Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastou elogiar para tudo voltar ao que era. Depois da partida brilhante que o São Paulo fez contra o Corinthians, talvez uma das mais perfeitas deste ano, o time voltou a apresentar os velhos defeitos e foi derrotado para o Cruzeiro em Belo Horizonte. O mesmo Cruzeiro que tantas e tantas vezes vencemos no Mineirão, quando estava brigando entre os líderes, e que hoje, na zona de rebaixamento, conseguiu nos derrotar.
Se contra o Corinthians o São Paulo exerceu tamanha pressão, que não o permitiu sair do seu campo, nesta quarta-feira se auto-pressionou e raramente saiu de trás. Quando saiu, encontrou um Pato isolado e pouco inspirado, um Antony que continua em péssima fase, um Daniel Alves cansado e um Hernanes sem nenhuma inspiração.
Aliás, questionei a escalação de Fernando Diniz. Já temos o Hernanes que não conseguiu, até agora, retomar sua forma física-técnica. Qual a razão de juntarmos no time Juanfran, que fora poupado no último jogo por fadiga muscular, e Daniel Alves, vindo de uma maratona de jogos e viagens? Por que não começar o jogo com o mesmo time de domingo, já que Igor Vinicius fez grande partida e Liziero, ou Igor Gomes, poderia ser mais útil no meio de campo?
Mas esse tem sido o São Paulo ao longo do ano e do tempo. Não consegue encaixar três jogos bons. É uma gangorra sem fim que justifica esse tempo todo sem ganhar um título. A situação só não é pior para nós porque o Corinthians empatou em Goiânia e, com isso, ficou um ponto a frente do São Paulo; o Grêmio perdeu em Porto Alegre e o Inter, mesmo em caso de vitória nessa quinta-feira, não chegará em nós. Por isso continuamos respirando a briga pelo G4.
Mas o São Paulo vai ter que ser muito mais estável, jogar muito mais bola. Não vou nem pedir que repita todos os jogos aquela partida contra o Corinthians, mas que não faça mais o que apresentou nesta quarta-feira. Foi um time medíocre, sem criatividade, sem finalizações e com falhas no passe. E isso mata o esquema Fernando Diniz, pois nos coloca à mercê do adversário.
Temos dois jogos de vitória obrigatória pela frente. Veremos o que vai acontecer.