Em Porto Alegre, o São Paulo teve medo de vencer

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate em Porto Alegre não foi dos piores resultados para o São Paulo em termos de tabela do Campeonato Brasileiro. Se levarmos em conta que poucos times vão conseguir tirar pontos do Internacional no Beira-Rio, podemos considerar que ganhamos um ponto, enquanto os gaúchos, candidatos ao título, perderam dois. Mas a situação poderia ter sido ainda melhor para nós.

Nitidamente, Milton Cruz teve medo de ganhar o jogo. Por mais que tenha entrado com um time um pouco mais ofensivo que das outras vezes, no final retrancou o time morrendo de medo de perder.

A ausência de Ganso fez com que Michel Bastos perdesse qualidade. Por mais que Michel tenha se caracterizado como o principal jogador do time nas últimas partidas, ele mostrou que não pode ser o protagonista do time, mas o coadjuvante. Com as atenções da marcação voltadas para Ganso, ele acaba sobrando. Hoje a marcação esteve toda sobre ele. Além do mais, ficou aberto por uma ponta o tempo todo, enquanto Thiago Mendes fazia o outro lado. A armação de jogadas ficou por conta de Pato, que não é do ramo e perdeu todas as jogadas. Luis Fabiano continuou isolado do mesmo jeito, mostrando que a formação ofensiva foi apenas aparência.

Do outro lado estava um Internacional todo remendado, vivendo ainda a euforia da classificação da Libertadores e não dando muita atenção ao Brasileiro. Mesmo assim Milton Cruz não soltou o time e o jogo foi, até certo ponto, modorrento.  Apenas nos últimos cinco minutos do primeiro tempo o São Paulo botou fogo no jogo. E no segundo tempo, em alguns momentos, o Tricolor foi melhor que o time gaúcho. Poderia ter insistido mais no ataque que ganharia a partida. Mas Milton Cruz começou a mudar o time e acabamos com quatro volantes, sem um meia e dois atacantes perdidos na frente.

Dito isso sinto que, no psicológico, o São Paulo perdeu dois pontos, apesar de que, na tabela e nos cálculos feitos para a briga pelo título, o Tricolor ganhou um ponto no Sul.

E não posso deixar de citar Rogério Ceni, com duas defesas de M1TO. Me desculpem os críticos, mas ele não pode se aposentar. Ainda está jogando em altíssimo nível.

Denúncias, comissões, desmandos: o São Paulo está perdendo sua essência

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei um tanto para fazer este editorial, diria alguns meses, mas chegou a hora, tal o momento que o São Paulo está vivendo, em todos os sentidos. E não vou me prender aos últimos 12 meses, pois ficaríamos restritos à gestão Aidar, mas vou um pouco mais atrás, porque tudo começou quando o estatuto do clube foi rasgado e Juvenal Juvêncio conseguiu se “perpetuar” no poder. Aí começamos a nos igualar aos nossos co-irmãos.

Começo pelo futebol. Foram gastos milhões e milhões de dólares com contratações alucinógenas. Tivemos um time composto por bad boys, que custaram muito e foram quase enxotados do elenco; construiu-se o monumento chamado CT de Cotia – e, de fato, digno de nosso tamanho -, mas seu uso foi o pior possível. Não à tôa o Tricolornaweb denunciou tudo o que lá acontecia, foi alvo de processo e se saiu vitorioso.

Quando Lucas foi vendido nos posicionamos contrários à negociação. Falávamos que o dinheiro que viria sairia pelo ralo. Entenderam que, com isso, quis dizer que roubariam. Entenderam. Mas o que de fato falei é que nada de útil seria feito com aquela dinheirama toda. E aí? O que foi feito? Hoje temos uma dívida gigantesca que ultrapassa os R$ 150 milhões, praticamente impagável.

Juvenal Juvêncio, que teve tudo para sair do clube como um dos maiores e melhores presidentes de nossa história, saiu como um dos piores. Teve, em seu currículo, uma Libertadores e um Mundial, além do tricampeonato brasileiro. Mas na virada de mesa que deu, quase nos levou à série B do Brasileiro. Criou, para se sustentar, um relacionamento promíscuo com as torcidas organizadas, principalmente a Independente, que a troco de ingressos “gratuitos”, realizava protestos contra tudo e contra todos, menos contra Juvenal.

