São Paulo fez o trivial e continua na Sul-Americana

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo fez o que deveria fazer, ganhou de 2 a 0 ontem à noite, no Morumbi, repetindo o placar conquistado em Salvador, e despachou o Bahia da Sul-Americana. Elementar, meus caros amigos.

Nem condeno a péssima partida que o time fez no primeiro tempo. Um jogo sonolento, de muita preguiça e desarrumação, mais causada pela total falta de interesse pelo jogo do que qualquer outra coisa. É bem verdade que Jadson exagerou no direito de se “desinteressar” da partida, a ponto de ser substituído porque a torcida, e acredito, o treinador, se “desinteressaram” dele.

Não á nem o que falar sobre o primeiro tempo, porque foi tão ruim, mas tão ruim, que eu tive vontade de me levantar e ir embora do Morumbi. Mas, que ama o time como eu amo, não o abandona em hipótese alguma. Por isso fiquei.

O segundo tempo foi um pouco diferente. As entradas de Osvaldo e Willian José, nos lugares dos improdutivo e ineficientes Ademilson e Jadson deram uma chacoalhada no time. Precisando mostrar serviço, Osvaldo foi para cima dos zagueiros do Bahia criando boas oportunidades. Numa delas entregou de bandeja para Maicon marcar o segundo gol. Antes disso Willian José já havia marcado um golaço, com chute forte de fora da área, em jogada totalmente sua.

Preciso destacar aqui – já o fiz nas Notas dos Jogadores e na coluna Quem Sobe, Quem Desce – a partida de Paulo Miranda. Muito criticado por todos, sem exceção, fez uma partida excepcional jogando como lateral direito. Já o fizera contra a Ponte, no último sábado, e repetiu nesta noite de terça-feira. Não afasto a possibilidade dele ser mantido nessa posição para o jogo de domingo, com Douglas entrando na lateral esquerda. Ele já atuou por essa posição no Goiás e Cortez não poderá jogar por estar suspenso. É para se pensar.

De resto, classificação para a próxima fase da Sul-Americana garantida, agora é pensar no domingo. E na possível contratação de Ganso. Vou esperar o desenrolar deste dia para emitir minha opinião em comentário nesta quinta-feira. Mas a princípio, se for para contratar o Ganso de dois anos atrás, “demorou”. Se for para contratar o atual, será um grande reforço para o Refis.

Um diferencial para estagnar a sangria e dar nova vida ao time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo goleou a Ponte Preta, no Morumbi, neste sábado à noite e estagnou a sangria que vinha sofrendo, mais uma vez este ano, pela sequência de três derrotas consecutivas: Fluminense, Grêmio e Náutico. Sei que a vitória por 3 a 0 foi mais pela fragilidade do time da Ponte que deverá brigar na zona de rebaixamento.

No entanto é preciso ressaltar que teve um nome que foi o responsável por tudo isso: Lucas. O garoto de 108 milhões de reais jogou muito, desequilibrou a partida, participou diretamente do lance que originou o pênalti (foi nele a falta que Jadson cobrou e, na sequência a penalidade), marcou o segundo gol e fez outras várias jogadas que poderiam ter redundado em gols. Lucas era quem estava faltando nesse time do São Paulo e talvez justifique minha contrariedade em sua venda, por mais que tenha sido um valor absurdo, pois quando ele for embora, Juvenal não poderá mandar Ney Franco colocar uma nota de 100 dólares correndo no campo.

Mas voltando ao jogo, o primeiro tempo foi de domínio absoluto do Tricolor. Fez 2 a 0 e poderia ter feito mais. Rogério Ceni fez uma única defesa e a Ponte não levou mais perigo ao gol tricolor.

Ney Franco começou com o e-5-2, com Paulo Assunção jogando pela ala direita, mas logo após o primeiro gol corrigiu o sistema tático e passou ao 4-4-2, com Paulo Assunção indo para a função de volante e Paulo Miranda atuando na lateral direita. E por incrível que pareça, mesmo deslocado e improvisado, Paulo Miranda fez uma grande partida. Mas vou repetir: o time da Ponte, incluindo seu ataque, não bota medo em ninguém.

