Vitória no sufoco, mas que valeu pela vontade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, foi um sufoco. Eu não imaginava que fôssemos ganhar do Atlético Nacional de Medelim com um gol aos 45 minutos do segundo tempo. Foi muito sofrimento, mas que mostrou que o time, se não é excelente tecnicamente, ao menos tem honrado a camisa com muita raça e, bem ao estilo Muricy, se não dá na tática, vai chutão para a área.

O primeiro tempo teve uma imagem que seria completamente modificada no segundo. O São Paulo teve, seguramente, mais de 70 por cento de posse de bola. Contou com um golaço de Jadson, muito toque de bola, passes certeiros, engolindo os colombianos em seu campo. É verdade que Ganso fez muita falta, pois não tivemos os passes cerebrais que temos nos acostumado a ver.

A falha gritante de Rodrigo Caio (aqui também culpo Rogério Ceni que não deveria ter-lhe dado a bola, dentro da área, de costas para o campo, com marcação), atrapalhou o time que sentiu o baque.

No segundo tempo tudo mudou. O domínio foi absoluto dos colombianos, que chegaram a colocar o São Paulo na roda. Mesmo assim não corremos riscos. Fizemos o segundo gol e, assim como no primeiro tempo, sofremos outro gol de erro individual . É isso. Não fosse um erro crasso de Rodrigo Caio e outro de Antonio Carlos, por mais que o Atlético dominasse o segundo tempo, me lembro de apenas um lance que colocou em risco a meta defendida por Rogério Ceni.

Acho que Muricy demorou a mudar o time. Ademilson poderia ter entrado já no intervalo do jogo. No decorrer do segundo tempo eu o colocaria no lugar do ineficaz Denilson, deixaria Rodrigo Caio e Maicon como volantes e abriria Ademilson e Aloísio nas pontas.

O empate de 2 a 2 seria trágico, pois nos obrigaria a vencer em Medelim. Com a vitória jogaremos pelo empate. Vai ser muito difícil, mas quero lembrar aqui minha tese que, com este elenco, a mim bastaria termos saído da zona de rebaixamento no Brasileiro. A partir daí, o que vier será lucro.

Vitória significa chance real de Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, há dois meses, não mais do que isso, estávamos lutando para sair do rebaixamento e seriamente preocupados com o futuro, não vendo uma luz no fim do túnel que nos pudesse tirar da situação em que nos encontrávamos. Hoje entraremos em campo com chance real de irmos para a Libertadores em 2014.

Assim é o futebol. Assim foi a vinda de Muricy Ramalho para o São Paulo. Uma pessoa ligada intimamente com o clube e a torcida que mudou o astral e virou a chave. Até por isso entendo que passaremos pelo Atlético Nacional, não só aqui no Morumbi fazendo um bom resultado, como na decisão na Colômbia.

Hoje teremos a volta de Luis Fabiano. A massacrante maioria, no Tricolor na Web, posicionou-se contrária à sua volta. Mas eu entendo que ele deve jogar. Concordo com Muricy, que nenhum time pode abrir mão da experiência e qualidade de um jogador do quilate de Luis Fabiano. É encrenqueiro? Fica fora de jogos decisivos? Contunde-se com facilidade? Sim, resposta afirmativa para estas questões. Mas quando pode jogar, não podemos abrir mão de seu futebol, pois ele tem, sim, qualidade para decidir um jogo.

Acho que Aloísio permanece no time – seria injustiça não permanecer – e sai Ademilson. Por mais que ele tenha jogado bem as últimas partidas, todos nós, aqui, fomos críticos severos ao garoto, entendendo que não tem condição de jogar no São Paulo. Eu nem tenho essa opinião radical, mas acho que não está devidamente preparado para o time titular e deve, sim, dar lugar a Luis Fabiano, para que forme a dupla de ataque com Aloísio.

Antonio Carlos deve voltar à zaga, o que dará, também, mais tranquilidade ao setor defensivo. E Maicon (quem diria?) está de volta ao meio de campo, o que dará mais equilíbrio ao setor. Ganso fará muita falta, sim, mas espero que Jadson não decepcione e retome o futebol que apresentou ano passado.

Estou confiante. Então, à vitória, Tricolor!