Há uma única coisa que não posso criticar Juvenal: a manutenção e conservação do clube. Como sócio desde que nasci, há 56 anos, poucas vezes vi um clube tão organizado, com tudo funcionando, como nos anos de Juvenal.

Então veio Carlos Miguel Aidar, candidato enfiado goela abaixo de todos por JJ. E bastaram três meses, não mais do que isso, para que a ruptura política surgisse e a casa caísse. De Aidar e de todo um clube. As brigas entre os dois geraram denúncias de lado a lado. A cúpula de Cotia, finalmente, foi demitida. Mas a filha do presidente foi acusada de ser agente Fifa. E o era. Disse, Mariana Aidar, que deixou de ser antes mesmo do pai tomar posse na presidência do clube.

Mas aí vieram as comissões. Uma tal Cinira, namorada de Aidar, receberia 20% para qualquer contrato que trouxesse para o clube. Depois da denúncia, o escândalo, a confirmação do fato, a revolta, socos na mesa e o distrato. Ou seja: só se percebe que algo está errado quando a denúncia surge.

Mas as comissões não deixaram de existir. Agora tem uma empresa chinesa, que vai receber R$ 18 milhões pelo contrato com a Under Armour. Ué! Mas será que é tão difícil assim encontrar uma empresa de material esportivo disposta a vestir o São Paulo, a ponto de ter que pagar uma comissão? Menos mal que o presidente do Conselho Deliberativo, o Leco, segurou o rojão, tirou da pauta e indicou uma comissão para analisar o caso. Até porque seu antecessor no cargo, José Carlos Ferreira Alves, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, pode ser muito atuante no TJ, porque no Conselho foi um emérito engavetador de projetos e pedidos de apuração de irregularidades, devidamente tutelado por Juvenal Juvêncio.

Mas Aidar foi fritando aos poucos, politicamente, os que ele não desejava a seu lado. Nomes como Muricy Ramalho, Roberto Natel, Milton Cruz – está sendo “fritado”, acreditem – e outros tantos no jogo político, foram minados. E hoje a relação entre presidência, diretoria, elenco e torcedores é a pior possível. Nunca vi tão deteriorada assim. E digo mais: a credibilidade da diretoria com a torcida, acabou.

Para piorar, entro aqui no Social, surgem denúncias também dos diretores. Recentemente publicamos que a advogada Maria Isabel Gusman, sócia,  denunciou a diretora do Depto. Feminino, Mara Casares, de trocar a reativação de um título do clube por favores pessoais, além de ser ainda apontada como dona de negócios no Morumbi, com lucros que passariam de R$ 2 milhões. Abriu um processo na Justiça contra ela.

No clube, a pior solução que poderia ser dada: sabe-se lá o porquê – acredito que pura influência – o presidente da Comissão Disciplinar, suspendeu sumariamente o título de Maria Isabel, enquanto que Mara, a denunciada, continua diretora, com todo apoio de seus pares. Não a estou acusando de nada, mas deveria, no mínimo, se afastar para que tudo fosse apurado. E o presidente da Comissão Disciplinar deve, sim, uma explicação por sua atitude unilateral.

No clube são vistos diretores discutindo, outros mandando mensagens por celular desafiando por brigas “lá fora”, um que chegou às vias de fato com um sócio, mas nada aconteceu com ele. E outras denúncias pairam sobre atitudes de diretores no clube. Mas essas ainda não tenho como provar, portanto, fico, por hora, calado.

Assim está o São Paulo. Aquele que foi um clube digno da presença das famílias, que teve um time que honrava seu manto sagrado, com uma torcida orgulhosa de poder chamá-lo de Soberano, hoje jogado ao lugar comum, largado às traças, comparado com os escândalos da nossa República, do nosso Estado e do nosso Município. É com tristeza que vejo que, o lugar que nasci, me criei e criei meus filhos, hoje se transformou em algo abominável, onde quem está no poder que lucrar a qualquer custo e se esquece que ali existe uma instituição, que outrora foi um dos maiores do mundo, mas hoje padece na sua própria essência.