No segundo tempo um marasmo total. A Ponte não tinha time para reagir e o São Paulo não tinha vontade de pressionar. Então ficou um joguinho de meio de campo, sem lances agudos nem para um lado, nem para o outro, e mesmo assim Cortez conseguiu tomar um cartão amarelo, em lance bobo, e está fora da partida contra o Corinthians.

Até com o sentido de preservar Lucas, Ney Franco o tirou, colocando Osvaldo em seu lugar. E ele acabou marcando um golaço, no estilo Lucas, fechando o placar em 3 a0, que retrata bem o que foi a superioridade do São Paulo.

E isso deu um alento, ainda que pequeno, à torcida.

Em Recife, quem ficou “aflito” foi o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a situação vai de mal a pior. A derrota para o Náutico por 3 a 0 na noite desta quarta-feira, em Recife, espelhou bem o momento do São Paulo: um time sem estrutura, sem elenco, sem esquema, sem brio, sem coração, sem diretoria, sem nada.

O primeiro tempo me lembrou muito o de Goiânia, quando o time saiu de campo derrotado por 4 a 1. Por sorte o ataque do Náutico não é tão eficiente quanto o do Atlético Goianiense. Mas não lembrou os primeiros tempos dos jogos contra Fluminense e Grêmio, onde perdemos jogando bem.

Em Recife, como diz um amigo, “foi”o ó do borogodó”. Time perdido em campo e o técnico mais ainda. João Filipe recebe cartão amarelo com oito minutos de jogo e é substituído aos dez pelo Casemiro. Por que? Virou lei? Tomou cartão amarelo tem que ser substituído? Será que o jogador advertido, no caso João Filipe, não tem o equilíbrio necessário para jogar ao menos o primeiro tempo inteiro sem cometer outra falta grave que lhe dê o vermelho?

A mudança desestruturou o São Paulo, com apenas dez minutos de jogo. E não que João Filipe seja um primor de jogador, longe disso. Mas a formação com ele, Rafael Toloi como líbero e Rhodolfo pela esquerda vinha dando certo. Sua saída fez com que Toloi viesse para o lado direito, com Casemiro ficando com a função de líbero.

Aí foi o que se viu. Pênalti desnecessário cometido por Toloi, Casemiro sendo adiantado e não sabendo se ficava na zaga, jogava como volante ou ia para o ataque, Jadson excessivamente marcado sem produzir nada, Maicon com a lentidão que lhe é peculiar, ataque inoperante e laterais que nem apoiavam, nem marcavam. E mesmo assim Douglas conseguiu levar um baile do ataque pernambucano na jogada que redundou no segundo gol.

Deu pena do Denilson, que corre prá cá, corre prá lá, é o único que marca naquele meio de campo, e acaba se tornando impotente. A ponto de, apesar de todo seu esforço, e até por essas condições, ter entrado na mesmice do time e feito uma partida muito ruim.

E as coisas continuaram piorando. Douglas se machucou e quem entrou em seu lugar foi Paulo Assunção, que pode até marcar muito bem, mas é volante e não tem cacoete para atacar. Depois nosso treineiro tira Jadson, que não vinha bem, mas era o único que conseguia fazer a ligação defesa-ataque, e coloca Willian “Cone” José. Sem contar o gol contra de Rogério Ceni. Aliás, quando o M1TO falha grotescamente como falhou, pode recolher as ferramentas, guardar no saco e ir embora porque a vaca foi para o brejo.

Recentemente, depois das vitórias sobre Flamengo, Bahia e Sport, eu disse que estava enxergando uma luz no fim do túnel. Só que esta luz se apagou e vejo uma escuridão imensa. Tomara as voltas de Wellington, Lucas e Luis Fabiano tragam algum alento para o torcedor. Porque do jeito que a coisa vai, o ano será muito difícil.

E a diretoria? Cadê o Juvenal?: Cadê o João Paulo? Cadê o Adalberto? Devem estar contando os 108 milhões de reais da venda do Lucas. Quando ele sair, talvez o time receba o reforço de algumas notas de dólares dentro de campo. A nota de ! dolar corre pela direita; a de dez pela esquerda. Não é, sr. Juvenal???

