É hora de começar a planejar 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Como torcedor sempre otimista que sou, estou fazendo as contas para conquistarmos o título de campeão brasileiro 2016. Sendo um pouco menos otimista, torço para ganharmos oito dos 12 jogos restantes para chegarmos ao G-4. Sendo realista, é hora de começarmos a planejar 2017.

Vamos pensar no jogo de Caixas do Sul, nesta quinta-feira, cujo resultado nos foi negativo mesmo tendo sido positivo. Afinal, ganhamos de 1 a 0, mas precisávamos de dois gols. E, mesmo sabendo disso, o técnico Ricardo Gomes entra com três volantes e só muda o time, tornando-o mais ofensivo no segundo tempo. Aí foi um massacre. Ataque contra defesa. Fizemos em 45 minutos o que deveríamos ter feito em 90. Mas com este técnico, será sempre assim. Quanto mais quando ele vai para a coletiva dizendo que o time está evoluindo e que não foo vexame ser eliminado por um time da série C. E nós somos obrigados a engolir isso.

Começamos, então, a pensar num técnico para 2016, até porque Ricardo Gomes tem contrato até abril, quando haverá eleição no clube. Além do mais, não serve para o São Paulo. Do elenco que temos, não sei nem quem deveria ser mantido para ser titular ano que vem. Talvez Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio, Cueva, Chavez. E acho que paro por aqui. Os demais são, no máximo, para formar elenco.

Se o novo estatuto do clube já estivesse valendo, e se passar uma das propostas que fiz, a de que a eleição do presidente deve ser na primeira quinzena de dezembro, tudo seria muito mais fácil. Mas as tratativas contratuais – inclusive do técnico – se complicam porque será só em abril. Mas, por favor, tragam algum técnico competente, façam o contrato até abril, já prevendo a prorrogação após o pleito. Quanto aos jogadores, não precisa esperar. Acabe o Brasileiro com isso que está aí, mas já deixem encaminhadas as novas contratações, até usando o elenco como moeda de troca.

Não dá para ter esperança em algo positivo ano que vem com Hudson, Thiago Mendes, Wesley, Gilberto, Carlinhos…Não dá.

Então, como temos que ser realistas – repito que pelo meu otimismo chegaremos ao G4 -, a hora de pensar 2017 é agora. Sem mais delongas.

Derrota previsível em Curitiba

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Atlético-Pr na Arena da Baixada. Algo estranho? De maneira alguma. Se com grandes times, que ganharam títulos, sempre fomos lá e perdemos, por que com um time mediano como o que temos hoje não haveríamos de perder.

Quando começa o Campeonato Brasileiro, faço aqueles cálculos malucos de pontos que ganharemos dentro e fora de casa. Podem acreditar que neste jogo na Arena, sempre coloco derrota. Portanto, não foi o resultado deste domingo que irá mudar meu pensamento em relação ao time, que continuo achando muito fraco, apesar das duas boas apresentações que fez contra Figueirense e Cruzeiro.

O São Paulo até estava se comportando bem. Mesmo Denis tendo feito três grandes defesas ao longo da partida, o time conseguiu segurar o ímpeto do Atlético. Não criou grandes chances. Teve uma clara, numa cabeceada de Chavez, que encontrou Weverton muito bem colocado e fez grande defesa. Mas o time estava equilibrado, conseguindo ocupar todos os lugares do campo.

Me causa estranheza, no entanto, a participação de Thiago Mendes. Hoje ele nem errou tanto, mas também não atacou, não marcou, não deu passes. Eu gostaria de entender sua função em campo, pois estou sendo um verdadeiro analfabeto para enxergar isso.  E ele continua titular, enquanto João Schimidt continua na reserva.

Mais uma vez Ricardo Gomes errou na substituição, na minha opinião. Ele podia, sim, colocar Michel Bastos, mas no lugar de Thiago, deixando Wesley, que se não estava repetindo a grande atuação dos últimos dois jogos, ao menos buscava o jogo e fazia alguma coisa.

Como disse acima, Denis fez três grandes defesas. Mas falhou no gol. Alguns disseram que seu escorregão foi infelicidade, que foi ajudado pelo desvio da bola em Michel Bastos no cruzamento. Mas ninguém falha porque quer. Sempre é por infelicidade. Portanto…falhou e foi o responsável direto pela derrota do São Paulo.