 

Nota: Fui informado agora há pouco que Paulo Mutti não é mais o presidente da Comissão Disciplinar. Por isso retirei seu nome do texto. Estava estranhando, mesmo, essa atitude, se fosse dele. Sempre me pareceu muito decente em suas decisões. Pior ainda que, também me chega ao conhecimento que não foi o presidente da Comissão Disciplinar quem suspendeu a sócia Maria Isabel, mas o vice-presidente Social e de Esportes Amadores, atendendo pedido da diretora Feminina, Mara Casares. Então cabe a ele, Antonio Donizete Gonçalves, esclarecer o fato.

 

Vamos pensar no Brasileiro. Então a vitória foi importante!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Joinville, no Morumbi e avançou no Campeonato Brasileiro. Vitória importante para a sequência do torneio.

Não se pode imaginar o time que quer ser campeão num torneio por pontos corridos perder ou empatar em casa, quanto mais jogando contra um time que poderá ser batido também na casa dele. Portanto, lição de casa feita.

Não adianta ficarmos chorando a Libertadores que se foi. O Brasileiro é, mais do que a chance de voltarmos a esta competição no próximo ano, um título importantíssimo a ser conquistado.

Mais uma vez não gostei do time escalado por Milton Cruz. E não é porque ganhou por 3 a 0 que vou admitir que ele estava correto. Treinou a semana toda com Pato e Luis Fabiano e aparece com Thiago Mendes. Foi mais ou menos o que fez Muricy Ramalho naquele jogo contra o Corinthians, em Itaquera, quando treinou a semana toda com um time e apareceu com Michel Bastos na lateral e Maicon no meio.

Por outro lado gostei do posicionamento do Ganso. Um pouco mais recuado, alternou com Michel Bastos a saída de bola, fazendo a transição da defesa para o ataque. Isso trouxe a marcação do Joinville um pouco mais para a frente, deixando a intermediária catarinense menos povoada. Além do mais, a qualidade na transição melhorou bastante.

Importante ver que Michel Bastos está plenamente recuperado da dengue e isso acaba fazendo a diferença, pois ele é, hoje, o principal jogador do time.

Vitória fácil, tranquila, agora é pensar no Internacional, domingo que vem, em Porto Alegre.

Derrota num estádio vazio. Tão vazio quanto o futebol do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o futebol do São Paulo foi tão pequenininho, tão pequenininho, que pareceu o vazio do estádio Moisés Lucarelli. Sem tática, sem vontade, sem técnico, sem fibra, sem técnica, sem nada. Foram 90 minutos com dois chutes a gol e um massacre da Ponte Preta. Não fosse Rogério Ceni – que falhou no gol, é verdade – e voltaríamos de Campinas com uma sonora goleada. Falar em 5 ou 6 a 0 não é absurdo.

Milton Cruz voltou a insistir com três volantes. Ah, ele diz que Wesley atua mais como meia. Mas Wesley, na minha visão, é um jogador apenas mediano, que deve jogar como segundo volante ou lateral, nunca como meia. Não tem aptidão para isso. Então entrou com três volantes, fazendo Centurion jogar no meio com Ganso e Pato, mais uma vez, isolado lá na frente.

Para completar a micelânia, Centurion perdeu a bola na defesa e saiu o gol da Ponte. Daí para a frente foi domínio total dos campineiros. Eles chegavam ao gol do São Paulo como bem queriam. Nosso volantes, Rodrigo Caio e Hudson, não davam conta da marcação. A defesa ficava exposta e os laterais não atacavam… e também não defendiam.

Rodrigo Caio estava irreconhecível. Eu, que defendi que a dupla de volantes deveria ser  Rodrigo Caio e Hudson, me arrependi profundamente. Ele conseguiu errar mais passes do que Denilson. E o Hudson não teve a pegada que Souza tem ali na marcação.

O ataque não existiu. Milton Cruz até que concertou o erro inicial, quando tirou Wesley e colocou Luis Fabiano. Mas foi apenas um lampejo de que algo poderia melhorar. Ficou tudo na mesma e LF ainda tomou um cartão amarelo por reclamação.

