Dia em que a adrenalina vai subir

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a quarta-feira de cinzas tem um sabor diferente. Ao invés de estarmos pensando o que deixamos para trás no carnaval, estamos com os olhos voltados para o estádio Independência, em Belo Horizonte, onde o São Paulo, nesta noite, enfrentará o Atlético-MG, naquele que reputo será o jogo mais difícil desta fase de grupo da Libertadores.

Não estou esquecendo que teremos que enfrentar, novamente, a altitude de La Paz e um compromisso em Buenos Aires. Mas a pressão que sofreremos no Independência lotado, com a maluca torcida do Atlético-MG, aliado ao bom nível técnico do time mineiro, faz com que nossa adrenalina fique a mil desde o início da manhã, durante todo o dia, para explodir à noite.

Rogério Ceni disse – e quem sou eu para discordar? – que o Atlético é o favorito para o jogo desta noite. Afinal, além de ter sido o vice-campeão brasileiro e não ter desmontado sua estrutura, nem perdido qualquer jogador de destaque, ainda trouxe Diego Tardelli para o ataque e conta com Ronaldinho Gaúcho em boa fase. Por outro lado o São Paulo perdeu Lucas, jogador absolutamente decisivo e fator de desequilíbrio em qualquer circunstância e não trouxe ninguém para substituí-lo, apesar do montante financeiro que temos em caixa.

Por aquele setor já foram testados, sem sucesso, Jadson – com Ganso pelo meio -, Aloísio, Cañete e Douglas. Hoje joga Douglas. Me parece uma decisão acertada de Ney Franco, pois além dele jogar aberto pela direita e ter condição de chegar à linha de fundo, também fecha o meio de campo e fortalece a marcação. Mas, convenhamos, a distância entre qualquer um dos quatro e Lucas é um verdadeiro abismo.

Vamos precisar contar com a inspiração de Luis Fabiano para marcar, de Osvaldo para correr, de Jadson para dar assistências, de Lúcio para segurar, da dupla de volantes para formar a barreira e do capitão Rogério Ceni para reger a orquestra. Mas considero que sair com um empate de Belo Horizonte será um grande resultado.

O M1TO e o Expressinho fizeram outra vítima

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o Expressinho do São Paulo, reforçado por Rogério Ceni, foi a Campinas e não tomou conhecimento do adversário. Fez 2 a 1, com direito a um golaço de falta do M1TO.

Desde o princípio já dava para perceber que o resultado nos seria favorável. O time começou marcando pressão na saída do Guarani. E teve a primeira chance cedo, desperdiçada de maneira bisonha por Aloísio. Mas caberia a ele mesmo marcar o primeiro gol. Como também caberia a ele perder mais dois gols, um dos quais de forma inacreditável.

Paulo Henrique Ganso tentou chamar o jogo para ele. No primeiro tempo sempre procurou estar bem posicionado e, com toques rápidos, fez o time girar. Maicon fazia ótima partida pelo meio, mas evitava as descidas. Quando se soltou, melhorou seu desempenho, mas fez com que Ganso sumisse em campo.

Notoriamente o preparo físico de Ganso ainda não é ideal. Tanto que Ney Franco o deixou até o fim, mas ele, a partir dos 39 minutos do segundo tempo, visivelmente se arrastou em campo.

Outro que preciso destacar, só que negativamente, é Cañete. Jogador que ficou mais de um ano no departamento médico, que precisa mostrar serviço, teve seu contrato prorrogado recentemente, entra bem em alguns jogos, vira unanimidade para ser titular, e quando começa jogando vai muito mal, como o foi contra o Santos, e pior ainda hoje, quando além de estar mal, foi expulso de maneira fútil. Não é este Cañete que queremos.

Agora é descansar e carregar as baterias para quarta-feira. Aquele é o nosso jogo. Aquele é o nosso campeonato.Então vamos nos preparar para isso.

Empate modorrento, mas longe de ser a realidade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo empatou em 0 a 0 com a Ponte Preta no Morumbi, nesta noite de quarta-feira, num jogo modorrento, irritante e sem um pingo de emoção. Faltou talento, ousadia e vontade ao Tricolor.

