Enfim, o São Paulo volta a campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi uma longa espera. Depois de 45 dias, período em que se realizou a Copa do Mundo, o Tricolor estará em campo novamente. E ao contrário de alguns críticos, que se mostram céticos em relação ao futebol brasileiro e que haverá uma depressão por assistirmos jogos do campeonato nacional após as partidas – algumas épicas – da Copa do Mundo, minha vontade de ver o São Paulo jogando é tanta que nem me lembro mais da Copa.

É verdade que não veremos o time completo. Luis Fabiano, Rafael Tolói e Kaka estão fora. Aliás, Kaká só deverá estrear no primeiro final de semana de agosto, contra o Criciuma.

Muricy barrou Alexandre Pato. A menos que Ademilson não possa jogar, por causa de uma amigdalite que o tirou do treino de ontem, Pato ficará no banco. E não condeno o técnico do São Paulo por isso. Ainda que eu deposite fé que Pato vai virar a mesa e se dar bem no Tricolor, é fato que ele não é participativo e se desliga nos jogos.

Outra coisa que me assusta, e não pouparei críticas ao nosso técnico se isso se tornar realidade, é a possibilidade de Ganso ir para o banco para a entrada de Kaka. Não vou aceitar a ideia de que os dois não podem jogar juntos, como foi feito com Ganso e Jadson. Porque, se Paulo Miranda e Edson Silva, por exemplo, podem jogar juntos, por que não Kaka e Ganso? Mas isso é coisa lá para a frente.

Espero uma boa apresentação nesta noite, na Arena Fonte Nova. O Bahia não está bem no campeonato, nós estamos em quarto lugar, mas empatados em pontos com os segundo e terceiro lugares, a três pontos de distância do líder. Levando-se em conta que na primeira fase do Brasileiro nós jogamos contra os times mais fortes (já enfrentamos os cariocas, os mineiros, os clássicos e um gaúcho), podemos imaginar que a liderança é algo muito próximo. Para ser palpável, precisamos de um bom resultado nessa noite. E eu estou confiante.

Então, à vitória, Tricolor!

 

Despedida melancólica de uma Seleção medíocre

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Seleção Brasileira despediu-se da Copa do Mundo sofrendo outra goleada: 3 a 0 para a Holanda. Foi melancólica a despedida, digna de uma Seleção medíocre e patética.

Felipão, ultrapassado e absolutamente perdido no banco, escalou um time recheado de volantes para bloquear o meio de campo. Bastou um gol aos 3 minutos de jogo para tudo ruir. E não houve poder de reação.

Mas entrar com Fred e Hulk faria diferença? Não. A Seleção é muito ruim e não tem jogadores para mudar um resultado, além de ter um técnico completamente arcaico. Aliás, comissão técnica dinossáurica, pois juntado Felipão com Parreira, dá um mausoléu.

O pior é que o Zé das Medalhas, digo, José Maria Marin, vai pensar uma semana o que vai fazer. E o futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Dero, já disse que por ele, Felipão seria mantido. Triste futebol brasileiro. Cada vez mais se encaminhando para o fundo do poço.

O que interessa, no entanto, é que quarta-feira tem São Paulo em campo. E aí tudo começa a voltar ao normal.

O vexame da Seleção que um dia foi a Canarinho querida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou pasmo até agora com o vexame aprontado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Tomar de 7 a 1 numa semifinal, aliás, fosse em qualquer circunstância, é vergonhoso.

Lembro-me daquele 7 a 1 que tomamos do Vasco, em 2001, ou dos 7 a 2 que tomamos da Portuguesa, em 98. Passei meses com vergonha de lembrar do episódio. Só voltei aos campos por ser um grande e imenso apaixonado pelo São Paulo. Mas foi uma vergonha para nós e demorou muito para curar a marca.

O vexame da Seleção Brasileira foi internacional. O mundo parou para assistir um dos maiores clássicos da Terra e viu uma Alemanha triturando o Brasil, precisando de apenas oito minutos para liquidar a partida. E não foi mais porque Davi Luis deu uma entrada dura em Muller como espécie de aviso: “acabou, não dá mais, manera aí”.

