Mesmo sem jogar bem o São Paulo ganhou e segue na briga

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o clássico do Pacaembu neste domingo, contra o Palmeiras, e se manteve na briga pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, mesmo sem jogar bem.

Aliás, o primeiro tempo foi monótono. Mesmo o Palmeiras tendo maior domínio das ações, não houve uma jogada sequer que tenha levado perigo ao gol de Rogerio Ceni, assim como o São Paulo não importunou a defesa palmeirense. Na realidade, Pato e Kardec trocavam de posição, mas a bola não chegava a Kaka, que se deslocava mas sofria forte marcação, e Ganso, que jogava parado em campo.

No segundo tempo o time melhorou consideravelmente. É fato que o primeiro gol surgiu numa saída totalmente errada do goleiro Fabio. Mas vale ressaltar que o toque de Ganso foi genial, de primeira, antes que Pato ficasse impedido. E Pato teve bastante tranquilidade para deslocar o goleiro e marcar o primeiro gol.

A partir daí poderia ter acontecido um massacre do São Paulo, não fosse o bandeirinha ridículo que marcou dois impedimentos inexistentes do nosso ataque, sendo que um deles antecedeu a jogada do pênalti, que também não existiu e só o árbitro viu. Claro que o “se” não existe, mas os dois impedimentos marcados poderiam nos dar larga vantagem, pois numa delas Pato, na outra Kaká, entrariam livres, cara a cara com o goleiro do Palmeiras.

Com o empate o time palmeirense voltou a crescer no jogo. Mas o São Paulo não diminiu o ritmo, continuou insistindo, perdeu mais algumas boas jogada na frente até encontrar o segundo gol, num lindo cruzamento de Álvaro Pereira para Kardec e nova falha do goleiro.

Valeu pela vitória no clássico, principalmente por ser jogo fora de casa. Agora teremos o Internacional, vice-líder do Brasileiro, em Porto Alegre. Com o time que temos do meio de campo para a frente, arrisco dizer que é possível ganhar, mas que um empate já será considerado bom resultado.

Vergonha e humilhação no Morumbi. Pior se foi armado!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que falar da vergonhosa e esdrúxula eliminação do São Paulo para o Bragantino dentro do Morumbi, quando o time poderia perder por 1 a 0, saiu ganhando e tomou a virada?

Foi patética a apresentação do São Paulo. Aliás, tudo o que envolveu o jogo. A escolha de um time misto, mais uma vez a folga para Kaká – que queria jogar – e outros jogadores, porque no Brasil se instituiu que é muito jogar duas vezes por semana, e a falta total de empenho durante a partida, com menosprezo ao adversário, enfim, ingredientes perfeitos para uma eliminação. Talvez tenha sido a pior da nova era Muricy Ramalho. Não podemos esquecer da Ponte Preta, na Sul-Americana e do Penapolense, no Paulista.

Estava no ar, no intervalo, que isso iria acontecer. Imaginem que terminado o primeiro tempo eu conversava com amigos que Paulo Miranda era o grande destaque da partida. Marcou um gol e salvou outro. E quando Paulo Miranda é o melhor em campo, já sabemos o que está por vir.

Dispenso comentário sobre a atuação do time, individual e coletivamente, e vou para o que pode ser pior: a entrega, não no sentido “raça”, mas no de “fazer o resultado”. Correram rumores nos corredores do Morumbi que o São Paulo, assim como Fluminense e Internacional, estariam muito mais interessados em disputar a Sul-Americana que a Copa do Brasil. Então…

Os jogadores e a comissão técnica negaram com veemência essa possibilidade. Mas eu nem esperaria algo diferente, pois ninguém vai assumir um “acordão”. Entretanto, se amanhã descobrir que isso de fato aconteceu, será mais uma vergonha para nós, torcedores que pagamos ingressos, sob frio e chuva, e não medimos esforços por amor que temos pelas três cores sacrossantas do nosso Tricolor.

Uma coisa é certa: presidente Carlos Miguel Aidar – já está na hora de ser cobrado -, Ataíde Gil Guerreiro, Muricy Ramalho e jogadores, de Rogério Ceni a Clemente Rodrigues: vocês fizeram parte de uma grande humilhação do nosso São Paulo.