 

Mais uma vitória com a nova cara do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo foi a Caxias do Sul e desconheceu estar jogando contra o Internacional. Em dia de Aloísio venceu os gaúchos por 3 a 2 e, mais do que isso, voltou a mostrar qual é a nova cara do time.

Se até algumas rodadas atrás nós temíamos o rebaixamento, víamos um time sem padrão tático, sem vontade, sem personalidade, nervoso e atabalhoado, hoje temos um time que sabe o que faz, com padrão tático definido, que já afastou por completo qualquer possibilidade de rebaixamento e se dá ao luxo em pensar que pode chegar à Libertadores no próximo ano, seja pela via da Sul-Americana, onde estamos nas quartas-de-final, seja pelo Campeonato Brasileiro, pois se o Grêmio for o campeão da Copa do Brasil, nós estaremos brigando com Goiás pela vaga.

Se temos que comemorar Aloísio, finalmente, desencantando e marcando mais três gols hoje, não podemos nos esquecer de Muricy Ramalho, que foi quem nos tirou da penumbra e colocou no sol. Ele embutiu seu espírito guerreiro de “aqui é trabalho, meu filho” e levou para cima a moral de todos.

Hoje Ademilson também foi muito importante taticamente. Ele ajudou a fechar o corredor do lado esquerdo, já que Reinaldo estava uma avenida, e também puxou contra-ataques, sofrendo dois pênaltis. Mas temos a evidência que a defesa está ruim. Tomamos cinco gols em dois jogos, algo inadmissível para o padrão Muricy. Talvez com a volta de Antonio Carlos na próxima quarta-feira as coisas melhorem.

Estou empolgado, sim, principalmente pela vontade demonstrada nessas partidas. E acho que com o elenco que temos – atenção diretoria: o elenco é fraco! – já fomos longe demais. O objetivo era sair do rebaixamento. Agora, o que vier é lucro. E acho que vamos lucrar bastante.

Vitória com as marcas do M1TO, Aloísio e Muricy

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, foi outra vitória épica. Assim como domingo, em Salvador, o São Paulo conseguiu aquilo que poucos esperavam. Depois do empate em 1 a 1 no Morumbi, o que nos obrigaria a vencer ou empatar com dois ou mais gols de diferença no Chile, o time foi lá em ganhou do Universidad Católica, depois de estar duas vezes atrás no placar.

Foi uma vitória com marcas de Rogério Ceni, que fez uma das maiores partidas de sua carreira; de Aloísio, que conseguiu unir sua tradicional raça com oportunismo e faro de goleador; e Muricy Ramalho, que sem dúvida alguma trouxe vida nova a um time que estava no fundo do poço, brigando para não ser rebaixado no Brasileiro, e hoje respira no nacional e está nas quartas-de-final da Sul-Americana. Já é possível sonhar com a Libertadores.

Uma coisa que me assustou foi a defesa do São Paulo. Rodrigo Caio foi mais volante que zagueiro, mas não cobriu o lado direito da defesa. Paulo Miranda era facilmente envolvido pela dupla que descia por ali, enquanto Douglas, sem cacoete de lateral esquerdo, tomava um baile do lado direito chileno. Para completar, Rafael Toloi fazia uma partida desastrosa, deixando Edson Silva mais vulnerável que o normal.

O correto seria tomarmos uma goleada, tal a fragilidade defensiva. Mas aí entrou Rogério Ceni, que fez uma das maiores partidas de sua brilhante carreira. Calando a boca de alguns críticos que teimam em pedir sua aposentadoria, ele fez o que dele se espera: defendeu a meta tricolor. Não precisa bater pênaltis. E ali ele é imbatível. Um M1TO. O maior goleiro do Brasil. Um dos melhores do mundo, ainda hoje, com 40 anos de idade. Não tenho dúvidas em pedir a renovação de seu contrato por, pelo menos, mais um ano. Ele ainda tem muito a dar pelo São Paulo.

Quanto a Aloísio, não acho que seja o centro-avante ideal para o São Paulo, mas não há dúvida que nesta noite de quarta-feira ele foi soberbo. Lutou, marcou dois gols, fez a assistência para um, fez o que se espera de um centro-avante do Soberano.