Sempre falei que essa Seleção é uma das piores da história recebe do futebol brasileiro. E quanto digo história recente me refiro às que efetivamente vi jogar, de 1970 para cá. Mesmo a de 1990 não era tão ruim. O péssimo era o técnico, fatídico Sebastião Lazzaroni. Esta era Neymar e mais 10. Só não sabia que estes dez e mais um eram tão horríveis.

O técnico Luis Felipe Scolari, totalmente ultrapassado, pensou que conversa e grupo fechado, aliado à Copa ser no Brasil, ganharia o título. Por isso não treinou. E a Seleção pagou em campo com falta de esquema tático e conjunto. Ganhou aos trancos e barrancos de quem era mais fraco e tomou uma humilhante goleada de quem era reconhecidamente mais forte.

Dizem os críticos que lições ficarão para o futebol brasileiro. Concordo em parte. Pensaremos muito em termos de clubes do que fazer para o futebol não sucumbir ao lodo neste período de depressão pós Copa. Mas em termos de CBF nada vai mudar. O escroto José Maria Marin deixará a presidência,  e entrará Marco Polo del Nero, outro escroto que vai continuar afundando o futebol brasileiro.

Triste sina para uma Seleção Brasileira, que um dia foi a Seleção Canarinho que o povo tanto cantava e amava.

Aqui é Brasil, Colômbia! Venha Alemanha! Mas sem Neymar?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Brasil fez, certamente, o melhor primeiro tempo de todos seus jogos nesta Copa até agora. Diria, inclusive, que foi a melhor partida, apesar do gol colombiano no final do jogo e um pouco de pressão que sofremos. Mas Júlio Cesar não fez uma única defesa, o que mostra que o time esteve bem equilibrado.

Foi fundamental a mudança tática feita por Felipão. Ele tirou Oscar da ponta, fazendo dele um armador do time e permitiu que Hulk jogasse mais centralizado, ao lado de Fred. Neymar tinha liberdade para flutuar no campo.

Mas nosso diferencial foi mesmo a zaga. Tão criticada por chorar demais – como se isso fosse algum crime ou sinal de fraqueza – Thiago Silva e Davi Luis foram gigantes. Marcaram os gols e dominaram o ataque colombiano. Fizeram uma partida digna de Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Temo muito pela Alemanha, que vem por aí. E temo mais porque não teremos Neymar. Num lance infeliz, de violência do colombiano, mas certamente de puro azar, pois acho que foi mais um acidente de trabalho, Neymar fraturou a vértebra e está fora da Copa.

Tenho dito repetidamente que a Seleção Brasileira é Neymar e mais dez. Nesta sexta-feira a zaga resolveu o problema. Mas Thiago Silva está fora do jogo contra a Alemanha e eu não sei o que Felipão fará para armar o time, principalmente com a ausência de Neymar.

Fica a torcida, mas temo que estas duas baixas possam nos tirar do caminho do título.

Jogo chato com transmissão ruim

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que jogo chato esse amistoso entre São Paulo e Orlando City. Me sinto até com dificuldade de fazer algum comentário, assim como tive para dar as notas, porque a transmissão da TV foi uma das piores que já vi. Câmeras altas, muito distantes, ou imagens por trás do gol. Não havia a mínima estrutura para este tipo de amistoso naquele estádio.

Mas no que vi, percebi que o time evoluiu muito pouco nesse período de inter-temporada. Alan Kardec muito desentrosado – e não poderia ser diferente -, Osvaldo tentando as jogadas de sempre, de forma infrutífera e Souza sobrecarregado na frente da área.

A defesa não conseguiu bater cabeça, pois o time do Orlando é risível. Coitado do Kaká nesse time ano que vem. Vai carregar, não só o piano, mas a orquestra inteira nas costas.

A única coisa positiva que encontrei foi a invenção de Muricy pelo lado esquerdo. Ao colocar Lucas Evangelista no setor deu mais qualidade e força por aquele setor. É bem verdade que foi apenas um teste, pois quando o Brasileiro voltar, Álvaro Pereyra já estará reintegrado ao elenco e é titular absoluto da posição.

Vou torcer para que o entrosamento apareça nestes 25 dias que faltam para o Brasileiro voltar, provavelmente com Kaká integrado ao elenco. Levo fé nesse segundo semestre.