 

Vitória n o Morumbi comprova evolução

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Vitória por 3 a 1 e ratificou a evolução do time no Brasileiro.

Semana passada, após o empate como Criciúma, fiz meu comentário dizendo que, apesar do mau resultado, o time havia mostrado evolução. Fui muito criticado por torcedores que fizeram uma leitura diferente do jogo que vi. Mas neste domingo tivemos a comprovação de que minha opinião estava certa.

Os primeiros 10 minutos de jogo foram surpreendentes, com o Vitória até chegando a ameaçar o gol defendido por Rogério Ceni. Mas a partir daí o São Paulo passou a ter o domínio das ações e os gols foram surgindo naturalmente. Pato, em noite muito inspirada, marcou dois gols e se tornou no nome da partida.

O quarteto mágico, como estava sendo chamado, não negou fogo. Houve muita movimentação e trocas de posição. Kaká, Ganso, Pato e Kardec alternavam posições entre o meio e as laterais do campo. Douglas estava muito bem pelo lado direito e a dupla de volantes dando conta do recado.

O Vitória só encontrou seu gol porque Denilson demorou a sair na linha do impedimento e a cobrança de falta resultou em gol. Aliás, esta linha não dá certo. Uma hora – como hoje – falha. Linha de impedimento só dá certo no Corinthians, porque lá, quando a zaga falha, a arbitragem corrige e segura o lance.

O primeiro tempo, então, foi de um futebol que queremos e temos motivo para querer ver, pois o elenco é bom e o time, do meio para a frente, é digno de Seleção Brasileira.

No segundo tempo o São Paulo passou a administrar a partida, reduzindo bastante o ritmo, o suficiente para voltarmos a ver os problemas em nossa defesa. O Vitória passou a explorar a bola alta na área e foi um Deus nos acuda. Sempre grandes sustos.

Mas a vitória foi muito importante, dá moral e nos mantém muito vivos no Campeonato Brasileiro. Agora temos o Bragantino a quarta-feira, um preparativo para o clássico do final de semana, contra o Palmeiras. Vamos em frente.

No empate no Morumbi, time mostrou evolução

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é inegável que o resultado foi horrível para o São Paulo, mas também temos que constatar que o time mostrou grande evolução. Se não jogou um futebol digno de campeão, ao menos o excesso de toque de bola lateral foi substituído por jogadas mais agudas, com muitas chances criadas e desperdiçadas.

O Criciúma veio apenas para se defender e o jogo inteiro foi ataque contra defesa. Desta vez Ganso estava mais ligado com grandes passes. Pato, que movimentou-se bem, estava infeliz nas conclusões. Mas foi presença importante no ataque.

O empate só aconteceu por falha – logo de quem – de Rogério Ceni. Apesar da defesa toda ter ficado parada no lance, ele rebateu errado, para a frente, e possibilitou a conclusão do volante do Criciúma.

Mas voltando ao São Paulo, entendo que Pato não pode sair do time e que Kaka vai dar a velocidade e qualidade necessárias ao jogo.

Muricy errou, em minha opinião, ao tirar Pato e ao demorar demais para colocar Boschilia em campo. Isso pode ter nos custado o resultado trágico dentro do Morumbi.

O lado ruim da história é que vamos ter que recuperar esses pontos fora de casa. O lado bom é que o time evoluiu e se as conclusões forem certeiras ao gol, poderemos ter dias bem melhores.

A vitória veio, mas o futebol foi deprimente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Bragantino em Ribeirão Preto, pela Copa do Brasil, por 2 a 1. Como resultado, tudo bem, afinal pode até perder por 1 a 0 no Morumbi que estará classificado para as oitavas-de-final. Mas o futebol…esse foi deprimente.

O que fico indignado é como pode o time não ter o menor padrão tático para entrar na área adversária. O padrão do São Paulo é tocar a bola, no estilo Barcelona. A diferença, mais do que os jogadores, é que os catalães tocam a bola sempre na direção do gol. O time vai crescendo e encurralando o adversário em sua área. O São Paulo vai tocando de lado, de lado, de lado, e acaba, num erro, abrindo a chance do contra-ataque.

