A instabilidade do time assusta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é assustadora a instabilidade que o time apresenta jogo após jogo. Verdade que consegue uma trajetória quase sempre ruim, mas tem momentos, lapsos eu diria, de time bom e consegue fazer o jogo como fez neste sábado na Vila Belmiro, quando teve um primeiro tempo pífio e o 1 a 0 ficou barato demais, porém fez um segundo tempo de time grande e o 1 a 0 a nosso favor ficou pouco para o que jogamos.

Daniel Alves, tanto criticado por alguns torcedores, foi o diferencial. Ele levou o time ao empate e poderia ter levado à vitória, não fosse Pablo perdendo os gols que perdeu.

Me assusta muito, também, a queda de rendimento da defesa. Nós ainda somos a melhor do Brasileiro, ao lado do Palmeiras. Mas os erros cometidos por Bruno Alves, principalmente em saídas de bola, e Arboleda (o pênalti cometido neste sábado é prova disso) deixam o que tínhamos de diferencial positivo igualado aos demais departamentos do time. Se o meio de campo tem dificuldade de criação e o ataque não funciona, uma vitória só virá ao acaso.

Durante o jogo eu falava na Rádio Tricolornaweb que Jorge Sampaoli e Fernando Diniz tem estilos quase iguais. A diferença é que o jeito de jogar de Sampaoli funciona satisfatoriamente, enquanto o de Diniz irrita.

Inegável reconhecer que a mudança que Diniz fez no intervalo, tirando Jucilei e colocando Liziero, melhorou o time, o tornou mais ofensivo. Tanto que entendo que o São Paulo merecia a vitória.

A dificuldade que temos de considerar o empate na Vila como bom resultado está diretamente ligada às derrotas para Fluminense e Athletico-PR dentro do Morumbi. Tivéssemos feito nossa obrigação de casa, o empate contra o Santos estaria sendo muito comemorado.

Quem sabe, repetindo o segundo tempo deste sábado no domingo que vem, em Fortaleza, possamos comemorar uma vitória sobre o Ceará.

Dura derrota, grande vexame

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é difícil até começar a escrever, tal a depressão e a falta de vontade que tenho, mas a obrigação não me permite calar. Foi um vexame o que aconteceu no Morumbi nesta quinta-feira. Ressuscitamos mais um morto, tiramos o Fluminense do Z4, saímos, consequentemente do G4, e ainda fomos colocados na roda. Ridículo.

Fernando Diniz foi patético. Entrar no Morumbi, contra um time da zona de rebaixamento, jogando com três volantes, é no mínimo risível. Ele foi burro se escalou Jucilei, Tchê Tchê e Liziero como um trio de volantes. Ele também foi burro se escalou esse trio, mas deixando Liziero como meia.

O time até mostrou alguma coisa nos primeiros 20 minutos de jogo. Poucas chances, apenas domínio de bola. Mas nossa zaga, que ainda é a melhor do campeonato, voltou a falhar. No primeiro gol, O atacante sobe mais que Arboleda e marca. No segundo, um contra-ataque, Bruno Alves toma o drible da vaca no meio de campo.

O São Paulo sentiu a bordoada. O time, que até tentava alguma coisa, se apagou e o Fluminense virou dono das ações.

Durante o intervalo, na transmissão da Rádio Tricolornaweb, eu pedia que ele fosse ousado e colocasse Hernanes no lugar de Liziero e Pato no lugar de Jucilei. Parece que ele me ouviu, pois foi o que fez. Se eu dei nota 2 para ele, daria para mim também, pois Pato e Hernanes são caricaturas dos jogadores que fora, que terão que curtir boas férias e fazer ótima pré-temporada, ou estarão fadados não terminarem o ano que vem no São Paulo.

Em determinado momento, eu cronometrei, o Fluminense ficou rodando a bola por 3’30, sem que ninguém do São Paulo tentasse ou conseguisse recuperá-la. Fomos colocados na roda literalmente. E daí até o final do jogo, foi um circo de horrores. O São Paulo não mereceu mais do que isso na partida.

