Hora de jogar sério e com determinação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje começa o ano para o São Paulo.  Depois de passarmos um ano lutando para não irmos para a zona de rebaixamento e um ano se recuperando para alcançar a vaga da Libertadores, chegamos ao dia da estreia.

O jogo será difícil, eu sei. Mas qual jogo na Libertadores que não é difícil, tenso? Hoje não será diferente. É em Itaquera, estádio cheio com a torcida do adversário, que também vai entrar pilhado para esta partida.

Não creio que paire no ambiente o estigma de que temos problemas para ganhar do Corinthians. Na Libertadores nunca houve um jogo entre as duas equipes. Além do mais, se alguma camisa tem peso nesse torneio, essa camisa é o nosso manto sagrado.

Apesar de não ser adepto ao esquema 3-5-2, acho que ele é o ideal para esta noite e imagino ser o que Muricy vá utilizar. Eu escalaria o time com Rafael Tolói, Dória e Edson Silva; Bruno, Denilson, Souza, Ganso e Michel Bastos; Kardec e Luis Fabiano.

Com esse time teríamos a zaga protegida, com três zagueiros e ao menos um volante de contenção; o esquema permitira extrairmos de Bruno e Michel Bastos muito poder ofensivo, deixaria Souza solto para participar das assistências ofensivas e Ganso teria alternativas para jogar pelo meio ou mesmo pelas laterais, sem posição fixa. Luis Fabiano não precisaria se preocupar tanto com a volta para marcação e também diminuiria um pouco essa obrigação de Alan Kardec.

Se Carlinhos estivesse recuperado não haveria tanto problema. Mas não podemos esquecer que não teremos a velocidade de Centurion e Pato para este jogo, o que diminui muito o poder ofensivo, e para a lateral sobraria Reinaldo, altamente perigoso para nossa defesa. E nesse jogo não podemos entrar com quem “talvez” consiga dar conta do recado. Hoje é dia de termos certeza do que queremos.

Concordo com o presidente Carlos Miguel Aidar. Poderemos, sim, sair com um grande resultado do Itaquerão. Temos mais time e mais elenco que o Corinthians. Basta jogar sério e com muita determinação, com aquele espírito de Libertadores. Mas não posso negar que não vou ficar triste com um empate.

Então, à vitória, Tricolor!

Falta de transporte: o poder da Globo e a fraqueza da diretoria do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu poderia estar aqui falando do jogo desta quarta-feira, da ansiedade, da estreia na Libertadores, da possibilidade de Murcy Ramalho adotar o 3-5-2 para o jogo contra o Corinthians, mas tenho que me ocupar de outro fato: o transporte da torcida do Tricolor, que ganhou ênfase depois da declaração do presidente Carlos Miguel Aidar, de que poderemos ter morte no percurso da volta.

A possibilidade só se torna procedente porque não haverá transporte funcionando após o jogo, no momento que os 1.500 torcedores são-paulinos estiverem deixando o Itaquerão. De acordo com o esquema de segurança preparado pela Polícia Militar a torcida corinthiana deixará o estádio assim que encerrada a partida, o que deve ocorrer por volta das 23h55. Somente às 0h45 os torcedores do São Paulo serão liberados do estádio.

Ocorre que o Metro para de funcionar, em dias de jogos, às 00h30 e a CPTM meia-noite. Ou seja: não haverá transporte para os torcedores são-paulinos, até porque seria inimaginável contar com ônibus de linha para transportar 1.500 torcedores.

A Independente disse que virá a pé de Itaquera. O presidente Carlos Miguel Aidar conversou com autoridades do Estado, tentando encontrar uma solução, mas não obteve sucesso. E aí disse que “tem gente que vai chegar 5 horas da manhã em casa por causa disso. Pode ter bomba, pode ter morte, risco de emboscada, pode ter tudo numa situação dessas. O poder público não se empenha. Essas atitudes só fomentam a rivalidade, violência.”

Carlos Miguel Aidar está numa sinuca de bico: se pagar os ônibus para a torcida, dirão que está subsidiando os marginais das uniformizadas. Se não fizer nada, dirão que está abandonando a torcida.