O próximo jogo será em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil. Não são as duas vitórias contra Figueirense e Cruzeiro nem a derrota para o Atlético-PR que me farão acreditar ou não na vitória em Caxias do Sul por 2 a 0. Acho que a classificação já era. Mas, como todo bom são-paulino que ama o seu time, tenho fé. Muita fé. Então, vou acreditar até o último minuto.

Mais uma vitória obrigatória e com bom futebol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Cruzeiro, no Morumbi, como era de se esperar, mas teve o ponto positivo de ter, de novo, apresentado um bom futebol. Digo de novo porque já houve uma boa evolução do time na vitória contra o Figueirense e, mesmo contra o Palmeiras, só perdemos por duas falhas individuais.

O primeiro tempo de ontem, especificamente, foi espetacular. O Cruzeiro, ainda que esteja em situação difícil na tabela, tem uma camisa pesada, precisa ser respeitada e tem alguns bons jogadores individuais. Mas o São Paulo não correu risco em nenhum momento, criou chances e parou nas mãos do goleiro e na trave.

Gostei de ver aproximação de jogadores e não o distanciamento que estávamos vendo, com triangulações, ultrapassagens dos laterais. Ao contrário dos técnicos anteriores que utilizaram o 4-3-3 ou o 4-2-3-1, Ricardo Gomes nitidamente montou o time no 4-4-2, onde dois dos três volantes – Wesley e Thiago Mendes – subiam ao ataque pelos lados do campo, auxiliando os laterais. Cueva ganhou liberdade e atuou por todos os lados do campo. No começou mantendo-se mais na esquerda, mas depois passou a flutuar. Repito: não tem a qualidade do Ganso, mas tem grande movimentação, que substitui essa qualidade.

É fato que a bola pouco chegou em Chavez. É que a defesa do Cruzeiro fechou a marcação no nosso centro-avante com dois ou três jogadores. Mas as chances acabaram sendo criadas de outras maneiras, com chutes de fora da área, infiltração de Cueva e até Hudson, que desviou um cruzamento mandando a bola no travessão.

No segundo tempo, como era de se esperar, o Cruzeiro se abriu e veio para a frente, chegando a criar chances e colocar nosso gol em risco. Ricardo Gomes demorou demais para substituir e quando o fez, errou. Era óbvio que Thiago Mendes deveria sair. Mas ele tirou Cueva e colocou Carlinhos. Thaigo Mendes perdeu dois contra-ataques claros, que poderiam resultar em gol e perdeu uma bola – simulou uma falta – que quase nos custa a vitória, depois de Chavez ter perdido um pênalti.

Terminamos a rodada a seis pontos do Z4 e a oito do G4. Cada um que interprete qual a melhor condição. Mas tenho certeza que se trouxermos um empate de Curitiba, já estarei contente.

Vitória importante, necessária e obrigatória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Figueirense neste domingo, no Morumbi, era mais do que obrigatória: era de suma importância para respirarmos e a confiança começar a voltar ao elenco.

E o time se apresentou muito bem. Num primeiro momento contestei muito a escalação proposta por Ricardo Gomes pois, em última análise, estávamos entrando para jogar contra o Figueirense no Morumbi com três volantes, algo inadmissível. Mas a proposta de jogo acabou sendo bastante ofensiva. Hudson ficou mais preso entre os zagueiros, enquanto os laterais Buffarini e Matheus Reis tiveram liberdade para atacar. Wesley, no final das contas, acabou fazendo boa partida e sempre se mostrava presente chegando na área ou abrindo pelos lados do campo.

Mas o diferencial esteve mesmo com Chávez, que vem se mostrando um grande centro-avante, muito oportunista e matador. E Cueva, jogador rápido, agudo, que não tem nema qualidade, nem a capacidade técnica de Ganso, mas que consegue levar o time para a frente e chegar na área adversária.

Teremos outro jogo muito importante na quinta-feira: o Cruzeiro. É um time que começou sua recuperação, ganhou partidas seguidas, mas continua se constituindo em adversário direto na luta que travamos nesse momento. Uma vitória também obrigatória na quinta-feira, mais do que nos aliviar e distanciar do Z-4, inacreditável, mas nos coloca até em condição de voltar a sonhar em brigar pelo G-4.

E tenho certeza que se o time entrar em campo com a disposição que entrou neste domingo, teremos nova alegria na quinta-feira e nos próximos jogos. É o mínimo que esperamos.

A volta de Marco Aurélio trará novo fôlego ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, finalmente uma atitude de bom senso da nossa diretoria, ou, mais especificamente, do presidente Leco. A saída de Gustavo Oliveira foi mais do que tardia. Mas há tempo de recuperação pela contratação de Marco Aurélio Cunha para ser o gerente de futebol do São Paulo.

