A estreia exige vitória no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo estreia no Campeonato Brasileiro neste domingo, no Morumbi, contra o Botafogo. E o mínimo que esperamos é uma vitória para que o time dê mostras do que vai fazer nesse Brasileiro.

Motivos para essa exigência não faltam: o jogo é no Morumbi, contra um time que é um grande carioca mas que, tradicionalmente, não se impõe em nosso estádio, o elenco está completo, os jogadores estão descansados, treinados,  com condicionamento físico no ponto certo  e o time que será colocado em campo é o melhor na concepção do técnico. Portanto, se com todos esses pontos, não conseguir uma vitória, já passo a entender que não brigaremos pelo título, ainda que essa seja apenas a primeira partida de uma série de 38.

Muricy deverá colocar Boschilia desde o início do jogo. Ele vem treinando muito bem. Não ficou claro quem vai sair. Tudo indica que seja Osvaldo, mas o site oficial traz uma escalação colocando a dúvida entre Boschilia e Alexandre Pato. Entendo que talentos, como Pato e Ganso, devem ser titulares sempre. Se não renderem, cabe ao técnico fazer com que isso aconteça.

Mas vamos lá. O jogo é hoje e o Morumbi é a nossa casa. Acredito em bom resultado.

Então, à vitória, Tricolor!

A difícil arte de lidar com a democracia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aqueles que me conhecem pessoal ou profissionalmente sabem da minha defesa intransigente pela democracia e minha ojeriza pela ditadura.  Recentemente, em 31 de março, lembramos os 50 anos do golpe militar que fez o Brasil regredir alguns séculos durante duas décadas.

O São Paulo viveu, nos últimos oito anos, algo semelhante, guardadas as devidas proporções. Juvenal Juvêncio presidiu o clube com mãos de ditador, arrasando com a oposição e praticamente criando um partido único no clube. Tentou até quando pode evitar que assinaturas fossem dadas à chapa de oposição para que Carlos Miguel Aidar fosse candidato único no pleito realizado dia 05 de abril. Mudou o estatuto, num verdadeiro golpe, para se perpetuar no poder. Mas ele passou e agora são novos ares que respiramos.

Novos ares? Não. Carlos Miguel Aidar, seu sucessor, já anunciou que pretende mudar o estatuto para conseguir aprovar as obras de cobertura do Morumbi e construção de estacionamento no clube. É a mão do ditador. Realmente é mais fácil meter a caneta no papel e fazer valer a autoridade presidencial do que negociar um novo projeto com a oposição.

Sei, por fontes seguras, que muitos conselheiros da situação também não concordam com o local definido para a construção dos estacionamentos. Se há quase unanimidade para a cobertura do estádio, o grau é inversamente proporcional para os estacionamentos.

Mas me preocupa muito essa posição de Carlos Miguel Aidar. A democracia é a arte de negociar, de ceder aqui para ganhar ali. É a arte de atender o que é melhor para a maioria, não aquilo que gera apenas a satisfação pessoal. Parece que o espírito de Juvenal Juvêncio vai, mesmo, permanecer nas paredes da sala da presidência do São Paulo.

Quanto à oposição, entendi o ato de não entrar para não dar quorum e não aprovar as obras como uma boa manobra. Só não posso aceitar a renúncia de Kalil Rocha Abdalla. Isso só manchou um trabalho que foi feito e que fez ressurgir a oposição no cenário político são-paulino.

O “Wednesday day” do Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a quarta-feira promete muito pelos lados do Morumbi. Teremos a eleição da nova mesa diretora do Conselho Deliberativo, do presidente da diretoria e da cobertura do Morumbi.

Começo pelo Conselho Deliberativo. Por acordo firmado lá atrás, para retirada de candidatura, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, será eleito presidente do Conselho, substituindo o atual José Carlos Ferreira Alves. Por mais que não nutra tanta simpatia por Leco, tenho real esperança que seu mandato à frente do nosso Conselho será bem melhor do que o exercido pelo atual presidente. José Carlos Ferreira Alves foi, digamos, um político exercendo a presidência. De fato nada fez que quisesse, mas sim foi um mero cumpridor de ordens de Juvenal Juvêncio, que mandou e desmandou no Conselho nos últimos anos. Se isso foi bom para a diretoria, muitas vezes pode ter sido nocivo para o clube e, consequentemente, para os sócios.