Vejo essa situação como mais uma demonstração de fraqueza do nosso clube perante as autoridades. Uma fragilidade que começou com Juvenal Juvêncio, que brigou com Deus e o mundo e continua, com requintes de perfeição, com Carlos Miguel Aidar, que brigou com quem ainda faltava e não reatou com ninguém. Uma fragilidade nos bastidores que tem nos custado alguns pontos importantes nos campeonatos que disputamos, que coloca em risco nossa participação na Libertadores, mormente jogando contra quem vamos jogar nessa quarta-feira e que não consegue nada, absolutamente nada, que seja favorável a nós.

O presidente do Corinthians foi à luta e, como não conseguiu convencer a Globo, dona do futebol, a antecipar o início dos jogos, obteve uma vitória com as autoridades do Estado mudando o horário do Metro em dias de jogos. Mas o presidente do São Paulo não consegue nem ônibus, quanto mais mudar horário dos trens. Fraqueza total.

Não sou defensor da Independente, nem acho que o clube deveria bancar ônibus, segurança particular ou coisa que o valha. Mas o Estado tem, por dever, dar esta segurança e fornecer o transporte para quem vai a um grande evento como será o jogo de amanhã.

Portanto, se algo acontecer com os torcedores são-paulinos, como previu o presidente, o Estado deverá ser diretamente responsabilizado por isso. E, em segunda escala, a direção do clube, pois deixou patente sua inoperância e falta de representatividade e voz ativa frente às autoridades. Por isso temo o que possa acontecer dentro de campo – que já começou com o árbitro que foi escalado para apitar o jogo – e fora dele, na volta para casa.

Um passeio em Bragança Paulista

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, antes de começar o jogo, com a previsão de entrarmos com um time misto, poucos esperavam ver entrosamento e um jogo fluido do São Paulo contra o Bragantino, fora de casa. E não é que esta (grata) surpresa veio? O Tricolor dominou amplamente o jogo, com uma troca de bola envolvente e excelente primeira impressão dos estreantes Centurión e Doria.

A fragilidade defensiva do Bragantino, que fez apenas 3 pontos no campeonato até agora, ajudou muito, mas a vitória dá ânimo para todo o elenco encarar a estreia na Taça Libertadores, contra o Corinthians.

Individualmente, merecem destaque a bela partida de Centurión, que demonstrou ser técnico, rápido e capaz de desequilibrar o jogo, deixando vários jogadores adversários irritados. A primeira impressão foi muito boa. Doria também fez uma boa estreia, ganhando todas dos atacantes do clube de Bragança. Por fim, impossível não destacar a partida de Boschilia – que marcou dois gols e ocupou os espaços pelo lado esquerdo do time com eficiência, especialmente na segunda etapa – e de Maicon, tão contestado pela torcida, mas que hoje assumiu o posto de meia da equipe com louvor.

A facilidade com que o time assumiu o esquema com três zagueiros deixa uma pulga atrás da orelha de Muricy, ainda que ele não tenha dado qualquer sinalização de que usará o 3-5-2 contra o Corinthians, com todos os titulares (menos Pato e Centurión, é claro) a disposição.

O único senão continua sendo a defesa, ainda que tenha sido pouco testada hoje. O time ainda fica exposto aos contra-ataques, como, por exemplo, aconteceu quando Lucão travou o ataque do Bragantino em cima da hora no início da partida. Edson Silva demonstra ter dificuldades em dar combate com três zagueiros e muitas vezes é deixado para trás por atacantes mais rápidos.

Enfim, é fato que vamos para cima do Corinthians com ânimo renovado e na expectativa de que o primeiro passo para o tetracampeonato seja dado na próxima quarta-feira.

Eduardo Gaggini

Aos poucos vejo o time se entrosando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há dúvida que Rogério Ceni foi gigante e garantiu o empate para o São Paulo contra o Santos na Vila Belmiro. Mas o time não jogou mal e não houve um massacre santista para que isso acontecesse.

Ocorre que nossa defesa continua vulnerável, principalmente pelo lado esquerdo, onde Reinaldo e Lucão são uma tragédia anunciada. Já pelo lado direito as coisas vão se encaixando. Bruno tem sido mais comedido nas descidas e Rafael Tolói consegue fazer bem a cobertura.

Mas quem assistiu ao jogo viu que o São Paulo dominou a partida até os 30 minutos do primeiro tempo. Toque de bola envolvente, boa movimentação e poucos erros de passe. Souza deu maior consistência ao meio de campo e os volantes tiveram qualidade na saída da bola da defesa para o ataque. Apesar de ter faltado maior consistência nas finalizações, algumas aconteceram e o goleiro do Santos esteve bem.

