ou em outro País. Certamente sua ida à Argentina, sua reunião com a AFA tirou sua concentração do jogo. Se concentrado ele já faz um monte de bobagens, imagina com a cabeça em outro lugar. Aí o time ficou sem comando, sem aquele cara aguerrido que fica na beira do campo gritando, cobrando ações de seus jogadores, indicando posicionamento, marcação, ultrapassagens. Enfim, faltou o comandante.

O time em campo foi presa fácil. O ataque foi uma vergonha. Centurion e Michel Bastos continuaram sendo os cemitérios de jogadas;  Gilberto tentou buscar a bola no meio de campo, já que ela não chegava lá na frente. Essa incumbência era de Cueva, que fez uma péssima partida e não acertou um único passe.

Wesley e Thiago Mendes fizeram uma partida medonha. Não conseguiram marcar o meio-campo gremista e sobrecarregaram a defesa. Aliás, neste meio de campo do time gaúcho tinham Maicon, aquele que mandamos embora; Negueba, aquele quem chegou a jogar por aqui; e Douglas, com uma barriga maior que a do Ronaldo no final de carreira. Foi esse time que passeou contra o São Paulo.

Pior do que tudo isso é ver que o melhor do elenco estava ali. Exceções feitas a Kelvin, que entrou no segundo tempo e ainda está sem ritmo, Hdson, suspenso, e Chavez, que vai estrear, mas é uma incógnita, o time que foi a campo foi o nosso titular. Então tenho que concluir que Hudson fez muita falta, pois o meio de campo ficou sem pegada. Convenhamos que dependermos de Hudson para equilibrar o meio de campo é querer muito.

O padrão de jogo imposto por Edgardo Bauza não existiu em Porto Alegre. Fomos um amontoado em campo, sem vontade, sem atitude, sem determinação, se futebol. Um lateral direito que é limitadíssimo e um esquerdo que tem sido uma constante avenida e que hoje, de novo, falhou no gol e ainda foi expulso. Ah, antes quase tinha dado um gol de presente ao Grêmio. Ele bem que tentou até conseguir.

Faltam três jogos para o final do primeiro turno. A tabela é boa para o São Paulo: jogamos em casa contra Chapecoense e Atlético-MG e saímos, na última rodada, para pegar o Santa Cruz, em Recife. Para um time que almeja ser campeão ou, na pior das hipóteses, chegar ao G4, serão nove pontos obrigatórios. Esticando mais um pouco, vendo que a primeira partida do segundo turno é contra o Botafogo, no Morumbi, posso afirmar: são 12 pontos obrigatórios. E não me venham com chorumelas, pois não aceitarei um ponto a menos que estes 12 nesses próximos quatro jogos.

São Paulo merecia a vitória em Itaquera

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não tenho o menor receio em afirmar que o São Paulo merecia sair de Itaquera com a vitória. Dominou por completo boa parte do segundo tempo, criou chances e perdeu oportunidades. Claro que Denis saiu como um dos heróis do jogo, pois fez duas defesas milagrosas. Mas foram as únicas chances do  Corinthians, que sofre um grande sufoco dos 30 minutos do segundo tempo até o final e a bola não entrou.

Aliás, vamos combinar, desculpem a palavra chula, mas o gol do Corinthians foi o famoso e conhecido “gol cagado”. A bola ia na direção de Denis, Rodrigo Caio rebate e o jogador que está entrando na área dá uma cabeçada, pois a bola, rebatida, foi em sua direção e Denis estava caído. Não posso culpar Rodrigo Caio pelo gol e coloco essa jogada na conta do azar de jogo. Depois disso tanto Rodrigo Caio quanto Maicon jogaram um grande futebol, dominando o ataque adversário.

O grande problema do São Paulo nesse jogo foi o “ataque de riso” que esteve em campo. Centurion e Michel Bastos perdiam todas as bolas pelos lados do campo e não recompunham adequadamente para ajudar os laterais. Ytalo, além de não receber bolas, quando conseguiu chegar nela, foi muito mal.

O ataque do São Paulo viveu de algumas descidas de Bruno e Mena mas, principalmente, de infiltrações de Hudson e Thiago Mendes pelo meio.

As substituições de Bauza colocaram o time mais para a frente. Só acho que ele demorou um pouco para fazer tudo isso. Respeitou demais o adversário, que estava sendo dominado pelo São Paulo.

Mas, depois da eliminação da Libertadores, com a tabela que temos pela frente – hoje foi o Corinthins em Itaquera e domingo que vem será o Grêmio, em Porto Alegre), convenhamos que dois empates podem ser comemorados. Depois resolvemos a parada no Morumbi e vamos buscar  vitórias fora com times que estão mais para baixo na tabela.

Só aguardo os reforços que estão vindo, pois precisamos deles para almejar algo importante nesse Brasileiro.