Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tudo parecia caminhar para uma goleada história. Com 12 minutos de jogo Michel Bastos faz 1 a 0. O time joga bem. Mais um pouco e 2 a 0. Antes de terminar o primeiro tempo, 3 a 0. Futebol forte, técnico, envolvente e determinado.
A montagem do time com três meias ficou muito boa. De fato os meias jogavam muito avançados. Michel Bastos aberto pela direita, Kaká pela esquerda e Kardec enfiado no meio, com Ganso tendo liberdade de flutuar pelo campo. Contava com Maicon, que tem bom passe e prende a bola quando necessário.
As inversões de Kaká com Michel Bastos também eram feitas. Em determinados momentos era Ganso que abria por uma ponta, com Michel Bastos vindo pelo meio. Enfim, a troca de posições do meio para a frente estava acabando com a defesa equatoriana, enquanto Paulo Miranda e Édson Silva estavam tranquilos na defesa.
Ms veio o segundo tempo e Maicon não voltou. Alegou dor nas costas e desequilíbrio, com receio de ser expulso, pois já havia recebido um cartão amarelo. Muricy fez o que seria normal: colocou Antonio Carlos, deslocou Paulo Miranda para a lateral – função que ele já exerceu muitas vezes – e Hudson para o meio – sua real posição -.
Só que deu tudo errado. O time teve um verdadeiro apagão. Paulo Miranda errou tudo na lateral, Hudson não conseguia acertar um passe e Antonio Carlos, de novo, deixou buracos pelo seu setor. E foi exatamente por esse lado, direito do São Paulo e esquerdo do Emelec, que o time equatoriano marcou dois gols em dois minutos, acabando com a vantagem conquistada no primeiro tempo e enterrando a expectativa gerada de uma grande goleada no Morumbi.
Ainda bem que veio um gol salvador de Antonio Carlos, que nos devolveu uma pequena vantagem de podermos perder por um gol de diferença no Equador.
O São Paulo ganhou, sim, mas mostrou deficiências que perduram desde o início da temporada e que, certamente, ficarão até o final.