Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, nada melhor do que esperar algumas horas para fazer o comentário, para não incorrer no erro de falar tudo de cabeça quente e cometer equívocos nas análises a serem feitas.
Para início de conversa não vou defender aqui a demissão de Ney Franco. É bem verdade que meu ímpeto de apoio a ele caiu bastante depois da extrema burrice de colocar Douglas, com cinco minutos de jogo, contra o Corinthians, aniquilando o ataque são-paulino e ter repetido ontem esta mesma extrema burrice. Ele, com esta atitude, disse à diretoria que as contratações para o ataque foram erradas, pois nem Wellington, nem Silvinho, nem a pérola do Morumbi, Ademilson, servem para o ataque.
Entretanto, demitir Ney Franco para contratar quem?Paulo Autuori? Acabou de acertar com o Vasco. Cuca?Nem por sonho. Abel?Continua firme com o Fluminense. Luxemburgo? Também está firme no Grêmio. Dunga? É o atual campeão do Internacional. Então me digam: demitir Ney Franco e trazer quem?
O erro de ontem atrapalhou muito o time, mas ele não é o responsável direto por tudo o que aconteceu. Não foi ele quem fez a extrema burrice no primeiro jogo, quando o tal de Lúcio foi expulso e estragou tudo o que estava acontecendo. Nós não podemos jogar fora o trabalho desenvolvido até aqui.
Mudanças devem ocorrer no elenco. Douglas tem que ser escalado, no máximo, como lateral direito reserva; Carleto, idem. O que quer dizer que não há mais lugar para Paulo Mirada, Cortez e Henrique Miranda. É urgente a necessidade da contratação de dois laterais.
E o dinheiro do Lucas? Onde foi parar? Talvez nas contratações de Wallyson e Silvinho. Depois se ofendem quando levantamos dúvidas dúvidas quanto à competência na administração das finanças do clube.
Não podemos esquecer que, além das falhas de Ney Franco, ou de Lúcio, ou de Tolói, ou de Luis Fabiano, está o mal maior do São Paulo que é o poder imutável e monárquico. O Tricolor virou um feudo de Juvenal Juvêncio e isso nos está colocando em patamar pior que os nossos principais adversários. Não temos força nos bastidores, estamos brigados com a Federação Paulista, a CBF, a Conmebol e a Fifa. Juvenal, no auge de sua arrogância e empáfia, acha que o São Paulo consegue sobreviver isolado politicamente. Os resultados estão aí. Contra qualquer time, em qualquer competição, na dúvida a arbitragem apita sempre para o lado contrário.
Não quero caça às bruxas no São Paulo. Espero serenidade e racionalidade. A base é boa e, com reforços pontuais, deve ser um dos favoritos ao título Brasileiro. O único problema é que a mudança radical, a maior que deveria ser feita, não a será. Afinal, o estatuto não pode ser rasgado e esta administração vai até abril de 2014. Que Deus nos ajude!