MAC é unanimidade entre os torcedores. Os jogadores também gostam dele. Sua passagem pelo clube, nessa função, foi amplamente vitoriosa. Desta vez volta com a missão de salvar o time de um hipotético rebaixamento. Digo hipotético porque, em sã consciência, não estou entre os mais céticos que creem nessa possibilidade. Ele é do ramo, entende do que faz e será capaz de fazer tudo o que um tecnocrata não conseguiu fazer.

Entretanto é bom nos atentarmos para alguns detalhes. O novo estatuto do São Paulo está em fase de elaboração. Ele precisa ser modernizado para não ficarmos presos a algumas barreiras arcaicas. E Marco Aurélio Cunha é um exemplo disso. Ele está impedido de assumir qualquer função remunerada no clube por ser conselheiro. Não sei como será a fórmula jurídica que se encontrará para conjugar essas duas situações.

Além do mais, Cunha terá que ter paz e apoio da diretoria para trabalhar. Não basta Leco. Tem que ter apoio de Médicis, Jackobson e dos demais diretores. Os conselheiros precisam entender que o momento é crucial para o time e ele é o único nome, hoje, capaz de reerguer o elenco, acabar com os grupos e levar o São Paulo a dias melhores. Se isso vai acarretar em ganhos políticos para ele ou não para uma futura candidatura à presidência do clube é outro problema. Acho até que seria uma solução, mas não cabe discussão deste tema agora.

O farol foi aceso lá atrás. Em 2013 Muricy Ramalho foi chamado às pressas e chegou para salvar o time. Agora foi a vez de Marco Aurélio Cunha. Ou nossos principais dirigentes começam a trabalhar pelo São Paulo, esquecendo picuinhas políticas, ou a cartilha que nos ensina como ir à série B será relançada, sem ter outro super herói a ser chamado para salvar-nos do inferno.

A derrota no campo, na política, nos bastidores: um São Paulo arrasado!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Palmeiras, algo que nem o torcedor mais fanático e cego admitiria como resultado anormal, e segue, agora, olhando para trás, ao invés de ver o horizonte na frente. A situação do clube está tão fora de controle que no dia do clássico, poucas horas antes, Gustavo Oliveira acerta com Leco sua saída. Não dava para ter feito isso semana passada, após o jogo contra o Coritiba? Não que eu entendesse que ele deveria continuar, mas deixasse, então, para hoje.

Gustavo Oliveira só repetiu o que fez Luiz Cunha, quando, no embalo da Libertadores e próximo a um grande jogo da semifinal, entregou o cargo e gerou nova crise política. E isso não me permite perdoá-lo de maneira alguma. Quanto a Gustavo, só foi mais uma atitude negativa.

No campo, aquilo de sempre: entrou jogando como time pequeno, dirigido por um técnico que pensa pequeno, e buscando uma bola. Encontrou essa bola no começo do segundo tempo. Mas, como todo time pequeno, tomou a virada sem muito esforço do adversário. Sei que no primeiro gol palmeirense Mina estava impedido. Também não entendi (sou ingênuo) a falta marcada por esse larápio Sandro Meira Ricci em Kelvin, no primeiro tempo, quando o São Paulo levava extrema vantagem e tinha chance clara de gol. Pensei que ele fosse expulsar o zagueiro. Mas nem cartão amarelo ele deu.

Mas nem isso explica nossa derrota. O time é fraco, muito fraco, e ainda não contávamos com Cueva – inacreditável, ele é o nosso diferencial – tínhamos um lateral improvisado, pois os dois da posição estavam suspenso e machucado e Rodrigo Caio saiu machucado no primeiro tempo. Carlinhos? Ah, esse é presidente do Reffis. No entanto foi a saída de Rodrigo Caio que colocou tudo a perder, porque Lyanco, que entrou no seu lugar, falhou nos dois gols.

Ricardo Gomes, o técnico medroso, perdendo o jogo, tira o inútil Luiz Araujo para colocar Daniel, e mantem os três volantes. O que aconteceu? Nada. perdemos o jogo.

Nos bastidores, o São Paulo continua sendo prejudicado em todos os jogos. Perdemos aquele glamour, aquela força que tínhamos no subterrâneo do futebol. Não, não quero que roubem para o São Paulo. Só quero que não nos prejudiquem. Juvenal Juvêncio, que, diria, tinha, sim, força nos bastidores. Mas sua briga com Ricardo Teixeira, seus desmandos no comando do clube, com a conivência e consentimento da imensa maioria dos conselheiros, levaram o São Paulo a este estado. Carlos Miguel Aidar, e agora Leco, só pioraram.