E teve a acompanhá-lo Paulo Henrique Ganso. Seu futebol está enchendo meus olhos. Ele, a cada jogo, sobe um degrau no patamar técnico. E não podemos nos esquecer de Maicon, que também teve grande atuação.

Foi uma noite de explosão, de sofrimento, sim, mas de alegria por ver, de novo, meu Tricolor mostrando porquê é Soberano.

Vitória da raça contra todos. Até a arbitragem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conquistou uma vitória digna a dar moral para deslanchar no campeonato e esquecer de vez a crise pelo que passou e o risco de estar rondando a Z4, após ter ficado muito tempo dentro dela.

O jogo desta tarde em Salvador marcou a redenção deste elenco. Mostrou que existe união e todos jogaram em dobro para cobrir as lacunas deixadas por Denilson e Maicon, além da arbitragem maléfica de Sandro Meira Ricci, que anulou um gol legítimo de Paulo Miranda.

Se eu fosse fazer uma análise tática do jogo, diria que o São Paulo, enquanto teve onze homens em campo, alternou o esquema entre o 3-5-2, o 4-4-2 e o 4-1-4-1. Muricy Ramalho montou o time de uma forma que consegue mudar o esquema no decorrer do jogo sem ter que lançar mão de substituições. E isso porque Rodrigo Caio, que é o grande coringa, não estava em campo.

Douglas e Reinaldo faziam grande partida pelas alas, Paulo Miranda, Rafael Toloi e (pasmem!) Edson Silva beiravam a perfeição, enquanto Ganso continuava chamando o jogo e o ataque, com Ademilson e Aloísio se entendendo muito bem. Foram criadas algumas chances de gol, desperdiçadas por Aloísio, mas uma ele guardou, depois de lançamento brilhante de Rafael Toloi.

Só que o árbitro entrou em ação. Aliás, já havia entrado antes do gol de Aloísio, quando anulou gol legítimo de Paulo Miranda. Com isso começou a irritar o time do São Paulo.

A expulsão de Denilson, na minha opinião, foi extremamente rigorosa. Ele realmente entrou com a sola, mas não senti maldade. Na realidade ele chegou atrasado no lance. Depois expulsou Maicon. Se foi correto pela maneira ostensiva que Maicon o ironizou, não entendi o cartão amarelo que ele recebeu, só por estar tomando água na beira do campo.

Quando vi que era esse canalha que iria apitar o jogo, senti que algo errado iria acontecer. Não me lembro de um único jogo que este pulha não tenha prejudicado o São Paulo. E hoje não foi diferente. Fez o que pode, mas a raça do time foi maior do que este verme da arbitragem.

Para mim o risco de rebaixamento está completamente afastado. Podemos até perder domingo que vem do Internacional, em Porto Alegre. Será um daqueles jogos “perdíveis”. Nossa distância para o primeiro que cai, agora, é de sete pontos. Além do mais, temos entre nós e o Vasco, que é o primeiro da linha de rebaixamento, Bahia, Fluminense, Coritiba, Bahia, Corinthians e Flamengo. Ou seja, nós agora estamos na parte de cima da tabela. Não podemos descuidar, mas o risco já passou.

E fica aqui minha homenagem ao time e à comissão técnica. Hoje souberam honrar nosso manto sagrado, coisa que esta diretoria não sabe. Portanto não incluo a diretoria nesta reverência.

Vitória obrigatória que dá o time tempo para respirar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo ganhou, sem sustos, do Náutico, no Morumbi. Resultado mais que obrigatório. Com isso tem o direito de respirar e ir para Salvador com mais tranquilidade.

Paulo Henrique Ganso foi o maestro do time, mostrando que está cada vez mais próximo do jogador que imaginávamos ter contratado. Não só pelo golaço, mas pelos toques, o passe de calcanhar que originou o primeiro gol, a clareza nas jogadas. Enfim, Muricy fez Ganso encontrar seu futebol.

Aliás, três nomes são os responsáveis diretos por esta recuperação que o São Paulo conseguiu no Brasileiro: Paulo Henrique Ganso, que tem desequilibrado os jogos; Rodrigo Caio, um gigante como líbero; e Muricy Ramalho, por ter visto esta qualidade em Rodrigo Caio e por ter dado confiança ao time.

