Tricolor visita Nacional para reverter desvantagem e ir à improvável final

O São Paulo precisa fazer sua melhor exibição no ano até então para alcançar sua sétima final na história da Copa Libertadores da América. É com esse pensamento que o Tricolor entrará em campo nesta quarta-feira, a partir das 21h45 (de Brasília), para enfrentar o Atlético Nacional-COL, no estádio Atanasio Girardot, localizado na cidade de Medellín, pelo jogo de volta das semifinais do torneio continental. O classificado deste embate fará a decisão com Boca Juniors ou Independiente del Valle-EQU – os equatorianos largaram na frente com uma vitória por 2 a 1.

Derrotado no primeiro encontro por 2 a 0, em pleno Morumbi, o clube brasileiro precisa vencer os colombianos por dois gols de diferença desde que balance as redes ao menos três vezes (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3…), isso devido ao critério do gol fora de casa. Caso devolva o placar da última semana, a decisão irá para a disputa por pênaltis. Mas nem por isso o São Paulo planeja atacar a qualquer custo, considerando a qualidade do time adversário em Medellín, onde ainda não foi superado na competição.

“Acredito que não podemos atacar com tudo, pelas características que tem o Nacional. Isso seria um erro, mas em algum momento teremos que fazê-lo. Pensamos que eles jogarão como sempre, atacando, obrigando a nos defender. Mas quando recuperarmos a bola, temos de atacá-los e agredi-los. Essa é a ideia geral. Estamos vivos, precisamos ser inteligentes e tratar de fazer uma boa partida”, avaliou o Patón, antes de ressaltar os pontos fortes da equipe colombiana.

“Até agora, não perderam como mandantes na competição. É uma equipe com muitos jogadores rápidos, muito técnica, e vai fazer o de sempre: atacar. Será uma partida difícil para nós, mas estamos confiantes, viemos tranquilos, com a expectativa de fazer um bom jogo e, bom, veremos se podemos nos classificar à final”, acrescentou o treinador argentino, campeão da Libertadores em 2008 e 2014, com LDU-EQU e San Lorenzo, respectivamente.

Assim como no jogo de ida, Bauza segue com os desfalques dos lesionados Paulo Henrique Ganso e Kelvin. O argentino Ricardo Centurión, que agradou na vitória por 3 a 0 sobre o América-MG, no último domingo, assumirá a função do camisa 10 são-paulino, e ainda revezará com Wesley pela ponta direita. Dessa forma, Hudson e Thiago Mendes formarão a dupla de volantes, já que João Schmidt saiu chorando do último treino com dores na coxa direita.

Além disso, Diego Lugano substituirá Maicon, suspenso devido ao cartão vermelho levado em consequência do empurrão na cabeça do atacante Borja no segundo tempo do duelo inicial.

Lugano entrará no lugar do suspenso Maicon na decisão de Medellín (Foto: Raul Arboleda/AFP)
Lugano entrará no lugar do suspenso Maicon na decisão de Medellín (Foto: Raul Arboleda/AFP)

Se algum são-paulino está esperando que o Atlético Nacional entre em campo com o regulamento embaixo dos braços é melhor esquecer. A equipe de Medellín vive uma grande expectativa em voltar à final da Libertadores e promete não abrir mão de seu estilo ofensivo, de posse e toque de bola, mesmo com a vantagem adquirida no Brasil.

“Temos de fazer eles sentirem que estão na nossa casa. Não temos vantagem. Vamos fazer a diferença em casa”, comentou o lateral Daniel Bocanegra. “Queremos passar rapidamente por esses 90 minutos e chegar à final. Continuar lutando para dar esta Copa tão cobiçada para nossos torcedores”, completou Alex Mejia.

Campeão em 1989 e vice em 1995, quando caiu diante do Grêmio de Porto Alegre, em apenas 69 anos desde sua fundação, o Atlético Nacional sonha com a vaga após 21 anos. Para isso, contará com o apoio de 42 mil torcedores e deverá ter apenas uma alteração em relação ao time que iniciou o confronto no Morumbi: Guerra na vaga de Ibarguen.

Além disso, o retrospecto é outro fator motivador e que eleva ainda mais o favoritismo dos colombianos. O time tem quatro vitórias e apenas um empate atuando no Atanasio Girardot. Marcou 12 gols e foi vazado apenas duas vezes.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO NACIONAL-COL X SÃO PAULO

Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Data: 13 de julho de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Patricio Polic (CHI)
Assistentes: Marcelo Barraza e Christian Schiemann (ambos do CHI)

ATLÉTICO NACIONAL: Armani; Bocanegra, Sánchez, Henríquez e Díaz; Mejía, Pérez e Macnelly Torres; Marlos Moreno, Guerra e Borja.
Técnico: Reinaldo Rueda.

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena; Hudson, Thiago Mendes, Wesley, Ricardo Centurión e Michel Bastos; Jonathan Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza.

 Fonte: Gazeta Esportiva

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