Diretoria sim ou não + Bauza na Argentina = outra derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a equação está feita. Nem é, convenhamos um exercício de álgebra, pois é uma conta simples de somar, onde a ordem dos fatores não altera o produto. O São Paulo está à deriva, sem comandante e sem objetivo. Os jogadores entram em campo sem ter que responder para ninguém, afinal o técnico, que é quem manda, vai embora amanhã, e a diretoria, que deveria resolver logo a questão, está pensando no sim e no não de sábado.

Vamos lá. Fui ao Morumbi com absoluta convicção que sairia de lá lamentando mais uma derrota. É fato inegável que o Atlético-MG tem um time infinitamente superior ao nosso. Jogou completo. Então, seja no Horto, seja no Morumbi, vai ganhar quantas vezes jogar.

Até cheguei a me assustar, quando aos três minutos Chavez fez um golaço, mostrando a que veio. Parece ter sido uma belíssima indicação de Bauza e ótima contratação da diretoria – para não falarem que estou muito ácido -. Mas ele é o único centro-avante que temos, pois de bandeja perdemos Calleri e Kardec, enquanto Pedro é um garoto, subindo agora da base, e Centurion, que até fez bem esse papel, está indo embora.

A virada veio logo, ainda no primeiro tempo, fruto de suas falhas do São Paulo. No primeiro gol foi um tal de um cobre o outro e esqueceram que tinha jogador do Atlético livre entrando na área. Foi uma linha de passe, onde os quatro jogadores de frente do time mineiro tocaram na bola e a defesa e meio de campo do São Paulo só olharam e chegaram atrasados. No segundo gol a bola estava no ataque, com Thiago Mendes, que dá um drible errado, perde a bola, gera o contra-ataque e pronto. A meleca estava feita.

Bauza – ainda bem que vai embora – continuou absolutamente passivo no banco, como se nada tivesse ocorrendo. De forma irritante manteve o time, quando era evidente que já deveria sacar Wesley – que nem deveria ter entrado – e colocado Luis Araújo. Não. Ele fez isso aos 25 minutos do segundo tempo, quando resolveu correr atrás do prejuízo.  Só que já era tarde demais.

Mas Bauza não tem o que temer. Ele só ficou no banco hoje porque a diretoria pediu. Amanhã ele se apresenta na Argentina e um abraço. Se o São Paulo vai ser campeão, ou buscar vaga no G4 ou lutar para não cair no Z4 não lhe interessa.

E a diretoria? Já sabe há um mês que a chance dele sair do clube era enorme. Desde a primeira reunião com a AFA Bauza deixou muito claro que isso iria acontecer. A diretoria já deveria, por obrigação, ter um nome na gaveta, devidamente conversado e negociado, com a verdade sendo dita da condição do técnico argentino. Não, mais uma vez dormiu e o time está sem técnico. Menos mal que optou por colocar André Jardine como interino, pois ele conseguiu grandes resultados com o time da base.

Mas por que a diretoria dormiu? Porque há 15 dias não pensa em outra coisa que não o SIM ou NÃO, que estarão em votação neste sábado, para os sócios decidirem o futuro do São Paulo. São camisetas brancas do SIM para todos os lados, vermelhas do NÃO para outro lado, só se fala nisso e, garanto, tem muito conselheiro que nem sabe que o São Paulo jogou esta noite no Morumbi. Ou se sabe, porque estava no clube, não sabe quanto foi o jogo. O que vale é o SIM ou o NÃO.

Por isso tudo o time está minguando. Eu previ 12 pontos nestes quatro jogos: Chapecoense, Atlético-MG, Santa Cruz e Botafogo. De seis fizemos apenas um. Vou me dar por feliz se empatarmos em Recife e ganharmos do Botafogo, no Morumbi. E não sei, sinceramente, o que esperar de futuro para este time. Até porque, do que temos de melhor, só está faltando o Cueva. Ou alguém sentiu falta do Bruno e do Carlinhos?

10 comentários em “Diretoria sim ou não + Bauza na Argentina = outra derrota

  1. Politicamente nos tornamos o Flamengo e Corinthians dos anos 80 e 90. Éramos vanguardistas, nossos exemplos administrativos do passado foram copiados pelos rivais…somos exemplo do que há de pior no quisito, só não ver quem não quer…

  2. Gente
    Os últimos gols que tomamos foi de toque de bola dentro de grande área, na Semi contra o atlético nacional e agora contra o Atlético Mineiro. Nenhum time da serie A leva gol assim, tá complicado…

  3. A grande dúvida é se os “craques” do time (M Bastos, Wesley) vão respeitar o Jardine. Fosse no começo do ano, onde poderia armar o time e ter tempo para treiná-lo, tudo bem, mas assim, na fogueira….sei não. Tomara que ele peite essas porcarias, os coloquem no banco – ia falar para mandar para Cotia, mas seria muito ruim para os meninos, podendo até contaminar o ambiente deles – por bem ou por mal. Falta não vão fazer.