Era uma vitória obrigatória, como será domingo, contra o Athletico. Mas creio que essa derrota nos deixará fora do G4. Porque a tabela favorece o Grêmio, que já nos passou. Além do mais, o Grêmio é um time coeso, organizado, estruturado. E nós somos isso aí.

Nos altos e baixos, em Chapecó tivemos “altos”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória contra a Chapecoense neste sábado à noite, na Arena Conda, foi boa, mostrou um time que soube aproveitar as oportunidades que teve, m as não pode nos iludir e achar que “agora vai”. Até porque, outras vezes já pensei assim e me dei muito mal. Então vamos no jogo a jogo.

Novidade no time, Jucilei esteve muito bem. Fez o papel de sair com a bola perto de Thiago Volpi. Como sempre, Bruno Alves e Arboleda abrindo na linha lateral, próximos ao bico da grande área; Daniel Alves e Reinaldo se posicionando nas linhas laterais, próximas ao meio de campo; Antony e Vitor Bueno se posicionando nas linhas laterais, na intermediária adversária. O miolo ficava para Igor Gomes e Tchê Tchê que se alternavam em vir buscar a bola e levar para o ataque.

Correu tudo muito bem. Não erramos uma única saída de bola. Ainda fizemos muita pressão na saída da Chape. Por isso o primeiro gol saiu logo. Os catarinenses estavam muito recuados e o São Paulo com domínio total do campo e do jogo.

Com o gol, a Chape foi obrigada a se abrir e vir para cima. Abriu espaço para os contra-ataques. Num deles, Daniel Alves fez lindo lançamento para Antony, que disparou para a frente, serviu Vitor Bueno que fez um golaço, com direito a drible no goleiro.

No intervalo Fernando Diniz substituiu Daniel Alves, que fazia grande partida, por Juanfran. Dani teria sentido uma fadiga muscular. O espanhol, muito mais defensivo, não entrou bem no jogo. Visivelmente fora de ritmo, quase entregou um gol para o adversário, numa cobrança de falta em que ele tenta atravessar para Arboleda, na frente da área, e erra.

Mas não foi só isso. Jucilei, que estava há três meses sem jogar, sentiu o ritmo do jogo, afinal ele foi muito empenhado, e saiu. Essas substituições, aliadas a pressão da Chape fizeram com que Thiago Volpi entrasse em ação. E fez, no mínimo, três defesas portentosas. A maior delas numa cabeçada de Douglas, à queima roupa, contra o chão, de dentro da pequena área. Impressionante.

Mas ainda conseguimos fazer o terceiro, também em contra-ataque. Aliás, um golaço de Antony. E viria o quarto, que foi anulado pelo VAR. O mesmo VAR que não reconheceu um pênalti claríssimo em Antony, ainda no primeiro tempo.

Não vou usar a frase que está em cartaz nas principais salas de cinema desta cidade, que diz que “está bom, mas está ruim; está ruim, mas está bom”. Mas vou me fixar que a vitória foi importantíssima, diria quase obrigatória, e nos deu respiro no G4. Mas temo que ter olho aberto e manter o ritmo, afinal, os dois próximos jogos serão no Morumbi e os seis pontos serão mais do que obrigatórios.

Derrota vexatória e vergonhosa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornawe, depois de termos tido a experiência, domingo, de como ser fácil marcar gols, tivemos a realidade nesta quarta-feira de como ser fácil sofrer humilhação. A imagem que ficou para mim, para representar essa vergonha, foi Felipe Mello, quando marcou o segundo gol, correr para a torcida e sinalizar que “aqui mandamos nós”. Em se tratando de São Paulo, isso é fato.

Não tem fim essa série de vexames. Jogando em Itaquera ou na Arena das pepas, a vergonha é a mesmo. Perdemos ali e acolá.

Então vão falar: mas ganhamos no Morumbi. Esse ano, sim. Ano passado, não. Ano retrasado, também não.

Portanto, enquanto a derrota é certa fora, a vitória nunca é certeira em casa. E quem um dia já foi temido por todos, hoje virou alvo de chacota. Esse é o nosso São Paulo destes tempos.

