São Paulo: não se pode elogiar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastou elogiar para tudo voltar ao que era. Depois da partida brilhante que o São Paulo fez contra o Corinthians, talvez uma das mais perfeitas deste ano, o time voltou a apresentar os velhos defeitos e foi derrotado para o Cruzeiro em Belo Horizonte. O mesmo Cruzeiro que tantas e tantas vezes vencemos no Mineirão, quando estava brigando entre os líderes, e que hoje, na zona de rebaixamento, conseguiu nos derrotar.

Se contra o Corinthians o São Paulo exerceu tamanha pressão, que não o permitiu sair do seu campo, nesta quarta-feira se auto-pressionou e raramente saiu de trás. Quando saiu, encontrou um Pato isolado e pouco inspirado, um Antony que continua em péssima fase, um Daniel Alves cansado e um Hernanes sem nenhuma inspiração.

Aliás, questionei a escalação de Fernando Diniz. Já temos o Hernanes que não conseguiu, até agora, retomar sua forma física-técnica. Qual a razão de juntarmos no time Juanfran, que fora poupado no último jogo por fadiga muscular, e Daniel Alves, vindo de uma maratona de jogos e viagens? Por que não começar o jogo com o mesmo time de domingo, já que Igor  Vinicius fez grande partida e Liziero, ou Igor Gomes, poderia ser mais útil no meio de campo?

Mas esse tem sido o São Paulo ao longo do ano e do tempo. Não consegue encaixar três jogos bons. É uma gangorra sem fim que justifica esse tempo todo sem ganhar um título. A situação só não é pior para nós porque o Corinthians empatou em Goiânia e, com isso, ficou um ponto a frente do São Paulo; o Grêmio perdeu em Porto Alegre e o Inter, mesmo em caso de vitória nessa quinta-feira, não chegará em nós. Por isso continuamos respirando a briga pelo G4.

Mas o São Paulo vai ter que ser muito mais estável, jogar muito mais bola. Não vou nem pedir que repita todos os jogos aquela partida contra o Corinthians, mas que não faça mais o que apresentou nesta quarta-feira. Foi um time medíocre, sem criatividade, sem finalizações e com falhas no passe. E isso mata o esquema Fernando Diniz, pois nos coloca à mercê do adversário.

Temos dois jogos de vitória obrigatória pela frente. Veremos o que vai acontecer.

São Paulo vence clássico e mostra que pode mais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Corinthians no Morumbi e deixou no ar aquela impressão de que “pode mais”. Não, não estou falando que vamos disputar o título. Já disse que joguei a toalha. Mas podemos, sim, brigar pelo G4.

O resultado de 1 a 0 não demonstrou a superioridade do Tricolor em campo. Efetivamente, o São Paulo encaixotou o Corinthians. A única chance do adversário foi uma bola enfiada próxima à linha de fundo, quando Clayson dribla Volpi mas sai com bola e tudo. E nada mais.

O São Paulo, por sua vez, teve bola no travessão, gols perdidos, defesas de Cássio e acabou ficando no pífio 1 a 0, gol de pênalti assinalado por Reinaldo.

Não tenho medo em afirmar: não foi o Corinthians quem perdeu para o São Paulo, mas o São Paulo quem ganhou do Corinthians. Foi um verdadeiro massacre, como eu disse, não retratado no placar. Mas, jogando contra um time que é só defesa, é pura retranca, se apresenta como time pequeno, o placar ficou de bom tamanho.

Mais uma vez a defesa foi o ponto alto. Ajudado por Luan, um gigante em campo, colocou no bolso o tal meio de campo e o ataque corinthiano. Wagner Love começou na direita, foi para o meio, para a esquerda. Clayson começou na esquerda, veio para a direita. Boselli, ah, esse eu nem vi em campo. Por mais que trocassem, Igor Vinicius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo acabaram com eles. Colocaram no bolso. E Luan acabou, sozinho, com o meio campo adversário. Aí ficou fácil para Hernanes, Tchê Tchê e Liziero jogarem.

Falou um golzinho apenas para passarmos o Corinthians na tábua de classificação. Mas com o tempo isso virá. Nossa tendência é evoluir. E pensem bem na seguinte questão: jogamos com um único jogador de ataque (Pato). Todo o nosso ataque está no departamento médico: Pablo, Everton, Toró, Raniel e Rojas. E tudo indica que para o jogo contra o Cruzeiro a situação não deverá ser diferente.

