Pensando em G4, o empate em Curitiba não estava fora dos planos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o empate em Curitiba não pode ser considerado de todo ruim, se formos levar em conta que lutamos pelo G4 e uma vaga para a Libertadores da América. Se verificarmos os jogos que São Paulo e Vasco têm pela frente, veremos que o G4 é absolutamente factível e em quatro ou cinco rodadas estaremos nele.

O São Paulo esteve longe de jogar um bom futebol, e isso é óbvio. Só quem é cego e assistiu o jogo não viu isso. Foi completamente dominado no primeiro tempo, mas as duas principais chances de gol estiveram nos pés de Lucas. E voltou para o segundo tempo com o comando do jogo. Quando tomou o gol, num pênalti não existente, era melhor em campo.

O pior de tudo isso é que Ney Franco havia acertado o time. Ao tirar Paulo Assunção, um zero a esquerda no meio de campo, e Ademilson, ainda muito cru para algumas partidas, deu mais consistência à marcação e à saída de bola. Casemiro tem melhor técnica e com três zagueiros fortaleceríamos a defesa. Mas um erro de arbitragem acabou causando o gol do Coritiba, pois por mais que Rhodolfo tenha falhado na marcação desde fora da área, não tocou no Rafinha, que simulou a penalidade e o árbitro, caseiro, entrou na dele.

Por mais cansado que estivesse, depois da estafante viagem a Lojas, no Equador, o time lutou muito e chegou ao empate, ainda que numa jogada de trombada de Lucas, com a bola sobrando para Osvaldo. Menos mal porque conseguimos um resultado razoável.

Mas deixou claro que estou preocupado com a falta de esquema tático do São Paulo. O time joga com três atacantes e não consegue atacar; perde o meio de campo e tem a defesa sobrecarregada. Não consigo ver onde está o desenvolvimento tático proposto por Ney Franco. O quer vejo é um amontoado de jogadores, o Maicon tocando de lado, o Jadson se escondendo e o Lucas e o Osvaldo saindo em velocidade para cima da zaga tentando alguma coisa na base do individualismo. É muito pouco para um time como o São Paulo.

Entretanto sou paciente e vou esperar mais um pouco. Não vou crucificar Ney Franco agora e vou dar tempo ao tempo. Afinal, 2012 está acabando e um prêmio ainda pode chegar. Aí é remontar tudo para o próximo ano. Mas sábado tem Palmeiras, porque o ano ainda não acabou.

São Paulo voltou a jogar mal, mas o resultado foi satisfatório

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo empatou com a LDU de Loja, pela Copa Sul-Americana, por 1 a 1. Se formos analisar o resultado por si só, de acordo com o regulamento do torneio, foi bom, pois podemos empatar em 0 a 0 no Morumbi que estaremos classificados. Mas o jogo foi ruim de doer e o São Paulo voltou a se apresentar mal.

Vou considerar o tempo absurdo de viagem, que foi superior a 20 horas, incluindo três escalas e uma viagem de mais de quatro horas de ônibus, a altitude superior a dois mil metros – não tão forte -, o vento, a chuva, o gramado e a torcida adversária. Tudo contra. Mas o contraditório é que o time da LDU de Loja é fraquíssimo. E o São Paulo conseguiu passar todo o primeiro tempo dando apenas dois chutes no gol, num dos quais saiu o gol.

É verdade que a LDU também não fez nada e deu apenas dois chutes a gol, num dos quais, também, saiu o gol. Mas nada a se estranhar, dada a fragilidade deste time. E o São Paulo não conseguiu fazer por merecer um resultado maior, que não o empate.

O pior de tudo é que todo esse cansaço permanecerá, pois a volta será tão longa quanto foi a ida. O time chega amanhã no final da tarde e no sábado, depois de amanhã, portanto, já embarca para Curitiba. Já estou prevendo nuvens escuras para o jogo de domingo.

Ainda em relação à partida contra a LDU de Loja, Cortez foi bizarro e Paulo Miranda, ao lado de Osvaldo, os melhores do time. Quando Paulo Miranda é o melhor em campo, já dá para imaginar o que foi o jogo.

Mas, preconceitos à parte, Paulo Miranda está evoluindo muito e merecendo um lugar no time titular. Osvaldo também está fazendo sua parte e vem crescendo, o que para nós é um alívio, pois ele ocupará, ao que tudo indica, o lugar de Lucas ano que vem.

Não temo pelo jogo de volta contra a LDU de Loja. Se tivermos problemas para eliminar esse adversário, é melhor parar por aqui. Mas que fica aquela decepção pelo mau futebol, isso fica.

