As convocações do Mano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, acabo de concluir que o técnico da Seleção Brasileira está vivendo outro mundo e vendo jogos que eu não vejo. A convocação que ele fez para os jogos “caseiros” contra a Argentina dão bem a explicação para isso.

Vou me ater, aqui, apenas aos jogadores do São Paulo que foram chamados: Rhodolfo, Jadson, Lucas e Luis Fabiano.

Lucas é unanimidade. Não carece qualquer tipo de comentário. Luis Fabiano, por mais que venha lutando muito com seus problemas físicos é, em minha opinião, se estiver em forma, disparado o melhor centro-avante brasileiro em atividade e candidato, inclusive, à camisa 9 da Seleção na Copa do Mundo de 2014.

Mas Rhodolfo comprova que Mano não assiste jogos do São Paulo. Ele está atravessando uma fase muito ruim e Rafael Toloi é, hoje, disparado, o melhor zagueiro do São Paulo. E vou mais longe: jogando com três zagueiros – que não me parece ser o caso da Seleção -, Paulo Miranda está jogando melhor que Rhodolfo. Portanto uma convocação, no mínimo, estranha.

Jadson é outro exemplo. Um meia apenas razoável, que vive altos e baixos no São Paulo, capaz de em um lance botar um jogador na cara do gol e resolver a partida, mas que na maioria das vezes se perde e sai de campo sem qualquer aproveitamento.

Por isso fico sem entender a convocação de Mano. Mais uma vez. Aliás, que belo técnico tem a nossa Seleção. Talvez seja a que ela mereça, pois não me causa suspiro algum. Foi o tempo em que me preocupei com Seleção Brasileira. Até isso o Ricardo Teixeira fez comigo.

Placar da Vila foi a nota para os dois times

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, São Paulo e Santos fizeram um clássico digno de dó na Vila Belmiro. Dó dos torcedores que compareceram e dos que viram pela televisão. O jogo foi tão ruim, mas tão ruim, que mais parecia um grupo de amigos que saiu de uma bela feijoada – ou churrasco – e foi brincar num “casados e solteiros”. Um verdadeiro estelionato para quem pagou ingresso…e para quem deixou de curtir sua família, um passeio, um cinema, para ficar em casa assistindo pela TV.

Os 22 jogadores só não podem ser colocados num saco e misturados no limbo porque, temos que reconhecer, Paulo Miranda, por exemplo, foi muito bem e Casemiro, enquanto teve fôlego, também. Bem quando Paulo Miranda é o melhor do time, já dá para entender a qualidade do jogo.

Ney Franco surpreendeu e entrou com o 3-5-2. Ao invés de colocar Cícero ou Casemiro no lugar de Maicon, optou por colocar um terceiro zagueiro – Paulo Miranda – e tirar o lento e marcador Paulo Assunção para tenter melhorar a saída de bola. A ideia foi boa mas, na prática, não deu certo. Não pelos dois que entraram, que foram os melhores do time, mas porque ninguém estava com vontade de jogar.

Jadson não criou nada. Pressionado, perdeu bolas bobas e deu passes no vazio; Luis Fabiano teve algumas chances, mas foi grotesco nas finalizações; Osvaldo chegou a me lembrar jogador de várzea querendo mostrar que é bom. Beirou o ridículo; os laterais, Cortez e Douglas, que deveriam atacar, não conseguiam carregar a bola, muito menos auxiliar o ataque.

Enfim, foi daqueles jogos onde você não consegue acreditar que está sendo disputado por equipes profissionais, mais do que isso, um clássico que envolve cinco títulos mundiais e seis de Libertadores. Os jogadores não dignificaram a camisa que vestiram, mantos que devem ser respeitados por uma real história de vida. São Paulo e Santos não merecem isso!

São Paulo pecou nas finalizações e só por isso não ganhou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo apenas empatou com o Internacional, no Morumbi, e andou de lado na classificação do Brasileiro. Manteve a 5ª posição e ficou com a mesma diferença de pontos para o Vasco e o Atlético-MG, que também empataram, mas perdeu terreno para o Grêmio e pode perder mais ainda para o Fluminense.

No entanto o time foi bem, o que me dá esperança de que a briga ainda está aí à nossa frente. Tirando os primeiros 15 minutos onde fomos completamente dominados pelo Inter, a partir do gol de empate o São Paulo cresceu e passou a administrar a partida. Maicon era o responsável direto por esse equilíbrio, com passes certeiros e bom domínio de bola. Jadson, apesar de cobrar inúmeras faltas nas mãos do goleiro do Inter, também fazia seu papel de armador com toques rápidos.