A vitória no clássico trará a confiança necessária para continuarmos nossa luta pelo G4.

Estilo de Diniz já mudou o jeito do São Paulo jogar. Para melhor.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não fez mais do que sua obrigação ao vencer o Fortaleza por 2 a 1, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Mas o principal do jogo – deixando de lado o reencontro com Rogério Ceni – foi a forma que o time atuou.

No primeiro tempo, até sofrer o gol de empate (39 minutos), o São Paulo apresentou um futebol dos sonhos. Tabelas na base do 1 + 1 pelos lados direito (Juanfran e Antony) e esquerdo (Reinaldo e Tchê Tchê). Muitas vezes saiam as triangulações, com Daniel Alves pela direita e Hernanes pela esquerda.

Os toques eram rápidos, envolventes. Faziam com que o Fortaleza ficasse esmagado em seu campo. O primeiro gol saiu aos 14 minutos , outros poderiam ter saído, não fosse a inércia de Antony, que teve duas chances claras e chutou como menininha. Aliás, seria importante esse garoto fazer um reforço para chutes.

O São Paulo teve domínio completo das ações. Quando o Fortaleza tinha a bola, a marcação era muito forte, na frente, dentro da área do time cearense, impedindo qualquer jogada trabalhada.

O empate foi muito por acaso. Reinaldo chegou atrasado numa bola, na entrada da área, e fez pênalti. Duvidoso, é verdade. Aliás, interpretativo. Muitos entenderam que não foi. Eu, particularmente, acho que foi.

O ímpeto do São Paulo diminuiu depois do gol de empate. O time sentiu o impacto.

No segundo tempo Diniz tirou Hernanes, cansado, e colocou Vitor Bueno. O São Paulo voltou e melhorar. Luan jogava como líbero, mas atrás dos zagueiros. Coube a ele a saída com a bola. Arboleda bem aberto na esquerda, Bruno Alves bem aberto na direita, Juanfran e Reinaldo mais adiantados, já com Vitor Bueno fazendo o setor da esquerda e Tchê Tchê o meio de campo.

Mas o time ganhou mais força quando Fernando Diniz colocou Igor Gomes no lugar de Juanfran. Daniel Alves foi para a lateral e cresceu muito no jogo.

Chegamos ao gol da vitória numa boa jogada de Tchê Tchê que deu belíssimo lançamento para Antony, que escorregou, mas conseguiu servir Igor Gomes marcar o gol.

É fato que o time não jogou aquele futebol vistoso dos primeiros 35 minutos da partida. Mas também não é possível, em uma semana de treinamento, fazer tantas mudanças assim. Mas renasceu meu otimismo. Não para brigarmos pelo título. Isso já esqueci. Mas de brigarmos pelo G-4. Aliás, terminaremos a rodada noG-6. Que bom!

Sai Cuca, entra Diniz. E o São Paulo se apequena cada vez mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando se pensa que tudo está tão ruim que não tem como piorar, é aí que se vê que, em se tratando de São Paulo, isso é um grande equívoco. A saída de Cuca, provocada por ele mesmo, só serviu para dar um alívio na diretoria, que não aceitava os resultados – como de resto nós todos, torcedores, também não aceitávamos – e não tinha coragem demiti-lo.

E que não me venham com essa balela de que ele pediu demissão no vestiário após o jogo e foi demovido da ideia pela diretoria. Cuca foi muito claro em sua última coletiva, justificando sua decisão: “eu não estava contente com os resultados, a diretoria não estava contente. Se estivesse, teria tentado impedir minha saída”.

Em outras palavras: Cuca fez o que se chama de “deixar a diretoria à vontade” para decidir o que fosse melhor para o clube. Mas esperava, no fundo, ter o respaldo de Raí, Leco & Cia. Ltda.para prosseguir o trabalho. Quebrou a cara. Não teve apoio algum.

Aí Raí anuncia, na coletiva de despedida, que Wagner Mancini seria o técnico interino para o jogo contra o Flamengo. Que sua permanência à frente da equipe não era definitiva, mas era o que tínhamos para o momento.

Quando é perto da meia-noite, o São Paulo anuncia Fernando Diniz. Aí sai uma estória, já contada por vários órgãos de imprensa, que a contratação de Diniz se deu por um conversa entre Daniel Alves, Pablo, Hernanes e Pato. Eles teriam pedido a Alexandre Pássaro para trazer o ex-Fluminense. E Diniz veio. Estariam os jogadores dominando o clube? Cadê a autoridade de Raí?