Já para a diretoria, não resta dúvida que Carlos Miguel Aidar será eleito. O mínimo que espero é que ele dirija o São Paulo com soberania, fazendo que nosso clube retorne ao patamar mais alto da história, de onde nunca deveria ter saído. Que não haja nenhum novo rasgo em nosso estatuto e que as regras sejam fielmente cumpridas. Suas promessas de campanha, resumidas na entrevista que publicamos no Tricolornaweb, ficarão arquivadas e serão cobradas nos próximos anos.

Mas a situação ficará tensa na votação da cobertura do estádio do Morumbi. A oposição já deu como certa a derrota para a presidência, então vai esvaziar o plenário para não dar quorum e, consequentemente, não permitir a votação do projeto.

Na minha opinião o projeto de cobertura do Morumbi, com a construção da Arena de shows, não carece de nenhum retoque. Está perfeito. Mas sou absolutamente contra o projeto de estacionamentos, que vai acabar com a alameda arborizada do clube e destruir o cenário que passa total tranquilidade aos sócios. Também não concordo com o projeto de estacionamentos apresentado pela oposição, pois destruiria o campo de futebol social.

Então entendo que a melhor coisa a se fazer é haver um entendimento entre as partes, que o Morumbi tenha sua cobertura aprovada com urgência mas que encontrem uma maneira melhor de construir os estacionamentos sem destruir o que é direito dos sócios.

A noite valeu pelas ‘estréias’ de Pato e do esquema

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o CSA no Morumbi e segue em frente na Copa do Brasil. Até aí nenhuma novidade. Mas gostei muito de ver Alexandre Pato jogando, com vontade, correndo muito, dando combate, chegando na área e marcando gol. Também gostei do esquema montado por Muricy para esse quarteto ofensivo e muito técnico.

E não me venham falar que  não podemos fazer análise por ter sido uma vitória contra o “forte” CSA. Se o time ganhasse por 1 a 0 seria criticado por ter tido dificuldade. Como cumpriu com sua obrigação, o desdém vem do tipo “mas foi o forte CSA”. Então vou analisar sobre o que vi, já que o resultado era, no mínimo, o esperado.

Muricy vai ter que dar atenção especial à marcação, pois com Ganso, Pato e Luis Fabiano jogando juntos, o sistema de defesa fica vulnerável. É verdade que Osvaldo voltou bastante para recompor essa marcação, mas com Maicon como segundo volante, Souza ficará sobrecarregado e a defesa vai ser molestada. Aliás,o próprio CSA chegou, ao menos, duas vezes com perigo na área tricolor.

Porém sou daqueles que prefere o futebol arte, para a frente, e não admitiria ver um volante brucutu marcando no meio em detrimento do futebol de um destes três que citei. Então que os menos favorecidos tecnicamente se acertem e desdobrem na marcação, para deixar a classe de Pato, Ganso e Luis Fabiano fluir.

São mais dez dias para o time aprimorar esse esquema até a estreia contra o Botafogo. Se  trio entrenar – não digo quarteto porque falta definir se será Osvaldo ou Pabon o titular por ali -, arrisco a dizer que o São Paulo entra como forte favorito à disputa do título do Brasileiro.

Um novo São Paulo pode estar nascendo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo pode estar ressurgindo a partir de agora. Não que o passado tenha que ser esquecido, até porque nosso hino mesmo diz que “as tuas glórias vem do passado”, mas digo que estamos saindo de um período obscuro, com poder centralizador e autoritário para outro mais aberto e transparente. Disse a vários diretores e conselheiros, ligados à situação, que Juvenal Juvêncio poderia ter saído como o melhor presidente da história do São Paulo, não tivesse rasgado nosso estatuto. Mas, até por isso, está saindo como um dos piores.