Ney põe time mais marcador em campo

Amigos são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo enfrenta a LDU de Loja nesta noite, em Loja, pela Copa Sul-Americana. Não vamos nos iludir com o nome do time adversário e achar que a classificação para a próxima fase pode ser assegurada hoje mesmo. Lá enfrentaremos uma altitude razoável (2.060 metros acima do nível do mar) e um estádio muito acanhado, com gramado ruim. A torcida local entusiasmada com a “zebra” da competição e por poder ver o São Paulo, tricampeão mundial e tricampeão da Libertadores em sua cidade. Virou festa.

É claro que este entusiasmo será transpassado para dentro do campo e o time equatoriano jogará sua vida nessa partida, depois do feito inédito de ter eliminado o Nacional, dentro de Montevidéo.

O técnico Ney franco tirou Douglas e o cone Willian José. Vai entrar com Paulo Miranda e Ademilson. Com isso reforça a marcação pelo lado direito, pois Paulo Miranda vai mais proteger esse setor do que atacar e permite que Maicon e Jadson se revezem na armação da linha de frente, que terá Lucas, Ademilson e Osvaldo, ou seja, um ataque muito rápido.

Não vou ficar reclamando aqui se trouxermos um empate de lá. Há que se considerar, além de tudo o que falei acima, a viagem extremamente cansativa de quase 20 horas de São paulo a Loja, passando por Bogotá, Quito, Guayaquil e uma estrada de 350 quilômetros de ônibus. Mas acho que, apesar de tudo isso, é possível vencermos o jogo.

Então, à vitória, Tricolor!

O G4 continua na nossa alça de mira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o Cruzeiro no Morumbi, nesta tarde de domingo, e deu mais um passo para se aproximar do G4. Mais do que isso: se aproximou do G4, porque Vasco, Grêmio e Atlético-MG empataram, numa rodada bastante favorável ao Tricolor.

O jogo foi muito difícil. A ausência de Luis Fabiano foi muito sentida, até porque não temos ninguém a altura no elenco para substituí-lo. Hoje jogou Willian José, um verdadeiro cone lá na frente. Depois entrou Ademilson, que melhorou o time, mas é muito fraco, ainda, para ser o responsável pela camisa 9. Consequentemente teremos problemas nas próximas duas semanas, com Sul-Americana no meio do caminho, Coritiba fora e Palmeiras no Morumbi, sem contarmos com o Fabuloso.

Lucas parece ter sentido falta do companheiro. Ficou um tanto apagado no primeiro tempo e mesmo assim, nas poucas bolas que tentou, não tinha com quem jogar. Jadson pouco se apresentava e Willian não correspondia.

O São Paulo viveu das boas arrancadas de Osvaldo, que sempre levou vantagem sobre seu marcador. E teve em Maicon um bom nome no meio de campo fazendo a distribuição do jogo.

No segundo tempo o panorama não mudou, mas o São Paulo passou a ter mais volume de jogo. Isso se aprofundou depois da entrada de Ademilson. O ritmo foi mais forte, os deslocamentos mais rápidos e assim o Tricolor chegou ao gol da vitória, e ainda perdeu mais duas oportunidades claras para ampliar.

Muito positivo, também, a presença do público: quase 41 mil pagantes que foram, principalmente, para ver a apresentação de Paulo Henrique Ganso, numa ótima jogada de marketing para atrair o público. Aliás, nesse quesito, está provado que Julio Cesar Casares é quem tem que ficar por ali. Bastou sua volta para o setor e surgiu o patrocínio tão esperado durante todo o ano, Ganso veio (parabéns Adalberto Batista), camisas foram feitas e vendidas com enorme agilidade e o Morumbi fez festa. Por isso Casares tem que ficar nesse lugar, pois é mestre na arte.

Fim da novela Ganso e eu tiro o chapéu para a diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, não é de hoje que tenho sido crítico com as atitudes constantes desta diretoria. O continuísmo nunca terá meu apoio e sempre será criticado. As trocas constantes de técnicos, que foram contratados de maneira errada, a benevolência com certos jogadores e a arbitrariedade com outros, enfim, administrativamente este mandado de Juvenal tem sido uma catástrofe.

Mas não posso deixar de cumprimentar toda a diretoria, especialmente Adalberto Batista, e, claro, o presidente Juvenal Juvêncio, por toda a negociação envolvendo Paulo Henrique Ganso, terminando com um final feliz.