E na política? Depois do Conselho Deliberativo ter arquivado o caso Far East, transformou Jack Banafsheha no maior são-paulino de toda a história. Maior que Laudo Natel, Manoel Raimundo Paes de Almeida, Cícero Pompeu de Toledo e tantos outros. Jack, num gesto super heroico, abriu mão de uma comissão de 18 milhões de reais pelo bem do São Paulo. O Conselho entendeu não haver crime porque não houve prejuízo ao clube. Se esquecem – ou querem se fazer de ingênuos – que, politicamente, a tentativa de fraude caracteriza fator para expulsão dos envolvidos. Ao Ministério Público cabe instaurar – o que foi feito – a ação penal para punir criminalmente os envolvidos.

Quem sabe trazendo Marco Aurélio Cunha para o lugar de Gustavo Oliveira possa dar um novo alento à Nação tricolor. Afinal, pelo que me consta, é o único nome hoje que conta com unanimidade de apoio entre torcedores, sócios e jogadores, e com aceitação na maioria dos diretores e conselheiros.

De resto, oremos!

Conselho enterra Far East e leva consigo a imagem do São Paulo FC

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo do São Paulo escreveu mais uma página triste em sua história nesta segunda-feira. Patrocinada pelo presidente da Comissão Disciplinar, José Roberto Opice Blum, corroborado pelo presidente da própria Casa, Marcelo Pupo, foi arquivado o processo que apurava fraudes no contrato da Far East com o São Paulo.
Na sentença final, Opice Blum disse: “Examinei os fatos e atos praticados pela diretoria executiva anterior. Em primeiro lugar, não há qualquer dúvida quanto da real e efetiva e existêcia da empresa Fair East, legalmente constituída e de propriedade do senhor Jack Banafsheha, com reconhecimento de firma na cidade de Los Angeles”.
É bom lembrar que muitos conselheiros suspeitavam de corrupção nesse caso devido ao acerto de uma comissão de R$ 18 milhões com a Fair East pelo fato de a empresa ter intermediado a negociação com a Under Armour, em dezembro de 2014.
Referente a 15% do montante de toda a negociação, o valor não chegou a ser pago porque o contrato não foi aprovado pelos conselheiros tricolores. Para se assegurar e evitar cobranças na Justiça, o departamento jurídico do São Paulo assinou um distrato em abril deste ano.
O presidente do conselho de ética ainda comparou o contrato com a Far East com o acordo fechado com Penalty pela gestão de Juvenal Juvênio, e que também gerou suspeitas.
O acordo havia sido assinado na gestão de Carlos Miguel Aidar, eleito em abril de 2014 e que renunciou em 13 de outubro do ano passado. Pelo que foi assinado, o São Paulo teria de pagar uma comissão de R$ 18 milhões a empresa, cuja sede fica em Hong Kong. O valor era equivalente a 15% de todo o montante que a fornecedora pagará ao clube.
O valor da comissão gerou um atrito no Morumbi. Membros da oposição e alguns conselheiros questionaram a forma como o acordo foi conduzido e acertado. A oposição acusava a namorada do ex-presidente, Cinira Maturana, de ter participado do acordo.
O Tricolornaweb denunciou tudo isso ao seu tempo. E foi peça chave para a renúncia de Carlos Miguel Aidar à presidência.
De lá para cá, no entanto, somente Roberto Natel, vice-presidente, Carlos Sadi, vice-presidente Social e de Esportes Amadores, Rodrigo Gaspar, assessor especial da presidência e Edson Lapolla, que está na área de Marketing, estão insistindo na apuração do caso. Os demais conselheiros se calaram. A própria falada combativa oposição nada fez. Nem na reunião desta segunda, quando a investigação foi sepultada.
E cobro aqui, também, do presidente Leco. Se não foi conivente foi, no mínimo, omisso. Está preocupado com sua reeleição em abril do próximo ano e não é de seu interesse manter a investigação numa coisa tão delicada, que poderia envolver alguns conselheiros em possível escândalo. Tenho escrever possível, pois o Conselho arquivou e o escândalo foi enterrado. Ou colocado no forno para a pizza.
Triste São Paulo. Desce, assim, mais um degrau em sua decência. Tristes conselheiros, que apoiaram ou se calaram ante essa decisão. Mostram que estão a serviço de suas vaidades, não a serviço da instituição.