Pior é ouvir, depois de tudo, o presidente Carlos Miguel Aidar reconhecer que nos livramos de uma goleada, mostrar descontentamento, mas ratificar a confiança em Milton Cruz. Isso quer dizer que nada vai mudar e vamos continuar do jeito que está, sem técnico, nesta “eficiente gestão moderna” do seu Aidar. Talvez modernidade signifique não ter técnico. Então…

A culpa da eliminação é de todos. A começar por Aidar.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi eliminado da Libertadores e a culpa tem que ser diluída entre muitas pessoas. Mas ela começa pelo presidente, passa pela diretoria de futebol, atravessa a “comissão técnica” e chega aos jogadores.

Primeiro quero falar sobre a partida. Assim vou enumerando esses culpados, no caminho inverso que indiquei acima.

O time não jogou nada, absolutamente nada. Foi um time medroso, que estava preocupado em não perder e em nenhum momento pensou que poderia ganhar. Bastava jogar metade do que jogou no Morumbi, e sairíamos do Mineirão classificados.M1TO

Mas temos Reinaldo no time. O lateral que até jogou razoavelmente bem – pois nos acostumamos a achar que jogador “meia-boca” joga bem – , mas nesta quarta-feira voltou a ser aquele mesmo lateral, que um dia teve unanimidade contra. Ele perdeu todas, absolutamente todas, as jogadas para Marquinhos. E no banco, aquele que “está” técnico não enxergou o quadro. Wesley, escalado para ajudar no setor, não marcava, não defendia, não atacava, não fazia nada. O gol não poderia ter saído por outro lugar.

Vieram os pênaltis. Rogério Ceni, para sempre o M1TO, marcou, defendeu e, então, viu a tragédia acontecer. A começar por Souza, a quem nunca vi batendo uma penalidade. Nem chutar para o gol ele sabe. Isolou. Depois, Luis Fabiano, eterno perdedor de pênaltis, perdeu mais um. Na última cobrança, o M1TO mais uma vez fez a parte dele e devolveu o São Paulo à disputa. Mas aí veio Lucão, garoto de 18 anos, num Mineirão lotado, cobrar na série alternada. Claro, errou. E ficamos fora.

Aí passo ao segundo culpado: Milton Cruz. Tenho criticado consecutivamente a escalação de três ou quatro volantes. De que adianta essa retranca toda se fomos  pegos em contra-ataques diversas vezes e perdemos o jogo, sem ter qualquer chance de reação. Quando precisa botar o time para a frente, coloca Luis Fabiano e tira Pato. Troca seis por meia dúzia. E coloca Hudson no  lugar de Michel Bastos. Ele não queria ganhar o jogo. Não queria nem buscar o empate. E, para completar a tragédia, foi o responsável pela indicação dos cobradores de pênaltis. Portanto, ele escalou Souza e Lucão, preterindo Rafael Tolói e Denilson, que são cobradores.

Mas por que Milton Cruz fez isso? Porque “estava técnico”, bancado por Carlos Miguel Aidar e toda a diretoria do São Paulo. Eles, assim como nós, torcedores, foram iludidos pelas vitórias sobre o Corinthians e o próprio Cruzeiro. Só que nós, torcedores, somos passionais e nos é permitido pensar com o coração. Ao presidente e seus diretores, não. Precisam aliar coração à razão. E o lógico seria ter aproveitado os 15 dias que o time ficou parado entre o jogo do Corinthians e o do Cruzeiro e ter contratado um técnico, para dar início ao trabalho.

E agora? Agora irá atrás de um técnico. Não sei qual, mas irá. Esperou a vaca ir para o brejo, o time ser eliminado da Libertadores para fazer o que deveria ser feito há um mês. Mas, sinceramente, só espero que faça logo. Ou será tarde até para almejar alguma coisa no Campeonato Brasileiro, ainda que seja apenas a briga por uma vaga para a Libertadores.

 

Vitória importante para começar bem o Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é bem verdade que o time que entrou em campo deu para o gasto, ganhou o jogo e isso é o que interessa. Mas que fiquei bastante irritado com Milton Cruz, isso é fato.