Derrota no último minuto, de virada, para doer mais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Pàulo perdeu de virada, dentro do Morumbi, e com gol no último minuto, tudo para doer um pouquinho mais. É duro. No final do primeiro tempo estávamos dentro do G4. Ao final do jogo ficamos muito distantes dos líderes e dos que estão no G4. O que nos faz volta à nossa realidade.

Acho até que o time nem jogou tão mal. Dominou o primeiro tempo. Muito toque de bola, a prova de que o sistema tático está mudando e estamos tendo um desenho dentro de campo. Falta a conclusão, um jogador de definição. Cícero, por mais que tenha feito o gol, não é esse jogador, assim como Ademilson está muito verde ainda para assumir essa posição. Falta Luis Fabiano, que está machucado.

Nosso grande problema continua sendo a defesa, que mantém a incrível rotina de tomar gols de bolas aéreas. É um absurdo como ficam nossos corações cada vez que tem um escanteio, uma falta nas laterais da área, um simples cruzamento de linha de fundo. Nós sabemos que poderemos tomar o gol. E isso vem sempre acontecendo. Foi assim contra o Fluminense e se repetiu hoje.

Aliás, nos iludimos com vitórias que tivemos no Brasileiro e na Sul-Americana porque enfrentamos times beirando a segunda divisão. Foram Figueirense, Bahia, Sport, que não ofereceram nenhum tipo de risco para nós. Quando pegamos os que estão na ponta de cima da tabela, perdemos. Assim foi com Vasco, Fluminense, Internacional e Grêmio.

Com isso vamos nos posicionando num lugar que nos dará a confortável vaga para a Sul-Americana do ano que vem, enquanto a Libertadores vai ficando para os times grandes do Brasil. Triste, mas o São Paulo, a cada dia que passa, vai se apequenando mais e mais. Culpa de uma diretoria omissa e duradoura demais da conta.

A soberba falou muito alto e por muito tempo essa diretoria bateu no peito e falou que tínhamos o melhor elenco do Brasil. Estou vendo. Machuca o Luis Fabiano e o técnico é obrigado a improvisar o Cícero, porque o reserva, W illian José, não pode nem ficar no banco. Sai o Lucas e temos que jogar com um garoto de 17 anos, que nem bem subiu, ainda, para o profissional. Machuca Douglas e temos que jogar com o Rodrigo Caio, improvisado, pois não temos lateral reserva. Então esse é o São Paulo, um time em frangalhos, que ganha uma partida aqui, outra acolá, mas que na hora de ganhar de quem precisa fraqueja e fica para trás.

E repito: o São Paulo não jogou mal hoje. Mas não adianta ter domínio do jogo, jogar bem, e tomar uma virada dentro do Morumbi para um time limitadíssimo como é o Grêmio.

Quarta-feira tem Náutico, nos Aflitos. Preparem-se para mais uma derrota.

A derrota para o Fluminense foi injusta para o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu para o Fluminense, num resultado que já era previsível pelas minhas contas, mas temos que reconhecer que foi uma derrota injusta pelo futebol apresentado pelo Tricolor.

É fato que o elenco do Fluminense é muito superior ao nosso, e está com o mesmo técnico há mais de um ano tendo, portanto, adquirido o padrão de jogo desejado, enquanto nós estamos começando um novo trabalho. Mesmo assim já deu para perceber o perfil tático de Ney Franco, que põe o time na frente, marcando a saída de bola do adversário, e valoriza a posse de bola. Só está faltando a conclusão das jogadas.

No primeiro tempo, por exemplo, a posse de bola do São Paulo foi muito superior a do Flu. Mas quis o destino que numa cobrança de falta, uma falha gritante de Rogério Ceni, e o gol do time carioca. O São Paulo não se abateu e, poucos minutos depois, empatou e voltou a dominar a partida.

O que estragou tudo foi o segundo gol do Flu, não só por ter sido no começo do segundo tempo, mas pela falha grotesca de Cortez, o que implicou em falha de João Filipe e outro erro de Rogério Ceni, que fez golpe de vista e só acompanhou a bola entrando no gol.