O São Paulo continua deprimente: dentro e fora de campo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a má fase do São Paulo parece não ter fim. Em campo, um horror. Fora dele, pior ainda.

O empate em 0 a 0 com o Coritiba confirmou o que muitos já vinha clamando: que temos um dos piores times de nossa história. Se olharmos o que estava em campo, veremos que isso é o melhor que temos, pois, se é que podemos considerar uma grande ausência, Rodrigo Caio não jogou. E esse mesmo time que empatou com o Coritiba, perdeu do Juventude na última quarta-feira. Logo, nosso time é medonho.

Faltam organização, esquema tático e qualidade técnica. Talvez eu não possa responsabilizar Ricardo Gomes que, apesar de não ser um técnico do meu agrado, chegou agora e pegou isso aí. Ainda não conseguiu dar a sua cara ao time. Terá agora dez dias até o próximo jogo, contra o Palmeira. Mas ali sim será difícil: além de ser o líder do campeonato, jogaremos na Arena, com torcida única e não teremos Buffarini (suspenso), Rodrigo Caio e Bruno (machucados), Lyanco, Mena e Cueva nas suas Seleções.

Fora de campo tudo vai muito mal, talvez pior ainda do que o time. Parte da torcida, aquela que se rotula como responsável pelas ações a favor do time, mas que não me representa, nem aos torcedores de boa índole, vai fazer uma manifestação e invade o CT, agredindo jogadores. Ou seja, perde a razão de tudo. Pior: sabe-se que a Independente usou a situação como pretexto para responder à decisão de Leco, que de forma absolutamente correta cortou os subsídios dados a este grupo de marginais.

Na política, a situação piora. Leco está pensando apenas em sua reeleição. Terça-feira passada houve uma reunião no Morumbi e quatro grupos políticos, que somam mais de 70 conselheiros, fecharam questão para apoio ao presidente. Mas nas entrelinhas não afastam a possibilidade de apoiar outro nome em 2017, caso algumas coisas não sejam feitas pela atual gestão. Na oposição, algumas lideranças se aproveitaram do momento e correram nas redes sociais bradando gritos de ordem, sem qualquer noção de coerência.

Mas o pior são os conselheiros, que em sua maioria se calam ante o acontecido. Ficam imóveis, amarrados que são pelo presente estatuto, mas também não procuram nada que possa mudar essa situação. E tem mais: alguns ainda acham que tudo vai muito bem e que o que está acontecendo é intriga da oposição.

Pobre São Paulo! E nós, que amamos este clube e nos doamos por ele, assistimos a tudo isso e somos impotentes para fazer valer uma solução.

A série B não está aí, não. Essa situação não cabe à nossa grandeza. Apesar destes que dirigem o São Paulo, nós, torcedores, somos mais fortes e maiores do que tudo isso. Nossa instituição é grande por demais e nunca descerá a este nível. Nós não permitiremos, com nossa força, que nem de perto isso aconteça.

Invasão com agressões e roubo: o que mais falta ao São Paulo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a situação se agrava mais a cada dia naquele que outrora foi exemplo de clube, administração e verdadeiro campeão no futebol. Neste sábado as ditas torcidas organizadas invadiram o CT, agrediram jogadores, roubaram bolas e uniformes de treino e gritaram suas palavras de ordem de “Fora Leco” e “Devolvam-nos o que é nosso”. Esse protesto começou a ser orquestrado na última quinta-feira e ganhou muita força quando o ator Henri Castelli, reconhecidamente são-paulino, “viralizou” um vídeo na internet pedindo a concentração em massa e uma tomada de atitude dos torcedores.

Estou revoltado com o time e com a diretoria tanto quanto os torcedores que estiveram no CT. Apoio toda manifestação que seja feita na porta do CT ou nas arquibancadas neste domingo, no jogo contra o Coritiba. Não sei se o melhor caminho seria encher o estádio e vaiar os jogadores e a diretoria ou ir até o Morumbi, ficar em frente ao portão principal, vaiar a chegada do ônibus e não entrar no jogo, deixando o estádio vazio. As duas formas de protesto, na minha visão, seriam válidas e contariam com o apoio do Tricolornaweb.

Mas o que aconteceu foi ato de selvageria, de bandidagem. Não é admissível, em hipótese alguma, vermos ditos torcedores invadindo o CT, depredando o que é da instituição, agredindo jogadores e roubando objetos lá de dentro. Isso é coisa de bandido, de marginal, não de torcedor. Essa atitude fez com que os torcedores perdessem a razão do protesto que estavam fazendo.