O pleito deste sábado, que elegeu 80 novos conselheiros para comporem o Conselho Deliberativo do São Paulo foi um dos mais entusiasmados, limpos e democráticos que vi em toda a minha vida de clube. Pensei que teríamos uma baixaria total, tamanhas ofensas que foram dirigidas, de parte a parte, durante todo o processo eleitoral e tendo como presidente um homem que nunca aceitou o “não”, nem o “talvez”, mas apenas e tão somente o “amém”. Mas todos botaram na cabeça que ali se disputava uma eleição, mas que todos eram sócios do mesmo clube e torciam pelo mesmo time.

Caberá ao Conselho eleger, no próximo dia 16, o novo presidente. Tudo caminha para a eleição de Carlos Miguel Aidar, afinal, ele tem, pelas contas que todos fazem, cinco votos de vantagem entre os conselheiros vitalícios, e 18 de vantagem entre os eleitos. Ou seja: ganharia a eleição com 23 votos de diferença. Certo? Errado.

Vou explicar:

– Há cerca de três meses o candidato Carlos Miguel Aidar começou a manifestar nos bastidores da política uma certa preocupação: o crescimento político do grupo de Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, diretor do Departamento de Esportes Amadores. Dedé, como é conhecido, teria controle sobre quatro conselheiros vitalícios e mais ele próprio, ou seja, cinco votos. Pretendia eleger, entre os candidatos indicados por sua corrente, de oito a dez conselheiros. Elegeu 15.

É verdade que Antonio Donizete Gonçalves não tem o controle dos 15 eleitos, pois destes, ao menos cinco são, também, muito ligados politicamente a Juvenal Juvêncio. Mas se ele tiver o poder de controlar de dez a 12 votos, pode colocar Carlos Miguel Aidar contra a parede e fazer várias exigências, se tornando um dos homens mais poderosos dentro do clube, quiçá do futebol profissional.  Se isso acontecer, é aquele tal negócio: ou Aidar cede, ou Dedé bandeia para a oposição com seus conselheiros e o voto será dirigido a Kalil Rocha Abdalla, deixando o resultado final imprevisível.

É lógico que todos vão negar o que estou escrevendo. Nem Carlos Miguel Aidar, nem Antonio Donizete Gonçalves vão assumir publicamente essa questão. Mas ela está posta e existe nos corredores do Morumbi.

Portanto, emoções fortes ainda virão na eleição para a presidência do São Paulo. Mas ganhe quem ganhar, é fato que um novo clube está surgindo, respirando ares mais claros e leves.

Sábado tem eleição. Pouca coisa pode mudar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sábado os sócios do clube irão eleger 80 conselheiros que, por sua vez, se juntarão aos vitalícios para elegerem, dia 16, o novo presidente. Infelizmente não tenho esperança de grandes mudanças no comando do clube.

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que o sócio do São Paulo não pode ser responsabilizado pelo eventual continuísmo. Ao sócio cabe muito pouco, pois a gestão ditatorial e monárquica de Juvenal Juvêncio, com diversas nomeações de conselheiros vitalícios nesse período, o deixou com domínio total no Conselho.

Mas, ainda que haja uma grande surpresa na eleição de sábado, coisa que não acredito que aconteça, e a oposição consiga eleger uma grande maioria de conselheiros, e criar chance de vitória no dia 16 de abril, elegendo Kalil Rocha Abdalla para a presidência do clube, acho que pouca coisa mudará.

Vencendo Carlos Miguel Aidar, os homens que comandam o clube e, consequentemente o futebol, continuarão dando as cartas. Entenda-se aí a mão de Juvenal Juvêncio. Vencendo Kalil Rocha Abdalla, entendo que ele não possui a personalidade necessária para comandar o São Paulo. Ou seja, no português bem claro: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

No entanto, o que mais está me assustando é o nível desta campanha, com ofensas profundas dos dois lados e jogadas políticas dignas do que vemos por aí nas eleições de deputados.