Isso desestabilizou o time, que se perdeu por completo. Cortez, que já não vinha bem, perdeu de vez a confiança e passou a ser um perigo para o time. As alterações feitas por Ney Franco não surtiram o efeito desejado e o Fluminense passou a administrar o resultado. O São Paulo até equilibrou o jogo, mas em nenhum momento deu a impressão de que poderia empatar a partida.

Não quero fazer choradeira, mas a arbitragem foi, no mínimo, estranha e caseira. Dois impedimentos marcados – de Cícero e Willian José – não existiram; jogadores do Flu fizeram falta em Ademilson, que ia em direção ao gol, ou em outros jogadores de maneira mais ríspida, e não receberam cartão. Rafael Toloi, por uma falta com o corpo, tomou o amarelo e está fora da partida contra o Grêmio. Então, não que uma atuação diferente poderia mudar radicalmente a partida, mas que Heber Roberto Lopes foi caseiro e atrapalhou o São Paulo, isso não há dúvida.

Espero que o time não se abale e repita o bom futebol do primeiro tempo domingo, contra o Grêmio no Morumbi. A vitória se torna obrigatória, não só por ser em casa, mas por ser contra um adversário direto ao G4.

Por Lucas, 80 milhões. Mas o dinheiro, ó…..

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece irreversível a venda do jogador Lucas. O Paris Saint-Germaine teria superado os britânicos e oferecido 45 milhões de euros, ou 112 milhões de reais. Ao São Paulo caberia algo próximo a 79 milhões de reais, já quer 30% do valor do passe pertencem ao atleta. É muito dinheiro.

Por princípio sou contra a venda de jogadores. O São Paulo, pela sua grandeza, não deve ser time formador e vendedor, mas formador e comprador. Levando-se em conta que o mercado europeu não tem mais aquele poder que tinha outrora, em função da forte crise econômica pela qual atravessa, seria a hora de bancarmos nossos atletas de ponta, com inteligência na busca de parceiros que possibilitassem uma boa remuneração a ele.

Temos um exemplo muito próximo: o Santos conseguiu viabilizar a permanência de Neymar, convenhamos, jogador muito mais visado e caro do que Lucas.

Mas o que podemos esperar desta diretoria, em termos de criatividade? Conseguiu perder o Oscar, hoje um dos mais importantes jogadores da Seleção Brasileira Olímpica, com presença quase garantida na principal, vendeu Lucas Piazon, com 17 anos, para o Arsenal, e não seria ela que conseguiria parceiros para bancar Lucas. Até porque estamos em agosto e não temos ainda um patrocinador master.

Vocês pensam que este dinheiro será revertido em reforços para o time? Esperem sentados. Já li por aí que a venda de Lucas servirá para repor ao clube o que não entrou pela falta de patrocínio. Então vão aparecer os direitos de imagem que estão atrasados e o rombo nos cofres. Sem contar o tradicional “ralo” que existe para fluir o dinheiro nessas transações.

Isso vem reforçar minha tese de ser contra a venda de jogadores, ainda que seja por uma soma tão elevada quanto esta para Lucas. Confio nos nossos dirigentes o tanto quanto eu confio nos políticos. Achar que vendendo Lucas poderemos trazer Kaká e Lugano, por exemplo, é um engano do tamanho do mundo. Vamos, sim, perder o único jogador do elenco capaz de, num lance mágico, decidir uma partida.

Mas não tem problema. Temos Rafinha, Willian José, Cícero, Maicon… Para que ficar com Lucas?

Vitória com raça para compensar a falta de ataque mais efetivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo conseguiu uma vitória difícil no Morumbi, neste domingo. Quando todos esperavam um jogo tranquilo, o time teve que ter muita raça para vencer a partida por 1 a 0 diante do Sport.

É fato que o goleiro Magrão foi o melhor homem em campo, fazendo defesas impressionantes. Mas não é menos verdade que nossos atacantes não podem desperdiçar tantas oportunidades. E cito aqui duas delas, ocorridas no primeiro tempo: a com Willian José e a com Ademilson. Por mais que o goleiro adversário tenha jogado muito bem, aí está mais para gol perdido do que outra coisa.