O elenco ficou 15 dias sem jogar, desde a vitória sobre o Corinthians, na Libertadores. Só jogou na última quarta-feira, contra o Cruzeiro. Por que raios tinha que poupar os jogadores hoje? Jogando contra o Flamengo, uma camisa forte que sempre é candidata ao título, dentro do Morumbi, num campeonato por pontos corridos onde em casa sempre é preciso ganhar, vencer era absolutamente obrigatório.

Quando vi a escalação me irritei ainda mais. Se já sou contra o trio de volantes, pois o time ganha poder defensivo mas perde muito lá na frente, hoje ele entrou com quatro volantes. Somente Boschilia para armar e o “veloz” Luis Fabiano para jogar entre os zagueiros.

Aí foi o que vimos no primeiro tempo. O time não sofre pressão, até dominou o jogo, mas criou apenas uma chance de gol, perdida por Luis Fabiano. Não adianta imaginar que Hudson, Souza, Rodrigo Caio ou Wesley vão fazer as vezes de meia. Não tem técnica para isso.

Bastou colocar Ganso no segundo tempo e tirar Hudson para o time ficar mais leve. Melhor ainda quando colocou Pato no lugar de Boschilia. O futebol fluiu, não perdemos força de marcação e os gols apareceram. Fato que o primeiro surgiu de um brilhante e mágico passe de Wesley. Mas atribuo isso ao acaso.

Não aceito ouvir que temos que poupar esses jogadores para a Libertadores. O Campeonato Brasileiro tem que ser levado a sério em todas as rodadas. Jogo em casa é jogo para ganhar. Fora é para, no mínimo, empatar. Se quisermos ganhar o título. E não imagino que, seja qual for a circunstância, o São Paulo possa começar um campeonato preocupado em não cair. Isso não faz parte do nosso vocabulário.

Mas como eu disse acima, ganhou e é o que interessa. Agora, contra o Cruzeiro em Belo Horizonte, até aceito a escalação com três volantes. E vamos em frente.

Mais uma vitória com a cara de Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez nova apresentação digna de jogos da Libertadores. Ao vencer o Cruzeiro por 1  a 0, num jogo que se tivesse sido 4 a 0 não seria nada de anormal, o time deu aos mais de 66 mil torcedores que estiveram no Morumbi a resposta necessária para que a confiança voltasse e ficasse definitivamente.

Quando ganhou do Corinthians há 15 dias, jogando um futebol digno de nossas tradições, ficamos com a pulga atrás da orelha por causa de um prêmio de R$ 100 mil que teria sido dado aos jogadores. Ontem não teve prêmio extra, mas tivemos a mesma vontade em campo. E melhor: vimos variação de jogadas, com flutuações pelo meio de campo e movimentação no ataque.

É bom lembrar que jogamos, teoricamente, sem quatro titulares: Michel Bastos, que tem sido o melhor do jogador do time nos últimos jogos; Luis Fabiano, Dória e Hudson. E mesmo assim o São Paulo dominou por completo a partida. O próprio técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, na entrevista que deu após a partida disse que o São Paulo poderia ter garantido a classificação nesta noite, reconhecendo a imensa superioridade do Tricolor.

Estamos mais vivos do que nunca e agora, mais do que simplesmente por ser torcedor do Time da Fé, acredito na classificação. Acho que o 1 a 0, apesar de ser um placar pequeno, vai nos dar a segurança necessária para o jogo do Mineirão.

Primeiro impacto do novo uniforme é positivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi em grande estilo o lançamento do novo uniforme do São Paulo. Produzido pela Under Armour, empresa norte-americana, o clube insiste em chamar de “armadura”, pela própria tradução do segundo nome da empresa.

Confesso que vi grandiosidade no lançamento e gostei dos modelos. A UA está entrando no Brasil agora e escolheu o São Paulo para ser sua porta de acesso. Garantiu exclusividade ao clube e exposição mundial. Fez um contrato de cinco anos e por este período dará R$ 80 milhões.

Por enquanto, salvo alguma denúncia que venha por aí e que se comprove, me parece um ótimo negócio. Uma empresa que é a segunda em vendas nos Estados Unidos, acaba de entrar na Inglaterra e no Chile, não vai manchar sua marca ao começar sua atuação no Brasil.