Nosso problema estava nas laterais. Quando Douglas descia, as jogadas até prosperavam. Mas quando era Cortez, um horror. Não ganhou uma única jogada e perdeu todas as bolas.

O segundo tempo, então, foi um verdadeiro massacre. Osvaldo foi deslocado para o lado esquerdo e passou a infernizar a defesa gaúcha. Três jogadores do Internacional receberam cartão amarelo por faltas em Osvaldo. Só que ele não é Lucas e, assim sendo, não conseguiu decidir o jogo.

Aliás, que tinha poder para isso, Luis Fabiano, apesar de estar sempre presente e tentando, perdeu ao menos dois gols que não costuma perder. E outros jogadores que chegavam e chutavam ao gol o faziam sem pontaria. Portanto, apesar do verdadeiro massacre imposto ao Inter, as finalizações deficientes nos tiraram a possibilidade de vitória.

Por falar em comparações, não gosto disso. Tanto que falei que Osvaldo não é Lucas. E temo por outra comparação que já está começando a fazer: Maicon pode ter o mesmo destino de Danilo no São Paulo. Isso porque é tido como lento, a torcida de irrita fácil com ele mas, aos poucos, vem sendo importante para o time, tudo igual a Danilo. Só que o futebol dos dois, ao menos nesse momento, não permite fazer qualquer tipo de analogia.

Vamos continuar remando. O campeonato está aí e ainda faltam 16 rodadas. São 48 pontos em jogo e precisamos tirar quatro, ou seja, menos de dez por cento, para chegarmos ao G4. Temos dois compromissos dificílimos pela frente: Santos e Atlético-MG fora de casa. Pode ser o começo da grande arrancada.

Um jogo de seis pontos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo entra em campo nesta noite, no Morumbi, para enfrentar o Internacional, num jogo daqueles que podemos dizer que valem seis pontos.

Não há dúvida que se o Tricolor tiver em mente uma vaga para a Libertadores – e até mesmo a disputa tanto distante do título – a possível conquista passa, necessariamente, por uma vitória nesta noite. Tivéssemos vencido na Bahia, um empate nem seria tão trágico em nossa campanha. Mas a derrota de Salvador nos leva à necessidade premente de vitória, até como forma de retomar o embalo visando os dois próximos compromissos, que serão fora de casa: Santos e Atlético-MG.

O São Paulo terá a ausência de Lucas, na Seleção Brasileira. Em seu lugar entra Osvaldo. Certamente será uma ausência bastante sentida, mas do outro lado, no Inter, também não jogam Damião, Guiñazu e Forlan, em sues respectivas seleções.

Acho que Osvaldo poderá suprir bem a ausência de Lucas e , com a volta de Luis Fabiano, poderemos ter um ataque forte para fazer valer a nossa força e, entendo, nosso favoritismo no Morumbi.

Apesar do jogo ser às 22 horas, horário muito ruim para quem levanta cedo para trabalhar, espero bom público do Templo Sagrado do Futebol. E, confesso, estou bastante confiante numa grande apresentação.

Então, à vitória, tricolor!!!

A derrota na Bahia foi um balde de água fria na nossa reação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo jogou muito mal e foi derrotado pelo Bahia neste domingo, em Salvador. Os grandes destaques do time tiveram uma péssima tarde: Lucas, que não conseguiu ganhar uma única jogada e Jadson, com passes errados e bolas dominadas sem convicção.

O time pareceu sentir o forte calor de Salvador e o empenho não foi aquele que vimos nos últimos jogos. Aliás, o próprio padrão adquirido com o toque de bola, o time compacto, as jogadas em profundidade e a marcação precisa, nada foi visto.

O São Paulo lembrou aquele time que vinha jogando, antes de Ney franco, sem qualquer padrão tático, um verdadeiro amontoado de jogadores.

Rhodolfo, outrora o pilar de nossa zaga, perdeu todas as bolas pelo alto e entregou literalmente o jogo para o Bahia, pois foi de um erro grotesco seu na saída de bola que os baianos marcaram o gol da vitória.

