O M1TO estreia com título. Mas o ataque tem que melhorar muito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é claro que temos que comemorar o título da Flórida Cup. Por mais que seja um torneio de preparação para o ano que se inicia, praticamente amistoso, pelo jogo desta noite de sábado, entre São Paulo e Corinthians, pode-se ver que de amistoso não teve é nada. E levamos a melhor, ainda que nos pênaltis, com nova participação gigantesca de Sidão.

É muito cedo para fazermos uma avaliação do que poderá ocorrer este ano. Mas ficou claro que o esquema tático implantado por Rogerío Ceni é muito bom e pode se tornar vitorioso. O São Paulo dominou os dois jogos, criou chances, teve maior posse de bola, sufocou o adversário, mas não converteu as chances em gol. Foram 180 minutos sem que fizéssemos um único gol.

Isso preocupa demais, até porque não há nenhuma negociação em andamento. A opção era Calleri, mas ele não virá. Colman, o paraguaio, também não. Chavez é esforçado, mas não passa disso. Gilberto perde gols bisonhos. Então não temos, hoje, um centro-avante matador e isso fará falta ao longo do ano.

Quanto a Luis Araujo, não acho que ele seja mantido como titular. Com a volta da David Neres da Seleção, certamente a posição será dele. Mas continua faltando o nove que coloca a bola para dentro do gol.

O título deste torneio de verão também serve para dar moral a todo o elenco, a partir de Rogerio Ceni. Por mais que nós, torcedores apaixonados pelo nosso clube, estejamos apoiando integralmente sua nova função no clube, é evidente que paira sempre uma dúvida do que ele será capaz de fazer. Começar com um título, ainda sobre o  Corinthians, não poderia ser melhor.

Agora é voltar para o Brasil, seguir nos treinamentos, principalmente físicos, para que possamos iniciar bem o Paulista e a Copa do Brasil, já que a partida contra o Moto Clube será decisiva, não haverá jogo de volta. Se perdermos estaremos fora.

Mas, para começar o ano, não poderia ter sido melhor. Parabéns, São Paulo. We are the champions!

O São Paulo de Rogerio Ceni foi diferente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, gostei, mas gostei muito mesmo do que vi nesta quinta-feira, na estreia do São Paulo sob o comando de Rogerio Ceni, na Florida Cup. Desde o início da semana decidi que o resultado final seria o menos importante para uma avaliação prévia do que poderemos fazer este ano. Nem os 9 a 1 ou os 9 a 2 me empolgaram a ponto de achar que ganharemos tudo.

No entanto, quero deixar claro que fiquei muito feliz com o que vi, principalmente no primeiro tempo. A ideia inicial era de que o time jogaria no esquema 3-4-3, mas este padrão foi sendo alternado durante a própria partida com outras combinações. Rodrigo Caio, inicialmente líbero, atuava como volante quando o time tinha posse de bola e atacava. Voltara a ser zagueiro quando era atacado. A recomposição de Wellington Nem e Luis Araujo começava na área adversária. Marcação alta sufocando a saída de bola e, quanto recuperava a bola, a saída era muito rápida.

Vi um time compacto, envolvente, jogando para a frente e não para o lado ou para trás. Jogadores conscientes que a marcação é fundamental, mas a busca pelo lugar vazio também.

Destaco Wellington Nem, na minha visão o melhor do time – só superado pelos dois pênaltis defendidos por Sidão -, que fez assistências,  sofreu pênalti, puxou contra-ataques. Esse, me parece, será um grande nome do time este ano.

Consequência desta grande partida que fez no primeiro tempo foi a quantidade de chances de gols criadas, e que foram bisonhamente perdidas, principalmente por Luis Araujo e Chavez. Ainda teve Cueva que perdeu um pênalti.

Do time que entrou no segundo tempo, destaco Cícero, além do próprio Sidão. Os demais são para compor elenco e ficar no banco. Alguns deles, inclusive, acho que nem banco: Foguete, Lucão e Wesley. Ainda vou ser condescendente com Wellington, que também errou demais.

Em suma, toda a ansiedade que tive e expectativa que vivi para a estreia do M1TO foram recompensadas com o futebol apresentado no primeiro tempo. E nunca devemos nos esquecer que foi apenas o primeiro jogo da temporada. Os jogadores ainda estão sem a devida forma física e o tempo de bola é diferente. Mas o início foi promissor.