Ney Franco até tentou mudar alguma coisa. Em determinado momento do segundo tempo tirou Rhodolfo para começar a testar a formação da dupla de zaga com Lúcio e Rafael Tolói, pela esquerda; tirou Jadson e colocou Paulo Henrique Ganso; tirou Wellington, já que era “muito” ter dois volantes de marcação, fazendo entrar Paulo Miranda e empurrando Douglas para a frente. Mas nada deu certo.

Na verdade a Ponte Preta veio com o claro objetivo de empatar em 0 a 0. Em vários momentos do jogo o que se via eram 21 jogadores dentro do campo da Ponte. Apenas Denis no campo do São Paulo. E nesse grande congestionamento faltavam as jogadas laterais. Osvaldo estava pouco inspirado e Cañete não tinha a velocidade necessária para furar a defesa adversária.

No primeiro tempo até tivemos duas chances claras de gol com Aloísio. Ambas em belíssimo lançamento de Jadson. Mas Aloísio conseguiu desperdiçá-las. No segundo tempo vivemos de algumas chances nos últimos minutos, quando o time pressionou um pouco mais a defesa da Ponte.

Mas tem uma coisa que chama muito a atenção: o time não chuta para o gol. Ontem vimos Denilson tentar um chute de meia distância e só. Nem Jadson, nem Cañete, nem Ganso, nem Osvaldo, nem Aloísio. O time parece ter medo de chutar para o gol.

Vou justificar, apesar de não aceitar essa justificativa, com o fato de ser Campeonato Paulista, dia chuvoso, com apenas 5 mil e poucos pagantes, para acreditar que essa não é a realidade do  nosso time e que quarta-feira, em Belo Horizonte, contra o Atlético-MG, tudo será diferente. É a minha esperança.

Ajustando o time para a Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo faz hoje mais um ajuste para o time que enfrentará o Atlético-MG na próxima quarta-feira, pela Libertadores, que é o que realmente nos interessa. A “sparring” pela frente será a Ponte Preta. Um bom time, sem dúvida alguma.

Ney franco mexeu mais uma vez. Sacou  Paulo Miranda, escalando Douglas em seu lugar, um lateral de ofício e, na posição mais polêmica, tirou Paulo Henrique Ganso e promoveu a titular o argentino Cañete. Pelo que os dois vêm fazendo em campo, nada a contestar. Cañete é merecedor desta vaga. Mas pelo talento de Ganso, entendo que Ney Franco deveria ser um pouco mais persisntente, ainda que tivéssemos resultado negativo nesta noite. Sem jogar juntos os dois – Ganso e Jadson – nunca irão se adaptar.

Mais do que isso, Ney Franco deixou entender que Ganso é reserva de Jadson e que os dois não jogarão juntos. Como Jadson está em ótima fase, teremos um talento no banco de reservas.

Apesar de não realizar outra alteração hoje, sabe-se que mais uma está a caminho: Rafael Tolói, em pouco tempo, será o zagueiro pelo lado esquerdo no lugar de Rhodolfo. Que a adaptação seja rápida, porque a defesa está carente de Rafael Tolói.

O jogo é muito tarde, e até por isso não acredito em grande público no Morumbi. E, já que estamos com o time titular, o Morumbi é nossa casa e não podemos pensar em perder.

Então, à vitória, Tricolor!

Derrota previsível e Ganso burocrático

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a derrota do São Paulo – e de qualquer time – para o Santos na Vila Belmiro nunca pode ser deixar de ser tratada como algo natural. Portanto, não de se estranhar.

O que está me deixando um pouco encucado, no entanto, é Paulo Henrique Ganso. Teve todo o tempo do mundo para se recuperar quando chegou ao clube, começou o ano no mesmo nível dos demais atletas, mas até agora não se encaixou. Pior: sua entrada no time faz Jadson cair de produção assustadoramente.

Então hoje vimos um time com mais toque, mas Jadson e Osvaldo sem saber o que fazer. Vou, aqui, responsabilizar Ney Franco, que está fazendo um grande trabalho, mas vai ter que encontrar a forma de Jadson e Ganso jogarem juntos.

Outro ponto preocupante é a defesa. A entrada de Lucio, para mim titular absoluto, desestabilizou o setor. Rhodolfo vem falhando, é verdade, mas Lúcio não tem fôlego para cobrir o quarto zagueiro toda hora. É chegado o momento de Rafael Toloi treinar pelo lado esquerdo e assumir a posição.

Ponto positivo, também, para Cañete. Demorou para começar a jogar, mas tem entrado muito bem e está merecendo ser olhado com mais atenção pelo técnico Ney Franco.

