Despedida melancólica de uma Seleção medíocre

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Seleção Brasileira despediu-se da Copa do Mundo sofrendo outra goleada: 3 a 0 para a Holanda. Foi melancólica a despedida, digna de uma Seleção medíocre e patética.

Felipão, ultrapassado e absolutamente perdido no banco, escalou um time recheado de volantes para bloquear o meio de campo. Bastou um gol aos 3 minutos de jogo para tudo ruir. E não houve poder de reação.

Mas entrar com Fred e Hulk faria diferença? Não. A Seleção é muito ruim e não tem jogadores para mudar um resultado, além de ter um técnico completamente arcaico. Aliás, comissão técnica dinossáurica, pois juntado Felipão com Parreira, dá um mausoléu.

O pior é que o Zé das Medalhas, digo, José Maria Marin, vai pensar uma semana o que vai fazer. E o futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Dero, já disse que por ele, Felipão seria mantido. Triste futebol brasileiro. Cada vez mais se encaminhando para o fundo do poço.

O que interessa, no entanto, é que quarta-feira tem São Paulo em campo. E aí tudo começa a voltar ao normal.

O vexame da Seleção que um dia foi a Canarinho querida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou pasmo até agora com o vexame aprontado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Tomar de 7 a 1 numa semifinal, aliás, fosse em qualquer circunstância, é vergonhoso.

Lembro-me daquele 7 a 1 que tomamos do Vasco, em 2001, ou dos 7 a 2 que tomamos da Portuguesa, em 98. Passei meses com vergonha de lembrar do episódio. Só voltei aos campos por ser um grande e imenso apaixonado pelo São Paulo. Mas foi uma vergonha para nós e demorou muito para curar a marca.

O vexame da Seleção Brasileira foi internacional. O mundo parou para assistir um dos maiores clássicos da Terra e viu uma Alemanha triturando o Brasil, precisando de apenas oito minutos para liquidar a partida. E não foi mais porque Davi Luis deu uma entrada dura em Muller como espécie de aviso: “acabou, não dá mais, manera aí”.

Sempre falei que essa Seleção é uma das piores da história recebe do futebol brasileiro. E quanto digo história recente me refiro às que efetivamente vi jogar, de 1970 para cá. Mesmo a de 1990 não era tão ruim. O péssimo era o técnico, fatídico Sebastião Lazzaroni. Esta era Neymar e mais 10. Só não sabia que estes dez e mais um eram tão horríveis.

O técnico Luis Felipe Scolari, totalmente ultrapassado, pensou que conversa e grupo fechado, aliado à Copa ser no Brasil, ganharia o título. Por isso não treinou. E a Seleção pagou em campo com falta de esquema tático e conjunto. Ganhou aos trancos e barrancos de quem era mais fraco e tomou uma humilhante goleada de quem era reconhecidamente mais forte.

Dizem os críticos que lições ficarão para o futebol brasileiro. Concordo em parte. Pensaremos muito em termos de clubes do que fazer para o futebol não sucumbir ao lodo neste período de depressão pós Copa. Mas em termos de CBF nada vai mudar. O escroto José Maria Marin deixará a presidência,  e entrará Marco Polo del Nero, outro escroto que vai continuar afundando o futebol brasileiro.

Triste sina para uma Seleção Brasileira, que um dia foi a Seleção Canarinho que o povo tanto cantava e amava.

Aqui é Brasil, Colômbia! Venha Alemanha! Mas sem Neymar?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Brasil fez, certamente, o melhor primeiro tempo de todos seus jogos nesta Copa até agora. Diria, inclusive, que foi a melhor partida, apesar do gol colombiano no final do jogo e um pouco de pressão que sofremos. Mas Júlio Cesar não fez uma única defesa, o que mostra que o time esteve bem equilibrado.

Foi fundamental a mudança tática feita por Felipão. Ele tirou Oscar da ponta, fazendo dele um armador do time e permitiu que Hulk jogasse mais centralizado, ao lado de Fred. Neymar tinha liberdade para flutuar no campo.