 

Pelo boicote à estreia do M1TO em Barueri

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei dois dias para me manifestar, li, ouvi, assisti às bobagens que Vampeta vem dizendo por aí, acompanhei as redes sociais das torcidas uniformizadas, vi blogueiros que falam sobre o São Paulo, enfim, tudo o que precisava para fechar minha posição. E assumo: o Tricolornaweb defende com veemência o boicote total à estreia do M1TO em Barueri, no jogo de abertura do Campeonato Paulista, contra o Audax.

Num primeiro momento me senti um tanto constrangido a assumir essa posição, pois todos sabem que trabalho na mesma emissora que o Vampeta,  e ele tem por mim muito respeito – o que é mútuo -, mas isso não me impede de tomar essa decisão, pois as atitudes dele, com novas ofensas contra a torcida do São Paulo, além de brincadeiras até perigosas, num mundo de extrema violência que vivemos, fazem com que a ação seja necessária.

Não irei a Barueri. Por mais que tenha o compromisso profissional – se deixar o de torcedor um pouco de lado – com o Tricolornaweb, acompanharei o jogo pela TV e, com isso, prego a todos os leitores do Tricolornaweb que reforcem uma corrente: comente com cada são-paulino que você conhece, que não seja necessariamente nosso leitor, sobre o boicote.

O estádio vazio não será uma vitória do nosso site, mas da coletividade são-paulina. A atitude tem que ser tomada por todos que amam esse clube e não aceitam mais ser ofendido por esse cidadão.

Essa semana já fomos ofendidos por Álvaro Pereira  , pelo ex-vice do time da Marginal (matéria que me recuso a publicar), então é hora de darmos uma resposta, de maneira ética e civilizada, enquanto torcida de um tricampeão Mundial, tri da Libertadores e hexa Brasileiro.

Entendo até a revolta de alguns torcedores com o fato de termos publicado essas matérias. Mas era necessário, no âmbito jornalístico, para sentir qual seria a reação dos leitores que são, acima de tudo, torcedores e amantes do nosso São Paulo. Ficou patente que não posso correr contra a maré.

A campanha está lançada também em nosso site. Converse com os são-paulinos que você conhece, mande e-mais, mensagens, poste em redes sociais, enfim, diga não a Vampeta. Diga não à irresponsabilidade também da Federação Paulista de Futebol – aliás, nada a se estranhar – em aceitar esse abuso.

E sigamos em frente. Para nós a estreia do M1TO será em sua casa, no Templo Soberano e Monárquico do Futebol, contra a Ponte Preta. Aí, sim, estádio cheio e festa para quem merece. Não dando dinheiro para os aproveitadores do futebol.

O Projeto Tokio 2018 começou no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei muito tempo para me posicionar sobre a contratação de Rogério Ceni para ser técnico do São Paulo. Seria impossível ter uma opinião formada sem antes ver seu primeiro contato com o elenco e, mais do que isso, a primeira coletiva. Por apenas estes dois dias, já consigo afirmar: o Projeto Tokio 2018 começou no São Paulo.

A comissão técnica de nível internacional foi formada a dedo. Rogério Ceni cultivou essas amizades quando estudou na Europa e trouxe o inglês e o francês para ocuparem lugares estratégicos, dando coesão tática e força no relacionamento com o elenco.

Rogério chamou a base de Cotia e juntou a garotada aos mais velhos. Não deveria ser diferente, afinal esse sub-20 ganhou quase tudo que disputou em 2016. Alguns já estavam no time profissional. Agora outros vieram se juntar a eles.

Na coletiva não se furtou a responder as perguntas, admitiu que a comissão técnica trabalhá muito unida, que cada um sabe o que vai fazer e há o respaldo da diretoria. Também conhece como ninguém o clube, as finanças, sabe que nem tudo são flores, mas já cobra a chegada de dois reforços.

O clima que foi tomando conta da torcida foi de muito apoio. Se havia, num primeiro momento, desconfiança, hoje existe uma apreensão bastante positiva. O M1TO consegue, como ninguém, transmitir isso a todos. Sua obstinação pela perfeição, sua relação com tudo que envole o São Paulo, seu jeito de trabalhar, tudo isso trouxe à torcida um certo otimismo.