Depois dos 30 minutos o Santos cresceu e foi para cima. Rogério Ceni, então, começou a aparecer. No segundo tempo tivemos, novamente, boa parte de domínio do São Paulo, mas o Santos cresceu e Rogério Ceni continuou aparecendo e salvando o time.

O que pude depreender da surpresa feita por Muricy Ramalho, ao colocar Ewandro ao lado de Luis Fabiano, é que, como Pato não pode jogar contra o Corinthians, o atacante por ali será Centurión. Não vai caber Alan Kardec. Ewandro, portanto, “reservou” lugar para o argentino.

No resumo de tudo entendo que o time está se entrosando. Arrumando a defesa, ainda ponto muito frágil, teremos muito o que comemorar este ano. Assim espero.

11 anos de Tricolornaweb

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje estamos em festa. O nosso site está completando uma onze anos de existência. Ele, que foi ao ar em  10 de fevereiro de 2004, véspera da estreia do São Paulo na Libertadores daquele ano (venceria, em 11.02.2004, o Aliança Lima por 2 a 1 em Lima, no Peru) dez anos após ter disputado seu último torneio continental.

Nasceu da ideia de cinco são-paulinos fanáticos, amigos, que pretendiam criar um blog para falar o que quisessem sobre nosso time.

Mas por que um blog e não um site? Então ampliamos a ideia inicial e partimos para o site.

Mas por que falar só de futebol se o São Paulo também é clube e participa de diversas modalidades de esporte amadores? Então partimos para uma abrangência maior.

Aos poucos, o que era uma simples brincadeira foi se tornando algo muito sério. O site foi desenvolvido e,  na data marcada, ele foi ao ar, recheado de informações de todos os esportes e do lado social do São Paulo F.C.

Em pouco tempo foi conquistando leitores através de um árduo trabalho. E por ser tão abrangente ganhou, de imediato, o slogan: “O Site que está com o São Paulo”.

É muita responsabilidade. E, até e também por isso, assumimos o compromisso de fazê-lo crescer mais e mais.

Apenas para mostrar o tamanho desse crescimento, nos primeiros dias imaginávamos que não mais que 50 pessoas acessavam o site diariamente. Não tínhamos controle do número de acessos.

No dia do fatídico jogo contra o Once Caldas em Manizales, na Colômbia, quando fomos eliminados no último minuto de jogo, naquela semifinal, véspera do feriado de Corpus Christi, o site sai do ar e fica cinco dias sem permitir qualquer acesso. Soubemos, então, que a razão foi o abrupto número de acessos simultâneos no final da partida: mil cliques. Um espanto. Algo impensável.

Partimos para um provedor maior e começamos a controlar os acessos. Em menos de seis meses comemoramos três mil acessos únicos em 30 dias. Pouco tempo depois comemoramos dez mil; depois cem mil. Hoje são mais de 15 milhões de acessos por mês (em janeiro, atípico, foram 26 milhões de acessos), mais de 170 mil seguidores no Facebook, o que nos serve como prova de que o trabalho está sendo feito de maneira séria e competente.

O Tricolor na Web sempre primou pela liberdade total de informação. Para isso exigiu de todos que, de forma direta ou indireta dele participam, completa neutralidade no campo político. E assim vai seguir, sem se vincular a qualquer grupo ou partido dentro do clube.

Passamos por dois anos de Marcelo Portugal Gouvêa, de doce memória, e pelos oito anos de Juvenal Juvêncio. E estamos vivendo a era Carlos Miguel Aidar, com quem, em tão pouco tempo, já brigamos bastante, mas sempre na esperança de que as críticas sejam recebidas como positivas e que dias melhores virão.

Dificuldades existiram e sabemos que continuarão aparecendo. Mas amanhecemos cada dia mais revigorados para encarar as situações e seguir em frente. Afinal, temos que manter sempre altivo nosso slogan de ser “o site que está com o São Paulo”.

Nosso agradecimento a todos vocês que acessam e compartilham diariamente nossas informações. Pela leitura, pelos comentários, pela propaganda. Nosso agradecimento especialíssimo ao Bradesco, que há três anos vem acreditando no nosso trabalho e dando seu amparo comercial. E isso já está garantido até o final de 2015.