    Concordo com os amigos, quando sugerem Rueda, mas tem um grande problema: Ele aceitar. Afina, vai jogar o mundial de clubes no fim do ano.

    Fernando Diniz seria interessantes, desde que tivesse tempo para treinar o time.

    Mas, de nada adiantaria Diniz, Rueda, se a “competente” diretoria não trazer bons jogadores, daí pode vir o Guardiola com Mourinho e Ancelloti de assistentes que nada iria acontecer.

    Estou presentindo que estão tentando fechar com o português, Villas Boas, e estes só aceitaria vir no início do ano. Não sei. É um bom técnico, mas lhe dar como jogador brasileiro no Brasil…é complicado. Fosse na Europa seria outra história.

    Dias complicados virão, tomara por pouco tempo….

  4. “Jogamos como nunca e perdemos como sempre” já dizia um grande amigo. Preocupante a declaração do Leco na chegada do SP no Morumbi, dizendo que não virá treinador estrangeiro, então a opção que temos ou é Luxa ou Abel, a não ser que ele esteja esperando algum treinador da série A cair. Dorival (Santos), Cuca (Palmeiras), Roger(Grêmio), Cristóvão(SCCP), Autouri (CAP), Marcelo (Atlético). Estes são os primeiros na classificação, eles não devem sair por não mudar muito as suas posições no campeonato, nosso presidente está que nem urubu em carniça torcendo para tropeços dos outros clubes esperando algum treinador ser demitido, talvez ele esteja esperando Falcão, que pode estar mais próximo de uma demissão, talvez mais 2 ou 3 derrotas ele ficará livre no mercado. Enquanto isto André Jardine assume o time, profissional competente, o treinador que tem mais títulos de base no futebol brasileiro, com uma filosofia de jogo moderna, completamente diferente do que se vê na equipe profissional, será que ele vai conseguir implantar seu trabalho ou será só um tapa buraco fazendo o que todos os treinadores comuns fazem? Vai ter respaldo da diretoria para barrar Lugano, Thiago Mendes e Michel Bastos? O que esperar deste SP a partir de agora? 2016 acabou! Seria melhor esquecermos a Copa do Brasil e tentar salvar o time de um vexatório rebaixamento? Pensarmos em 2017 e começar a planejar um time competitivo para o ano que vem? Sabemos que o planejamento não é uma coisa forte no SP, mas será que a soberba e a arrogância dos nossos dirigentes deixariam isto acontecer? Pois é meus amigos, o que esperar deste SP.

  5. Paulo, novamente digo que a saída do Luiz Cunha, da diretoria de futebol, deixou o comando de futebol, a deriva, ou seria, apenas uma mera coincidência, a decaída do time, após a saída dele? Resta saber se o André Jardine, terá autonomia para tomar suas decisões, ao meu ver alguns “jogadores “, deverão ser afastados imediatamente do time, não esperem milagres de imediato, porém condições para um trabalho sério, e o time jogando pra frente de forma responsável, ele tem condições de fazer, além de conseguir tirar algo mais da molecada.

  6. Fernando Diniz de técnico.

    Se não der pra vir o Rueda, que seja o Fernando Diniz.

    Trazer um técnico sem repertório ofensivo hoje em dia é suicídio tático.

    Vê o time do Santos com o Dorival Jr, por exemplo. O time joga bem, joga pra frente, com a molecada e tá assumindo a liderança do campeonato.

    Técnico retranqueiro, tentando ganhar na base do discurso motivacional é coisa do passado.

    Precisamos honrar a tradição do clube, do mestre Telê Santana.

    Esses times sem repertório ofensivo não vão a lugar algum. Precisamos ter como exemplo os times armados pelo Guardiola, ou mesmo a Seleção Argentina (sabemos que temos um time mais limitado, mas quando o time é armado pra jogar, tocar a bola, e é taticamente bem definido, com variações de jogada, temos chance de ter um time vencedor.

    Precisamos de um time que jogue pra vencer, não um time que jogue pra tentar não perder.

    Isso é só a minha opinião, não sou dono da verdade.

    Abraço!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*