Esse clima positivo, de que tudo será melhor doravante, será fundamental para o ano inteiro. Se eu estiver certo nesse sentimento, então tenho certeza que Rogério Ceni foi um grande acerto. E se tudo isso valer, o Projeto Tokio 2018, realmente, começou no São Paulo.

Títulos do Sub-20 provam que Cotia está no caminho certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é com muita satisfação e orgulho que chegou a esta conclusão: Cotia está no caminho certo. Os títulos conquistados pelas nossas categorias de base, principalmente o Sub-20, demonstram que o trabalho que está sendo feito ali é de muita seriedade e começa a dar frutos ao nosso clube.

O São Paulo conquistou, nas duas últimas semanas, o bicampeonato da Copa do Brasil, o título do Campeonato Paulista e o bicampeonato da Copa RS. Este mesmo time que, no início do ano, foi campeão da Libertadores da categoria. E notem que o time que venceu neste domingo a Copa RS é o Sub-18, ou time B do Sub-20.

Se de lá já vieram este ano David Neres, Luis Araujo, Lucas Fernandes, Pedro Bertolucci, Matheus Reis e alguns outros, vemos nos dois times Sub-20 outros jogadores que podem ser pensados para o time profissional, já no início do próximo ano, para começarem a ganhar experiência junto do profissional.

Meu orgulho em reconhecer esse sucesso de Cotia prende-se, também, às denúncias que fiz anos atrás dos desmandos que lá ocorriam, quando Geraldo & Cia tomavam conta do CT Laudo Natel. Isso me rendeu um processo, movido por Geraldo e Silva, a dupla dinâmica, patrocinada pelo então presidente Juvenal Juvêncio (afinal, o escritório do dr. Frances foi quem defendeu a dupla), mas vencida por este editor.

Isso motivou a demissão de Geraldo, feita pelo então presidente Carlos Miguel Aidar – acho que a única coisa positiva que ele fez em sua nefasta gestão – e o impedimento do empresário Silva de frequentar o CT.

Com a seriedade e profissionalismo voltando à Cotia, os resultados começaram a aparecer. Hoje respiramos ar puro, de competição saudável e o investimento que lá é feito, parece, está começando a dar frutos.

Não posso deixar de cumprimentar Marcos Francisco de Almeida, diretor de Futebol Amador, a quem não tive, ainda, o prazer de conhecer pessoalmente, e José Alexandre Medicis, vice-presidente de Futebol, que, em última análise, dá a sustentação necessária a todos que estão trabalhando em Cotia. Em especial meus cumprimentos a André Jardine, que hoje é o grande nome do CT Laudo Natel e a todos os atletas, que engrandeceram o manto sagrado do Tricolor.

81 anos de glórias. Ainda que sumidas, elas voltarão!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, 16 de dezembro marca a data efetiva da fundação do São Paulo. Muitos comemoram 25 de janeiro, pois foi, realmente, nesta data, em 1930, que o São Paulo passou a existir. Mas ainda eram tempos amadores. O clube profissional foi fundado, de acordo com a ata, em 16 de dezembro de 1935.

Quantas glórias tivemos ao longo deste tempo. Não à tôa, nosso Hino, brilhantemente composto por Porphirio da Paz, diz em seu refrão “as tuas glórias vem do passado”.

Claro que esse parte da letra não quer dizer que elas deveriam ficar restritas ao passado, mas se tomar por base que elas vem desde lá. E estamos em busca desta retomada, já que o clube foi manchado, jogado à lama nestes últimos anos.

Não é difícil lembrar nomes que foram sustentáculos do nosso clube ao longo destes anos. Laudo Natel, o maior de todos; Paulo Machado de Carvalho, Roberto Gomes Pedroza, Cícero Pompeo de Toledo, Henri Aidar, Antonio Nunes Leme Galvão, Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal de Rey, Marcelo Portugal Gouvea. São-paulinos que nos encheram de orgulho e glórias, que não mediram esforços para fazer do Tricolor o gigante que é hoje.

Foram dirigentes que colocaram dinheiro DO bolso, não NO bolso. Que doaram horas e mais horas de suas vidas para construir esse império e fazer do São Paulo o clube modelo que foi.