Ganso é, para mim, um dos poucos gênios que existem, hoje, no futebol. Entendo que Messi, Neimar, ele e Lucas, nesta ordem, são os grandes jogadores do futebol mundial. É fato que Ganso está parado há algum tempo e ficará, ainda, no Refis. Só deve retornar aos campos em novembro. Mas será, certamente, um diferencial em nosso time.

Aliás, é difícil criticar as contratações feitas por esta diretoria. Se os jogadores não vingam, é um outro problema. Mas quem pode negar que Osvaldo foi a sensação do Brasileiro do ano passado no Ceará? E Maicon, um dos melhores meias do campeonato, pelo Figueirense? Cortez foi eleito o melhor lateral do Brasileiro; Jadson era meia da Seleção Brasileira; Fernandinho foi e revelação de 2010; Marlos eleito o melhor jogador do Campeonato Paranaense; e RAfael Toloi? E Luis Fabiano?

Sei que pesam na balança do lado contrário jogadores como Paulo Assunção e Paulo Miranda. Mas o zagueiro está sendo útil e seu futebol vem crescendo jogo após jogo. Então, com ele, nem tudo está perdido.

Ainda nas contratações, Fernandão era desejo de todos, mas não vingou; Marlos não deu certo. Mas foi vendido por R$ 10 milhões; Fernandinho, da mesma forma, saiu por R$ 4 milhões. E a venda de Lucas, por mais de R$ 110 milhões, valor superior ao que vale o próprio Neimar?

E agora outra: Cleber Santana, que havia sido destaque no Santos e estava bem na Europa, aqui foi mal. Mas, emprestado para ali e acolá, foi, agora, vendido ao Flamengo. Além de se livrar de um super-salário de R$ 150 mil mensais, pois mesmo emprestado ao Avaí, o São Paulo arcava com a diferença salarial, ainda vai receber Negueba de graça, por um ano, com opção de compra em definitivo do jogador. Negueba foi uma revelação do Flamengo, é jogador rápido, driblador e já trabalhou com Ney Franco nas Seleções de base. Poderá ser muito útil ano que vem, quando não teremos mais Lucas.

Então, pelo que aconteceu nestes últimos dias, tiro o chapéu para a diretoria. Nunca deixarei de criticar as coisas erradas, mas sei reconhecer a coisas certas. E nessa negociação envolvendo Ganso, me enchi de orgulho por ver que o São Paulo ainda sabe agir – e ser respeitado – como um time grande, que nunca deixou de ser.

Se Ganso não vier, não vou culpar a diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a novela Ganso está se estendendo demais e eu mesmo já me confesso um tanto perdido no meio de tantas notícias, entre idas e vindas. Mas o que apurei é básico e simples: O Laor, presidente do  Santos, quer o Ganso no Grêmio; a DIS quer o que for a melhor proposta para ela; o Ganso quer jogar no São Paulo e não admite ir para outro clube no Brasil, que não o Tricolor.

Está claro que o Santos vai dificultar o quanto puder essa transferência. Primeiro porque não pretende vender um de seus principais jogadores para um rival local; segundo porque quer devolver a Ganso o que imagina que ele esteja fazendo com o Santos, ou seja, desrespeitando e forçando sua saída. E o Santos tem o poder de segurar.

Não haverá, aqui, como se criticar a diretoria do São Paulo caso a negociação seja feita com o Grêmio. Sou muito crítico a esta diretoria e tenho externado aqui, constantemente, minhas discordâncias em relação a atitudes tomadas por Juvenal Juvêncio e sua turma. Mas nesse caso não haverá culpa da nossa diretoria.

É bom que todos entendam que o São Paulo fez tudo o que era possível e dentro das regras. Teve autorização do Santos para negociar com os investidores e com o atleta, acertou as bases de salário com Ganso, fechou acordo para a participação da DIS no passe do jogador e, depois de intensa negociação, aceitou pagar a multa integral que cabe ao Santos, ou seja, R$ 23.800.000,00, mesmo sabendo que daqui a três meses, em janeiro, essa multa cairá quase que pela metade. Mas fez isso exatamente para evitar que o Grêmio viesse e depositasse o valor, levando o atleta.

Que culpa tem a diretoria se o Santos, dono do passe, não quer vendê-lo ao São Paulo? Que culpa a diretoria tem se o presidente do Santos está colocando um empecilho após o outro para atravancar a negociação? Hoje, depois de uma extensa reunião, tiveram o disparate de recusar a oferta do São Paulo por encontrar dois pontos na carta de intenções que foi apresentada que não agradaram a diretoria.

