Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está fora da Sul-Americana e vai fechar o ano melancolicamente, jogando contra Criciuma e Coritiba para cumprir tabela e, quiça, garantir presença na Sul-Americana no próximo ano. Lógico, torcendo para não ter a Ponte Preta pela frente mais uma vez.
É difícil imaginar como pode um clube, com a estrutura e a camisa que tem o São Paulo perder, no placar agregado, por 4 a 2 para um time que está rebaixado no Campeonato Brasileiro para a série B. Bem, certamente esse seria nosso destino, não fosse a providencial chegada de Muricy e a injeção de ânimo que durou algumas rodadas, suficientes para nos tirar dessa tragédia.
Torci muito por este título e abomino alguém que se diga são-paulino que tenha torcido contra, para que houvesse um enfraquecimento de Juvenal Juvêncio. Isso é torcer contra o clube e eu não faço. E tem mais: queiram ou não, gostem ou não, Juvenal vai fazer seu sucessor sem grande dificuldade. E pode ser até em chapa única. Portanto, não é perdendo ou ganhando a Sul-Americana que algo mudaria na eleição em abril.
O jogo desta quarta-feira, em Mogi Mirim, foi exatamente o que todos esperavam:o São Paulo com a posse de bola, a Ponte se defendendo com onze, três jogadores marcando Paulo Henrique Ganso e deixando livres Denilson (depois Wellington) e Paulo Miranda, pois sabiam que por ali nada iria acontecer. E, de sobra, ao deixarem Paulo Miranda livre criaram um corredor em suas costas e ali encontraram a bola do jogo, marcando no final do primeiro tempo e destruindo o pouco de psicológico que ainda havia no São Paulo.
Todavia, ao contrário de outras eliminações, não estou puto. Não. Como venho dizendo há algum tempo, essa diretoria nos jogou no lodo e sair do rebaixamento era nosso objetivo. O resto seria lucro. A eliminação da Sul-Americana só reduziu um pouco esse lucro. E nos deu a certeza que uma boa reformulação deve ser feita nesse elenco.
Só que não estou no time dos que defendem a dispensa, por exemplo, de Luis Fabiano. Me desculpem os fãs de Aloísio, mas em condições normais, mesmo fora de forma, Luis Fabiano é muito melhor que Aloísio. Cabe a Muricy Ramalho, com a experiência e o respaldo que tem, colocar Luis Fabiano na linha, cobrá-lo e exigir sua participação mais ativa no elenco.
E vamos passar uma borracha sobre o ano de 2013, um dos piores de nossa história.