Triste que nos últimos anos alguns cidadãos tenham tentado destruir o que se construiu. Juvenal Juvêncio deu início a esta degringolada. Curioso que poderia ter saído como um dos maiores presidentes de nossa história, afinal, não houvesse rasgado o estatuto do clube, teria sido campeão paulista, da Libertadores e mundial como diretor de futebol, em 2005, tricampeão brasileiro e vice campeão da Libertadores e brasileiro, como presidente. Teve um grande mérito: colocar Julio Casares como diretor de Marketing. Julio foi revolucionário e criou as melhores campanhas que tivemos até hoje. Mas a mudança do estatuto, que se constituiu em golpe, o colocou entre os piores que já tivemos, pois passamos a conviver com a corrupção e o desmantelamento de nossas glórias.

Juvenal faria algo ainda pior para o clube: indicar e eleger o nefasto Carlos Miguel Aidar para sucedê-lo. Aí a coisa descambou de vez. Foram tantos os desmandos, tantos os pedidos de comissão, tantas as tentativas de golpe ao clube que o nefasto presidente acabou renunciando. E o Tricolornaweb se enche de orgulho de ter sido parte importante nesse processo que culminou com sua renúncia. Em seu “reinado” pairou sobre o Marketing Douglas Schwarztman. Bem, acho que não preciso escrever mais nada.

Hoje temos Leco. Não sabemos o que teremos em abril. Mas se há um departamento que voltou a funcionar muito bem foi o de Marketing. Vinicius Pinotti vem fazendo um trabalho brilhante. Esta semana, na reunião do Conselho, foi mostrada uma dívida que o clube tem com ele: R$ 21 milhões. Não acho que dirigente tenha que colocar dinheiro no clube. Tanto que defendi a profissionalização na reforma do estatuto. Mas Pinotti o fez porque podia, porque ama o São Paulo. E, com sua competência, reergueu nosso Marketing, obteve patrocínios importantes que vem dando respaldo financeiro ao clube.

A ação de Pinotti é bem diferente de certos empresários aí, tipo Abilio Diniz, que teve influência decisiva na elaboração do novo estatuto, esbraveja em seu blog, mas nunca colocou um único centavo no clube. Ele é são-paulino de coração ou de “aparição”?

A entrada em vigor do novo estatuto nos dará a chance de retornarmos ao estágio em que um dia estivemos, e fomos retirados por esses malfeitores que se apoderaram do clube. Tenho certeza que a transparência voltará, as vitórias retornarão e, logo logo, poderemos gritar novamente: É Campeão!!!

Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro. Tu és forte, tu és grande, entre os grandes és o primeiro.

Derrota de Leco no Conselho escancara divisão no clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo rejeitou na noite desta terça-feira (13), por 78 votos a 60, a proposta da diretoria de renovação de contrato com a TV aberta – entenda-se Globo – para o período 2019/2024 e o consequente pedido de antecipação de R$ 40 milhões de reais, sem contar as luvas, que seriam de R$ 20 milhões. Mais do que uma derrota do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, foi o escancaramento da divisão política que há no clube, hoje sendo sintetizada em três frentes: Leco, Roberto Natel e a oposição.

É sabido que a oposição sozinha não teria chance de rejeitar a proposta. Precisaria contar com alguns situacionistas. Deve-se levar em conta, nesse cenário, o número gigantesco de ausentes: num colégio de 240 conselheiros, 96 não compareceram (levando-se em conta que há seis vagas em aberto entre os vitalícios). Desses ausentes, a grande maioria seria da base de apoio a Leco.

Está bastante evidente que na luta política do São Paulo Leco está de um lado, a oposição de outro e, então, aparece a terceira figura: Roberto Natel. Esse será o fiel da balança em tudo que for levado ao Conselho. E mostra a quantidade de conselheiros que reuniu em torno de si para levar adiante seu objetivo de ser o candidato da situação à presidência do clube em abril próximo.

Roberto Natel, como os senhores sabem, era vice-presidente de Leco. Entregou o cargo quando decidiu lançar sua candidatura, propondo a realização de uma prévia entre ele e Leco. Por isso entendo que a votação desta terça-feira foi uma demonstração de força de Natel. Só não sei se o suficiente para dar-lhe a vaga para a disputa presidencial.

