Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, esperei toda a Copinha para falar do time sub-20 do São Paulo, para não ser acusado de responsável por qualquer mal-estar no elenco. Longe de querer ser pretensioso, um site que tem quase sete milhões de acessos por mês e que sabe que é lido por todos na diretoria, no Conselho e dentro dos elencos profissional e amador sabe que pode causar problemas com qualquer crítica que venha a fazer. Além do mais, o que a diretoria do São Paulo mais gosta, no momento, é de me processar. E, sinceramente, isso está virando uma diversão para mim.
O jogo de hoje foi patético. O time sai perdendo por 1 a 0, empata, vê seu centro-avante perdendo um gol feito, depois mais um tão feito quanto o primeiro – errou bisonhamente uma cabeçada de dentro da pequena área, sozinho -, vira para 2 a 1 e aí vê seu técnico tirar seus dois atacantes para colocar dois volantes, jogando com um homem a mais. Aí vê um desses volantes perder um gol que certamente entrará para o inacreditável futebol clube. Percebe que com as alterações o técnico trouxe o adversário para cima. E aos 48 minutos, em outra falha do ridículo goleiro Felipe, toma o gol de empate.E seu técnico manda o mesmo volante que acabara de perder o gol da classificação bater o pênalti e ele, como era de se esperar, mais uma vez errar. E o time ser eliminado. Foi patético.
O que se viu nesta Copa São Paulo do Tricolor? Um time que foi reforçado por cinco jogadores que estavam no profissional e que só por isso – eu disse só por isso – chegou até as quartas-de-final da competição. Que desses jogadores que foram guindados do profissional tem um João Schimidt que está talhado a ser craque e tem um futuro brilhante, se algum empresário não resolver atravessar o caminho; que pode ter esperança em Lucas Farias, num momento de marasmo na lateral direita; que Rodrigo Caio, Henrique Miranda e Luis Eduardo servirão, no máximo, para compor elenco.
Mas o que incomoda são os que efetivamente estão na base. E aí deixo várias perguntas, querendo explicações, do sr. Juvenal e do sr. Geraldo, o manda-chuva de Cotia:
– Por que o CFA Laudo Natel, tido e havido como um dos maiores, melhores e mais bem equipados do mundo, não conseguiu entregar jogadores à altura da Copa São Paulo em 2012? Ou seja, passou um ano sem revelar ninguém!
– Por que contratou o tal de Adelino junto ao Guarani? O cara é horrível, grosso ao extremo, um dos grandes responsáveis pela nossa eliminação. Não há como negar que soa estranho esse negócio.
– Por que um time que tem em Rogério Ceni seu grande ídolo e capitão não consegue revelar um goleiro na base e põe esse que jogou a Copinha e tomou vários gols defensáveis e um grande “frango”, contra o Santa Cruz?
– Por que tivemos que contratar Lucas Evangelista do Desportivo Brasil, se não estou enganado no nome, do Espírito Santo, para ser o meia, sendo que nem titular ele conseguiu ser, a não ser nos dois últimos jogos?
– Por que contrataram outro jogador, que colocou a número 10, cujo nome nem me lembro, pois entrou cinco minutos no primeiro jogo e depois nem no banco ficou.
– Por que Sergio Baresi continua sendo mantido no cargo? Um técnico, que é fato, conseguiu um título da Copa São Paulo, em 2010, mas que tem colhido tropeços atrás de tropeços, seja no time principal do São Paulo, onde mostrou seu despreparo para o cargo, seja no Paulista de Jundiaí, seja na volta ao São Paulo na base, pelo péssimo ano de 2012, com campanhas grotescas.
– Por que, com toda essa sucessão de derrotas do principal time da base, a estrutura diretiva do CFA Laudo Natel é mantida, como se nada estivesse acontecendo? Trouxeram Renê Simões, profissional sério e competente, mas a estrutura não conseguiu acomodar um profissional com essas qualidades.
– Enfim, o slogan #FazHistória é perfeito. Pena que alguns não querem nos deixar fazer essa história.