No jogo contra o Palmeiras, a única coisa boa em campo foi a partida do Vitor Bueno. Mas o Fernando Diniz, talvez contrariado por ele estar destoando do restante do time, resolveu tirá-lo. Tinha outros nove jogadores para mexer. Mas tirou o único que ainda fazia alguma coisa. E depois, na coletiva, disse que o Vitor Bueno estava cansado. Mentira. Vitor Bueno ficou no banco com cara de paisagem. Só não gritou um monte porque tem consciência que algo que falasse poderia piorar ainda mais a situação.

Por sorte continuamos no G4. Independente de outros resultados, como estávamos quatro pontos na frente de quem vinha em quinto e sexto, não havia como perder a posição. Mas sábado teremos que fazer alguma coisa. E essa alguma coisa significa vencer. Se não quisermos ficar para trás até no troféu consolo, que é chegar na Libertadores ano que vem.

Depois de um primeiro tempo comum, vimos como é fácil marcar gols

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu mais uma vitória, sob Fernando Diniz, jogando no Morumbi. Agora sobre o Atlético-MG. São quatro jogos em casa, quatro vitórias. Diniz está cem por cento como mandante.

A cada jogo que passa o “jeito Fernando Diniz de ser” se molda no time. Não tem chutão, não tem erros de passe, as bolas são passadas com segurança e o time está criando oportunidades. Reconheço que o jogo, muitas vezes, fica modorrento, pois a bola começa a rolar de zagueiro para zagueiro e até para goleiro. Mas essa acaba sendo uma tática funcional, pois quando o time adversário avança a marcação e a bola volta para Thiago Volpi, rolada por Bruno Alves, Tchê Tchê ou Arboleda, Volpi lança nas laterais buscando Reinaldo ou Igor Vinicius, e o ataque é certeiro. Só não acaba em gols porque Pato tem perdido uma infinidade deles.

O primeiro tempo neste domingo foi assim. Exatamente como descrevi acima. Cheguei a comentar no intervalo a dificuldade que o time encontra para marcar um gol. Tem que ser sempre chorado.

Mas o segundo tempo mostrou que o São Paulo sabe marcar gols e tem facilidade para isso. Aos 6 minutos Antony faz o que ele sempre deveria fazer: vai para cima do lateral, chega na linha de fundo e cruza para trás. Aí Igor Gomes, ao seu lado, só colocou para o fundo do gol. Cinco minutos depois foi a vez do mesmo Igor Gomes acertar um lançamento perfeito para Vitor Bueno marcar o segundo. Fácil, fácil, fácil.

Talvez quando Pablo estiver em campo, Pato jogar pelo lado e o meio continuar funcionando, os placares sejam mais dilatados ou não tenhamos tanta dificuldade em chegar ao gol.

O principal de tudo, além da boa apresentação, foi que nos consolidamos no G4. Temos dois jogos complicados, que são Palmeiras e Chapecoense, ambos fora. Mas se conseguirmos trazer um empate da Arena Palestra, acredito que partiremos em ótimas condições de obter uma vitória em Chapecó. E a nossa busca, mais do que manter o G4, já será alcançar o Santos e deixar que ele se vire com a manutenção do G4.

Vitória valeu pelos três pontos. E só.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos deixar de reconhecer que num campeonato por pontos corridos o que interessa é a vitória, quanto mais quando é dentro de casa, que se torna obrigatória. Mas neste jogo contra o Avaí, isso é a única coisa que temos a comemorar. O resto, só lamentar e nos preocupar.

Jogamos contra a segunda pior defesa do Brasileiro. Desde os 20 minutos do primeiro tempo esse time, que está na zona de rebaixamento (último colocado), jogou com um homem a menos, já que Brener foi (bem) expulso por uma entrada violenta em Bruno Alves. E mesmo assim não conseguimos fazer um marcador mais elástico, que nos daria alguma vantagem em caso de empate em pontos com alguns concorrentes pelo G4.