A oposição continua afirmando que fará uma prévia em fevereiro. Alguns nomes estão colocados para o debate: Newton Ferreira (o Newton do Chapéu), Erovan Tadeu, José Roberto Ópice Blun e, menos cotado, Eduardo Alfano. Há quem continue apostando no nome de Julio Casares, que viria com apoio incondicional de Abilio Diniz. Casares, com quem tenho tido contatos constantes, continua negando com veemência essa candidatura, alegando falta de tempo pelos seus afazeres profissionais. E há outro detalhe nessa questão: Casares é o coordenador do grupo Participação, ao qual pertence Leco.

Já ocorreram algumas conversas de Roberto Natel com membros da oposição. O ex-presidente Fernando Casal de Rey, um dos principais nomes oposicionistas negou, em contato que teve comigo, que haveria espaço para Natel na oposição. Mas eu lembro que a política é muito dinâmica e quem vê hoje uma rosa amarela pode vê-la vermelha daqui a alguns minutos.

Quanto a Leco cabe chamar seus vice-presidentes, diretores e conselheiros que compõem sua base para definir quem está e quem não está ao seu lado. Ou Leco expurga da diretoria quem não trilha seu caminho, ou terá sua candidatura à reeleição seriamente ameaçada.

E notem que aqui não estou fazendo juízo de valor em apoio a este ou aquele nome. Apenas expondo a conclusão que tirei depois do movimento político que vi no clube nestes últimos dias, e que culminou com o resultado da sessão do Conselho Deliberativo. É fato que muitos outros capítulos virão, mas as turbulências tendem a aumentar a partir de agora.

Sul-Americana foi o consolo que restou ao São Paulo este ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou impiedosamente o Santa Cruz neste domingo, no Pacaembu, no encerramento do Campeonato Brasileiro. Não me iludo com o resultado, afinal ganhamos, em casa, de 5 a 0, de um time rebaixado, todo remendado, enquanto o São Paulo estava completo. Portanto, não se fez nada mais do que a obrigação.

Mas a partida foi boa para algumas confirmações e uma dúvida que agora surge. As certezas são Maicon, Rodrigo Caio, Buffarini, David Neres e Chaves. As incertezas ficam por conta de Bruno, Gilberto, Thiago Mendes e João Schmidt.

Também algo me chamou a atenção: nas duas partidas que Pintado esteve à frente do time, o poder do ataque melhorou muito e o esquema foi muito ofensivo. Contra o Atlético-MG,e m Belo Horizonte, o São Paulo dominou o jogo. Fato que só conseguiu o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo, mas perdeu um número incrível de oportunidades. Neste domingo, não fossem as chances e o excesso de preciosismo, a goleada que foi de cinco poderia ter sido de dez. E não seria nenhum exagero.

Pintado está de parabéns por não ter sido medroso. Quem sabe se tivesse pego o time antes não teria nos colocado em posição melhor, que uma simples Sul-Americana. Acabou com aquele futebol defensivo, burocrático de Ricardo Gomes, que quase nos fez passar a maior vergonha de nossa história. Por isso a Sul-Americana tem que ser vista como um prêmio de consolo ao São Paulo.

David Neres tem demonstrado um potencial incrível, com variação de jogadas. Ele fica bem aberto, chega à linha de fundo, mas também entra em diagonal, faz boas assistências e chuta bem para o gol. Foi a grande revelação do São Paulo neste ano.

Defesa compactada e ataque funcionando bem. Mas acho que temos que dar uma atenção especial ao meio de campo. O São Paulo carece de um volante de guarneça a defesa para que outro volante saia com a bola despreocupado. Talvez esse volante possa ser Breno. Foi uma experiência feita por Osorio e que deu muito certo. Só é necessário saber se Breno terá condição de jogar coo profissional.

O jogo também foi bom para Rogerio Ceni tirar suas conclusões sobre a condição de cada um, e usar os dias que faltam para o final do ano para montar, com sua equipe, o calendário para 2017.

Vitória trouxe o consolo que nos resta: a Sul-Americana

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória de virada do São Paulo em Belo Horizonte, sobre o Atlético-Mg, trouxe um consolo para nós, meros torcedores: a possibilidade de irmos à Sul-Americana. Durante a semana, descrente de que alcançaríamos um resultado positivo em BH, um ponto atrás do Cruzeiro que era a última vaga para a Sul-Americana, já fazia uma pesquisa de quantas décadas faz que não disputamos um torneio internacional no ano.