Mas nosso diferencial foi mesmo a zaga. Tão criticada por chorar demais – como se isso fosse algum crime ou sinal de fraqueza – Thiago Silva e Davi Luis foram gigantes. Marcaram os gols e dominaram o ataque colombiano. Fizeram uma partida digna de Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Temo muito pela Alemanha, que vem por aí. E temo mais porque não teremos Neymar. Num lance infeliz, de violência do colombiano, mas certamente de puro azar, pois acho que foi mais um acidente de trabalho, Neymar fraturou a vértebra e está fora da Copa.

Tenho dito repetidamente que a Seleção Brasileira é Neymar e mais dez. Nesta sexta-feira a zaga resolveu o problema. Mas Thiago Silva está fora do jogo contra a Alemanha e eu não sei o que Felipão fará para armar o time, principalmente com a ausência de Neymar.

Fica a torcida, mas temo que estas duas baixas possam nos tirar do caminho do título.

Jogo chato com transmissão ruim

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que jogo chato esse amistoso entre São Paulo e Orlando City. Me sinto até com dificuldade de fazer algum comentário, assim como tive para dar as notas, porque a transmissão da TV foi uma das piores que já vi. Câmeras altas, muito distantes, ou imagens por trás do gol. Não havia a mínima estrutura para este tipo de amistoso naquele estádio.

Mas no que vi, percebi que o time evoluiu muito pouco nesse período de inter-temporada. Alan Kardec muito desentrosado – e não poderia ser diferente -, Osvaldo tentando as jogadas de sempre, de forma infrutífera e Souza sobrecarregado na frente da área.

A defesa não conseguiu bater cabeça, pois o time do Orlando é risível. Coitado do Kaká nesse time ano que vem. Vai carregar, não só o piano, mas a orquestra inteira nas costas.

A única coisa positiva que encontrei foi a invenção de Muricy pelo lado esquerdo. Ao colocar Lucas Evangelista no setor deu mais qualidade e força por aquele setor. É bem verdade que foi apenas um teste, pois quando o Brasileiro voltar, Álvaro Pereyra já estará reintegrado ao elenco e é titular absoluto da posição.

Vou torcer para que o entrosamento apareça nestes 25 dias que faltam para o Brasileiro voltar, provavelmente com Kaká integrado ao elenco. Levo fé nesse segundo semestre.

No empate com o México, a real Seleção Brasileira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate entre Brasil e México mostrou bem o atual estágio da nossa Seleção. Não quero dizer com isso que não tem chance de conquistar o hexa. Tem, sim. Afinal, a Copa é no Brasil e contamos com o apoio fundamental da torcida. O Hino Nacional cantado até o fim, a corrente de pensamentos, enfim, são todos ingredientes que me levam a acreditar no título. Mas a Seleção é muito fraca.

Neste jogo contra o México vi dois laterais decadentes – Daniel Alves e Marcelo -, um meia que não liga o meio com o ataque, no caso Oscar, e um centro-avante que mais parece um cone.

O absurdo desta Seleção está na reação que tive em dois momentos nesta terça-feira: senti falta do Hulk (incrível) e vibrei com a entrada do Jô no lugar do Fred. É o sinal dos tempos. Pensar que há duas décadas nós montávamos cinco Seleções em condição de conquistar a Copa. Hoje não temos uma.

Felipão errou, sim, em não convocar Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Robinho. A Seleção que está aí não tem qualquer experiência em Copa.  Mas agora não adianta chorar o leite derramado.

Não tenho dúvida que vamos passar por Camarões. Mas a parda na frente será indigesta. Tudo indica que a Espanha estará em nosso caminho logo nas oitavas-de-final. Aí, já não aposto mais nada.

 

Paulo Pontes

O Brasil ganhou, mas com grande ajuda do árbitro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há dúvida que na Copa do Mundo, como, aliás, em qualquer torneio, o que interessa é a vitória. Sendo assim, o Brasil cumpriu seu papel e venceu a Croácia na abertura da Copa do Mundo. Mas o árbitro foi decisivo para o resultado de 3 a 1, que não espelha o que foi o jogo.

Em nenhum momento a Seleção nacional encontrou seu futebol. Com Oscar aberto na direita, Hulk na esquerda e Neymar flutuando pela intermediária adversária, o time levava pouco perigo ao gol croata. Em compensação a Croácia tinha contra-ataques fortes. E foi num nestes que marcou seu gol.

