Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma importante vitória, de virada, sobre o Atlético-MG, no Morumbi, e está no G4 do Brasileiro. Depois de um primeiro tempo fraco, sonolento, o segundo tempo pegou fogo e Milton Cruz foi perfeito em sua estratégia.
O time jogou bem a caráter de Juan Carlos Osorio – que estava na torcida – e mostrou que é possível jogar ofensivamente, de forma organizada.
O time que entrou em campo seria aquele que poderíamos considerar como lógico. Só que não deu certo Michel Bastos jogava mais pelo meio, com Ganso aberto pela direita e Pato pela esquerda. Hudson foi colocado para ficar fixo, à frente da zaga, enquanto Thiago Mendes tinha mais liberdade para chegar ao ataque.
A única diferença do São Paulo de Osorio para o de Milton Cruz foi a marcação pressão na saída do adversário. Ontem não vimos isso. Apesar da formação ofensiva, a espera era na linha de meio de campo. O problema era que sobrava para Luis Fabiano e Ganso, dois jogadores pesados e lentos, fazerem essa marcação. Pato não ajudava a marcar e perdia a bola com facilidade quando a tinha em seu poder.
O gol do Atlético no começo do segundo tempo fez Milton Cruz mudar. E foi com extrema felicidade que ele fez as substituições. Com as entradas de Rogerio no lugar e Pato e Kardec no de Bruno, ele mexeu em várias posições do time. Trouxe Hudson para a lateral, recuou Thiago Mendes, posicionou Michel Bastos mais à direita, mas dando liberdade a ele para atuar pelo meio, trouxe Ganso um pouco mais para trás para ser o responsável pela condução da bola e ligação ao ataque, abriu Rogerio pela esquerda e deixou Luis Fabiano e Kardec centralizados.
O empate logo surgiu. Mesmo tomando o segundo gol um minuto depois, dava para perceber que o São Paulo não perderia o jogo. A movimentação passou a ser muito grande no ataque, Rogério virou um transtorno para a defesa mineira pelo lado esquerdo, e as oportunidades foram surgindo. E sendo convertidas.
Milton Cruz fez duas substituições arrojadas, mas não poderia ser diferente, pois ainda estamos vivos na luta por uma vaga da Libertadores. E isso é o que me parece mais incrível. Com toda a crise que o clube passou esse ano, chegando até a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar, com todos os males causados pela diretoria que se desfez, o São Paulo, ao invés de brigar para não cair, está vivo na luta pela vaga da Libertadores. Vai ser Soberano assim lá longe!