Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cada vez fica mais claro que um time para ser campeão precisa ter muita técnica e ótimos jogadores. Se não tem isso, então tente a superação com garra, vontade e determinação. E o São Paulo tem isso. A consequência lógica é a liderança que assumimos neste domingo, após vencer o Vasco por 2 a 1 no Morumbi.
Cabe a nós entendermos, também, a mão de Diego Aguirre nesse time. Cara honesto, trabalhador, que conseguiu transmitir para seus jogadores a raça uruguaia. E teve mão forte para fazer com que eles entendessem e, mais do que isso, aplicasse em campo. O que vemos no time é que não há bola perdida, não espaço para o adversário armar jogadas, as divididas são sempre nossas.
Também fica em suspenso aquela imagem de que o time não sabe jogar com a bola nos pés. Hoje precisou de dois minutos com a bola nos pés para fazer 1 a 0. Isso permitiu que o time passasse a marcar atrás da linha de meio de campo e o Vasco tivesse a posse de bola. Apesar de não termos aproveitado os contra-ataques que tivemos, principalmente pela lentidão de Diego Souza, o Vasco não criou uma única oportunidade, mesmo tendo mais posse de bola.
Veio o segundo tempo e o quadro se manteve. O jogo estava completamente administrado pelo São Paulo. Mas uma bobeada da zaga – principalmente Bruno Alves – o Vasco aproveitou um contra-ataque e empatou a partida.
Aí entrou a mão do técnico. Diego Aguirre precisava que o time fosse mais à frente, e com qualidade. Tirou Militão e colocou Bruno Peres. Depois trocou dois nomes decisivos no time, mas que se arrastavam em campo: Nenê e Diego Souza, colocando Gonçalo Carneiro e Trelles.
Como sempre, fiquei intrigado com as substituições, mas deu certo. Trellez dá um belo lançamento para Everton, que brilhantemente ganha do zagueiro, e devolve o presente na cabeça do colombiano.
E aí, com 2 a 1, o que se viu em campo foram os jogadores se atirando em frente à bola, evitando que o Vasco pudesse chutar para o gol, e com direito, ainda, de perdermos um gol com Trellez, num grande contra-ataque puxado por Rojas. Mas veio a vitória e a liderança.
Aguirre mais uma vez foi sincero e mereceu nota 10 na entrevista. Disse que o time tem que ter os pés no chão. Reconheceu que o Vasco foi melhor em momentos da partida, mas justificou o excesso de jogos difíceis – Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro – como responsável por essa condição. Por isso deu dois dias de folga a todo o elenco, disse que não devem pensar em futebol, para quarta-feira todos voltarem revigorados para a nova sequência. Não quer falar em título. Esse é Aguirre, um técnico cujo trabalho eu conhecia muito pouco, mas colocava em dúvida sua competência, e hoje me declaro um grande fã deste uruguaio. Realmente, o casamento São Paulo – Uruguai sempre dá certo.
Ah!, e para encerrar: #SegueoLíder