O apoio da torcida foi fundamental para que o time não assimilasse o golpe e conseguisse a reação. Oscar, Neymar e Hulk começaram a trocar de posição, o que foi embaralhando a marcação adversária. Mesmo assim precisou uma jogada individual de Neymar para que o gol de empate saísse.

No segundo tempo o script continuou igual. Jogo difícil, a Seleção Brasileira errando muito e os croatas ameaçando. Foi quando um erro absurdo da arbitragem, marcando pênalti inexistente em Fred, decidiu a sorte do jogo. Não só porque Neymar converteu em gol, mas porque deixou os croatas irritados, descontrolados.

Mesmo assim ainda tiveram chance de gol. Júlio Cesar fez grande defesa. E em mais um erro de arbitragem, não marcando falta de Ramires, a bola se ofereceu para Oscar, que ao lado de Neymar foi o melhor em campo, e marcou o terceiro gol.

O time terá que melhorar muito, pois não vai encontrar árbitros como esse japonês ao longo da Copa.

Tricolornaweb é Brasil na Copa, sem deixar o São Paulo de lado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, repetindo o que já fizemos em 2006 e 2010, estamos abrindo nossas páginas para a cobertura da Copa do Mundo do Brasil, dando atenção especial à Seleção Brasileira.

Numa época onde o noticiário do nosso São Paulo é escasso, pois os jogadores estão em férias, e o assunto esportivo do universo é a Copa do Mundo, se torna difícil ficar impassivo e passar ao largo deste evento.

Por isso criamos o link Copa do Mundo há alguns dias, onde o leitor tem acesso a todos os grupos do Mundial, com uma página separada para o Brasil.

Abriremos, na Home, espaço para Opinião de São-paulino, antes e depois dos jogos da Seleção Brasileira, assim como traremos as notas de jogadores e o Sobe e Desce, como fazemos nos jogos do São Paulo.

Isso, no entanto, não quer dizer que vamos abandonar o São Paulo nesse período. Continuaremos acompanhando os treinamentos, que serão retomados na próxima segunda-feira, os amistosos, apesar que até agora temos apenas um agendado em Orlando, nos Estados Unidos, e as negociações para contratações de reforços para o time.

Portanto o Tricolornaweb entra, agora, de cabeça na cobertura da Copa do Mundo, mas mantém como prioridade as informações do São Paulo FC, nossa razão de existir.

Então, o Tricolornaweb, que é o site que está com o São Paulo, é, também, o site que está com o Brasil.

Vitória no sufoco, mas muito importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma vitória suada aos 45 minutos do segundo tempo, sobre o Atlético Mineiro, com falha gritante do goleiro atleticano. Mas foi de suma importância na nossa caminhada no Brasileiro.

O primeiro tempo do São Paulo foi muito bom. Com toque de bola envolvente, jogadas rápidas, marcou o primeiro gol aos 10 minutos, em jogada da dupla Osvaldo e Luis Fabiano, os dois melhores do time nesta noite de sábado, e continuou dominando a partida. O Atlético estava sufocado em seu campo. O problema é que as oportunidades surgiam e eram desperdiçadas, principalmente pela total falta de vontade de Pato e erros em arremates de fora da área.

No segundo tempo o time caiu muito de produção. Maicon foi substituído, com dores na coxa, e Denilson não deu a mesma qualidade de saída de jogo que seu antecessor. O Atlético passou a atacar muito em cima de Reinaldo e pressionar. Mesmo assim o jogo estava administrado.

Muricy preparava outra substituição. Iria colocar Paulo Miranda, só não sei no lugar de quem. Então saiu o gol do Atlético. Muricy desfez a substituição e deixou o jogo seguir.

Pato continuava ausente e acabou substituído por Pabon. Ele saiu de campo sob grande vaia. Aliás, a torcida vaiou Pato com a mesma intensidade que pediu Lugano, quando o Tricolor tomou o gol de empate.

Quando parecia que não haveria mais jeito, o goleiro adversário colaborou e tomou um frango danado, em cobrança de falta de Pabon.

A vitória nos colocou no G4. Poderemos até sair no final de semana. Mas estaremos, no máximo, a três pontos do líder e no bolo de cima. E cabe lembrar que enfrentamos uma sequência difícil de jogos. Foram os dois mineiros, os três cariocas, um gaúcho e um clássico. De times considerados mais fracos foram só os dois paranaenses. E estamos na parte da frente da tabela.