Valeu! E vamos em frente!

O XV impôs um teste interessante ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo neste sábado à noite pode ser considerado como o melhor teste para o time do São Paulo nesta temporada. O XV entrou marcando pressão no ataque, adiantando sua linha defensiva, forçando o impedimento do nosso ataque e obrigando o Tricolor sair muitas vezes com chutões da defesa ao ataque. Guardadas as devidas proporções, é esse esquema tático que vamos enfrentar na estreia da Libertadores, se não houver nenhuma surpresa na Colômbia.

Apesar de não ter feito um ponto ainda no campeonato, o XV parece um time bem montado, com esquema tático definido. Mantém a posse de bola, marca o time adversário no seu campo e adianta muito a defesa. Isso faz com que o adversário tenha jogadas em diagonal, com o ataque percebendo a hora certa de partir para a bola e um meia sabendo o momento exato do lançamento.  E o São Paulo passou no teste.

Se ainda nos preocupamos com a defesa – e acredito que Dória possa resolver nosso problema -, do meio para a frente estamos bem servidos. Gostei muito de Muricy ter atendido aos pedidos e escalado a dupla de ataque com Pato e Luis Fabiano. Ainda que Pato não tenha jogado tão bem, é evidente que ele dá mais velocidade ao ataque, funciona muito bem quando retomamos a bola na defesa e precisamos ligar o meio com a frente com rapidez e tem boa visão em campo. Falta a ele apenas um pouco de senso de marcação, mas isso com o tempo ele pode adquirir.

Assim vejo que Muricy, ao contrário de anos anteriores, vai conseguindo acertar o time no começo da temporada. Isso é muito bom. Afinal, a Libertadores vai ser muito disputada.

E o elenco vai sendo testado aos poucos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais importante do que a vitória em si nesta quarta-feira, contra o Capivariano, foi a escalação de alguns jogadores com os quais certamente teremos que contar ao longo do ano. E eles aprovaram.

Os três gols marcados por  Alexandre Pato indicam que ele deve ser titular. Só a teimosia de Muricy Ramalho não o permite testar,  num destes jogos do Paulista, a formação com Pato e Luis Fabiano no ataque. Pato é rápido e compensa a falta de velocidade do Fabuloso, enquanto Kardec, apesar de ser importante taticamente para a marcação, apresenta a mesma lentidão de Luis Fabiano.

Gostei de ver no jogo contra o Capivariano a forma de atuar do time contra uma defesa que marca em linha e adianta seus jogadores, para deixar os do adversário impedidos. Ganso foi magistral neste ponto, Michel Bastos e Maicon também entenderam muito bem a situação. Não esqueçam que vamos jogar, na Libertadores, contra um time que joga em linha e adianta seus jogadores, guardadas as devidas proporções.

Não entendi, confesso, as vaias para o Maicon. A não ser por algo orquestrado por setores descontentes no clube, o Maicon foi muito bem, participando diretamente de dois gols e colocando uma bola na trave. Não é forte na marcação, eu sei disso. Mas é muito importante para estar no elenco.

Nossa preocupação continua sendo a defesa. Tomar dois gols do Capivariano é altamente preocupante. O meio de campo não marca e a defesa não chega. Vamos precisar contar com a parte da frente inspirada para sonharmos com os títulos este ano.

Na vitória em Penápolis, há luz vermelha acesa para a zaga

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acho que temos que tirar pontos positivos da vitória do São Paulo em Penápolis, na estreia do Campeonato Paulista, mas não podemos fechar os olhos para as falhas que surgiram.

Começo pelos pontos positivos. Achava que sentiria muita falta de Kaká, mas vejo que Michel Bastos está se saindo muito bem pelo setor. O time fez uma boa pré-temporada, mas o adversário – aliás, os times pequenos -, antecipam suas férias para voltar muito antes. E no começo do campeonato, via de regra, estão voando, enquanto os grandes estão andando.

Em função do calor fortíssimo de Penápolis e do estado do gramado, realmente muito ruim, entendo que o resultado foi muito bom e a apresentação do time satisfatória.

Mas vem a preocupação, aquela mesma do ano passado: a zaga. O lateral direito, Bruno, por enquanto é uma grande decepção. Edson Silva, que teve uma grande fase em 2014, entrou 2015 patinando, lento, fora de ritmo, e está levando com ele, para o buraco, Rafael Tolói, que tem que cobrir os dois lados e ainda o corredor deixado por Bruno.