Vejo em Fernando Diniz um potencial sem limites, com ideias modernas, de um futebol bonito, muito vistoso, sem chutões, com passes, tabelas, envolvimento do adversário, gols bonitos, classe que não vemos no futebol de hoje. Realmente, é um ponto fora da curva. Mas para a Europa, não para o Brasil. Aqui ele deixou o Athlético-PR, o mesmo que foi campeão da Copa do Brasil, na zona de rebaixamento do Brasileiro; foi para o Fluminense, e também deixou o time das Laranjeiras no Z-4.

O que ele fará com o São Paulo? Vai nos tirar do G-6, onde brigamos pelo G-4, para nos colocar brigando pelo G-12? Sim, porque me parece quase impossível sermos jogado no fosso da luta para não entrar no Z-4. Já temos 35 pontos, enquanto o Cruzeiro, primeiro do rebaixamento, tem 19. Além dos 16 pontos de diferença, há 11 times entre nós, o que, em combinação de resultados, torna quase impossível essa hipótese. Mas, pela explicação que dei agora, pensam que já não fui olhar, analisar e fazer contas?

Indubitavelmente, estamos nos tornando uma nova Portuguesa, com todo respeito que a Lusa me mereça. Somos aquele time que ganha quando todos pensavam que iria perder e perde quando todos tinha certeza da vitória. Trocamos de técnico como trocamos de roupa. Este ano já tivemos André Jardine, Wagner Mancini, Cuca, Wagner Mancini (por oito horas) e Fernando Diniz. E ninguém, em sã consciência, pode garantir que ele ficará até o final do Brasileiro.

Sou otimista, sou torcedor do Clube da Fé, nunca vou desdenhar de ninguém que vista nosso Manto Sagrado, antes que ele faça jus a isso. Torcerei desesperadamente que o estilo de futebol vistoso de Fernando Diniz se encaixe no São Paulo, e que nós consigamos ter um final de ano menos traumático.

O São Paulo consegue se superar nas vergonhas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo se supera nas vergonhas. Empatar com CSA, perder do Goiás no Morumbi, não pode ter outra classificação.

Impressionante como, pouco, nos aproximamos da Portuguesa, com todo o respeito que a Lusa me mereça. Mas lembram-se como era esse time: quando todo o mundo achava que ia ganhar, perdia; quando todos achavam que iria perder, ganhava.

O São Paulo está exatamente assim. Da mesma forma como foi capaz de ter esses resultados ridículos, teve, também, uma brilhante vitória contra o Athlético-PR, em Curitiba. E, de repente, pode ganhar do Flamengo sábado, no Maracanã.

Esse não é o desempenho que se espera de um time que quer ser campeão. Ou que ao menos a torcida espera que seja campeão.

Cuca não teve explicação. Os números mostraram que o São Paulo levantou 37 bolas na área, foram 40 incursões. Bem, tudo isso e não conseguiu marcar um mísero gol, então é incompetência demais. Ou estão querendo fritar o treinador. Das duas, uma.

Nossa realidade está absolutamente estampada: brigamos para chegar no G-4, ou para nos manter no G-6. Desculpem aqueles que me ironizaram por eu ainda ter algum otimismo guardado lá no fundo da alma, dignificando o fato de ser torcedor do Clube da Fé, de que poderíamos, ainda brigar pelo título. Tentei, fui otimista, tive fé, mas acabou. Pode ganhar de 5 a 0 do Flamengo sábado. Até o final vou sonhar com a briga pelo G-4, sabendo que nossa realidade não passa do G-6. Não por não termos um time bom, talvez um dos melhores do País. Mas porque não fatos que se sucedem que a própria razão desconhece.

Triste São Paulo. Triste torcedor do São Paulo.

Vitória no Rio traz esperança lá no fundo da alma

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma vitória heroica no Rio de Janeiro, com gol aos 47 minutos do segundo tempo. E isso nos faz respirar aquele fundinho de esperança de ainda brigarmos pelo título.