Ora, vai ocupar o tempo de quem tem tempo. A diretoria do Santos, sob a presidência de Luis Álvaro, que tem me parecido tão adulta e profissional, está jogando por terra essa imagem e se tornando um timeco de fundo de quintal.

O que é que o Grêmio pode fazer mais do que o São Paulo está fazendo? Oferecer mais que os R$ 23,8 mi, que é o valor da multa? Criar, então, um leilão pelo jogador? Amigos, é uma grande sacanagem da diretoria do Santos e a ela cabem as pedras se algo der errado.

Mas eu ainda continuo confiando na vontade do jogador e na palavra dos homens da DIS, de que Ganso será mesmo do São Paulo. Ou não estamos tratando com homens, mas com sacos de batatas.

Um show de Lucas, mas a preocupação bate à nossa porta!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu a Portuguesa, num verdadeiro show de Lucas, decisivo na partida com duas assistências e outras jogadas maravilhosas. Foi muito bom, mas essa “lucasdependência” me assusta. Quando ele joga bem, nós ganhamos. Quando joga mal, ou nem joga, nós perdemos. E ele vai embora em janeiro.

A partida deste sábado, contra a Portuguesa, foi decidida por ele. No primeiro gol ele fez jogada brilhante, e Osvaldo concluiu depois de Luis Fabiano ter perdido o gol; no segundo gol chutou para o gol e Cortez desviou para marcar; no terceiro fez toda a jogada e entregou para Luis Fabiano marcar. O que mais é preciso para ele?

É verdade que o esquema ofensivo de Ney Franco facilitou seu trabalho. Jogando com Jadson e Maicon na armação, Lucas e Osvaldo abertos pelas pontas e Luis Fabiano no meio, o São Paulo massacrou a Portuguesa nos primeiros 20 minutos, já com 1 a 0 no placar. Depois foi diminuindo o ímpeto, perdendo gols e acabou sucumbindo ao gol da Portuguesa e até tomou uma certa pressão no final do primeiro tempo.

Mas no segundo tempo voltou como no início e dominou completamente o jogo. Foi tocando bola, criando chances e encontrando o espaço para os gols. Pena que não tivemos um meia para servir melhor o ataque, pois Jadson, que tinha essa função, fez outra partida sofrível. Coube a Maicon, parcialmente, e a Lucas, totalmente, tomarem conta do jogo.

Gostei de Wellington na direita, apesar que seu forte seja a marcação e Cortez, que hoje teve uma atuação um pouco melhor do que vinha tendo. Mas destaco Denilson como dono do meio de campo. Marcação precisa, em todos os cantos e saída de bola com alto nível.

Estamos na briga do G4. É esperar para ver o que vai acontecer no final da semana para vermos nossas possibilidades (o líder, Fluminense, já perdeu no Rio de Janeiro). Mas eu acredito, apesar do elenco fraco que temos.

Dando a volta por cima

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web está na hora, mais uma vez, de darmos a volta por cima. Aliás, ou damos agora definitivamente, ou esquecemos da Libertadores em 2013. Se tivemos dois jogos difíceis fora, em sequência, agora temos dois em casa: Portuguesa e Sport. E não admito deixar de ganhar um dos seis pontos em jogo.

Imagino que a torcida tenha uma motivação extra para ir ao Morumbi hoje: o possível anúncio oficial da contratação de Paulo Henrique Ganso. De resto é esperar que o time volte a jogar o futebol que apresentou em alguns jogos deste campeonato, quando até chegou a dar esperanças de algo melhor. Mas esse melhor, hoje, é uma vaga na Libertadores, porque o título já é algo impossível.

Ney Franco vai colocar o time na frente. Ele tirou Casemiro e manteve Osvaldo, formando um autêntico 4-3-3, onde temos Lucas e Osvaldo jogando pelos lados e Luis Fabiano pelo meio. Jadson e Maicon farão a armação do jogo e a marcação ficará por conta de Denilson. Como Wellington jogará na lateral direita, tenho certeza que será muito mais um volante marcando pela direita do que propriamente um lateral.

Apesar de estarmos desprovidos de uma marcação mais forte, entendo que o esquema é correto e temos que ir para cima para definir o jogo. A Portuguesa, historicamente, sempre foi um time traiçoeiro e todo cuidado será pouco.

Então, à vitória, Tricolor!!!