Espero que o resultado negativo não cause impacto na nossa campanha. Temos como nos recuperar e há tempo para isso. Em nenhum momento levantamos o sonho do título, pois sabemos a limitação do elenco. E hoje ficou provado mais uma vez isso. Mas a briga pelo G4 está em pé e esse tropeço de Salvador não pode jogar por terra o trabalho que começou e vinha dando certo.

Vitória merecida que deixa um gostinho de “quero mais”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo massacrou o Botafogo no Morumbi, nesta noite de quinta-feira e mostrou que começa a sobrar frente a alguns adversários. E não me venham falar que continuamos chutando galinha morta. Quando tenho que criticar, não imponho limites para isso. Mas temos que admitir o crescimento fenomenal do time.

Está provado que faltavam Lucas e Luis Fabiano, um excluído pela Seleção e outro pelas contusões. Mas com os dois em campo e com Jadson jogando o futebol que jogou nas últimas partidas, temos o melhor ataque da competição. Com a volta de Wellington, ao lado de Denilson, teremos um time bastante equilibrado.

Mas isso vem mostrar que temos um bom time, sim, mas não elenco. Ou então não estaríamos na posição em que nos encontramos, porque deixamos de ter dois ou três jogadores por boa parte da competição.

Mas não quero falar de problemas (se não vão falar que sou oposição). O São Paulo fez uma grande partida, mostrou que está, sim, vivo na briga por um lugar na Libertadores do próximo ano. Título é coisa mais distante e temos que vencer uma etapa por vez. Emelhor: Ney Franco começa a dar sua cara ao time, os jogadores se comunicam mais, jogam mais próximos, trocam mais bolas e a marcação é mais efetiva.

O Botafogo não teve tempo sequer de respirar. Com cinco minutos Luis Fabuloso Fabiano já havia marcado um golaço, deixando outro goleiro da Seleção (um ele já havia deixado no domingo) no chão. Aliás, abro aqui um parênteses: se a diretoria vender Luis Fabiano para o time do Qatar, vou baixar o nível, perder as estribeiras e xingar violentamente todos desta diretoria medíocre, além de desencadear no site um movimento pelo “Fora já” de Juvenal Juvêncio.

Voltando a falar de coisa boa, o passeio foi fantástico no Morumbi. Domínio total. O primeiro tempo terminando com 1 a 0 não refletiu a superioridade do Tricolor.

Os primeiros minutos do segundo tempo foram marcados por um domínio do Botafogo. Mas o técnico Ney Franco me chamou de burro. Ao colocar Osvaldo no lugar de Paulo Assunção ele criou outra alternativa para o contra-ataque, ganhou um jogador que consegue manter a posse de bola e voltou a dar velocidade ao time.  Eu, em seu lugar, teria colocado Paulo Miranda no lugar de Paulo Assunção, ou mesmo Wellington, para melhorar a marcação. Fico com Ney Franco, que é muito melhor técnico do que eu.

Osvaldo entrou e o São Paulo voltou a dominar a partida. Os gols foram saindo naturalmente, a torcida começou a gritar olé e os jogadores saíram aplaudidos de campo. Até o grito de “o campeão voltou” foi ligeiramente ouvido no estádio.

Não sei se o campeão voltou, mas o São Paulo está de volta, com um futebol vistoso, envolvente, cadenciado quando é preciso, rápido quando se faz necessário. O jogo acaba e fica aquela vontade de “quero mais”.

Quem sabe domingo, em Salvador, um novo show tricolor.

 

A dúvida entre Paulo Miranda e Paulo Assunção

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o técnico Ney Franco encerra nesta quarta-feira a preparação do time que vai enfrentar o Botafogo amanhã, pelo Campeonato Brasileiro. E carrega uma dúvida a ser desfeita: retorna ao 3-5-2, ficando com Paulo Miranda no time, ou mantém o 4-4-2, permanecendo Paulo Assunção?

São dois Paulos brigando por um lugar, já que Cortez volta ao time, e este Paulo aqui vos fala: para mim fica Paulo Miranda e o time se recompõe no 3-5-2. Explico:

– A dupla de volantes, em minha opinião, será formada por Wellington e Denilson. Só que Wellington está preparado para, no máximo, 45 minutos. Portanto seria arriscado demais colocá-lo no início do jogo. Com Wellington, imagino o time atuando no 4-4-2, pois o poder de marcação à frente da área aumentaria e dispensaria um terceiro zagueiro.