Os resultados do final de semana, no entanto, com derrotas do Cruzeiro e do Fluminense e a nossa vitória, estamos na zona da Sul-Americana. É porcaria? É. É café pequeno: É. É migalha? É. Mas é melhor ter isso para jogar, que dá um bom retorno financeiro e oferece uma vaga para a Libertadores de 2018, do que se contentar só com o Paulistinha.

O time jogou bem, jogou solto. Com David Neres e Luis Araujo bem abertos e Chavez centralizado, Cueva tinha liberdade para flutuar no campo. Thiago Mendes também auxiliava na armação e isso fez com que o São Paulo ficasse bastante ofensivo.

O gol do Atlético foi absoluta surpresa. No primeiro ataque mineiro, um cruzamento para a área, falha de Renan e gol. Mas o São Paulo era tão superior que o gol de empate saiu poucos minutos depois.

Apesar deste jogo ofensivo, David Neres e Luiz Araujo não conseguiram mostrar bom futebol. Tanto que Neres acabou sendo substituído por Robson, para tentar aumentar o poder de fogo pelo lado esquerdo, já que Luis Araujo havia sido deslocado para a direita.

Chavez acertou uma cabeçada na trave, com o gol aberto. Antes já havia perdido outra oportunidade. Pintado o tirou e colocou Gilberto. Na primeira oportunidade que ele teve, já no período de acréscimos, mostrou oportunismo e, numa bela jogada envolvendo Cueva e Robson, completou para o gol.

Claro que a vitória não engana ninguém. O São Paulo jogou contra o time B do Atlético-Mg. Mas serviu como base para Rogerio Ceni ver o que terá em mãos. Certamente pedirá a dispensa de muitos e a contratação de mais um tanto.

De qualquer maneira, é fato que a vitória nos deu um pequenino prêmio, quase que insignificante, para 2017.

E antes de encerrar, quero cumprimentar o Palmeiras pelo título merecido. Um grande presidente e um grande técnico, o resultado só poderia ter sido este.

Rogério Ceni como técnico: um bem ou um mal?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei um certo tempo para me posicionar sobre a contratação de Rogerio Ceni como novo técnico do São Paulo, apesar de, para nossa felicidade, este site ter sido o primeiro a dar a informação de forma concreta, sem o “pode” ser.

Conversei com alguns integrantes da alta cúpula do Tricolor antes de bancar a informação. Ponderei que achava uma aposta muito arriscada. Rogerio não tem a mínima experiência em qualquer clube e seria prematuro entregá-lo um tricampeão mundial, que tem muita história que ele, diga-se de passagem, tem grande participação.

Defendi o nove de Ruedas, mas o vice-presidente de Futebol, Alexandre Medicis, disse que alguns contatos lá atrás foram feitos e que seria impossível sua contratação. Motivos financeiros e contratuais impediriam qualquer negociação.

Citei  o nome de Wanderley Luxemburgo. Muitos entendem que ele está no fundo do poço e o São Paulo poderia ser sua redenção. Em assim sendo, também o seria do próprio clube. Mas há uma grande barreira contrária dentro do Conselho Deliberativo e tão cedo Luxemburgo não aportará no Morumbi.

Marco Aurelio Cunha me disse as seguintes palavras: “o novo é uma aposta. O velho, retrógrado”. Fico com o novo.

No Tricolornaweb, num primeiro momento, senti a oposição junto à torcida. Após o anúncio, os ânimos foram mudando, as posições se alternando e houve um equilíbrio. Passados alguns dias, já sinto que o torcedor vai apoiar Rogerio Ceni. E não poderia ser diferente.

Desde que foi anunciado já acompanhou treino, jogos do Sub-20, Sub-17, está se inteirando do que temos na base, deu palpites para a formação do novo elenco, teve participação com opinião da busca por Wellington Nem, Sidão e também aprovou a busca por Felipe Mello.

Não tenho condição – e ninguém tem – de avaliar hoje se será ou não um bom técnico. Só o tempo dirá. Mas se ele mantiver a obsessão pelo trabalho, a determinação, o afinco, unidos ao seu amor pelo Tricolor, então podemos esperar uma parceria vitoriosa.

Que assim seja!