Arbitragem arrasou o São Paulo em Belo Horizonte

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, não sou daqueles que ficam chorando e jogando nas costas do árbitro a culpa de uma derrota. Você que me acompanha aqui há oito anos sabe bem disso. Mas ontem fiquei absolutamente revoltado com Sandro Meira Ricci e não tenho medo de afirmar: é ladrão e caseiro!

Vamos pegar alguns detalhes que provam bem o que estou falando:

– cartão amarelo para Maicon com três minutos de jogo, sem sentido algum;

– com cinco minutos, Ronaldinho Gaúcho dá um carrinho na lateral do campo e não recebe nem advertência. O lance foi muito mais violento que o de Maicon;

– pouco mais de 20 minutos e a expulsão absurda de Douglas, num lance que, quando muito, mereceria um amarelo pela fatalidade do escorregão;

– final do primeiro tempo e Ronaldinho dá outra entrada violenta, agora no meio de campo. O juiz dá amarelo mas, tivesse agido com o rigor que teve com Maicon no início do jogo, seria o vermelho;

– o primeiro tempo tem dois minutos de acréscimo, mas aos 47 minutos há um escanteio para o Atlético-MG. O lance segue até quase 48 minutos, quando a defesa do São Paulo tira a bola da área;

– o segundo tempo tem três minutos de acréscimo e, aos 48, Lucas traz a bola da lateral para a frente da área e arma o chute. Ele termina o jogo;

– antes disso, aos 47 minutos, um escanteio claro para o São Paulo e ele dá tiro de meta, causando surpresa até no adversário; já no início do segundo tempo havia invertido um lateral que era nosso, causando risos em Junior Cesar;

– antes disso, ainda, Osvaldo vai na direção do gol, Leonardo Silva é o último homem e o agarra pelo pescoço, e recebe só cartão amarelo;

– cartões amarelos em profusão para o São Paulo, mas sem o mesmo rigor com o Atlético.

Esses foram alguns dos detalhes que marcaram a arbitragem deste imbecil e canalha chamado Sandro Meire Ricci.

Esquecendo o árbitro – apesar de ser impossível – o São Paulo não merecia perder, pela abnegação demonstrada por alguns jogadores: Paulo Miranda, Rafael Toloi (apesar da falha no gol), Wellington, Casemiro, Osvaldo e, como sempre, o M1TO. A marcação feita sobre a criação atleticana estava indo bem o time claramente jogando nos contra-ataques. O problema é que Jadson errou todos os passes, Lucas não entrou no jogo e Osvaldo, por mais que se esforçasse, tem suas limitações.

O que preocupa é que nos últimos quatro jogos (3 fora e um em casa) fizemos apenas dois pontos e marcamos somente um gol. Empatamos com times que estavam totalmente desfalcados, como Internacional e Santos, e perdemos de um time, o Bahia, que briga contra o rebaixamento. Isso, sim, é preocupante, não a derrota de ontem  para o Atlético-MG.

O título já ficou para lá, mas a disputa pela vaga da Libertadores continua aberta. Por mais que tenhamos nos distanciado seis pontos do Vasco e possamos ficar a nove do Grêmio – que deve vencer o Náutico hoje, em Porto Alegre -, teremos dois jogos em casa – Portuguesa e Cruzeiro – com obrigação de vencer. E conquistando esses seis pontos, certamente, retornaremos à briga.

 

O que nos espera esta noite

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo entra em campo esta noite para enfrentar o Atlético-MG, em Belo Horizonte, como franco atirador. É evidente que o time mineiro tem todo o favoritismo do mundo, não só por jogar em casa, por ter o estádio cheio com sua fanática torcida, mas por estar em melhor momento e ter, sem dúvida, melhores time e elenco do que o São Paulo.

A situação se agrava por estarmos desfalcado de três jogadores; Rhodolfo, Denilson e Luis Fabiano. Há dúvida na formação do ataque, pois Ney Franco não definiu se entra com Osvaldo ou Ademilson no lugar do Fabuloso. Também não se sabe se a dupla de zaga será formada por Rafael Toloi e Paulo Miranda, ou se entra Edson Silva com Paulo Miranda jogando pela lateral direita no lugar de Douglas, que iria para a reserva.

Tudo isso mostra que nosso elenco é bastante deficitário. As peças de reposição são fracas e para se tentar um time um pouco mais forte temos que improvisar aqui e acolá, o que vira um autêntico remendo.

Mas são-paulino que é são-paulino nunca perde a esperança. Por isso vou assistir o jogo confiando que uma grande atuação possa vir e seja premiada com um belo resultado.

Então, à vitória, Tricolor!