Mas o jogo de hoje não foi perdido só porque Neymar desequilibrou ou pelos fatos citados acima. A arbitragem teve papel fundamental, pois anulou um gol legítimo de Luis Fabiano, quando o jogo ainda estava 1 a 0 e poderia ter mudado o rumo da partida. Sem contar o pênalti marcado que foi, no mínimo, muito detalhista.

Mas arbitragens funestas para São Paulo nós já estamos acostumados. E vamos ter que lutar contra elas. Agora, sendo no Campeonato Paulista, basta abandoná-lo e colocar o time reserva para jogar todos os jogos até o fim.

Ganso tem que começar a justificar a contratação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo enfrenta o Santos nesta tarde, na Vila Belmiro e a principal atração será Paulo Henrique Ganso. Ele entra como titular jogando contra o time que o criou e no estádio onde brilhou. Será um cenário espetacular para que seja testado seu emocional, seu condicionamento físico e capacidade de vir a ser o meia que sonhamos.

Paulo Henrique Ganso tem sido cobrado dentro do clube, e principalmente pelo capitão Rogério Ceni, para se dedicar um pouco mais nos treinos e ter mais vida quando entra em campo. Não quero dizer aqui que me preocupa essa frieza excessiva de Ganso, mas também é fato que eu gostaria de ver um jogador mais vibrante.

Ney Franco havia dito, na reapresentação das férias, que Ganso estaria no mesmo nível dos demais atletas no final de janeiro, início de fevereiro. Ok. O momento chegou.

Também não aceito a tese de que Jadson e Paulo Henrique Ganso não podem jogar juntos, pois ocupam o mesmo espaço do campo. Historicamente o São Paulo jogou e ganhou títulos atuando com dois meias. O São Paulo tem tradição de padrão técnico elevado, jogo cadenciado, e nada melhor que dois meias, da qualidade dos que nós temos, para fazer isso. Mais ainda: Jadson e Ganso são jogadores que chutam bem para o gol e sabem entrar na área. Vai do técnico criar um esquema tático que possibilite os dois jogarem juntos.

Ainda não sei o time que entrará em campo, mas estou deduzindo: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson Jadson e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano. Se for esse, ao menos no papel, para mim é o time ideal.

Então, à vitória, Tricolor!

A traiçoeira altitude derrotou o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo acabou sendo derrotado na noite desta quarta-feira, em La Paz, por 4 a 3, depois de estar ganhando por 3 a 0. Ficou claro que o principal jogador do time boliviano, “o altitude” foi o responsável direto por esse resultado.

É evidente que o time se desconcentrou no segundo tempo. Também, depois de ter vencido o primeiro jogo por 5 a 0 e ter feito 3 a 0 no primeiro tempo na Bolívia, por mais que o Bolivar tenha marcado um gol ainda antes da ida para os vestiários, era impossível se imaginar uma desclassificação. Afinal, o Bolivar teria que fazer 9 a 3. Mas teve o principal componente que foi a falta de ar, motivada por essa altitude perversa que judia de quem vai jogar lá e é o único diferencial para os times bolivianos.

Vai servir de lição para o time na sequência da Libertadores. Esse jogo o São Paulo poderia se dar ao luxo de exagerar na dose no primeiro tempo e morrer no segundo. Mas contra o The Strongest valerá contagem de pontos para classificação a outra fase. E o time não poderá brincar. Talvez seja melhor segurar a bola para administrar o jogo e só ir na certeza. Ontem vimos Osvaldo, Jadson, Douglas e até Luis Fabiano dando alguns piques desnecessários para o todo do jogo.

Portanto prefiro analisar como aprendizado e aquisição de experiência o jogo contra o Bolivar e não ficar achando defeito aqui e ali. Por mais que a defesa tenha falhado em demasia, vamos culpar a altitude, o início de temporada e o excesso de vontade para ganhar o jogo, o que motivou o cansaço final.

Noite de confirmar a classificação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo joga nesta noite na altitude de La Paz, contra o Bolivar, pela pré-Libertadores. Podendo perder até por 4 a 0 ou, se marcar um gol, até por 6 a 1, não passa pela cabeça de nenhum fanático torcedor boliviano ou bolivariano, muito menos são-paulino, que a classificação não esteja consumada.