Reconheço que o chute de fora da área do Jadson, a cabeçada do Toloi, o chute do Cícero e alguns outros lances foram mérito dele. Até o chute de Douglas, que bateu no travessão e encontro Ademilson sozinho, dentro da pequena área, foi uma defesa monstruosa. O impedimento fora (muito mal) marcado e o gol anulado, pois a bola entrou na sequência.

O time, no entanto, está mostrando mais padrão de jogo, toque de bola envolvente e jogadas que terminam dentro da área. Falta um pouco mais de pontaria para o nosso ataque.

Aliás, Willian José não pode jogar. Tem que se reciclar para ver se ainda pode jogar no São Paulo. Por incrível que pareça a entrada do Cícero fez o ataque ficar mais efetivo e novas chances de gol foram criadas. O gol, inclusive, saiu de uma jogada do próprio Cícero.

Lá na defesa, nosso grande problema, as coisas vão se acertando. Pela terceira partida consecutiva gostei no trio de zagueiros. Acho que João Filipe está em grande momento, Rafael Toloi está dando conta do recado e Rhodolfo, nós já sabemos, é o melhor zagueiro que temos. Com Rogério Ceni no gol, tudo está voltando ao normal e aquela luz no fim do túnel que eu comecei a ver, está cada vez mais forte e mais brilhante.

Vamos aguardar os próximos capítulos, mas gostei do que vi nestes últimos três jogos.

Vitória em Salvador ratificou a importância do M1TO!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo voltou a vencer, desta vez em Salvador, em jogo válido pela Copa Sul-Americana. Com os 2 a 0 sobre o Bahia o Tricolor pode até perder por um gol de diferença, no Morumbi, que estará classificado para a próxima fase.

O gol marcado por Rogério Ceni, somado às duas defesas fantásticas que fez durante o jogo ratificam a importância que ele tem para o elenco. Isso já pode ser observado na partida contra o Flamengo, no último domingo, quando ganhamos por 4 a 1 e a defesa foi impecável. Ontem, de novo, o sistema defensivo funcionou muito bem.

O esquema montado por Ney Franco, retomando o 3-5-2, aliado a ausência – definitiva – de Fernandinho, proporcionaram maior mobilidade para nossos laterais, que são verdadeiros alas. Com isso o futebol de Cortez cresceu a ponto de ser, em Salvador, o melhor jogador da partida. Senti apenas que Douglas ficou muito preso e quem saiu mais foi João Felipe. Aliás, com autorização de Ney Franco, tanto João Felipe quanto Rafael Toloi e Rhodolfo têm descido com constância para o ataque.

Jadson é outro jogador que cresceu muito e está começando a chamar o jogo para si. Com isso o passe sai com mais qualidade para o ataque. O problema é que Luis Fabiano sentiu nova contratura na coxa e deverá ficar fora do time por algumas partidas. Vai sobrar Willian José, já que Lucas ainda está na Seleção. Vai ser dureza.

Mas o time está, aos poucos, conseguindo os resultados. É fato que jogamos contra times fracos. E domingo tem outro pela frente. Entretanto isso vai dando moral e confiança aos jogadores, o que é fundamental para a sequência dos dois campeonatos.

Gostei da apresentação de Salvador, assim como já tinha gostado de domingo. Espero o repeteco contra o Sport. E o ano vai ficando menos perdido do que parecia estar há alguns dias.

Enfim, uma tarde de gala no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, há tempos não voltava do Morumbi, o Templo Sagrado do Futebol, com a sensação de ter visto um grande jogo, com o São Paulo fazendo o que um time grande deve fazer dentro de sua casa: esmagando o adversário.

Sei muito bem que essa vitória não pode apagar os erros do passado, as bobagens feitas pela diretoria do Tricolor, a limitação do nosso elenco e todos os problemas que temos passado este ano. Mas também não podemos deixar de reconhecer que hoje o time teve raça, vontade, determinação, técnica e ganhou como quis do Flamengo.

E não me venham falar que o Flamengo está caindo pelas tabelas, que o time é fraco, que isso e aquilo. Ao que me consta o time estava completo e de técnico novo. Portanto, a camisa que estava do outro lado era a do Flamengo, com seu time titular. Logo, a vitória foi magnânima.