Com essa minha colocação os senhores podem perceber que minha confiança em Paulo Assunção beira o zero, pois prefiro Paulo Miranda no time titular. E, vamos convir, ele não decepcionou nas três partidas em que atuou, principalmente porque foi improvisado na lateral direita e, depois, na esquerda. Formando a linha de zaga com Paulo Miranda pela direita, Rhodolfo pela esquerda e Rafael Toloi na sobra podemos abrir mão da dupla de volantes rigorosamente marcadora e atuar com Denilson, os dois alas, Jadson e mais um meia, provavelmente Cícero, já que Maicon está suspenso.

Seja um Paulo ou seja outro, o fundamental é vencermos o Botafogo amanhã, no Morumbi. Teremos três jogos pela frente onde nove pontos são fundamentais se ainda almejarmos alguma coisa boa nesse Brasileiro: amanhã, contra o Botafogo, domingo contra o Bahia, em Salvador; e na outra semana contra o Internacional, no Morumbi. Sem contar que, na sequência, enfrentaremos o Santos, na Vila Belmiro, sem Neymar, que estará na Seleção Brasileira. E sua ausência será muito mais sentida aos santistas do que Lucas aos são-paulinos.

A hora da arrancada é esta, principalmente por estarmos embalados e com moral elevada após a grande virada de domingo.

Então, à vitória, Tricolor!

Vitória científica com a marca do Fabuloso

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo viveu uma grande tarde de domingo e acabou com o Corinthians, dentro do Pacaembu, de virada, por 2 a 1. Digo acabou porque dominou a partida e não correu risco algum após ter chegado ao empate.

É verdade que os primeiros 15 minutos foram inteiramente do Corinthians. Ele fez o gol logo aos sete minutos, numa bobagem do tamanho do mundo de Paulo Assunção, que tinha a bola dominada e perdeu para Paulinho, pegando a defesa completamente aberta.

Ney Franco fez uma mudança de posicionamento na equipe, passando Paulo Miranda para a lateral esquerda e Douglas para a direita. Com isso ele estancou as descidas de Fábio Santos, porque Douglas apoiava muito e, ao mesmo tempo, teve um marcador eficaz para as descidas de Alessandro. Com isso o São Paulo passou a ganhar a posse de bola, dominar o meio de campo e, sem o apoio efetivo dos laterais por parte do adversário, cresceu no jogo. O gol de empate saiu de uma brilhante jogada de Lucas, que levou a marcação de três jogadores e tocou para Luis Fabiano sozinho, na entrada da área, de frente com o goleiro.

Depois do gol o São Paulo continuou dominando a partida, o ímpeto do Corinthians diminuiu e o jogo ficou bastante equilibrado. Pouca coisa deveria mudar para o segundo tempo, já que, em termos de São Paulo, tudo ia muito bem e eu, já no intervalo, tinha certeza de que a vitória viria.

Começou o segundo tempo e o São Paulo dominando. Como Paulo Miranda não descia, Maicon passou a jogar caindo nas costas de  Alessandro. Lucas tinha mobilidade pelo meio, mas encontrava mais espaço na direita. Com sua velocidade punha em apuros a lenta defesa corinthiana.

O problema do nosso ataque vinha sendo a “linha burra” da defesa corinthiana, e Luis Fabiano ficava invariavelmente impedido. Uma alterativa foram as entradas de Maicon pela esquerda, com lançamentos precisos de Jadson. Maicon perdeu dois gols.

Num desses lançamentos, o endereço foi Luis Fabiano. Saindo no momento certo, deu um drible da vaca no goleiro Cássio e marcou um golaço, o segundo, o da virada, o da vitória do Tricolor.

Com o resultado o Corinthians saiu de forma assoberbada para o ataque, não conseguia produzir nada porque o meio de campo do Tricolor estava bem postado, e abriu espaço para muitos contra-ataques. E até o final do jogo se alguém tivesse que marcar mais um gol, esse alguém seria o Tricolor.

Escrevi, no editorial pré-jogo, que esse seria a Prova dos 9. E o São Paulo passou no teste. Essa vitória vai dar moral e confiança ao time para começar o segundo turno. Se o caminho é longo para ir buscar o título, a vaga da Libertadores pode ser alcançada. E nós vamos nessa direção.