A preocupação é grande porque não temos no elenco um zagueiro para ocupar este lugar. A diretoria não contratou ninguém e entendo que vamos ter que contar muito com o meio de campo e o ataque, para que os gols saiam lá na frente de modo a garantir as vitórias, pois gols sairão lá atrás, com absoluta certeza.

O Campeonato Paulista, em minha opinião, será o laboratório para a Libertadores da América. Acho que o time para quarta-feira, no Pacaembu, tem que ser o titular, assim como no próximo sábado. Já na quarta rodada, como será a semana da estreia da Libertadores, será a hora de poupar e colocar o time reserva em campo.

Um técnico que desfez tudo que vinha sendo planejado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não resta dúvida que Milton Cruz estragou tudo o que estava sendo planejado para esse início de temporada. Sob a desculpa de que o time estava cansado pelo ritmo da partida contra o Vasco e pouparia alguns jogadores neste domingo, mudou o esquema tático e matou ataque e meio de campo, ao mesmo tempo, numa tacada só.

Se queria poupar, era trocar seis por meia dúzia e manter o esquema tático desenhado por Muricy Ramalho. Se queria colocar Thiago Mendes, que tirasse Michel Bastos; se queria poupar Alan Kardec, que começasse com Pato.

Mas não. Ao escalar Thiago Mendes no time e manter Michel Bastos, ele sacou Alan Kardec. Colocou Ganso mais adiantado, como segundo atacante, num lugar onde ele reconhecidamente não gosta de jogar. Isso matou o futebol de Ganso e fez com que Luis Fabiano brigasse, sozinho, contra toda a defesa flamenguista.

Depois, quando eu pensei que ele pudesse consertar as coisas no intervalo, voltou com Kardec, mas no lugar de Luis Fabiano. A consequência foi um time muito mais lento, praticamente sem criar uma única jogada ofensiva.

Mesmo colocando Carlinhos no lugar de Reinaldo, as jogadas de ataque não apareceram. Denilson entrou fora de jogo e Hudson me pareceu muito desmotivado, e fizeram um amontoado de bobagens nos poucos minutos que jogaram.

O time só foi melhorar e criar alguma coisa quando Pato entrou. Por mais que Milton Cruz tenha errado mais uma vez, tirando Ganso do time, a entrada de Pato fez com que Alan Kardec não ficasse mais abandonado, enquanto Michel Bastos e Thiago Mendes passaram a armar as jogadas. Infrutíferas, é verdade, mas ao menos saiu alguma coisa boa.

Continuo batendo na tecla de que devemos entrar com o time reserva no Campeonato Paulista, guardando o time titular para a Libertadores. Não vou querer ouvir reclamações e desculpas de cansaço por um eventual fracasso no torneio.

Começo promissor de temporada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, gostei do primeiro jogo da temporada do São Paulo. Achei que o time teve boa movimentação, cresceram as opções de ataque com os dois novos laterais e o técnico Muricy Ramalho vai precisar se preocupar com a cobertura das descidas de Carlinhos e Bruno. Talvez Denilson e Souza tenham que redobrar o trabalho nessas posições.

Mas gostei muito da movimentação de Luis Fabiano, que foi sempre opção para receber a bola, não se limitando a ficar escondido entre os zagueiros e achei que Michel Bastos, mesmo não tendo as qualidades técnica e de liderança desempenhadas por Kaká, pode ocupar essa posição. Neste jogo contra o Vasco ele fez a assistência para Luis Fabiano, perdeu ao menos duas oportunidades de gol e foi bastante eficiente no conjunto do time.

Outra coisa que me preocupou foi a expulsão de Rafael Toloi. No primeiro jogo do ano, numa partida amistosa, não se pode perder a cabeça e agredir o adversário. Era, repito, só um amistoso e poderia ter prejudicado o time, não fosse o segundo gol ter saído na sequência da jogada. Imaginem isso numa Libertadores? Pode ser irremediável.

Acho que o time que se apresentou deve ser o titular para a temporada. E vendo que alguns jogadores sentiram bastante o calor e o ritmo, na volta das férias, defendo ardorosamente que dispute o Campeonato Paulista com o time misto, deixando o titular para os clássicos e a Libertadores.