Sei que se o Vasco vencer o Goiás hoje, nossa distância para o primeiro time a ser rebaixado (Coritiba) ficará em três pontos. Mas temos que lembrar que entre o São Paulo e o Coritiba estarão o Vasco (se vencer, é claro), o Fluminense, o Bahia e o Corinthians. Isso nos dá a devida tranquilidade para seguirmos a caminhada para a devida distância do Z4.

Também tenho noção que a vitória foi só sobre o Náutico, lanterna do campeonato e time virtualmente rebaixado. Mas fizemos a obrigação e isso vai nos dando a confiança necessária, aquela mesma que faltou no primeiro turno quando chegamos a perder do Criciúma dentro do Morumbi, outro time que deverá ser rebaixado.

Me desculpem os que idolatram Aloísio, mas ele serve para ser, no máximo, reserva e entrar no decorrer do jogo para correr muito enquanto os outros estão cansados. Ele é muito grosso. Não consegue dominar uma bola. Não acerta um chute no gol. Por isso sinto falta de Luis Fabiano, um mal necessário. Ainda bem que ele volta no domingo, contra o Bahia.

Vitória esta noite é obrigatória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem compromisso fundamental esta noite para dar a folga necessária nesta luta desenfreada contra o rebaixamento. Enfrenta o Náutico, lanterna do campeonato e time virtualmente rebaixado, e um resultado qualquer, que não seja a vitória, poderá decretar a volta irremediável ao Z4.

Apesar de não me ligar muito nos cálculos matemáticos de Oswald de Souza, é bom lembrar que suas previsões refeitas ontem apontam para 48 pontos o mínimo necessário para o time estar fora de risco de rebaixamento. Isso quer dizer que, se for correto, precisaremos de mais 14 pontos para nos livrar dessa situação em definitivo.

Essa conquista de pontos para por este noite. O jogo é no Morumbi, nossa casa, e na sequência do Brasileiro teremos Bahia e Internacional fora dos nossos domínios. Além do mais, estamos perto de perdermos mandos de jogos, graças a atuação da gangue de marginais da Independente no último domingo, no jogo entre São Paulo e Corinthians.

O São Paulo entrará em campo com muitos desfalques: Douglas, Paulo Miranda, Antonio Carlos e Luis Fabiano. Mesmo assim acho que temos elenco suficiente para suprir essas ausências sem termos grande prejuízo com o resultado desta partida. Até porque, se não tivermos elenco para ganhar do Náutico em casa, pára e fecha para balanço.

Então, à vitória, Tricolor!

Empate não foi ruim, mas ficou sabor de derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o empate desta tarde no Morumbi ficou com sabor de derrota para o São Paulo. Afinal, o time jogou muito mais, teve amplo domínio de bola, criou oportunidades, sofreu apenas uma vez, com bela defesa de Rogério Ceni, e teve o pênalti a nosso favor, aos 43 minutos do segundo tempo, perdido por Rogério Ceni.

Essa situação em que nos encontramos tem, nos pênaltis perdidos, a explicação. Assim foi contra a Portuguesa, quando perdíamos o jogo empatamos e, na hora de virar, Rogério perdeu o pênalti. E perdemos o jogo. Contra o Flamengo, em Brasília, pênalti aos 44 minutos do segundo tempo e Jadson perde a cobrança. Se somarmos os pontos destes três jogos, onde fizemos dois, teríamos feito nove e, consequentemente, até pensando em brigar pela vaga na Libertadores.

Mas o time jogou bem. O primeiro tempo foi muito bom, lembrando aquele jogado contra o Cruzeiro na última quarta-feira. Isso mostra que o Z4 é coisa do passado e que vamos continuar subindo. Não podemos nos esquecer que, por mais que tenhamos perdido o pênalti e o adversário esteja em ampla instabilidade e queda, clássico é clássico e no campo todos se superam.

Senti que Muricy demorou um pouco para mexer no time. Talvez se as entradas de Welliton e Lucas Evangelista tivessem ocorrido um pouco antes, as chances no segundo tempo pudessem ter sido maiores e até o gol poderia ter surgido.

O empate em si, para o campeonato que estamos disputando, não pode ser considerado ruim. Vasco e Coritiba perderam e nós conseguimos deixar mais um para trás nesta luta contra o Z4. Tendo o Náutico como adversário na próxima quarta-feira no Morumbi, com vitória obrigatória, conseguiremos um grande respiro para ter mais tranquilidade.