Entretanto a seriedade tem que ser mantida, até porque a altitude é perversa e chega a mexer com o cérebro das pessoas. Daí a tirar a pessoa de si e virar uma tragédia em termos de resultado, não é impossível.

Os jogadores ficaram concentrados em Santa Cruz de La Sierra,  ou seja, no nível do mar, com 35 graus, em média, de temperatura, só subirão a serra momentos antes do jogo. Lá, além dos 3.690 metros de altitude, encontrarão um frio de 5º em média.

A tática perfeita será evitar a correria e optar pelo toque de bola. Talvez, nesse caso, fosse mais proveitoso entrar com Ganso no lugar de Aloísio. Mas não me parece que seja isso o que vai acontecer. Também optaria por Paulo Miranda na lateral direita. Mas, pelas informações que chegam, Ney Franco deverá escalar o mesmo time que jogou na quarta-feira passada, ou seja, com Douglas na lateral.

De qualquer maneira o time é bem experiente e não vai correr riscos desnecessários. E com o placar muito folgado, levando o desespero ao Bolivar, quem sabe o São paulo pode até surpreender.

Então, à vitória, Tricolor!

A tarde em que testamos o elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo testou seu elenco nesta tarde de sábado, no Morumbi. E venceu, com o time reserva, o Atlético de Sorocaba por 2 a 1. Com direito a gols de Paulo Henrique Ganso e Cañete.

Podem dizer que o adversário era fraco, que o time jogou mal em parte do segundo tempo, que correu risco de tomar gols, que o Atlético perdeu dois gols, enfim, podem dizer tudo, mas não podem esquecer que o time venceu e que era o reserva.

Mais do que ver Ganso jogando, foi muito bem ver que Cañete tem potencial e que Rafael Tolói continua sendo um grande zagueiro. Cañete, aliás, marcou um golaço e fez grandes jogadas, com muitas tabelas. Está prontinho para ser titular.

Já Paulo Henrique Ganso passou 25 minutos sumido no jogo. Mas quando apareceu na área e marcou o gol acordou e passou a dar passes e toques mágicos, típicos de quem é um grande jogador. No entanto deu para perceber que ainda não atingiu a plenitude de sua forma e, mais do que isso, está bem abaixo dos outros.

O importante, no entanto, foi concluir que o elenco está forte. Que perdemos Lucas, que era metade do time, mas que Ney Franco está conseguindo recompor, com os jogadores que foram contratados – e ainda estão fora Walysson, Fabrício e Negueba, o que quer dizer que tudo pode melhorar ainda mais.

Na entrevista coletiva Ney Franco não deixou claro o time que vai escalar quarta-feira, na Bolívia, mas me parece que Paulo Miranda volta e Aloísio deve ser mantido no ataque.

Seja como for, o começo do ano está bom demais. Tomara continue assim.

A Libertadores reencontrou seu verdadeiro campeão!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo teve uma estreia de gala na Libertadores. A goleada de 5 a 0 sobre o Bolivar serviu para afastar qualquer fantasma que pudesse pairar sobre esta fase da competição.

O gol marcado logo aos 12 minutos de jogo, por Osvaldo, serviu para mostrar o que seria a partida. Mesmo retrancado, jogando com os 11 homens em seu campo, a defesa do Bolivar era impotente ante um ataque formado por Aloísio, Luis Fabiano e Osvaldo, e com Jadson em noite de glória.

Ney Franco foi bastante ousado ao colocar Paulo Henrique Ganso no banco e escalar Aloísio para manter o esquema de 4-3-3, ou 4-2-3-1, como alguns gostam de afirmar. Mas provou que estava certo. O São Paulo sufocou o Bolivar, que não conseguia sair com a bola e vivia de chutões.

Por isso o marcador foi se ampliando e chegamos aos 5 a0, como poderíamos ter chegado aos 7, 8 e assim por diante, tal o domínio absoluto do São Paulo na partida.

Mas quero destacar aqui a presença da torcica. É apenas o segundo jogo da temporada, numa pré-Libertadores, e 42 mil pessoas estiveram no Morumbi fazendo uma grande festa, digna daquelas que só o são-paulino sabe fazer em jogos da Libertadores.

E é por tudo isso que a Libertadores está em festa. Porque ela reencontrou seu verdadeiro campeão. E o campeão fez questão de homenageá-la com uma grande goleada. E que venha a altitude de La Paz!