Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, começa a me irritar a demora do São Paulo em definir a tal cereja do bolo para o lugar de Lucas. Há algumas semanas vem se arrastando a vinda ou não de Vargas, atacante chileno que é reserva do Nápoli e que está sendo disputado por Grêmio, Atlético-MG e Arsenal.
Não me parece que este jogador seja tão bom assim e que mereça toda essa briga. Até porque se fosse fora de série, ou seria titular do Nápoli ou estaria jogando em outro clube importante da Europa.
É óbvio que todos nós sabemos que não existe no futebol mundial, dentro dos nossos padrões, alguém para substituir Lucas. Mas com o dinheiro que o São Paulo recebeu dessa transferência, algo em torno de 82 milhões de reais líquidos, dava para investir em alguém de peso para o elenco.
Não faz muito tempo fiz um editorial onde me colocava contrário à venda de Lucas, por ter certeza que o dinheiro iria fluir pelo ralo. Isso me causou uma interpelação judicial por parte do diretor financeiro do São Paulo, cujo nome não me ocorre no momento, por entender que eu quis dizer que seria roubado ou iria parar em contas obscuras, quando na realidade eu quis dizer que o dinheiro desapareceria com gastos mal feitos, ou em reforços que não cobririam nossa necessidade ou em dívidas que por ventura o clube tivesse. E, ao que parece, o caminho é este.
Não venham me convencer que Wallyson vai resolver nossos problemas. Wallyson e Aloísio formam uma boa dupla de ataque para disputar o Campeonato Paulista. E, além do mais, ele veio de graça, asim como Aloísio. Lúcio, grande contratação, também veio de graça. Ganso, a DIS pagou boa parte.
A diretoria tem que entender que precisamos urgentemente de um grande nome para completar o elenco, que é bom, mas tem que ser ótimo para disputar os títulos deste ano, em condição de ganhar.
Esperei um mês, da conquista do título da Sul-Americana, para cobrar. Pensei que a diretoria tivesse tudo encaminhado para um grande nome. Mas, ao que parece, nem Vargas (grande nome?) virá. Ou se vier, me desculpem, mas não será a tão falada “cereja do bolo”. Está longe disso.