Também pudera. Fernando Diniz entrou com três volantes (Luan, Tchê Tchê e Liziero) e três atacantes (Antony, Pato e Vitor Bueno). Eu, de cara, não concordei com essa escalação. Por mais que tenha achado acertada sua decisão de colocar Daniel Alves na lateral, então mantivesse Hernanes no meio, ou, se quisesse mais velocidade, começasse com Igor Gomes.

Entendo que a opção de Fernando Diniz é pelos passes curtos, tabelas curtas, jogo envolvente até chegar ao gol adversário. Mesmo assim, qualquer um dos dois que citei acima daria mais qualidade ao passe do que Liziero.

Foi ousado, reconheço, quando tirou, no intervalo Bruno Alves (que sentia dores no local e pediu para sair) e colocou Igor Gomes, passando Luan para a zaga. Mas pudera, jogando contra um time que tinha o centro-avante, enquanto não havia sido expulso, jogando em sua intermediária e depois da expulsão, jogou praticamente dentro da área, não haveria razão para tantos jogadores defensivos.

O gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo e o São Paulo parece que se contentou com o resultado. É verdade que Pato perdeu um gol incrível, quando o jogo ainda estava empatado, e depois algumas outras oportunidades foram desperdiçadas. Mas a vitória magra sobre o Avaí dentro do Morumbi me preocupa muito e me faz crer que, mesmo a briga pelo G4, será muito difícil. Para nossa sorte, os times que vem atrás estão piores do que o São Paulo. Não fosse por isso, já estaria descrente até de ficarmos no G6.

Que triste sina essa que continuamos vivendo.

São Paulo: não se pode elogiar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastou elogiar para tudo voltar ao que era. Depois da partida brilhante que o São Paulo fez contra o Corinthians, talvez uma das mais perfeitas deste ano, o time voltou a apresentar os velhos defeitos e foi derrotado para o Cruzeiro em Belo Horizonte. O mesmo Cruzeiro que tantas e tantas vezes vencemos no Mineirão, quando estava brigando entre os líderes, e que hoje, na zona de rebaixamento, conseguiu nos derrotar.

Se contra o Corinthians o São Paulo exerceu tamanha pressão, que não o permitiu sair do seu campo, nesta quarta-feira se auto-pressionou e raramente saiu de trás. Quando saiu, encontrou um Pato isolado e pouco inspirado, um Antony que continua em péssima fase, um Daniel Alves cansado e um Hernanes sem nenhuma inspiração.

Aliás, questionei a escalação de Fernando Diniz. Já temos o Hernanes que não conseguiu, até agora, retomar sua forma física-técnica. Qual a razão de juntarmos no time Juanfran, que fora poupado no último jogo por fadiga muscular, e Daniel Alves, vindo de uma maratona de jogos e viagens? Por que não começar o jogo com o mesmo time de domingo, já que Igor  Vinicius fez grande partida e Liziero, ou Igor Gomes, poderia ser mais útil no meio de campo?

Mas esse tem sido o São Paulo ao longo do ano e do tempo. Não consegue encaixar três jogos bons. É uma gangorra sem fim que justifica esse tempo todo sem ganhar um título. A situação só não é pior para nós porque o Corinthians empatou em Goiânia e, com isso, ficou um ponto a frente do São Paulo; o Grêmio perdeu em Porto Alegre e o Inter, mesmo em caso de vitória nessa quinta-feira, não chegará em nós. Por isso continuamos respirando a briga pelo G4.

Mas o São Paulo vai ter que ser muito mais estável, jogar muito mais bola. Não vou nem pedir que repita todos os jogos aquela partida contra o Corinthians, mas que não faça mais o que apresentou nesta quarta-feira. Foi um time medíocre, sem criatividade, sem finalizações e com falhas no passe. E isso mata o esquema Fernando Diniz, pois nos coloca à mercê do adversário.

Temos dois jogos de vitória obrigatória pela frente. Veremos o que vai acontecer.

São Paulo vence clássico e mostra que pode mais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Corinthians no Morumbi e deixou no ar aquela impressão de que “pode mais”. Não, não estou falando que vamos disputar o título. Já disse que joguei a toalha. Mas podemos, sim, brigar pelo G4.