O jogo era, como eu digo, “ganhável”, apesar de ser no Rio de Janeiro, na casa do Botafogo. Mas o time carioca é bem inferior ao do São Paulo. E essa supremacia começou a ser demonstrada já no início do jogo. Com um toque leve no meio de campo, o São Paulo tomou o domínio das ações desde o começo

Cuca entrou com Juanfran na direita e Luan na cabeça de área. Daniel Alves e Hernanes fizeram o meio, Tchê Tchê jogou mais aberto pela direita, com Pablo e Everton à frente. Foi um nítido 4-4-2, que em alguns momentos mudou para 3-4-2, já que Juanfran, Bruno Alves e Arboleda passaram a formar a linha de três lá atrás, ficando Daniel, Hernanes, Luan e Reinaldo na linha de quatro no meio de campo.

Toró não correspondia às necessidades do time. Aliás, entendi aí um erro do Cuca. Ele poderia ter mantido Everton no time, sacando, como fez, Antony. Toró tenta dar um drible a mais e perde a bola.

Mas tenho que ser justo. Sua participação no primeiro gol foi importante. Reinaldo, o melhor em campo, fez a jogada pela lateral, tocou para Toró que viu Hernanes entrando, deu-lhe a bola e Hernanes fez um gol de verdadeiro meia.

O grande problema é que o São Paulo não soube segurar o jogo. O Botafogo ficou desnorteado com o gol Tanto que logo depois, em cobrança de escanteio, Pablo cabeceou na trave. Era pré-nocauteado o time carioca. Sairia vaiado de campo. Mas numa falha de Juanfran na marcação, sofremos o gol de empate aos 46 minutos. Isso fez com que o time que sairia vaiado pela torcida saísse aplaudido.

Mas no segundo tempo o São Paulo continuou melhor, chegando várias vezes ao gol, ainda que com chutes de meia distância. Cuca colocou Antony e Everton, tirando Hernanes e Toró.

Mas Antony voltou a decepcionar. Na primeira jogada que deu um chutinho grotesco para o gol, ouviu a reclamação de Pablo que pedia a bola. Mandou um palavrão na direção do centro-avante. Isso mostra que ele está absolutamente desequilibrado, que o sucesso subiu à sua cabeça e que o banco deverá lhe fazer bem.

O gol do Tricolor, já nos acréscimos, premiou quem procurou o tempo todo a vitória. Cruzamento de Daniel Alves, Arboleda ganha de toda a defesa e Pablo, milimetricamente na mesma linha do zagueiro, faz o gol.

Voltamos respirar o ar de “podemos brigar pelo título”. Só não temos mais o direito de errar como erramos em alguns jogos.

Empate ridículo, nos deixa na briga do G-6. Tchau título!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate deste domingo com o CSA, no Morumbi, coloca o São Paulo, definitivamente, na briga pelo G-6 e fora do título.

Antes do São Paulo jogar contra o Santos eu escrevia aqui que aquele era o jogo que marcaria o objetivo do Tricolor: uma vitória apontaria nossa nau para a briga pelo título; qualquer outro resultado nos deixaria na briga pelo G-6. Ganhamos do Santos, do Atlético-PR, enfim, embalamos boas vitórias, mas aí começamos a tropeçar: Vasco, Grêmio (reserva em casa), Inter (reserva fora) e o incrível CSA dentro de casa.

Esse resultado, estando o São Paulo com o time completo, não pode indicar outra coisa se não a despedida da disputa pelo título. Aliás, o próprio técnico Cuca admitiu que as coisas ficaram difíceis.

Fosse outro o líder do Brasileiro, tipo aqueles costumeiros e conhecidos “cavalos paraguaios”, dez pontos seriam perfeitamente “tiráveis”. Já fizemos isso, outrora, com o Grêmio na liderança. Ainda perdemos o primeiro jogo do returno para eles, ficando a 11 pontos, faltando, portanto, 18 jogos. Sei que hoje são dez e faltam 19 jogos. Mas o líder é o Flamengo, com um time redondo, sobrando em campo contra todos. Salvo a aparição do “imponderável da silva”, que é o próprio futebol, e não teremos chance alguma

O time é o que estava em campo ontem no segundo tempo. Thiago Volpi; Daniel Alves, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero (Luan) e Hernanes; Antony, Pablo e Pato. Se esse time não conseguir ir bem e chegar dentro do G6, então não vou entender mais nada. Vai ter mesmo que desenterrar o sapo que está no Morumbi.

O São Paulo teve 30 chutes a gol. Marcou um num bate-rebate. Acho que é preciso treinar um pouco mais de pontaria. Não há outra explicação.