A volta de Rogério Ceni foi fator fundamental para que o time se arrumasse em campo. Faltava uma liderança. Um amigo me falou, que eu tenho que concordar: Luis Fabiano é ótimo, mas ele não é líder. Só serve para ser liderado.

Rogério Ceni botou ordem na defesa. Não poucas vezes saiu da área, foi até o meio de campo, deu muitas orientações. Lançou bolas com perfeição, armando muitos contra-ataques. É fato que está fora de ritmo e sem reflexo. Teve uma saída errada do gol. Mas a simples presença do capitão faz com que os jogadores sintam mais força e dêem mais de si.

A defesa fez a melhor partida do ano. João Filipe sua melhor partida com a camisa do São Paulo; Rafael Toloi também. E Rhodolfo reeditou grandes atuações.

Jadson bateu um escanteio certeiro, na cabeça de Luis Fabiano, fez um gol e deu velocidade ao time. Longe de ser o 10 que precisamos, não podemos fechar os olhos para sua atuação nesta tarde.

E Luis Fabiano? O que dirá, agora, a torcida (In)dependente? Colocará o rabinho entre as pernas e procurará outro para encher o saco. De torcida assim o São Paulo não precisa e Luis Fabiano provou, sem precisar provar nada, que é artilheiro e está lá para conferir os gols. Fez dois e participou diretamente da vitória do Tricolor.

Aos poucos o time vai se acertando e Ney Franco vai dando o ritmo que pretende dar, com a forma de jogar que lhe é peculiar, aos jogadores. E,  mesmo com o trabalho ainda no começo,  já é possível ver um time que toca mais a bola, que marca com a linha de meio de campo avançada e que sabe o que fazer com a bola.

Agora o foco é a Sul-Americana na quarta-feira, mas sem tirar da mente que estamos no bloco da frente do Brasileiro e que, ainda que de forma um pouco otimista, o ano não está totalmente perdido para nós.

Dia de festa e volta por cima

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo enfrenta o Flamengo nesta tarde, no Morumbi, num dia de muita festa, pois marca a volta do Mito, do nosso capitão, Rogério Ceni. E pode marcar, também, a volta por cima do time no Campeonato Brasileiro e uma arrancada por dias melhores neste ano.

É até engraçado falarmos em volta por cima, afinal o São Paulo está no pelotão da frente da tabela de classificação e tem uma campanha que não pode ser considerada tão ruim assim. Só que a pressão que temos pelo título é muito grande. Depois de nossos adversários diretos terem ganho títulos este ano, como Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Libertadores, aumentou nossa obrigação de conquista.

O grande problema foi a derrota da última quarta-feira para o Atlético-GO. Ganhamos um jogo fora, contra o Figueirense e, tivéssemos ganho em Goiânia, agora com duas partidas dentro de casa – Flamengo e Sport – estaríamos em ótima situação no Brasileiro, conquistando as vitórias.

Mas há tempo de recuperar. E esta recuperação passa por esta tarde, onde a vitória contra o Flamengo é extremamente importante e, diria, obrigatória.

Além da volta de Rogério Ceni, que certamente trará tranquilidade ao time e liderança dentro de campo, teremos Luis Fabiano e ao seu lado Ademilson, que em dois jogos que começou jogando marcou dois gols. Isso é esperança de que o ataque funcione. O trio defensivo formado por João Felipe, Rafael Toloi e Rhodolfo, partindo-se do princípio que Ney Franco vai adotar, mesmo, o 3-5-2, me parece ser a melhor defesa que temos.

Não me preocupa tanto a ausência de Douglas. Por mais que esteja em boa fase, entendo que Rodrigo Caio pode dar conta do setor e, principalmente ajudar mais o sistema defensivo, que tem sido o grande problema do São Paulo.

Espero um grande público no Morumbi. Para mais de 30 mil pessoas. E espero apoio do começo ao fim do jogo. Que deixem as vaias para o final, se o time merecer. Não admito que a torcida comece vaiando no primeiro lance errado que houver, logo no início do jogo.

Então, à vitória, Tricolor!