Situação do São Paulo usa Muricy para fortalecer candidatura de Aidar

Além de ser uma das últimas cartadas na tentativa de livrar a equipe de um trágico rebaixamento, a contratação de Muricy Ramalho foi também uma manobra política do presidente Juvenal Juvêncio. E o sucesso do técnico passou a ser uma das maiores apostas da situação para triunfar nas eleições que ocorrem em abril do ano que vem.

Habilidoso, Juvenal já começou tirar proveito da figura popular de Muricy em meio à apresentação do técnico, na tarde desta terça-feira. Ele não foi ao CT, mas enviou a maioria de seus pares, inclusive Carlos Miguel Aidar, indicado pelo presidente para sucedê-lo. Aidar há tempos não dava as caras no CT da Barra Funda. Próprios membros da situação reconhecem a estratégia. Aidar rebate.

– Eu construí aquele lugar, eu inaugurei o CT. É baixar muito o nível falar uma coisa dessas – afirmou ao LANCE!Net o conselheiro vitalício, que inaugurou o centro de treinamento do Tricolor no segundo mandato como presidente, em 1988.

Aidar, porém, não especifica quando foi sua última visita.

– Não vem ao caso – resume.

Enquanto isso, Juvenal tem outro abacaxi para descascar por conta de sua escolha. Seu vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, se sentiu traído e ameaça seguir candidatura própria mesmo sem o apoio do presidente.

– Tenho muita legitimidade para ser presidente pela minha história no clube, pelos serviços prestados durante anos. Com Juvenal ou sem Juvenal, sou candidato – disse Leco.

A situação acredita que o vice irá recuar e vê certa rebeldia no homem que até mês passado era o favorito para ter o apoio de Juvenal.

– Eu disse que estaria do lado do candidato que o Juvenal apoiasse. O Júlio Casares (vice-presidente de comunicação) e o Roberto Natel (vice-presidente social, outros pré-candidatos) também. Então, fomos mais leais que ele – afirma Carlos Miguel.

Na semana passada, Juvenal anunciou sua retirada do processo de escolha e indicou os quatro pré-candidatos para que eles se resolvessem quem sairia candidato. No entanto, o presidente mudou de postura e, na última segunda-feira, apresentou apoio a Carlos Miguel Aidar, homem que lhe deu o primeiro cargo importante na política do São Paulo – Juvenal foi diretor de futebol nas gestões de Aidar, entre 1984 e 1988.

Fonte: Lance

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