E que fique claro: não defendo a demissão do Cuca. Acho que o preço que pagamos por tanto tempo sem título está no fato de trocarmos tantos técnicos. São dois ou três por temporada. Temos que dar o devido tempo. Foram só cinco meses. Concordo que com esse time tinha que estar rendendo muito mais. Entretanto quero esperar para ver onde ele pode chegar. Ainda confio no trabalho dele.

Mesmo assim sei que o desânimo é grande. Por mais otimista que eu seja, entendo que não será possível conquistar o título em 2019. Que venha, então, ao menos a Libertadores. De preferência sem pré, direto na fase de grupos.

São Paulo tem um time, não um elenco

Amigo são-paulino, não é chorar pelos cantos, mas é constatar a realidade. O São Paulo tem um time, não um elenco. A sequência de resultados negativos, motivado pelos desfalques, provam que conseguimos montar um time titular muito forte para disputar o Brasileiro, mas que o elenco não responde à altura, quando é chamado.

Nosso departamento médico tem que ser cobrado por tudo isso. E foi tema central do meu editorial passado.

Dito isso, entendo ter explanado meu pensamento sobre o resultado de Porto Alegre. Convenhamos que jogar sem Daniel Alves, Hernanes, Antony, Pablo e Pato não é para qualquer um. Além deles, jogamos sem os primeiros reservas: Toró, Igor Gomes e Rojas.

Para piorar, Cuca, ao invés de fazer o simples, inventou colocando três volantes e deixando o time sem armador. No primeiro tempo esse sistema até funcionou um pouco, com a marcação pressão que foi feita e com Everton, muito bem no jogo, ganhando jogadas, indo á linha de fundo e cruzando para trás. Numa dessas jogadas, ele deu uma verdadeira assistência para Tchê Tchê que “isolou” a bola.

O “se” não faz parte do jogo, mas se fizéssemos esse gol, as coisas poderiam ser diferentes. Assim como “se ” o VAR não atrapalhasse, talvez saíssemos de lá com um empate. Até porque não foi pênalti, em hipótese alguma, o marcado pela arbitragem. Mas, de novo o VAR nos atrapalhou.

É fato, também, que o São Paulo não jogou nada no segundo tempo. Como sempre o ar acabou, o time foi dominado e viveu de contra-ataques, que não saíram.

E no fim a rodada foi horrível para nós. Se tinha sido boa, pelo empate do Corinthians pela manhã, ficou terrível com as vitórias do Flamengo e do Palmeiras.

A recuperação tem que começar contra o CSA domingo, para buscarmos os pontos perdidos de maneira tola no segundo turno.

Algo inexplicável ocorre onde sempre fomos referência

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aquele setor que um dia foi referência mundial hoje nos deixa completamente intrigados pela atuação pífia: o Refis.

Não é de hoje que nossos jogadores tem lesões que, ou são mal curadas, ou levam uma eternidade para que isso ocorra. Mesmo assim, alguns que ficam longo tempo no Refis voltam sem a verdadeira condição física.

Temos tido exemplos constantes dentro do elenco. Se pararmos para analisar, alguns jogadores jogam três, quatro partidas e sentem lesão. Everton, Liziero, Hernanes, são alguns dos exemplos.

Outros ficam três meses para se recuperar de uma cirurgia – e nesse caso me refiro a Pablo -, voltam, por uma infelicidade cai em cima da perna, e fica parado mais um longo tempo. Já vamos para dois meses. Ele voltaria contra o Inter. Mas foi vetado pelo departamento médico.

Outro dia, após o jogo contra o Santos, Pato não treinou. Toró idem. O departamento médico do São Paulo disse que era algo à tôa, e que nenhum dos dois preocupava para o jogo contra o Ceará. Não jogaram contra o time do Nordeste, nem contra o Atlhetico-PR, nem contra o Vasco, nem contra o Grêmio e não jogarão contra o Internacional.

Hernanes ficou um tempão parado por conta de uma distensão. Voltou contra o Santos. Jogou 15 minutos e teve nova distensão. E já vamos para mais de um mês com ele parado. Pior: não se sabe quando ele volta.