Mas é fácil explicar essa invasão. Após aquela selvageria praticada pela Torcida Independente no jogo do São Paulo contra o Atlético Nacional, no Morumbi, o presidente Leco baixou determinação proibindo qualquer subsidio, fosse em ingressos ou em patrocínio, para as torcidas organizadas. Essa foi a resposta da Independente para isso. E nesse ponto, apoio integralmente o presidente Leco, pois este mal tinha que ter sido extirpado já na era Juvenal Juvêncio, que foi a que mais beneficiou essa corja de marginais.

Isso posto, reforço aqui minha ira contra o time, com a situação que estamos vivendo e contra a diretoria. Não dá para não culpar Leco por essa situação, pois em última análise, cabe a ele, como presidente, autorizar a contratação deste ou daquele jogador, deste ou daquele treinador. Cabe a ele indicar seus diretores.

Leco é culpado, sim, assim como Gustavo Oliveira, que não conseguiu montar um time decente para o São Paulo. Vou isentar, aqui, os diretor e vice-presidente de Futebol, que assumiram recentemente e já pegaram o bonde andando. Apesar de não concordar em hipótese alguma com a contratação de Ricardo Gomes, não posso, ainda, colocá-lo nesse balaio.

Temo que os fatos patrocinados pelas organizadas, que não me representam, nesse sábado reflitam sobre o desempenho do time neste domingo. E a vitória sobre o Coritiba é algo absolutamente obrigatório, ou vamos ter que nos preocupar, realmente, com o Z4 do Brasileiro, com chances enormes de entrarmos nele e não sairmos mais.

Parabéns Leco e Ricardo Gomes: a derrota é de vocês!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb,  o que é que eu posso escrever aqui depois de perder bisonhamente de um time da série C, dentro do Morumbi, sendo que nos últimos 15 minutos atuou com um jogador a menos? Talvez eu pudesse tentar justificar com o pênalti que não foi. Mas soa como castigo para um time incompetente, sem criatividade, que deu dois chutes na direção do gol no jogo todo.

Ricardo Gomes, mesmo estando há apenas dez dias com o elenco, é, sim, culpado. Escondeu os treinos, disfarçou o time. Escondeu tanto que os próprios jogadores esconderam o futebol e não jogaram .

Ele tirou Mena e Buffarini Carlinhos e Bruno. Trocou seis por menos de meia dúzia, até porque somados os quatro temos bem menos do que um; mas o pior mesmo foi a escalação do meio de campo: Hudson, Thiago Mendes e João Schimidt. Três volantes para jogar contra o Juventude, time da série C, é sempre bom destacar, dentro do Morumbi. Mas tem coisa ainda pior: pegou João Schimidt, que tem um passe um pouquinho melhor, e colocou à frente da zaga; pegou Hudson – que no máximo é um primeiro volante esforçado – e Thiago Mendes – que também não passa disso, apesar de não ser esforçado – e colocou como meias, ora entrando pelo meio, ora pelas pontas, alternando com Cueva e Kelvin. Ele é um inventor. E dos piores.

No intervalo teve a “coragem” de tirar um volante para colocar Michel Bastos. E tirou errado, pois quem deveria sair seria Thiago Mendes e não João Schimidt. Pior ainda foi a entrada de Gilberto no lugar de Kelvin. É verdade que o ponta não vinha bem, mas o time estava perdendo e a hora era de tirar um volante, tipo Thiago Mendes, deixando Hudson que é mais marcador, para ir para a frente. Mas Ricardo Gomes vai para a frente? A resposta é não!

Leco é, sim, também, responsável direto. Foi ele quem bancou a vinda de Ricardo Gomes, assim como fizera em 2009, quando era vice-presidente de Futebol. Ricardo Gomes é, sem dúvida alguma, um cara de boa índole, bom caráter, mas está com a saúde bastante debilitada e nunca foi um técnico de encher os olhos.

Mas Leco está, nesse momento, mais preocupado em reforçar sua base política no clube, visando a eleição de abril do próximo ano, do que com qualquer outra coisa. E o futebol virou, nesse momento, essa “qualquer outra coisa”.

Então, se Leco banco Ricardo Gomes e ele fez esse monte de asneiras, só posso cumprimentá-los e dedicar a eles esta derrota. Aliás, esta humilhação e praticamente desclassificação da Copa do Brasil, logo de cara.

Agora é pensar no Brasileiro. E que Deus nos ajude.