Levando-se em conta que quando o Brasileiro voltar teremos os catarinenses e baianos, além do Sport, vamos convir que podemos nos considerar vivos na disputa do título.

 

O empate acabou sendo um bom resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conquistou um empate contra o Atlético Paranaense, em Uberlândia e deve ser comemorado. Se este jogo “fora” teria mais casa de nosso mando, afinal a maior torcida era são-paulina, as circunstâncias da partida nos levam a crer que saímos com um bom resultado.

O time foi horrível no primeiro tempo. Ganso muito marcado, Pato escondido e fora de sintonia, os laterais sem qualquer produção ofensiva e ainda complicando a defesa e um meio de campo que não conseguia prender a bola. Isso só poderia resultar em domínio do Atlético e a vitória parcial dos paranaenses, absolutamente justa.

É duro admitir, mas senti falta de Maicon. Com ele, no mínimo, temos posse de bola e boa transição defesa – ataque. Se ele peca em passes em profundidade e na marcação, ganha no quesito que faz o São Paulo ficar mais tempo com a bola e, consequentemente, correr menos riscos.

A mudança que Muricy fez para o segundo tempo surtiu o efeito esperado. O “ausente” Pato deixou o campo para a entrada de Boschilia. O meio de campo foi reforçado e passou a equilibrar as ações. É incrível mas, logo após o empate, em gol de pênalti, ainda houve outra penalidade claríssima em cima de Osvaldo, não marcado pela arbitragem. Poderíamos ter, em poucos minutos, ter virado o jogo.

E é fato que o São Paulo foi melhor a partir do gol de empate. Tanto que tomou o gol aos 45 minutos, em outra falha da defesa, e conseguiu, de novo, empatar a partida, dois minutos depois.

Não foi o resultado dos meus sonhos, mas considerando-se que foi um jogo disputado fora de casa, o empate faz parte das contas que temos que fazer para disputar o título. Por isso continuamos no bloco da frente neste momento do Brasileiro.

Vitória contra um grande time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, alguém tem tem dúvida de que o Grêmio vai brigar até o fim pelo título do Brasileiro? Sua colocação na tabela demonstra que, na pior das hipóteses, ele vai brigar na parte de cima por algo bom. Sendo assim, ganhamos de um dos pretendentes ao título, o que nos coloca, também, nessa condição.

A vitória contra o Grêmio conforma que a goleada do Maracanã foi atípica. Aliás, naquele jogo, tínhamos a vitória nas mãos e um acaso, como o gol contra de Lucão, acabou com nosso time. E se nossa defesa já é fraca, não custa lembrar que naquele jogo só tínhamos Antonio Carlos dos titulares. Os outros eram todos reservas.

Mas vamos falar do jogo desta noite de sábado. O São Paulo sempre foi superior ao Grêmio. No máximo, em alguns momentos, houve equilíbrio e desconte-se o final da partida onde os gaúchos partiram para o abafa, pois precisavam tentar empatar o jogo.

Não foi um futebol brilhante, reconheço. Mas foi, no mínimo, competitivo. O gol saiu de cobrança de falta, em jogada aérea, porém ao longo da partida foram criadas chances, a maioria delas por Ganso, desperdiçadas pelo ataque.

Está muito claro que a estrutura tática de Muricy Ramalho tem nos laterais uma grande força. Mas com Reinaldo isso fica muito difícil. Para suprir essa deficiência, Maicon várias vezes apareceu por ali, ajudando Osvaldo, e o próprio Paulo Henrique Ganso também foi jogar ali.

Para o resultado ser mais elástico faltou, talvez, um pouco mais de agilidade de Luis Fabiano, que foi servido muitas vezes, até em condição de marcar, mas sempre perdeu na velocidade para a zaga. Ou Alexandre Pato ficar mais esperto, porque nitidamente em alguns momentos da partida ele se desliga.

De qualquer maneira a vitória foi muito importante. Num campeonato por pontos corridos o que vale são os três pontos, principalmente jogando em casa.

Agora vamos mirar o próximo adversário, com uma vantagem para nós: nunca vencemos jogando na Arena da Baixada. Como ela está cedida para a Fifa, o jogo será no Parque dos Sabiás, em Uberlândia. Grande chance de sairmos de lá com a vitória.