Por mais que eu mesmo tenha eleito Pato e Ganso como os dois melhores em campo do São Paulo nesta quarta-feira, reconheço que falta mais intensidade aos dois. Ganso teve cinco ou seis toques mágicos, como um “quase” gol de cavadinha, após linda tabela com Pato; e perdeu um gol em assistência também de Pato. Mas são jogadas esporádicas no decorrer do jogo.

Já Alexandre Pato teve boa movimentação. Começou o jogo enfiado pelo meio, como centro-avante, mas aos poucos foi buscando os lados do campo, chegando mesmo a pegar a bola no círculo central.

Em contrapartida Maicon, aquele que até tem um bom passe, estava em noite horrível e errou tudo, além de não marcar no meio. Com o miolo de zaga errando muito nas bolas aéreas mais uma vez, o São Paulo, mesmo ganhando, chegou a tomar sufoco do frágil Bragantino.

Não consigo entender o que Muricy Ramalho fez nos 45 dias de Copa do Mundo, nos mais de 20 dias em Orlando, no restante no CT da Barra Funda, e por aí a fora. O time continua sem uma jogada ensaiada, passando por sérias dificuldades contra equipes que jogam retrancadas, não tem passagens pelas laterais, uma jogada de penetração pelo meio, chutes de fora da área. Muricy não pode mais reclamar de falta de tempo para treinar e elenco, pois ele tem um baita time nas mãos. Tem que fazer jogar.

Vamos ver com a volta de Kaka como ficará o time. O que é certo é que Pato tem que jogar. Ademilson…tchau!

Mais uma derrota em que o time não joga nada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Goiás por  2 a 1 e mostrou que vai ter que melhorar muito para tentar uma recuperação no Brasileiro a ponto de brigar pelo título.

O time está se perdendo na marcação. Muricy Ramalho tem um ótimo elenco em suas mãos, mas não conseguiu criar uma fórmula para  vencer retrancas. Por isso perdemos da Chapecoense, no Morumbi, e do Goiás, no Serra Dourada.

O meio campo do Tricolor, formado por grandes nomes, fica preso à marcação. Ganso não consegue jogar e os  dois volantes são muito ruins de passe. Kaká, outro componente deste setor, foi o único que se destacou, pois procurou espaço, se movimentou muito, não ficou à mercê de seu marcador. Talvez falte exatamente essa iniciativa a Paulo Henrique Ganso, que se acomoda quando a marcação cresce sobre ele e desaparece no jogo.

Vi o time muito espaçado, jogadores distantes e sem saber o que fazer com a bola. Parece que não treinam, pois não consegue antever um lance. E isso é culpa do Muricy Ramalho, que não pode reclamar de falta de tempo de treinamento. E por incrível que pareça, senti falta do Maicon. Quando ele entrou, a bola correu mais redonda para o time.

Mas acho que é questão de tempo. Com o time que temos no papel, alguma coisa de bom deve acontecer. E não penso apenas em classificação para a Libertadores, não. Penso em algo mais alto. Penso, mesmo, em título do Brasileiro. E espero que esta reação comece, com autoridade, no próximo domingo, em casa, contra o Criciuma.

Quarta-feira tem Bragantino, pela Copa do Brasil. É para tirar de letra!

Entre erros e acertos, 100 dias de Aidar deixam saldo positivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o presidente Carlos Miguel Aidar completa nesta quinta-feira 100 dias à frente do São Paulo. Eleito em 16 de abril tomou posse e logo mostrou que tinha vindo para melhorar o time. Afinal, com poucos dias no cargo, contratou Alan Kardec.

Mas se isso foi positivo, teve o lado negativo. O fato criou cizânias com o Palmeiras e foi nosso presidente quem acabou baixando o nível, chamando o Verde, com outras palavras, de time pequeno. Isso é coisa que o torcedor tem o direito de fazer, não o presidente de um clube. Deu a triste impressão que a fase de brigão criada por Juvenal Juvêncio, que rompeu com a CBF, com a FPF, com a Conmebol, antes havia rompido com a Globo, iria continuar  e o São Paulo, na nova gestão, continuaria isolado. Ponto negativo

Mas Carlos Miguel Aidar investiu firme  no propósito de realizar um desejo, que não seria só o seu, mas da maioria massacrante da torcida: a volta de Kaká. Ainda que seja por um período pequeno, já que seria financeiramente impossível fazer qualquer outro tipo de negócio, ele está no elenco e deverá estrear no próximo domingo.