A lamentar a atitude da Torcida Independente, que causou um grande tumulto com a PM. Certamente isso custará alguns mandos de jogos ao São Paulo, o que pode prejudicar, e muito, nossa caminhada. Mas essa pena vai ser colocada na conta desta diretoria nefasta, que acoberta a Independente a ponto de tê-la trazido para dentro do próprio clube. Portanto mais um ponto negativo para esta diretoria.

A tarde poderá ser de glória no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, é mais velho do que andar para frente dizer que o futebol é uma caixinha de surpresas. Mas se vencermos o clássico desta tarde, tenho convicção que estaremos definitivamente afastados do Z4, até porque teremos o Náutico pela frente na quarta-feira, no Morumbi, com vitória obrigatória.

Os dirigentes do Tricolor estavam fazendo uma projeção de quatro pontos nos jogos contra Vitória, Cruzeiro e Corinthians. Imagino que contavam com vitória sobre o time baiano, derrota em Belo Horizonte e empate hoje. E conseguimos seis pontos. A vitória, hoje, não pode ser descartada em hipótese alguma, apesar de entender, que na briga que estamos contrea esta incômoda Z4, um empate não poderá ser descartado.

Mais uma vez não teremos Luis Fabiano, além de Ganso e Antonio Carlos, mas Rafael Toloi volta, o que me faz supor que Muricy deverá escalar o time com Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Paulo Miranda e Reinaldo; Rodrigo Caio, Denilson, Maicon e Jadson; Ademilson e Aloísio. Rodrigo Caio voltaria a funcionar como volante e líbero, alternando as posições de acordo com a posse de bola.

O Morumbi estará cheio, com a torcida incentivando o Tricolor. Temos que aproveitar a subida de produção do time, principalmente o ganho moral depois da brilhante vitória sobre o Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão, e, por outro lado, a instabilidade do adversário. Em outras palavras, é jogo para ganhar e sobrar.

Então, à vitória, Tricolor!

Vitória épica na noite de glória do Mineirão

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo conquistou uma vitória épica na noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte. Quando todos, eu disse TODOS tinha como certa a vitória do Cruzeiro, líder disparado do Brasileiro e virtual campeão antecipado, o Tricolor calou o Mineirão  com uma atuação perfeita e direito a toques de classe. O que poderia ser a Noite do Terro foi a Noite de Glória.

Muricy foi perfeito. Montou o time como uma mescla de 4-4-2 e 3-5-2, tendo em Rodrigo Caio um coringa que variava entre as posições de volante e líbero e, com isso, fez uma partida gigantesca, não cometendo uma única falha e sobrando, tanto no jogo aéreo quanto rasteiro.

Mas o esquema tático de Muricy fez com que o São Paulo começasse a marcação no campo adversário, sufocando o Cruzeiro e não permitindo que houvesse aquela velocidade vertical, típica do time mineiro. Nas duas únicas chances que os mineiros tiveram, em uma Denis foi monumental, espalmando uma bola próxima ao travessão, depois de cabeceada de dentro da pequena área, e na outra, após boa defesa de Denis, a sorte nos ajudou, pois William perdeu um dos gols mais feitos deste campeonato.

De resto só deu São Paulo. Mesmo com o ataque deficiente, onde Aloísio, nas poucas bolas que recebeu, não conseguia dominar e perdia a jogada, a posse de bola era total. Ganso, um maestro no meio de campo. Armou, driblou, marcou, chutou, fez, talvez, sua melhor apresentação com a camisa do Tricolor.

Durante todo o dia eu comentava que 0 a 0 seria uma goleada para nós. Mas quando começou o segundo tempo ousei em pensar em vitória. E ela veio. De forma merecida.

Sobraram ontem qualidade, vontade, raça, determinação, aplicação tática. Foi um espetáculo.

Estou iludido achando que tudo está lindo? Não. Estou analisando o que vi ontem. Domingo será outro dia e precisaremos reeditar essa apresentação se quisermos ganhar do Corinthians. Mais: teremos que jogar assim de novo para nos vermos livres, de vez, do Z4 do Brasileiro. Aí, sim, poderemos respirar. Por isso estou comemorando o jogo de ontem. Mas a vida continua.