O resultado de 1 a 0 não demonstrou a superioridade do Tricolor em campo. Efetivamente, o São Paulo encaixotou o Corinthians. A única chance do adversário foi uma bola enfiada próxima à linha de fundo, quando Clayson dribla Volpi mas sai com bola e tudo. E nada mais.

O São Paulo, por sua vez, teve bola no travessão, gols perdidos, defesas de Cássio e acabou ficando no pífio 1 a 0, gol de pênalti assinalado por Reinaldo.

Não tenho medo em afirmar: não foi o Corinthians quem perdeu para o São Paulo, mas o São Paulo quem ganhou do Corinthians. Foi um verdadeiro massacre, como eu disse, não retratado no placar. Mas, jogando contra um time que é só defesa, é pura retranca, se apresenta como time pequeno, o placar ficou de bom tamanho.

Mais uma vez a defesa foi o ponto alto. Ajudado por Luan, um gigante em campo, colocou no bolso o tal meio de campo e o ataque corinthiano. Wagner Love começou na direita, foi para o meio, para a esquerda. Clayson começou na esquerda, veio para a direita. Boselli, ah, esse eu nem vi em campo. Por mais que trocassem, Igor Vinicius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo acabaram com eles. Colocaram no bolso. E Luan acabou, sozinho, com o meio campo adversário. Aí ficou fácil para Hernanes, Tchê Tchê e Liziero jogarem.

Falou um golzinho apenas para passarmos o Corinthians na tábua de classificação. Mas com o tempo isso virá. Nossa tendência é evoluir. E pensem bem na seguinte questão: jogamos com um único jogador de ataque (Pato). Todo o nosso ataque está no departamento médico: Pablo, Everton, Toró, Raniel e Rojas. E tudo indica que para o jogo contra o Cruzeiro a situação não deverá ser diferente.

A vitória no clássico trará a confiança necessária para continuarmos nossa luta pelo G4.

Estilo de Diniz já mudou o jeito do São Paulo jogar. Para melhor.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não fez mais do que sua obrigação ao vencer o Fortaleza por 2 a 1, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Mas o principal do jogo – deixando de lado o reencontro com Rogério Ceni – foi a forma que o time atuou.

No primeiro tempo, até sofrer o gol de empate (39 minutos), o São Paulo apresentou um futebol dos sonhos. Tabelas na base do 1 + 1 pelos lados direito (Juanfran e Antony) e esquerdo (Reinaldo e Tchê Tchê). Muitas vezes saiam as triangulações, com Daniel Alves pela direita e Hernanes pela esquerda.

Os toques eram rápidos, envolventes. Faziam com que o Fortaleza ficasse esmagado em seu campo. O primeiro gol saiu aos 14 minutos , outros poderiam ter saído, não fosse a inércia de Antony, que teve duas chances claras e chutou como menininha. Aliás, seria importante esse garoto fazer um reforço para chutes.

O São Paulo teve domínio completo das ações. Quando o Fortaleza tinha a bola, a marcação era muito forte, na frente, dentro da área do time cearense, impedindo qualquer jogada trabalhada.

O empate foi muito por acaso. Reinaldo chegou atrasado numa bola, na entrada da área, e fez pênalti. Duvidoso, é verdade. Aliás, interpretativo. Muitos entenderam que não foi. Eu, particularmente, acho que foi.

O ímpeto do São Paulo diminuiu depois do gol de empate. O time sentiu o impacto.

No segundo tempo Diniz tirou Hernanes, cansado, e colocou Vitor Bueno. O São Paulo voltou e melhorar. Luan jogava como líbero, mas atrás dos zagueiros. Coube a ele a saída com a bola. Arboleda bem aberto na esquerda, Bruno Alves bem aberto na direita, Juanfran e Reinaldo mais adiantados, já com Vitor Bueno fazendo o setor da esquerda e Tchê Tchê o meio de campo.

Mas o time ganhou mais força quando Fernando Diniz colocou Igor Gomes no lugar de Juanfran. Daniel Alves foi para a lateral e cresceu muito no jogo.

Chegamos ao gol da vitória numa boa jogada de Tchê Tchê que deu belíssimo lançamento para Antony, que escorregou, mas conseguiu servir Igor Gomes marcar o gol.