O dia de fazermos “a prova dos 9”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem hoje a oportunidade de mostrar até quando podemos confiar neste time. Um bom resultado no Pacaembu, contra o Corinthians, vai dar a confiança necessária aos jogadores e, também, aos torcedores. Tem sido uma constante nos comentários em nosso site  a ideia – com a qual eu concordo – que só ganhamos de times fracos, dentro do Morumbi. Assim foi com a Ponte, o Sport, o Bahia, e, até, o Flamengo. Mas quando os times são de ponta, percemos. Assim foi contra Internacional, Fluminense, Vasco e Grêmio (estes dois dentro do Morumbi). Entendi a situação como passageira, afinal em nenhum momento tivemos nosso time completo. E vamos considerar que as ausências de Lucas e Luis Fabiano, ou seja, do ataque titular, seriam sentidas em qualquer grande time do mundo. Hoje o time estará completo. Ney Franco já está há algumas semanas comandando o elenco e sabe bem quem pode quem não pode jogar na posição de titular. Não vou considerar aqui Cañete, or ser uma absoluta incógnita, nem Fabrício, que só volta ano que vem. E temos, sim, a ausência de Cortez, porém não considero algo insubstituível. Paulo Miranda entra na lateral direita, posição onde foi muito bem nos dois últimos jogos do Tricolor, com a contusão de Douglas, e este, por sua vez, vai na lateral esquerda, posição onde já jogou quando atuava pelo Goiás. No meio jogam Paulo Assunção, Denilson, Maicon e Jadson. Aqui não se pode falar que falta alguém. Esta é a melhor formação, na visão de Ney Franco. Certamente Wellington vai entrar numa destas vagas, talvez de Paulo Assunção. Mas vou apostar na opinião do técnico. E o ataque com Lucas e Luis Fabiano. O melhor que temos. Portanto hoje não haverá como alegar desfalques ou coisas do gênero para justificar uma hipotética derrota ou má atuação. Espero o time jogando solto, com posse de bola, virando o jogo, com infiltrações pelos cantos, com um Lucas muito inspirado,  o Fabuloso com fome de gols, um Jadson alimentando o ataque, a defesa sendo firme e o meio de campo não dando espaço aos contra-ataques do adversário. Estou confiante e esperançoso de um ótimo resultado no Pacaembu, o estádio de todos. Então, à vitória, Tricolor!

Ganso: ter ou não ter, eis a questão.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece que caminhamos mesmo para a contratação de Paulo Henrique Ganso. Será uma questão de alguns milhões a mais para que tudo se concretize. Mas qual seria a validade de Ganso no São Paulo?

Já disse em editorial passado, e falei no Jornal da Manhã da Jovem Pan, que se for para contratar o Ganso de dois anos atrás, deveria ter vindo “ontem”. Mas se for para trazer o Ganso de hoje, então teremos um grande reforço para o nosso Refis.

Ganso não joga há muito tempo no Santos. Tem acumulado contusões e confusões. Quando não está no departamento médico está arrumando encrenca com a diretoria. Em campo demonstra total falta de interesse, o que soa como desrespeito à camisa do Santos. Pensa que vale muito mais do que é real, que tem mercado na Europa a qualquer tempo. No fundo ele sonha acordado, pois seu mercado europeu deve se restringir a Ucrânia.

Que ele é craque, é diferenciado, é acima da média, isso ninguém duvida. Falta, no entanto, provar que pode voltar a jogar o futebol que praticou quando surgiu no Santos e que fez com que muitos o classificassem como gênio.

É verdade que, num passado não tão distante, outros “números 10” do Santos vieram e fizeram história no São Paulo. São os casos de Ailton Lira e Pita, ambos no final da década de 70, começo da década de 80. É um bom indício não sendo, no entanto, por si só garantia de sucesso.

Pelas informações que tenho, o São Paulo ofereceu 22 milhões de reais para ter o jogador (R$ 10 mi ao Santos e R$ 12 mi a DIS). Esse montante pode ser aumentado pelo São Paulo para até R$ 30 milhões. A multa contratual de Paulo Henrique Ganso é de R$ 54 milhões, mas a partir de janeiro cai para R$ 35 milhões. Seu salário no São Paulo seria algo em torno dos R$ 400 mil, que é o salário de Luis Fabiano, mas é menos do que ganha Rogério Ceni.

Confesso que estou em cima do muro na questão desta transação. No fundo quero, sim, ver Paulo Henrique Ganso com a camisa do São Paulo. Mas temo por ver mais jogador, com valor elevadíssimo, juntar-se a Cañete, Fabrício e outros no nosso Refis.