Apenas um exemplo que dou aqui: Antonio Donizete, o Dedé, diretor de Esportes Amadores, ganhou tanta força, mas tanta força, que está assombrando o próprio candidato Carlos Miguel Aidar. Recentemente dentro do clube, ao ser questionado por um postulante ao Conselho a razão de ter sido preterido em sua chapa, foi agredido com três socos na cara.

Outras discussões ríspidas tem acontecido nas piscinas, na Ginástica, no Futebol Social, enfim, o clima está deteriorado, pois tomou vulto muito maior do que deveria. E aqui há um único culpado: Juvenal Juvêncio, que rasgou o estatuto, mudou tudo para se perpetuar no poder, esmagou a oposição e gerou essa intolerância.

Eu espero, sinceramente, que os sócios consigam enxergar os melhores candidatos para votar, que percebam alguns que não são são-paulinos e, portanto, não merecem o voto. E que os eleitos honrem a missão soberana de pertencerem ao Conselho Deliberativo do maior do mundo.

O CT que não tem o glamour de Cotia, mas resolve

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não é meu feito abordar aqui, em ossos editoriais, assuntos de outro time, mas hoje não posso ficar quieto. O São Paulo canta em verso e prosa o CT de Cotia, como algo de primeiro mundo. Delegações estrangeiras passeiam por ali, representantes da Fifa e outros quetais. São só elogios. Conheço o complexo e não nego sua suntuosidade. Dizem, até, que será o grande e maior legado deixado por Juvenal Juvêncio nestes oito anos na presidência do São Paulo.

Mas o que, na prática, o CT de Cotia trouxe de benefício para o Tricolor? Lucas? utilizado durante um ano e vendido por uma fábula financeira, é fato, mas que poderia ter dado muito mais lucro futebolístico ao time, tivesse ficado mais algum tempo? Breno? aquele que ficou preso na Alemanha por ter colocado fogo em sua casa e receber o dinheiro do seguro?

Que me lembro, foram estes. Ou querem contar Henrique, Sergio Motta, Mazzola, Henrique Miranda, Alfredo, Luis Eduardo, Lucão, Alan… Ah! Tem o Oscar. Mas este nós perdemos porque o técnico, curiosamente o Muricy Ramalho, não acreditou nele.

Enquanto isso, lá pelos lados da praia, nível do mar, tempo bom, tem um CT do qual ninguém fala nada, e produz. Teve o Neymar, o Ganso – aquele que nós compramos uma parte por 23 milhões de reais -, e não resolve nada. Mas tem, também, o Gabigol, o Giovanio  e o Stephano Yuri, aquele que entrou no jogo contra o fortíssimo e indevassável Penap0lense e decidiu a partida para o Santos com um chutaço.  Foi o terceiro gol contra um time que passou 90 minutos sem sofrer gols no Morumbi, e ainda nos pênaltis só permitiu que convertêssemos quatro. Ah, sem contar que o primeiro gol foi do Cícero, aquele mesmo que mandamos embora porque aqui não servia para nada.

É, o CT do Santos, que ninguém nem sabia que existia, resolve. Lá tem trabalho e eficiência. Não tem Josés, Antonios, Geraldos, Ernestos, Silvas, Anicletos ou outros que os valham, nem domínio pleno de alguém que se julga dono de todo o clube.

 

Parabéns, Santos, pelo trabalho sério e profissional que realiza na equipe de base. Quiça, um dia, o São Paulo possa ter algo semelhante em seu CT, aquele de Cotia, de muito glamour, folclore e festa.

A eliminação que ficará na história

Amigo são-paulino,leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi eliminado, em pleno Morumbi, para o Penapolense, no Campeonato Paulista. É.Não foi para um time grande, não. Com todo o respeito que o Penapolense me mereça, quem é o Penapolense?

O time entrou em campo como franco favorito, enfrentando, é fato, uma enorme retranca pela frente, mas é muita incompetência jogar contra o Penapolense e não conseguir, sequer, criar uma oportunidade de gol. E ser eliminado nos pênaltis, apenas para dar uma pincelada a mais nesta incompetência.