Aidar trouxe, também, o zagueiro Rafael Toloi de volta e colocou no departamento de futebol Ataíde Gil Guerreiro que, por sua vez, chegou no clube dizendo que “quem manda aqui sou eu” e mostrando, com isso, que as interferências externas não serão permitidas. Seria uma espécie de blindagem do departamento de futebol e, consequentemente, do elenco.

 

Não fez nada pelo programa Sócio Torcedor. O último ano de Juvenal Juvêncio foi bastante agressivo neste setor e Aidar andou falando que iria continuar com essa agressividade na conquista de novos sócios e melhorias no programa. Mas até agora não fez absolutamente nada.

Mesmo assim concluo que nesses 100 dias Carlos Miguel Aidar teve desempenho muito bom no futebol e isso mostra que o futuro poderá ser muito bom para a torcida, com times competitivos e elenco de primeira.

Seu pecado, ainda falando em futebol, está em Cotia. Além de não ter mexido na estrutura questionável que lá existe, alvo de denúncias já feitas há anos pelo Tricolornaweb e que estão sendo discutidas no âmbito judicial, Aidar ainda nomeou para o CFA Juvenal Juvêncio. Ora, se a estrutura questionável de Cotia foi montada por ele, nomeá-lo para esta diretoria é como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. Ponto muito negativo.

No Social a situação muda. Carlos Miguel Aidar foi muito infeliz ao nomear Antonio Donizete Gonçalves para a vice-presidência Social e do DEA – Departamento de Esportes Amadores, dando força absoluta a uma pessoa que só pensa em fazer política e sabe muito pouco da estrutura dos esportes amadores.

Determinou aumento nas manutenções com um índice acima da inflação e majorou o preço do título associativo dos atuais R$ 10 mil para R$ 40 mil, em vigor a partir de 1º de  agosto. Em relação ao título, há muitos anos seu valor está congelado e não vejo, apesar dos valores, exorbitância no aumento. Mas a manutenção não deveria ser alvo de reajuste, ao menos agora.

Por mais que Juvenal Juvêncio tenha deixado um legado importante aos sócios – inegavelmente o clube está em perfeito estado – sempre há o que se fazer. Mas não me parece que Carlos Miguel Aidar tenha alguma preocupação com isso, afinal, para ele, o importante é o futebol.

Reconheço que o São Paulo é FUTEBOL Clube. Mas ambos necessitam de atenção. A torcida quer – e eu também quero – um time forte, competitivo, pronto para ganhar todos os campeonatos. Mas o sócio quer – e eu também quero – um clube digno e preparado para o lazer e para os encontros familiares.

Em resumo, daria uma nota 7 para Carlos Miguel Aidar, na junção Futebol/Social. O que, convenhamos, é uma nota muito boa, pois aí estou aplicando uma análise do que ele fez em 100 dias e projetando como sendo sem modo de agir durante o mandato. Então, parabéns, presidente, reveja alguns conceitos e siga em frente com os demais que fará sucesso com o São Paulo.

 

Derrota irrecuperável no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, pensei que o único percalço do São Paulo no Morumbi seria aquele empate com o Coritiba, no começo do campeonato. Mas o time se superou e conseguiu perder para a Chapecoense. E não me venham falar do anti-futebol apresentado pelos catarinenses, pois é do jogo.

Aliás, alguém esperava, mesmo, que a Chapecoense viesse ao Morumbi, com 43 mil pessoas, e enfrentasse o São Paulo de igual para igual? De maneira alguma. Seria suicídio.

Caberia ao técnico Muricy Ramalho prever essa marcação forte e montar um esquema para isso. Só que não foi o que aconteceu e as 43 mil pessoas que foram ao Morumbi saíram irritadas com o que viram.

Ganso esteve irreconhecível, errando passes em demasia. Reconheço que a marcação sobre ele foi forte, mas esta é a hora em que o craque tem que aparecer e se sobressair, decidindo a partida.

A sorte até poderia ter sido diferente tivesse Kardec marcado um gol feito que ele perdeu. Mas depois disso e do gol sofrido, poderia ficar jogando até amanhã que não conseguiria empatar a partida.