As camisas foram totalmente do meu agrado. A principal entra um pouco no saudosismo. Vai lá atrás no tempo. Volta a ter as faixas nas costas, coisa que a Penalty omitiu. Aliás, nossa última camisa, olhando por trás, parecia mais uniforme do Santos. A segunda camisa ficou espetacular. Cores balanceadas nos litas vermelha, branca e preta, também lembrando o passado.

Algumas empresas ao longo do caminho, sob pretexto de inovar, acabaram destruindo essa segunda camisa. Aos poucos ela foi voltando ao original e afirmo que este lançamento é o melhor dos últimos anos.

O começo foi bom. O impacto junto aos jogadores e aos torcedores não poderia ter sido melhor. Mas vamos aguardar os próximos passos para ver se correspondem com a expectativa.

Foi o São Paulo das Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo desta quarta-feira vestiu o espírito de Libertadores e mostrou que sabe jogar, misturando raça, técnica, marcação, objetividade e com isso massacrar seus adversários. Estávamos perdendo essa forma, fazendo com que um jogo de Libertadores fosse como qualquer outro, quando, na realidade, é maior, é único.

Como expressei no editorial de ontem, estava um tanto incrédulo na vitória do São Paulo, mas como somos o Time da Fé, ela tinha que existir até o fim. Bastaram o apito inicial e os primeiros minutos de jogo para perceber que a noite seria gloriosa, que os bons tempos seriam relembrados.

Não foi a expulsão – justa –  de Emerson Sheik que motivou a vitória. Ela viria mesmo com ele em campo. O São Paulo entrou decidido a ganhar e não dar qualquer chance para sofrer. E assim aconteceu. Ganhou, não sofreu, não correu riscos e poderia, tivesse feito um segundo tempo tão agudo quanto o primeiro, imposto uma goleada sobre o adversário.

Não houve um destaque negativo no jogo. Todos se entregaram por inteiro. Sufocaram o Corinthians. Foi um Itaquerão às avessas. Lá vimos o Corinthians jogar. Aqui eles nos viram desfilar em campo.

A questão é: por que o time não pode apresentar sempre esse empenho, essa pegada, esse futebol? Com os jogadores que temos no elenco, isso era o mínimo que poderíamos exigir.

Espero que a vitória não apague a má campanha que fizemos durante o ano e que um técnico chegue urgentemente. Afinal, quarta-feira tem oitavas-de-final contra o  Cruzeiro, no Morumbi. Ótimo momento para a estreia do novo comandante.

O jogo será um divisor de águas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo desta noite entre São Paulo e Corinthians será um divisor de águas na situação do Tricolor. Se ganhar, ainda que não demonstre um grande futebol, tudo será esquecido, a torcida fará festa, os jogadores recuperarão o prestígio, ganharão confiança e seguiremos em frente.

Se empatar e conseguir a classificação, também haverá festa, a torcida esquecerá momentaneamente o passado recente, os jogadores poderão respirar com um pouco mais de tranquilidade e, aos trancos e barrancos, esperaremos a próxima batalha.

Mas se perder, ou for eliminado mesmo com um empate, o mundo vai cair. A torcida não vai perdoar e todo o passado recente de derrotas, eliminações vexatórias, escândalos denunciados da diretoria, enfim, tudo de ruim que o clube nos trouxe nos últimos tempos desabará sobre todos e não sobrará pedra sobre pedra.

Se estou confiante numa vitória? Confesso que já fui muito mais otimista do que estou hoje. E não é em função do adversário. Mas é pelo nosso momento, que não me permite acreditar, sequer, que consigamos um empate.

As coisas vão ficando piores quando eu olho lá fora e continua chovendo. Não é segredo para ninguém que o campo favorece quem vai se defender, quem não tem obrigação de ganhar. E se agrava mais quando o árbitro escalado é Sandro Meira Ricci. Peguem uma lista de jogos do São Paulo apitados por ele e vão entender a razão do meu receio. Infelicidade ou proposital, o fato é que ele sempre prejudica o São Paulo.

Mas somos o Time da Fé e ela não pode parar, nem acabar. Por isso estarei no Templo Soberano e Monárquico do Futebol confiante de que sairei de lá feliz. Então, à vitória, Tricolor!