E não me venham os “amarelinhos” do clube falar que alguém torce contra o time, porque quem o fizer não merece estar na torcida tricolor, quanto mais numa diretoria. Mas esta eliminação vem coroar a péssima administração Juvenal Juvêncio nos últimos três anos, onde só andamos para trás. Brigamos para não sermos rebaixados no Brasileiro e agora somos eliminados dentro do Morumbi para o Penapolense.

Não sou daqueles que defendem que se mande técnico e alguns jogadores embora. Até entendo que o trabalho de Murcy deverá dar êxito a partir de agora. É inegável que o time vinha crescendo de produção e este tropeço poderá ser útil para a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro que, convenhamos, são muito mais importantes que o Paulistinha. Mas não podia ter sido eliminado pelo Penapolense no Morumbi.

Enfim, o Paulista acabou para nós. Estamos há nove anos sem ganhar o título regional. Agora voltamos nossas atenções para o jogo da próxima semana, contra o CSA pela Copa do Brasil e esperamos o início do Brasileiro.

Só que não podia dar esse vexame e ser eliminado do Paulista pelo Penapolense, no Morumbi.

Vitória foi boa para ver o elenco

Amigo são-paulino, leitor do  Tricolornaweb, o time B do São Paulo venceu o time B do Botafogo neste domingo, em Ribeirão Preto, por 2 a 0. O jogo foi bom para vermos do que o elenco é capaz.

Confesso que fiquei abismado com festival de ruindade no primeiro tempo, de lado a lado. Mas no final das contas pudemos tirar algumas conclusões: não podemos imaginar qualquer um dos 11 que entraram em campo com titulares do time, mas são bons reservas. Explico.

Paulo Miranda não cometeu nenhuma barbaridade; Reinaldo até fez algumas coisas úteis; Ademilson fez uma grande partida; Lucas Evangelista também se houve bem; Ewandro é uma bela promessa. Os demais são temerários, como Luis Ricardo, Edson Silva e Lucas Silva. Mas servem para compor elenco, até porque dificilmente jogarão.

Se o primeiro tempo foi deprimente, no segundo houve alguma coisa útil. O domínio do São Paulo foi absoluto e não corremos qualquer risco de sofrer algum gol. Ainda perdemos alguns que, se convertidos, poderia ter transformado essa vitória em goleada.

Então ficamos assim: o time titular parece estar bem definido e agora é torcer nessa reta final do Paulista, quando o campeonato realmente pega para valer.

A derrota para o Ituano e as novas camisas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu para o Ituano neste domingo, no Morumbi, num resultado amplamente comemorado pela torcida são-paulina, afinal isso eliminou o Corinthians do Campeonato Paulista. Desculpem, mas não faço parte deste coro.

É certo que, mesmo em caso de vitória do São Paulo, o time da Marginal continuaria precisando de resultado dos outros, pois empatou em Penápolis e continuaria atrás do Ituano e, quem sabe, do Audax. Portanto a situação ainda seria difícil. Mas que o time foi apático, isso foi. E não gosto deste tipo de coisa.

O único que mostrou um pouco de apego foi Osvaldo, que tentou seus dribles, chutou para o gol, voltou na marcação, fazendo boa partida. O resto “não estava nem aí com a hora do Brasil”, como dizia meu avô.

Portanto nem há muito o que comentar em relação ao jogo, pois é daqueles em que temos que guardar no arquivo morto, sem ocupar espaço no HD.

Prefiro abordar nosso novo uniforme. E tive duas visões. O primeiro, o principal, descaracterizou por completo a camisa do São Paulo. Olhando de frente, é maravilhosa. Mas olhado por trás, é a camisa do Santos, pois as faixas que já eram curtas no uniforme passado, agora desapareceram por completo. Para mim, então, é um uniforme completamente fora do nosso padrão.

Já o segundo uniforme, esse sim valeu à pena. Depois de muito tempo alguém faz uma camisa com as listras vivas, se colocar partes pretas nas mangas ou nas costas, enfim, foi a digna camisa tricolor. Portanto dou 10 para o segundo uniforme, mas dou zero para o primeiro. Mas também querer esperar alguma coisa útil da Penalty, sem ter críticas a fazer, já é uma utopia.