Rojas, que sofreu uma contusão muito séria ano passado, exatamente em outubro, teve que passar por uma cirurgia e deveria retornar em março ou abril. Não voltou. Teve que fazer outra intervenção, por conta de um pino que estava em seu joelho e o incomodava. Então deveria voltar em setembro. Não voltou. Teve que fazer outra cirurgia e, quem sabe, volte a jogar entre fevereiro e abril do ano que vem. Ou seja: um ano e meio parado.

Depois de muitas críticas, o dr. Sanches, médico do São Paulo, deu entrevista ao Globo Esporte e explicou a lesão do Pato. Mas teve que “apanhar” muito da imprensa e da torcida para vir a público e explicar alguma coisa. E os demais jogadores? O que de fato tem acontecido? Por que não há transparência?

O São Paulo não é um órgão público que tenha obrigação de dar satisfação das coisas, mas por lidar com uma paixão profunda, que é o futebol, tem, sim, que dar explicação aos seus torcedores sobre o que ocorre no clube. Afinal, são esses torcedores que se viram, gastam o que não tem, arrumam um jeito de ir ao jogo, levar mais de 45 mil pessoas, em média, por jogo, no Morumbi, para apoiar o time. Esse torcedor merece, sim, explicação do que está acontecendo.

Houvesse um pouco de transparência, talvez todos nós entendêssemos o que de fato está acontecendo no Refis. E aqui englobo não só a Fisioterapia, mas também a preparação física e a equipe médica.

Não teremos Pablo, nem Pato, nem Hernanes, nem Toró, todos numa longa internação no Refis. Teremos Everton e Liziero. Se até sábado não sofrerem nenhuma contusão.

Alguma coisa está errada, e muito errada. E alguém tem que vir a público para dar uma explicação satisfatória a toda nação são-paulina.

Partida sofrível, de resultado catastrófico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo do São Paulo contra o Grêmio neste sábado, no Morumbi, foi sofrível, de um nível técnico melancólico e com resultado final catastrófico para nossas ambições. Jogando contra o time reserva do Grêmio, nossa obrigação de ganhar, que já existe por si só nos jogos em casa, quadruplicou de tamanho. Eu falava na transmissão, assim como no Jornal Tricolornaweb em toda esta semana, que usaria o dialeto “dilmês” para falar que nossa obrigação era ganhar ou ganhar. Se não ganhássemos, deveríamos ganhar. E se não desse para ganhar, então teríamos que ganhar. E não fizemos isso.

Cuca continuou mantendo na zaga Arboleda e Anderson Martins, quando eu entendo que seria melhor Bruno Alves. Mas o time não tomou gol. Então isso é o que menos importa nesse momento. Nosso problema está no meio e no ataque. Daniel Alves não fez uma boa partida. Aliás, pouco podemos exigir dele, que estava em férias até outro dia e não poupou esforços para jogar todas as partidas.

No ataque, originalmente, Vitor Bueno foi escalado como falso 9. Mas por ali apareceram o próprio Daniel Alves, Everton, Tchê Tchê. Entretanto faltou o algo a mais, aquele centro-avante que empurrasse a bola para dentro do gol. Com Pablo machucado, Raniel suspenso e Pato, que até poderia ser uma alternativa, também contundido, ficamos sem esse jogador. Falto a referência na área.

Quero deixar um parágrafo para falar de Antony. Jovem promisso valor do clube, desde que voltou da Seleção não rendeu mais nada. Não parte para cima do marcador, afunila todas as jogadas, nunca chega à linha de fundo. Cuca justificou, na entrevista pós-jogo, que há um turbilhão passando pela cabeça dele. Propostas do Exterior, filho que vai nascer, Seleção Brasileira e outras coisas mais. Ora, então se ele não está com seu emocional em dia, talvez fosse melhor deixá-lo no banco e colocá-lo durante a partida.

Bem, mas quem começaria? Toró foi para o Morumbi, mas sem condição de jogo; Helinho é uma piada. Então, não há que falar.

Não jogo a toalha, nem vou dos 8 aos 80 em fração de segundos; não acho que vamos lutar só pela Libertadores e tenho o título em mente. Mas reconheço que o resultado foi catastrófico para nossas intenções no Brasileiro. A recuperação terá que vir na próxima rodada, contra o Inter. Doa a quem doer. Só quero lembrar que iremos sem Antony (suspenso), Daniel Alves e Igor Gomes (com a Seleção Brasileira), quase certeza sem Hernanes, muito provavelmente sem Pablo e Pato. Então, não é doa a quem doer, mas seja o que Deus quiser.