No empate com o México, a real Seleção Brasileira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate entre Brasil e México mostrou bem o atual estágio da nossa Seleção. Não quero dizer com isso que não tem chance de conquistar o hexa. Tem, sim. Afinal, a Copa é no Brasil e contamos com o apoio fundamental da torcida. O Hino Nacional cantado até o fim, a corrente de pensamentos, enfim, são todos ingredientes que me levam a acreditar no título. Mas a Seleção é muito fraca.

Neste jogo contra o México vi dois laterais decadentes – Daniel Alves e Marcelo -, um meia que não liga o meio com o ataque, no caso Oscar, e um centro-avante que mais parece um cone.

O absurdo desta Seleção está na reação que tive em dois momentos nesta terça-feira: senti falta do Hulk (incrível) e vibrei com a entrada do Jô no lugar do Fred. É o sinal dos tempos. Pensar que há duas décadas nós montávamos cinco Seleções em condição de conquistar a Copa. Hoje não temos uma.

Felipão errou, sim, em não convocar Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Robinho. A Seleção que está aí não tem qualquer experiência em Copa.  Mas agora não adianta chorar o leite derramado.

Não tenho dúvida que vamos passar por Camarões. Mas a parda na frente será indigesta. Tudo indica que a Espanha estará em nosso caminho logo nas oitavas-de-final. Aí, já não aposto mais nada.

 

Paulo Pontes

O Brasil ganhou, mas com grande ajuda do árbitro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há dúvida que na Copa do Mundo, como, aliás, em qualquer torneio, o que interessa é a vitória. Sendo assim, o Brasil cumpriu seu papel e venceu a Croácia na abertura da Copa do Mundo. Mas o árbitro foi decisivo para o resultado de 3 a 1, que não espelha o que foi o jogo.

Em nenhum momento a Seleção nacional encontrou seu futebol. Com Oscar aberto na direita, Hulk na esquerda e Neymar flutuando pela intermediária adversária, o time levava pouco perigo ao gol croata. Em compensação a Croácia tinha contra-ataques fortes. E foi num nestes que marcou seu gol.

O apoio da torcida foi fundamental para que o time não assimilasse o golpe e conseguisse a reação. Oscar, Neymar e Hulk começaram a trocar de posição, o que foi embaralhando a marcação adversária. Mesmo assim precisou uma jogada individual de Neymar para que o gol de empate saísse.

No segundo tempo o script continuou igual. Jogo difícil, a Seleção Brasileira errando muito e os croatas ameaçando. Foi quando um erro absurdo da arbitragem, marcando pênalti inexistente em Fred, decidiu a sorte do jogo. Não só porque Neymar converteu em gol, mas porque deixou os croatas irritados, descontrolados.

Mesmo assim ainda tiveram chance de gol. Júlio Cesar fez grande defesa. E em mais um erro de arbitragem, não marcando falta de Ramires, a bola se ofereceu para Oscar, que ao lado de Neymar foi o melhor em campo, e marcou o terceiro gol.

O time terá que melhorar muito, pois não vai encontrar árbitros como esse japonês ao longo da Copa.

Tricolornaweb é Brasil na Copa, sem deixar o São Paulo de lado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, repetindo o que já fizemos em 2006 e 2010, estamos abrindo nossas páginas para a cobertura da Copa do Mundo do Brasil, dando atenção especial à Seleção Brasileira.

Numa época onde o noticiário do nosso São Paulo é escasso, pois os jogadores estão em férias, e o assunto esportivo do universo é a Copa do Mundo, se torna difícil ficar impassivo e passar ao largo deste evento.

Por isso criamos o link Copa do Mundo há alguns dias, onde o leitor tem acesso a todos os grupos do Mundial, com uma página separada para o Brasil.

Abriremos, na Home, espaço para Opinião de São-paulino, antes e depois dos jogos da Seleção Brasileira, assim como traremos as notas de jogadores e o Sobe e Desce, como fazemos nos jogos do São Paulo.

Isso, no entanto, não quer dizer que vamos abandonar o São Paulo nesse período. Continuaremos acompanhando os treinamentos, que serão retomados na próxima segunda-feira, os amistosos, apesar que até agora temos apenas um agendado em Orlando, nos Estados Unidos, e as negociações para contratações de reforços para o time.

