Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate no Morumbi, por mais que nós tenhamos buscado o empate, soou com sabor de derrota. Primeiro porque pelas contas que faço, em casa a vitória é obrigatória, assim como, no mínimo, o empate o é em jogos fora. Empatando em casa, obrigatoriamente teremos que conquistar uma vitória fora para compensar os dois pontos perdidos neste sábado.
Mas também acho que foi injusto porque o São Paulo teve mais domínio do jogo. Mesmo quando foi apertado, ainda no primeiro tempo, mostrou-se firme na defesa e conseguiu encaixar alguns contra-ataques.
Entendo que Diego Aguirre errou algumas vezes nesta noite. Não consigo entender, no Morumbi, o time entrar com três zagueiros e dois volantes. Ainda antes de começar o jogo, quando recebi a notícia -e informei nas redes sociais – que Militão havia sentido a coxa e estava fora da partida, imaginei que seria a hora de adiantar um pouco o time. Não. Ele optou por colocar Anderson Martins e manteve o esquema de três zagueiros, um tanto pior, porque Militão chega à frente; quando joga Rodrigo Caio, também. Mas os três de hoje não passam do meio de campo, a não ser em cobranças de escanteio.
Bem, mesmo assim o São Paulo encaixou um bom primeiro tempo. O placar de 1 a 0 não refletiu a superioridade do São Paulo. As descidas de Régis e Reinaldo pelos cantos eram boas. Everton fazia grande partida, com Nenê abastecendo bem o ataque. O Atlético, na verdade, chegou uma vez com perigo, obrigado Sidão a praticar ótima defesa, e depois, num erro de saída do goleiro são-paulino.
Inexplicavelmente – e aí vem o segundo erro de Aguirre – ele voltou com o time alterado para o segundo tempo. Tirou Bruno Alves e colocou Marcos Guilherme. A explicação que ele deu na entrevista pós jogo foi que ele sentiu que o Atlético estava muito forte com seus laterais e precisava fechar um pouco aqueles corredores. Só que isso desmontou o sistema defensivo do São Paulo.
Para piorar – e aí vem o terceiro erro de Aguirre -, Nenê sentiu uma contusão, pediu para sair. A substituição lógica seria entrar Cueva. Ele colocou Liziero, que entrou sem saber se era volante ou meia. Não foi nem um, nem outro. Ficou completamente perdido em campo. O São Paulo se tornou presa fácil e o Atlético empatou o jogo.
Aguirre tentou corrigir os erros e colocou Cueva, tirando Hudson, outro que ficou completamente perdido em toda a partida. Um minuto após a entrada do peruano, o Atlético virou o jogo. Mas Cueva deu um passe magistral para Diego Souza empatar, três minutos depois.
O time se acertou, principalmente pela entrada de Cueva, e voltou a pressionar. Esteve muito próximo de marcar o terceiro gol, mas isso acabou não acontecendo. O fato é que Aguirre mudou sua concepção na hora errada e tudo acabou dando errado. O que parecia se encaminhar para uma grande vitória, quase acabou em pesadelo. Menos mal que conseguimos o empate.
A lamentar a péssima atuação de Arboleda, que falhou nos dois gols e tomou um verdadeiro baile do Ricardo Oliveira. Anderson Martins também estava completamente fora de ritmo. Por isso nossa defesa, que vinha sendo ponto alto do time, neste sábado deixou bastante a desejar.
No entanto, é importante salientar que o time tem outra postura, que não tem bola perdida. Apesar de ter sido chamado de bipolar outro dia porque falei que faltavam 42 pontos para nos livrarmos de qualquer susto, continuo falando que faltam, agora, 40 pontos. Mas faltam algo em torno de 70 para sermos campeões. Espero continuar sendo bipolar assim, mas podendo comemorar o título no final do ano.