O São Paulo teve, se muito, 15 minutos de bom futebol, no início do segundo tempo. Mas parou por aí. A tática estilo Alemanha foi deixada de lado e o Muricybol voltou com tudo, dando todo o cartaz para o goleiro da Chapecoense.

Perdemos três pontos irrecuperáveis e agora teremos o Goiás pela frente. A sequência, que era para ser fácil e nos colocar na liderança sofre um duro golpe e tirou todo o meu otimismo.

Retomada do Brasileiro foi com grande exibição

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não posso negar que fiquei muito empolgado com o que eu vi nesta quarta-feira, em Salvador. A retomada do São Paulo no Campeonato Brasileiro foi empolgante. O primeiro tempo apresentado pela equipe mostrou que alguma coisa de muito bom foi feita durante a parada para a Copa do Mundo.

Evidente que o tempo vai nos mostrar essa evolução, até porque Luis Fabiano não jogou e Kaka entrará no time. Mas, convenhamos, se assim está bom, a tendência é melhorar ainda mais.

O primeiro gol contra o Bahia saiu da cobrança de penalidade, num lance que mais pareceu ingenuidade e falha do defensor baiano do que jogada do ataque. Mas o segundo gol foi uma pintura, típica de um time bem treinado. Mais do que isso, a marcação pressão e o toque de bola, fazendo com que essa posse se transformasse em grande domínio, fizeram a diferença e o São Paulo não correu riscos em momento algum.

Talvez para a entrada de Kaka seja necessário outro volante de marcação forte. Esse nome poderia ser o de Rodrigo Caio, jogando ao lado de Souza, com Rafael Tolói entrando na zaga. Dessa forma os talentos de Kaka, Ganso, Kardec e Luis Fabiano poderiam jogar soltos, sem tanta preocupação com a marcação.

Mas, voltando o jogo desta quarta-feira, não há um nome que eu possa destacar negativamente. O conjunto esteve bem sem, também, grandes destaques individuais. O que mostra que o grupo está coeso e fechado para a disputa do Brasileiro. Sendo assim já não considero pecado pensar em título no final do ano.

Enfim, o São Paulo volta a campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi uma longa espera. Depois de 45 dias, período em que se realizou a Copa do Mundo, o Tricolor estará em campo novamente. E ao contrário de alguns críticos, que se mostram céticos em relação ao futebol brasileiro e que haverá uma depressão por assistirmos jogos do campeonato nacional após as partidas – algumas épicas – da Copa do Mundo, minha vontade de ver o São Paulo jogando é tanta que nem me lembro mais da Copa.

É verdade que não veremos o time completo. Luis Fabiano, Rafael Tolói e Kaka estão fora. Aliás, Kaká só deverá estrear no primeiro final de semana de agosto, contra o Criciuma.

Muricy barrou Alexandre Pato. A menos que Ademilson não possa jogar, por causa de uma amigdalite que o tirou do treino de ontem, Pato ficará no banco. E não condeno o técnico do São Paulo por isso. Ainda que eu deposite fé que Pato vai virar a mesa e se dar bem no Tricolor, é fato que ele não é participativo e se desliga nos jogos.

Outra coisa que me assusta, e não pouparei críticas ao nosso técnico se isso se tornar realidade, é a possibilidade de Ganso ir para o banco para a entrada de Kaka. Não vou aceitar a ideia de que os dois não podem jogar juntos, como foi feito com Ganso e Jadson. Porque, se Paulo Miranda e Edson Silva, por exemplo, podem jogar juntos, por que não Kaka e Ganso? Mas isso é coisa lá para a frente.

Espero uma boa apresentação nesta noite, na Arena Fonte Nova. O Bahia não está bem no campeonato, nós estamos em quarto lugar, mas empatados em pontos com os segundo e terceiro lugares, a três pontos de distância do líder. Levando-se em conta que na primeira fase do Brasileiro nós jogamos contra os times mais fortes (já enfrentamos os cariocas, os mineiros, os clássicos e um gaúcho), podemos imaginar que a liderança é algo muito próximo. Para ser palpável, precisamos de um bom resultado nessa noite. E eu estou confiante.

Então, à vitória, Tricolor!