Portanto o Tricolornaweb entra, agora, de cabeça na cobertura da Copa do Mundo, mas mantém como prioridade as informações do São Paulo FC, nossa razão de existir.

Então, o Tricolornaweb, que é o site que está com o São Paulo, é, também, o site que está com o Brasil.

Vitória no sufoco, mas muito importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma vitória suada aos 45 minutos do segundo tempo, sobre o Atlético Mineiro, com falha gritante do goleiro atleticano. Mas foi de suma importância na nossa caminhada no Brasileiro.

O primeiro tempo do São Paulo foi muito bom. Com toque de bola envolvente, jogadas rápidas, marcou o primeiro gol aos 10 minutos, em jogada da dupla Osvaldo e Luis Fabiano, os dois melhores do time nesta noite de sábado, e continuou dominando a partida. O Atlético estava sufocado em seu campo. O problema é que as oportunidades surgiam e eram desperdiçadas, principalmente pela total falta de vontade de Pato e erros em arremates de fora da área.

No segundo tempo o time caiu muito de produção. Maicon foi substituído, com dores na coxa, e Denilson não deu a mesma qualidade de saída de jogo que seu antecessor. O Atlético passou a atacar muito em cima de Reinaldo e pressionar. Mesmo assim o jogo estava administrado.

Muricy preparava outra substituição. Iria colocar Paulo Miranda, só não sei no lugar de quem. Então saiu o gol do Atlético. Muricy desfez a substituição e deixou o jogo seguir.

Pato continuava ausente e acabou substituído por Pabon. Ele saiu de campo sob grande vaia. Aliás, a torcida vaiou Pato com a mesma intensidade que pediu Lugano, quando o Tricolor tomou o gol de empate.

Quando parecia que não haveria mais jeito, o goleiro adversário colaborou e tomou um frango danado, em cobrança de falta de Pabon.

A vitória nos colocou no G4. Poderemos até sair no final de semana. Mas estaremos, no máximo, a três pontos do líder e no bolo de cima. E cabe lembrar que enfrentamos uma sequência difícil de jogos. Foram os dois mineiros, os três cariocas, um gaúcho e um clássico. De times considerados mais fracos foram só os dois paranaenses. E estamos na parte da frente da tabela.

Levando-se em conta que quando o Brasileiro voltar teremos os catarinenses e baianos, além do Sport, vamos convir que podemos nos considerar vivos na disputa do título.

 

O empate acabou sendo um bom resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conquistou um empate contra o Atlético Paranaense, em Uberlândia e deve ser comemorado. Se este jogo “fora” teria mais casa de nosso mando, afinal a maior torcida era são-paulina, as circunstâncias da partida nos levam a crer que saímos com um bom resultado.

O time foi horrível no primeiro tempo. Ganso muito marcado, Pato escondido e fora de sintonia, os laterais sem qualquer produção ofensiva e ainda complicando a defesa e um meio de campo que não conseguia prender a bola. Isso só poderia resultar em domínio do Atlético e a vitória parcial dos paranaenses, absolutamente justa.

É duro admitir, mas senti falta de Maicon. Com ele, no mínimo, temos posse de bola e boa transição defesa – ataque. Se ele peca em passes em profundidade e na marcação, ganha no quesito que faz o São Paulo ficar mais tempo com a bola e, consequentemente, correr menos riscos.

A mudança que Muricy fez para o segundo tempo surtiu o efeito esperado. O “ausente” Pato deixou o campo para a entrada de Boschilia. O meio de campo foi reforçado e passou a equilibrar as ações. É incrível mas, logo após o empate, em gol de pênalti, ainda houve outra penalidade claríssima em cima de Osvaldo, não marcado pela arbitragem. Poderíamos ter, em poucos minutos, ter virado o jogo.

E é fato que o São Paulo foi melhor a partir do gol de empate. Tanto que tomou o gol aos 45 minutos, em outra falha da defesa, e conseguiu, de novo, empatar a partida, dois minutos depois.

Não foi o resultado dos meus sonhos, mas considerando-se que foi um jogo disputado fora de casa, o empate faz parte das contas que temos que fazer para disputar o título. Por isso continuamos no bloco da frente neste momento do Brasileiro.