É fato que o time não jogou aquele futebol vistoso dos primeiros 35 minutos da partida. Mas também não é possível, em uma semana de treinamento, fazer tantas mudanças assim. Mas renasceu meu otimismo. Não para brigarmos pelo título. Isso já esqueci. Mas de brigarmos pelo G-4. Aliás, terminaremos a rodada noG-6. Que bom!

Sai Cuca, entra Diniz. E o São Paulo se apequena cada vez mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando se pensa que tudo está tão ruim que não tem como piorar, é aí que se vê que, em se tratando de São Paulo, isso é um grande equívoco. A saída de Cuca, provocada por ele mesmo, só serviu para dar um alívio na diretoria, que não aceitava os resultados – como de resto nós todos, torcedores, também não aceitávamos – e não tinha coragem demiti-lo.

E que não me venham com essa balela de que ele pediu demissão no vestiário após o jogo e foi demovido da ideia pela diretoria. Cuca foi muito claro em sua última coletiva, justificando sua decisão: “eu não estava contente com os resultados, a diretoria não estava contente. Se estivesse, teria tentado impedir minha saída”.

Em outras palavras: Cuca fez o que se chama de “deixar a diretoria à vontade” para decidir o que fosse melhor para o clube. Mas esperava, no fundo, ter o respaldo de Raí, Leco & Cia. Ltda.para prosseguir o trabalho. Quebrou a cara. Não teve apoio algum.

Aí Raí anuncia, na coletiva de despedida, que Wagner Mancini seria o técnico interino para o jogo contra o Flamengo. Que sua permanência à frente da equipe não era definitiva, mas era o que tínhamos para o momento.

Quando é perto da meia-noite, o São Paulo anuncia Fernando Diniz. Aí sai uma estória, já contada por vários órgãos de imprensa, que a contratação de Diniz se deu por um conversa entre Daniel Alves, Pablo, Hernanes e Pato. Eles teriam pedido a Alexandre Pássaro para trazer o ex-Fluminense. E Diniz veio. Estariam os jogadores dominando o clube? Cadê a autoridade de Raí?

Vejo em Fernando Diniz um potencial sem limites, com ideias modernas, de um futebol bonito, muito vistoso, sem chutões, com passes, tabelas, envolvimento do adversário, gols bonitos, classe que não vemos no futebol de hoje. Realmente, é um ponto fora da curva. Mas para a Europa, não para o Brasil. Aqui ele deixou o Athlético-PR, o mesmo que foi campeão da Copa do Brasil, na zona de rebaixamento do Brasileiro; foi para o Fluminense, e também deixou o time das Laranjeiras no Z-4.

O que ele fará com o São Paulo? Vai nos tirar do G-6, onde brigamos pelo G-4, para nos colocar brigando pelo G-12? Sim, porque me parece quase impossível sermos jogado no fosso da luta para não entrar no Z-4. Já temos 35 pontos, enquanto o Cruzeiro, primeiro do rebaixamento, tem 19. Além dos 16 pontos de diferença, há 11 times entre nós, o que, em combinação de resultados, torna quase impossível essa hipótese. Mas, pela explicação que dei agora, pensam que já não fui olhar, analisar e fazer contas?

Indubitavelmente, estamos nos tornando uma nova Portuguesa, com todo respeito que a Lusa me mereça. Somos aquele time que ganha quando todos pensavam que iria perder e perde quando todos tinha certeza da vitória. Trocamos de técnico como trocamos de roupa. Este ano já tivemos André Jardine, Wagner Mancini, Cuca, Wagner Mancini (por oito horas) e Fernando Diniz. E ninguém, em sã consciência, pode garantir que ele ficará até o final do Brasileiro.

Sou otimista, sou torcedor do Clube da Fé, nunca vou desdenhar de ninguém que vista nosso Manto Sagrado, antes que ele faça jus a isso. Torcerei desesperadamente que o estilo de futebol vistoso de Fernando Diniz se encaixe no São Paulo, e que nós consigamos ter um final de ano menos traumático.