Tigre manda jogo em La Bombonera e Amoroso relembra 2005

O Tigre confirmou na tarde desta segunda-feira que o palco do primeiro jogo da final da Sul-Americana contra o São Paulo, que acontece nesta quarta, será mesmo La Bombonera, casa do Boca Juniors. A decisão de levar o duelo ao palco boquense foi motivada, primeiro, por determinação da Conmebol, que não permite que decisões de torneios organizados por ela sejam em estádios com capacidade inferior a 40 mil pessoas. O José Della-giovanna, casa do Tigre, pode abrigar cerca de 26 mil.

Em segundo plano, mas não menos importante, há o retrospecto do Tricolor no local, que não é dos melhores. No estádio, foram sete jogos, com quatro derrotas, um empate e duas vitórias. Esse alerta foi feito pelo ídolo do Boca Juan Román Riquelme, que aconselhou o prefeito de Victoria (cidade do Tigre), Sérgio Massa, a mandar o jogo na casa xeneize.

E não é a primeira vez que o Tricolor vive esse tipo de situação. Na final da Libertadores de 2005, o clube do Morumbi decidiu a competição contra o Atlético-PR. Na época, a primeira partida foi impedida de acontecer na Arena da Baixada pois não comportava o mínimo de 40 mil torcedores exigido pelo Conmebol. O jogo, então, ocorreu no Beira-Rio, em Porto Alegre, onde as equipes empataram em 1 a 1. Para o ex-atacante são-paulino Amoroso, que esteve em campo diante do Furacão, a mudança do local em nada influenciou.

– Nossa consciência era de que o time era muito bom, unido e tínhamos total condição de vencer a Libertadores pela qualidade do grupo. Independentemente do lugar, o fator campo não influenciaria. Poderia influenciar no começo do jogo se jogássemos na Arena da Baixada, uma pressãozinha, mas nosso time era muito superior. O fator do Atlético não ter jogado na sua casa não influenciaria – disse o ex-atleta, em entrevista ao LANCE!Net.

Ainda de acordo com Amoroso, a equipe atual do Tricolor tem total condição de repetir o feito de 2005 e, assim como os campeões continentais, levantar a taça no Cícero Pompeu de Toledo.

– Acredito plenamente, acho que podem definir o jogo já na primeira partida. Encaminhar já um bom resultado para o jogo de volta no Morumbi, assim como fizemos em 2005 – completou.

Bate-bola com Amoroso, ex-atacante do São Paulo e campeão da Libertadores em 2005:

Acredita que, se o jogo fosse na Arena da Baixada, o Tricolor poderia ter tido problemas por ter mais pressão da torcida, campo menor?
Acho que não, primeiro porque tínhamos três zagueiros, dois volantes de marcação que saíam bem para jogar. O jogo desafogava pelo lado esquerdo, com Danilo e Júnior. (O Atlético) Era um time que poderíamos enfrentar em qualquer lugar. Tínhamos um grupo com gente acostumada a decisões.

Saiu aquela noite do Beira-Rio com a sensação de que tinha conquistado o título no primeiro jogo?
Naquele momento meu pensamento era de que tínhamos conquistado o título, com todo respeito ao Atlético-PR, contra o River Plate, na fase anterior. Aquele jogo foi a final antecipada da Libertadores. Não foi uma surpresa o São Paulo ser superior ao Atlético na segunda partida jogando em casa, no Morumbi. Ter estádio com capacidade ajuda, mas o que importa é ter um time de qualidade, e nós tínhamos.

Crê que o São Paulo vá conquistar o título da Sul-Americana?
O São Paulo tem tradição em competições internacionais. Precisa desse título. Passaram-se seis anos da conquista da Libertadores, tem a chance de terminar o ano com um título internacional. Não é como enfrentar um Boca, um River Plate. Quem tem de tomar cuidado jogando na sua casa é o time do Tigre e não o São Paulo.

Em 2010, torneio teve ‘final acanhada’

Se desta vez a Conmebol interveio para que a decisão fosse em um estádio para no mínimo 40 mil pessoas, o mesmo não aconteceu na decisão do torneio em 2010. Na ocasião, Goiás e Independiente (ARG) se enfrentaram e, após a primeira partida ser realizada no Serra Dourada, o jogo de volta aconteceu no Libertadores de América, que comporta aproximadamente 28 mil torcedores.

– Não fomos consultados, só cumprimos ordens. E quase acabaram com a gente lá, com pedradas no ônibus, torcida argentina, aquela coisa – disse o vice-presidente esmeraldino à época, Edmo Pinheiro, ao L!Net.

Fonte: Lance

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